Basta de rodeios – o sionismo não é aceitável

(João Gomes, in Facebook, 21/04/2026, Revisão da Estátua.)


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Há alturas em que a ambiguidade deixa de ser prudência e passa a ser cumplicidade. A atual posição da União Europeia face a Israel aproxima-se perigosamente desse limiar.

O debate proposto por Espanha sobre o acordo de associação com Israel expõe, mais uma vez, a fragilidade estrutural da política externa europeia: muita retórica, pouca consequência. Discute-se, pondera-se, “analisa-se o contexto” – enquanto, no terreno, a realidade avança sem esperar a lentidão burocrática de Bruxelas.

A questão essencial não é jurídica nem sequer técnica. É política e moral. Pode a União Europeia continuar a tratar como parceiro privilegiado um Estado acusado, de forma crescente e sustentada, de violar o direito internacional? Pode fazê-lo invocando interesses económicos, cooperação tecnológica ou alinhamentos estratégicos? E, sobretudo, pode fazê-lo sem cair numa contradição gritante com a sua própria atuação recente noutras crises internacionais? A resposta, se houver coerência, só pode ser negativa.

Perante o conflito na Ucrânia, a União Europeia não hesitou em mobilizar sanções massivas, isolamento diplomático e rutura económica com a Rússia. Fê-lo com base em princípios que dizia defender: integridade territorial, respeito pelo direito internacional, condenação do uso desproporcionado da força. Esses princípios foram apresentados como universais – não como instrumentos seletivos aplicáveis apenas quando conveniente. E é precisamente essa universalidade que hoje está em causa.

A insistência em enquadrar as ações de Israel como “defesa” tornou-se, mais do que uma análise, um automatismo e pode mesmo dizer-se uma mentira política. A defesa não é um conceito elástico ao ponto de justificar qualquer ação. Quando operações militares israelitas resultam em destruição sistemática, deslocação massiva de populações e bloqueios prolongados com impacto humanitário severo, o argumento da defesa deixa de esclarecer e passa a obscurecer.

O problema não está apenas no que Israel faz. Está no que a União Europeia aceita. E aceita porque há interesses. Aceita porque há dependências tecnológicas. Aceita porque diz “haver equilíbrios geopolíticos a preservar”. Aceita porque a unanimidade entre Estados-membros transforma decisões difíceis em impossibilidades práticas. E aceita, também, porque há governos que, por razões históricas ou ideológicas, recusam qualquer mudança de posição.

Mas aceitar não é neutro. Aceitar é escolher.

Ao manter intacto o essencial da sua relação atual com Israel, a União Europeia está a enviar uma mensagem clara: há violações do direito internacional que conduzem a isolamento e sanções, e há outras que geram declarações e, no máximo, revisões simbólicas. Há, portanto, duas leituras – e essa duplicidade corrói a credibilidade europeia de forma profunda.

A proposta da Espanha – rutura do acordo de associação com Israel -, sabe-se que dificilmente avançará. As regras europeias, os interesses cruzados e as divisões internas tornam esse cenário improvável. O mais provável será que a decisão seja uma mera declaração dura, talvez alguma revisão parcial, mas a continuação do essencial – o chamado “business as usual”, apenas com linguagem mais crítica. Os negócios e interesses financeiros vão-se sobrepor à justiça e à verdade. A maior parte dos dirigentes europeus “alinha” secretamente com as politica de Israel por uma cobardia politica perfeitamente visível.

E é precisamente esse resultado que revela o problema. Porque, no fim, a União Europeia não será julgada pelas palavras que escolhe, mas pelas linhas que traça – ou que se recusa a traçar. E neste momento, a linha continua por desenhar.

Se se isolou um Estado em nome de princípios, esse isolamento não pode desaparecer quando o contexto se torna mais desconfortável. Caso contrário, os princípios deixam de ser princípios e passam a ser instrumentos e os cidadãos da União Europeia saberão que tipo de dirigentes determina o seu futuro. Uma ordem internacional baseada em instrumentos não é uma ordem – é uma conveniência.

Basta de rodeios.

A cronologia vitoriosa dos chips das máquinas de lavar…

(Maria Manuela, in Facebook, 23/02/2026, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por IA

Há quatro anos atras, a Rússia avisou os EUA e o Reino unido que não permitiria a inclusão da Ucrânia na NATO, assim como, e após o volte-face do Ocidente aos acordos de Minsk, estava disposta a reconhecer as repúblicas independentes de Luhansk e de Donetsk, ambas alvo de crimes de genocídio étnico por parte de Kiev.

Há quatro anos atrás, Bidé – o senil macabro -, desdenhou dos avisos do Kremlin, crente de que uma invasão da Ucrânia pela Federação Russa seria o epílogo ansiosamente aguardado e amplamente planeado, para acabar com o regime de Moscovo.

Afinal, desde a revolta colorida de Maiden, da destituição do presidente eleito, da nomeação de um comediante corrupto para o seu lugar, das afrontas e dos actos criminosos cirurgicamente planeados e executados contra a população russófona do Donbass, da alteração da constituição ucraniana para incluir a adesão à NATO como requisito fundamental, até à instalação de bases da CIA na fronteira com a Rússia e ao armamento intensivo dos nazis que agora faziam parte do exército de Kiev, TUDO havia sido minuciosamente planeado, aguardando simplesmente o BASTA do Kremlin para esmagar um país que, segundo vários “analistas” sem vergonha mas com muita marreca, possuía um exército sem botas, sem meias, sem mapas atualizados, sem armamento moderno e, cujos soldados, tinham aprendido a usar armas na Wikipédia.

Mesmo a corrupta e belicista alemã da Comissão Europeia chegou a declarar em público que a Rússia “desmanchava máquinas de lavar roupa para conseguir chips para o armamento”.

A REALIDADE, a única realidade, é que volvidos estes quatro anos e agora já TRANSPARENTE e ASSUMIDO o envolvimento da NATO na guerra, os factos mostram-nos:

– Quatro oblasts da Ucrânia integrados na Federação Russa.

– Uma Ucrânia depauperada de soldados e de armamento.

– Kiev no seu esplendor corrupto.

– A EUROPA exaurida económica e militarmente.

– Os EUA a deixarem de financiar a Ucrânia.

– A NATO, ou não fosse representada por um pseudo homem, de cócaras perante os ditames norte-americanos.

– A Federação Russa a manter, e mesmo a aumentar, o seu desenvolvimento militar.

– Cada vez mais países europeus a afastarem-se de Bruxelas cientes da sua incomensurável estupidez e incapacidade.

Há quatro anos atrás, ESTA União Europeia de eunucos incompetentes, deixou que os EUA usassem o seu braço armado – a NATO – para criar uma guerra proxi com a Federação Russa no território ucraniano, relegando quer o facto da VIZINHANÇA imutável da Rússia, quer sobretudo a IMENSA mais-valia que de lá fluía em combustíveis, em capital e em materiais valiosos.

Hoje, Bruxelas, e TODOS NÓS, somos relegados para o canto infame onde coabitam os cobardes com os subalternos, e mandam os lunáticos que tentam desalmadamente polarizar a REALIDADE com lentes virtuais. Uns infelizes.


Os patetas na festa de anos sem força para apagar as velas…

(Maria Manuela, in Facebook, 23/02/2026, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por IA

Este aniversário do 4.º ano da operação militar especial da Rússia na Ucrânia contra a NATO está no mínimo a ser hilariante.

Ele é o Bosta, de novo gordo e anafado como um suíno, que em conjunto com a Pústula Vonderlata vão numa excursão sem acompanhantes a Kiev oferecer uma mão cheia de nada.

Ele são os coligados da triste figura a fazerem o que melhor sabem: figura de idiotas.

Ele é o larilas da NATO a fazer peito a Putin mas do aconchego do seu covil.

Ele são uma cambada de prefessorecos de universidades de meia tigela, em cursos sem sequer tigela serem, a fazerem pela viduxa afirmando as maiores bacoradas sobre a Rússia e sobre a realidade da guerra, na esperança de conseguirem subir um degrau numa carreira de merda.

Ele são os pivots televisivos a porem-se em bicos de pés para demonstrar que lambem melhor, que o colega do horário anterior, as partes dos patrões.

Ele são os generais e coronéis de caserna, a esganarem-se por acrescentar um extra à reforma conseguida sem mérito, demonstrando a sua faceta assumidíssima de invertebrados pegajosos.

Ele é, por último, uma catrefa de adeptos e apoiantes do Zé cocaína que percebem, enfim, a figura de imbecis que têm andado a fazer. Ou não, o que é ainda mais lastimável.


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O princípio do fim da União Europeia?

(Fórum da Escolha, in Facebook, 31/01/2026, Revisão da Estátua)


Merz lança uma bomba sobre a regulação de Bruxelas – o discurso que começa a preparar a saída da Alemanha – a Europa como instrumento, sim. A Europa como travão, não.


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Quando Friedrich Merz explica ao Bundestag que a Europa “bloqueou a sua própria força económica”, ficamos entre o riso e o espanto. O diagnóstico está correto, mas o médico está longe de ser inocente.

Há mais de uma década que a União Europeia fica para trás em relação aos Estados Unidos e à China. Neste ponto, Merz está apenas a parafrasear a própria Comissão, que reconheceu em 2023 que “a produtividade europeia está a crescer significativamente mais lentamente do que a dos seus principais concorrentes” (relatório anual sobre a competitividade).

Mas o momento torna-se verdadeiramente delicioso quando Berlim finge descobrir a existência de um monstro regulador que tem alimentado com uma seringa há trinta anos.

Falemos a sério por um momento. Os padrões industriais, as regras da concorrência, a ortodoxia orçamental, a santificação das exportações, a compressão dos salários e o fetichismo da estabilidade monetária não surgiram do nada em Bruxelas. Foram concebidos, impulsionados e consolidados pela Alemanha com um zelo quase missionário. A famosa “disciplina europeia” não representou qualquer obstáculo quando transformou o sul da Europa numa zona de ajustamento estrutural permanente.

O Banco Central Europeu afirmou categoricamente em 2012: “As reformas estruturais são essenciais para restaurar a competitividade”. Tradução: adapte-se ao modelo alemão ou desapareça.

Hoje, a piada azedou. Esta mesma camisa-de-forças regulatória impede Berlim de fornecer subsídios maciços, de proteger as suas indústrias ou de responder à Lei de Redução da Inflação dos EUA ou ao capitalismo de Estado chinês. E, de repente, a regra torna-se “um obstáculo”. Um milagre dialético.

Merz promete, portanto, “livrar-se dela”. Mas como? Renovar um edifício tecnocrático que exige a unanimidade de 27 estados, anos de negociação e compromissos mornos? Até a Comissão admite que “a simplificação da regulamentação europeia é um processo longo e politicamente complexo”.

É aqui que o que não é dito se torna ensurdecedor. Se o poder global depende da força económica, como Merz afirma corretamente, então a actual UE é estruturalmente incapaz de responder à velocidade necessária. Demasiado lenta, demasiado fragmentada, demasiado presa a amarras legais.

Como resultado, uma hipótese há muito tabu está a tornar-se racional: a Alemanha não vai esperar que o dinossauro tecnocrático aprenda a correr. O Conselho Alemão de Peritos Económicos já reconheceu que “a flexibilidade fiscal e industrial tornou-se uma condição para a sobrevivência económica”. E quando as regras comuns impedem a sobrevivência nacional, a história europeia mostra que as regras são quebradas.

Merz ainda não fala em sair. Ele fala em “libertação”. Mas todos compreendem o que ele quer dizer: quando a União Europeia deixa de ser um multiplicador de poder para a Alemanha, passa a ser um custo estratégico.

A ironia suprema: depois de moldar a Europa à sua própria imagem, Berlim pode ser a primeira a concluir que o fato se tornou demasiado apertado. A Europa como instrumento, sim. A Europa como travão, não.

Bem-vindos ao ponto de rutura. Onde a retórica pró-europeia colide brutalmente com a realidade económica. E onde os sermões sobre a solidariedade terminam exatamente onde começa o interesse nacional.

(@BPartisans)