Inverno de 2026: A Europa dividida entre o Urso, o Tio Sam e o termómetro

(Por h16, in Reseau International, 01/10/2026, Trad. Estátua)


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A alegria do aquecimento global (um pouco) e do El Niño (muito): tudo indica que, este ano, com o Pacífico a aquecer como raramente acontece, o início do inverno poderá ser ameno e húmido no Velho Continente.

Eis uma (muito rara) boa notícia para os governos europeus… que, no entanto, deverão evitar qualquer otimismo ingénuo, uma vez que as previsões meteorológicas não excluem um regresso do frio em janeiro e fevereiro, ou seja, exatamente na altura em que as reservas de gás estão no nível mais baixo.

E este ano, partem de um nível baixo: a 25 de setembro, as reservas europeias de gás situavam-se em apenas cerca de 70%, cerca de quinze pontos abaixo da média dos últimos cinco anos, e isto apesar do seu preço no mercado ter mais do que duplicado num ano.

Recorde-se que, em 2022, no meio do pânico, Bruxelas impôs uma meta de 90% de enchimento até 1 de novembro, taxa que foi necessário “flexibilizar”  este ano, com uma tolerância de dez pontos quando as condições de mercado são «desfavoráveis». Mas eis que a nova meta de 80% nem sequer é certo que seja atingida.

Fiquemos tranquilos: a Grande Comissão fez o que os ministérios franceses praticam com mestria há muito tempo sempre que um objetivo não é atingido, ou seja, rebaixá-lo, e concluiu, assim, no início de setembro, que não existe «risco imediato» para o abastecimento.

Está bem, mas para encher os tanques são necessários hidrocarbonetos que o Golfo não parece poder fornecer: a Aramco avisou os europeus de que não receberiam petróleo bruto ao abrigo dos contratos em outubro e a QatarEnergy prolongou até novembro a sua cláusula de força maior relativa ao GNL. E, infelizmente, a União, que importa 80% do seu gás e 95% do seu petróleo, não dispõe de alternativas geográficas.

Na prática, restam, portanto, apenas dois fornecedores de último recurso: um a oeste, outro a leste, e nenhum dos dois disposto a fazer concessões.

No entanto, Washington já tinha avisado em novembro passado, com a publicação da Estratégia de Segurança Nacional: os Estados Unidos estão a voltar a centrar-se no seu hemisfério ocidental, acrescentam um «corolário de Trump» à doutrina de Monroe e a Europa é instada a recuperar a sua «confiança civilizacional». Esta estratégia apela a um rápido fim das hostilidades na Ucrânia e visa uma «estabilidade estratégica» com Moscovo.

Quem viu nisso apenas mais uma manobra ficará desiludido: dez meses depois, a sua aplicação está a avançar passo a passo.

E, aliás, na terça-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, Trump assinou com Copenhaga e Nuuk o acordo sobre a Gronelândia, que está muito longe de ser uma simples atualização do acordo de 1951, como os comentadores de sempre tentam fazer crer.

Assim, os Estados Unidos garantem agora uma presença militar permanente, da qual até mesmo uma Gronelândia independente herdaria (artigo XI), quer queira quer não, um direito de veto sobre qualquer presença militar de países não membros da NATO no território polar, bem como sobre a identidade dos intervenientes autorizados a investir nas suas infraestruturas e recursos estratégicos (fora da NATO e da UE). A Dinamarca renunciou ao seu direito de intervir no próprio princípio da criação de novas bases americanas, conservando apenas o direito de discutir os «detalhes de implementação» e já não pode estabelecer as regras que regem as deslocações das forças armadas americanas na ilha. Em suma, mesmo que em Copenhaga se afirme, com um ar tenso, ter-se conservado a soberania, trata-se sobretudo de uma soberania de fachada.

No mesmo dia, Trump assinou a lei HR5334, que o autoriza a aplicar direitos aduaneiros de até 100% a todos os produtos dos cinco maiores compradores de hidrocarbonetos russos. De acordo com as estimativas que circulam no Congresso, esta lista inclui a França, a Bélgica e a Hungria. É certo que o presidente pode conceder isenções… Ou não.

Paralelamente, a revisão da presença militar norte-americana na Europa prevê a retirada de 25 000 a 40 000 homens, ao mesmo tempo que promete uma base permanente à Polónia. Tal como era previsto, a transferência de responsabilidades está em curso, de forma metódica.

Por fim, para aqueles que contavam com o gás e o gasóleo americanos para passar o inverno, recordemos que, perante Zelensky, Trump se mostrou favorável a uma proibição das exportações de gasóleo americano, ao mesmo tempo que pediu a Kiev que deixasse de atacar as infraestruturas energéticas russas. Pois é, o fornecedor de último recurso não está, portanto, garantido a fornecer, e preferiria que as refinarias russas continuassem a funcionar.

Para pressionar os europeus a sentarem-se à mesa das negociações, dificilmente se poderia ser mais claro.

Por outro lado, Moscovo pouco teve em conta a vontade daqueles que prometiam asfixiar a sua economia em poucos trimestres e, em vez de isolar a Rússia, as sanções acabaram por deslocar as refinarias para a Índia, que absorveu 36% do petróleo bruto russo exportado desde o final de 2022. As suas exportações de petróleo para a União passaram, de 8,7 para 19,2 mil milhões de dólares em dois anos: o gasóleo «indiano» que chega a Roterdão tem o aroma dos Urais. E no que diz respeito ao gás, a União continua a ser o principal cliente do GNL russo, absorvendo quase metade das suas exportações. A França ocupa o segundo lugar entre os importadores europeus de energia russa, atrás da Hungria e do seu gasoduto.

Resumindo, Moscovo produz, a Europa consome.

A influência russa estende-se até ao interior da União: o oleoduto Druzhba transforma Budapeste e Bratislava em pontos de bloqueio permanentes, e a prova disso ocorreu esta semana: as sanções europeias foram renovadas cinco minutos após a meia-noite, à custa da retirada dos oligarcas Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista de pessoas sancionadas contra a Rússia. Segundo vários diplomatas, a própria França pressionou para que Usmanov fosse retirado da lista, a fim de obter a libertação de cidadãos franceses detidos no Azerbaijão.

Cínica, a Macronia pretende liderar a «coligação de voluntários», mas troca o levantamento de sanções por prisioneiros. Nem sequer se ousa imaginar o que ela concederia caso o inverno fosse demasiado rigoroso.

O prazo está a esgotar-se: a partir de meados de outubro, qualquer nova compra de petróleo bruto russo expõe os grandes clientes de Moscovo à ira dos Estados Unidos. Se Nova Deli reduzir as compras para salvaguardar o seu acesso ao mercado norte-americano, a Europa perde uma boa parte do seu gasóleo «indiano», precisamente no inverno em que a Arábia Saudita a priva de petróleo bruto. Se Nova Deli se mantiver firme, cada carga indiana torna-se um risco bancário. Em ambos os casos, os preços sobem e o vendedor de último recurso chama-se Washington, que terá todo o interesse em explicar que um gasóleo a preços acessíveis é incompatível com uma guerra prolongada no Oriente.

Assim, em quatro anos, os líderes europeus ofereceram a um adversário os meios de pressão que pensavam ter-lhe confiscado, transformaram um protetor num credor e a sua política energética num boletim meteorológico: se o El Niño cumprir as suas promessas até março, Bruxelas falará de «resiliência».

E, caso contrário, negociar-se-á a Ucrânia, com um casaco de penas, com Washington, de um lado, e Moscovo, do outro.

Fonte aqui

Os generais de sofá

(Adriano Pires, in Facebook, 02/10/2026)

Imagem gerada por IA

Há fenómenos perturbadores a acontecer nos nossos dias. Um deles é a extraordinária facilidade com que certos indivíduos, que nunca cumpriram o serviço militar obrigatório, nunca comandaram sete soldados, nunca estudaram Ciência Militar, nunca empunharam uma metralhadora, nunca abriram um manual de estratégia e, muito menos, alguma vez puseram os pés numa fábrica de armamento, conseguem, depois de meia dúzia de comentários televisivos e algumas horas de peregrinação pelas redes sociais, transformar-se em consumados especialistas em História, geopolítica, defesa, ataque e, sobretudo, na guerra da Ucrânia.

É um fenómeno admirável, quase uma espécie de milagre intelectual do nosso tempo.

E há ainda um detalhe curioso: esses especialistas sabem quase tudo sobre a guerra da Ucrânia, mas pouco ou nada sabem sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, sobre o bombardeamento da Jugoslávia ou sobre tantos outros conflitos que ajudaram a moldar a ordem internacional das últimas décadas. Alguns nem sequer sabem qual foi a primeira guerra desencadeada pelos Estados Unidos fora do seu território, contra quem foi travada ou em que circunstâncias ocorreu. Mas isso, aparentemente, é um pormenor sem importância. Afinal, para ser general de sofá, basta conhecer a guerra que está a passar no ecrã.

Eis a verdadeira democratização do conhecimento militar.

Antigamente, para compreender uma guerra, era necessário estudar História, geopolítica, estratégia, logística, economia, relações internacionais e, sobretudo, aprender a distinguir a informação da propaganda. Hoje, aparentemente, basta possuir uma conta numa rede social, uma opinião suficientemente firme e uma desconfiança quase religiosa em relação a tudo aquilo que não confirme as nossas convicções.

A guerra da Ucrânia transformou-se, assim, numa espécie de campeonato mundial das certezas instantâneas. Há quem saiba exatamente o que pensa Vladimir Putin, embora nunca tenha estado numa sala com ele; quem conheça os planos secretos do Kremlin, apesar de nem sequer conhecer o conteúdo dos relatórios públicos; quem saiba o que Zelensky irá dizer antes de ele próprio o saber; quem tenha decifrado as verdadeiras intenções da NATO; e quem, com uma segurança que faria inveja aos próprios serviços de inteligência, anuncie regularmente a derrota inevitável de um dos lados.

Tudo isto, naturalmente, a partir do conforto de um sofá.

O sofá tornou-se, aliás, uma espécie de novo estado-maior. É nele que se desenham ofensivas, se perdem batalhas, se conquistam territórios, se derrubam governos e se decide o destino das nações. O mapa da Europa cabe inteiro no ecrã de um telemóvel, e a complexidade da guerra reduz-se a algumas setas, meia dúzia de comentários e um vídeo de três minutos, convenientemente escolhido para confirmar aquilo que já se pensava antes de o vídeo começar.

Entretanto, a realidade — essa velha senhora, pouco elegante, pouco sentimental e absolutamente indiferente às nossas convicções — continua a seguir o seu caminho.

Uma recente entrevista a um analista militar norte-americano chamou a atenção para uma questão que raramente ocupa o espaço nobre das discussões televisivas: a guerra moderna não se ganha apenas com discursos, bandeiras, fotografias de estadistas ou declarações solenes. Ganha-se também com fábricas, linhas de produção, munições, combustível, peças sobressalentes, capacidade financeira, logística e tempo.

Um míssil não aparece porque um político anunciou que será enviado. Um sistema de defesa aérea não nasce porque um comentador considera que seria conveniente possuí-lo. Um tanque não chega à frente de batalha porque alguém escreveu, numa rede social, que ele poderia mudar o curso da guerra.

Entre a decisão política e a realidade do campo de batalha existe uma coisa extraordinariamente prosaica que os generais de sofá tendem a esquecer: a matéria.

É preciso produzir. É preciso transportar. É preciso reparar. É preciso substituir. É preciso treinar homens. É preciso manter cadeias logísticas. É preciso financiar tudo isso. E, sobretudo, é preciso fazê-lo durante meses e anos, não apenas durante o tempo de duração de uma conferência de imprensa.

A indústria militar ocidental possui uma enorme capacidade tecnológica, mas enfrenta também limitações de produção, de reposição e de stocks. A Rússia, por seu lado, adaptou parte da sua economia ao esforço de guerra e aumentou a produção de determinados equipamentos. Os números exactos são objecto de disputa entre diferentes fontes e devem, por isso, ser tratados com prudência. Mas existe uma realidade que dificilmente pode ser apagada por qualquer narrativa: numa guerra prolongada, a capacidade de produzir, reparar e substituir material pode tornar-se tão importante como a qualidade do material existente.

É precisamente aqui que a propaganda encontra o seu inimigo mais incómodo: a realidade.

Durante meses, ouvimos discursos que apresentavam a guerra como uma simples questão de vontade política. Bastaria continuar a enviar armas, preservar a determinação e esperar que o adversário acabasse por ceder. Como se a História fosse uma conferência de imprensa. Como se as guerras terminassem porque alguém declarou, com suficiente convicção, que deveriam terminar.

Mas a História, essa senhora teimosa e pouco obediente, raramente segue os guiões escritos pelos políticos.

Napoleão descobriu-o na Rússia. A Alemanha descobriu-o, de forma ainda mais trágica, durante a Segunda Guerra Mundial. E muitas outras potências descobriram, em guerras menos famosas, que uma operação militar não vive apenas da coragem dos soldados nem da qualidade das armas. Vive de economias capazes de suportar o esforço, de sociedades capazes de resistir, de logística capaz de alimentar as frentes e de Estados capazes de manter durante muito tempo aquilo que prometeram durante pouco.

É por isso que uma guerra não pode ser compreendida apenas através das narrativas dos seus protagonistas.

A Rússia possui a sua interpretação dos acontecimentos. A Ucrânia possui a sua. Os Estados Unidos e os seus “aliados” possuem as suas próprias leituras. Cada um selecciona factos, interpreta acontecimentos e constrói uma narrativa de acordo com os seus interesses, objectivos e necessidades políticas. Isso não significa que todas as versões tenham necessariamente o mesmo grau de correspondência com os factos. Significa apenas que quem pretende compreender uma guerra precisa de fazer aquilo que o propagandista mais detesta: comparar, duvidar e verificar.

A realidade de uma guerra é quase sempre mais feia e mais complexa do que a narrativa construída sobre ela. Há avanços e recuos, vitórias e derrotas, erros de cálculo, decisões acertadas, oportunidades perdidas, interesses económicos, objectivos estratégicos e, acima de tudo, seres humanos que pagam com a vida decisões tomadas muito longe das trincheiras.

O problema do nosso tempo é que confundimos frequentemente informação com confirmação. Dizemos que queremos saber o que aconteceu, quando muitas vezes queremos apenas encontrar argumentos que provem aquilo em que já acreditávamos. É assim que nascem os especialistas instantâneos.

Eles não precisam de estudar Clausewitz, conhecer a história militar europeia, compreender a logística de uma operação de grande escala ou distinguir capacidade industrial de capacidade tecnológica. Não precisam de conhecer o funcionamento de uma cadeia de abastecimento militar, nem de saber quanto tempo demora a produzir, reparar ou substituir determinado sistema de armas.

Possuem algo muito mais poderoso: uma opinião definitiva.

E uma opinião definitiva, nas redes sociais, vale frequentemente mais do que um estudo de duzentas páginas.

Talvez por isso o general de sofá seja uma das figuras mais representativas do nosso tempo. Não usa uniforme, não comanda tropas, não conhece a guerra senão através das imagens que chegam ao ecrã. Mas conhece tudo. Sabe quem tem razão, quem vai vencer, quem está a perder, quem está a mentir e até aquilo que os generais verdadeiros — russos e ucranianos — ainda não conseguiram descobrir.

O seu quartel-general é a sala de estar.

A sua academia é o algoritmo.

O seu estado-maior é a caixa de comentários.

E a sua principal arma é a certeza.

Talvez seja precisamente por isso que, numa época em que todos parecem ter respostas para tudo, a primeira manifestação de inteligência seja recuperar uma virtude antiga e quase esquecida: a dúvida.

Não a dúvida de quem nada sabe, mas a dúvida de quem sabe o suficiente para perceber a dimensão daquilo que ignora.

Porque uma guerra não é um jogo de futebol entre Dinamarca e Portugal.

Não existem adeptos nas bancadas, resultados ao intervalo, repetições em câmara lenta nem comentadores capazes de anunciar o minuto exacto em que chegará o apito final.

Numa guerra existem homens. Existem mortos, existem economias, existem armas, existem interesses nacionais, existem erros, existem cálculos e, sobretudo, existem consequências.

E há ainda uma coisa que nenhum general de sofá consegue derrotar: o tempo.

Mais cedo ou mais tarde, a realidade acaba sempre por entrar na sala de estar. E quando entra, raramente pede licença.

É então que o sofá deixa de ser um estado-maior e volta a ser apenas aquilo que sempre foi: um lugar confortável para assistir, à distância, à história que outros estão a pagar com sangue.

Tenho dito

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Zelensky, viciado em cocaína, diz ao mundo que tem uma “cura para a doença russa”

(S C F in Resistir, 29/09/2026)


– A Rússia não é a doença. A doença é o sistema imperialista ocidental infectado pela russofobia.

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O comportamento do líder fantoche ucraniano nas Nações Unidas esta semana revela uma degenerescência alarmante.

A degenerescência não se resume apenas a Vladimir Zelensky enquanto indivíduo. Trata-se de todo o sistema belicista ocidental e dos seus meios de comunicação mentirosos, que promovem indivíduos como Zelensky para os seus fins nefastos.

A corrupção desta figura está a tornar-se demasiado óbvia para ser escondida, tal como o sistema corrupto que o projeta.

É do conhecimento geral — fora da bolha dos meios de comunicação ocidentais, claro — que Zelensky é consumidor de drogas. A sua substância de eleição é a cocaína, que ele inala pelo nariz em quantidades abundantes. Sabemos isto por várias fontes, incluindo a sua antiga assessora de imprensa, Iuliia Mendel. Numa entrevista com o jornalista norte-americano Tucker Carlson no início deste ano, Mendel contou como o seu chefe tinha de passar habitualmente 15 minutos na casa de banho antes das conferências de imprensa e depois sair completamente pedrado, num modo de atuação efervescente. (Veja o nosso editorial da semana passada sobre a razão pela qual, nomeadamente, Mendel foi proibida de falar no Parlamento Europeu.)

Mais uma vez, a questão aqui não se resume apenas às excentricidades de um indivíduo patético, Zelensky. A verdadeira história é como ele faz parte de uma farsa sistemática que promove os interesses estratégicos e os lucros do Ocidente. Tal como atores de um elenco central, as potências ocidentais recorrem constantemente a ditadores, assassinos e fantoches para cumprirem as suas ordens, como se tem visto em muitos outros locais e ao longo de décadas na história.

Na Assembleia Geral da ONU, esta semana em Nova Iorque, o comportamento errático de Zelensky revelou os estragos causados pelo abuso de substâncias. Não foi a primeira vez que observadores notaram que o seu olhar vazio, os espasmos faciais e o cheirar incessante pelo nariz se tornaram mais pronunciados. Estes são alguns dos sinais reveladores da dependência do pó branco narcótico, conhecido coloquialmente como “docinho do nariz”, que leva à necrose do tecido nasal e a outras patologias.

A distinção entre ficção e vida real é uma linha ténue na carreira de Zelensky. Como revelou o jornalista de investigação americano Ben Swann no seu documentário inovador, Zelensky Unmasked, o antigo ator que se tornou presidente foi sempre, de certa forma, uma produção mediática. As pessoas por trás da sua ascensão à fama foram oligarcas ucranianos criminosos e agências de inteligência ocidentais. O homem que foi eleito com a promessa de trazer a paz à Ucrânia em 2019 acabou por desencadear uma guerra de cinco anos com a Rússia e milhões de vítimas ucranianas. Um potencial acordo de paz com a Rússia no início de 2022 foi sabotado sob ordens dos EUA e da Grã-Bretanha. As origens da guerra remontam ao golpe de Estado apoiado pela CIA em Kiev, em 2014, e, antes disso, a uma revolução colorida em 2004.

De qualquer forma, o mandato eleitoral de Zelensky terminou há dois anos, mas ele continua como “presidente” sob a lei marcial, proibindo eleições e quaisquer partidos da oposição ou meios de comunicação social. Nesta altura, é mais correto defini-lo como um ditador ou um líder fantoche da NATO.

Algumas coisas nunca mudam. Zelensky era e continua a ser um ator. Está a desempenhar o papel de um corajoso líder em tempo de guerra que, ostensivamente, apela à paz, mas que, ao mesmo tempo, garante que a guerra continue, porque este esquema de mil milhões de dólares é lucrativo para as indústrias de armamento ocidentais e para os subornos do regime de Kiev que rodeia Zelensky. Numa reviravolta bizarra da história, o viciado em cocaína, nominalmente judeu, depende dos regimentos neonazis para a sua sobrevivência.

Zelensky não quer a paz na Ucrânia, nem o seu regime corrupto. Os seus esquemas de desvio de fundos dos contribuintes ocidentais dependem de que o conflito se prolongue indefinidamente.

No entanto, é evidente que Zelensky e o seu regime estão em degenerescência.

O fantoche ucraniano parece exausto. Tem o rosto inchado e a voz rouca. Isto não se deve às supostas dificuldades da guerra e ao stress, mas sim ao consumo incessante de narcóticos para manter esta farsa hedionda em andamento.

Quando discursou na Assembleia Geral da ONU este ano, foi notável a ausência de aplausos por parte dos delegados sentados, ao contrário das atuações dos anos anteriores, que eram recebidas com ovações de pé. Este ano, sentia-se claramente, por parte da audiência silenciosa, que o guião se tinha tornado banal, enfadonho e sem credibilidade. Isto apesar de os seus orientadores dos serviços secretos da NATO se terem esforçado por animar a narrativa, com Zelensky a chamar ao presidente russo Vladimir Putin uma pessoa doente que está a infectar o mundo com a guerra.

Com afetação dramática, afirmou: “Senhoras e senhores, o líder da Rússia, o Paciente Zero, o homem a partir de quem esta guerra começou e se espalhou pelo mundo, tornando-se a maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, irá inevitavelmente deixar este mundo. Mas quanto mais tempo Putin conseguir travar a guerra, mais maldade deixará para trás neste mundo”.

É isso mesmo. O viciado corrupto, cujos capangas arrastam homens e mulheres ucranianos das ruas para os empurrarem para um moedor de carne na linha da frente, tem a audácia de chamar à Rússia e ao seu líder uma doença que deve ser erradicada.

Num discurso de vendas vil, Zelensky apresentou a Ucrânia como um “fornecedor de segurança” e uma cura para o mundo ao derrotar a Rússia. Apelou a todas as nações para que enviassem mais dinheiro à Ucrânia como ajuda militar, o que significa mais fundos para a sua corrupção entre compinchas.

Diante dos olhos do mundo, Zelensky regozijou-se com a morte de russos e com a destruição das infraestruturas energéticas da Rússia. Afirmou que o seu regime possuía imagens de vídeo de baixas russas no campo de batalha. Isso soou como um anúncio de filmes snuff para atrair investimento na fabricação de drones e mísseis ucranianos.

Numa perversão do propósito das Nações Unidas, exultou com os acordos de armas que alegou ter celebrado com inúmeros países enquanto participava na sessão da ONU. Citou a Finlândia, a Austrália, o Canadá, a França, a Alemanha e o Reino Unido, entre outros.

Numa projeção grotesca, Zelensky alegou que Putin era insaciável e sacrificava vidas de forma cruel para os seus próprios fins mesquinhos, querendo espalhar a doença da guerra pela Ásia, África e as Américas. Putin “tem de ser travado”, declarou ele, numa alusão velada ao assassinato.

Isto vem da boca de alguém cujo regime assassina opositores no Mónaco, em Espanha e noutros Estados europeus, mata o seu próprio povo para manobras de propaganda de bandeira falsa, como em Bucha (ver este artigo de Raphael Machado, da SCF), chantageia outros países europeus com ameaças terroristas, como na Hungria e na Eslováquia, vende armas no mercado negro que acabam por chegar a África e a outros locais, e depois tem a audácia de se promover como um “protetor da segurança”.

Dificilmente se poderia inventar uma história assim, mas é verdade. A farsa que é Zelensky e o seu regime é uma piada de mau gosto para o mundo. A única razão pela qual continua a funcionar é porque os belicistas ocidentais e os seus meios de comunicação mantêm a ilusão de um herói de guerra a defender a democracia, em vez da realidade de um criminoso toxicodependente a cumprir as suas ordens.

A Rússia não é a doença. Esta é o sistema imperialista ocidental infectado com russofobia. Zelensky não passa de um sintoma execrável.

Uma coisa positiva é que toda esta farsa desprezível parece estar a chegar ao fim. Cada vez mais, as pessoas em todo o mundo estão a ver por detrás do véu que encobriu a realidade feia do poder ocidental e dos seus fantoches, como Zelensky.

Fonte aqui.