Só a imbecilidade política dos belicistas europeus não admite que a Ucrânia é um poço sem fundo de dinheiro para uma guerra perdida, cujo desenvolvimento tem como horizonte uma catástrofe nuclear que tornaria a Europa inabitável. O canal de televisão France 24 calculou que não seria necessário mais do que 2% do arsenal nuclear russo (cerca de 110 engenhos) para destruir a França, a Alemanha e a Polónia.
Os media não dispensaram um segundo ou uma linha para noticiar ou comentar as declarações de Yulia Mendel, ex-assessora de imprensa de Zelensky. Compreende-se, a narrativa permanece sem alterações: a agressão russa irá estender-se à Europa; na Ucrânia “estamos” a defender o direito internacional e a democracia; a pressão sobre Putin e a Rússia deve aumentar porque a sua economia está no limite, e é a única forma real de trazê-lo para a mesa de negociações.
Não importa que a realidade desminta estas premissas. O conluio que lidera a Europa foi promovido pelos conclaves de Davos e Bidelberg, não têm plano B pela simples razão que são meros e obedientes executantes comprometidos com um plano A que lhes foi transmitido.
O compromisso concluído entre os Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, em 15 de Agosto último, continua sem ser concretizado na Ucrânia. É que os obstáculos não são os que os Estados Unidos julgavam. A Ucrânia não controla o jogo, enquanto a Alemanha e Reino Unido querem a guerra.
O Presidente Donald Trump reconheceu perante o seu homólogo Xi Jinping que era um igual. Desde a Segunda Guerra Mundial, todos os Presidentes norte-americanos se julgavam superiores aos demais, porque eram os mais poderosos e os mais ricos.
Ao contrário, do ponto de vista chinês, Xi Jinping considera-se igual, não apenas a Donald Trump, mas a todos os seus homólogos. Um chinês não pensa que dispor de meios mais importantes vos torna uma pessoa superior. Esta concepção de uma hierarquia entre as nações é puramente ocidental. Portanto, não se deve interpretar a evolução do Presidente dos EUA sem deixar de considerar a cultura daquele que a observa.
Por sua vez, na semana seguinte o Presidente russo, Vladimir Putin, visitou Pequim. Os comentadores ocidentais garantiram que o Russo era um refém dos Chineses. Aqui de novo, isto é nada compreender da sua relação. Esta não é fruto dos seus respectivos interesses, mas da sua história. Desde o momento do saque ao Palácio de Verão até à tentativa de extermínio dos eslavos pelos nazis, cada um deles experimentou o modo como os Ocidentais se comportam. Daí, eles extraíram a conclusão que só poderão resistir-lhes permanecendo unidos.
É, pois, absurdo, considerar em reproduzir o que Richard Nixon e Henry Kissinger fizeram em 1972 : separar os dois Estados.
Durante a Cimeira de Anchorage, em 15 de Agosto de 2025, Donald Trump e Vladimir Putin puseram a hipótese de realizar negócios entre os dois países e concluir a paz na Ucrânia. Apesar das várias tentativas, Washington não conseguiu porque queria primeiro vender armas aos Europeus. Hoje, parece que isso será muito mais difícil e que os Europeus começam eles próprios a fabricá-las.
O Presidente Trump começou, pois, a retirar as suas tropas da Europa e a abandonar a guerra que o Pentágono previa estender à Transnístria e à Bósnia-Herzegovina. Ele anunciou que retiraria pelo menos 5. 000 homens da Alemanha. Vladimir Putin, por sua vez, decretou que daria a nacionalidade russa a todo o Transnistriano adulto que a solicitasse. Finalmente, Donald Trump retirou o seu apoio ao Alto-Comissário da União Europeia que administrava a Bósnia-Herzegovina, em violação do Acordo de Dayton (1995). Simultaneamente, o seu antigo Secretário de Segurança Nacional, o General Michael Flynn, organiza investimentos dos EUA na zona sérvia da Bósnia-Herzegovina.
Estes acontecimentos levam a considerar que os Estados Unidos são a favor de uma paz na Ucrânia que reconheça toda a Novorossia como russa. Isto é histórica e culturalmente justificado, mas só será possível organizando um referendo de autodeterminação. De momento, as Forças russas não têm qualquer ambição de libertar Odessa. Mas, o tratado de paz poderia, entretanto, reconhecê-lo.
Também aqui, contrariamente ao que se pensa, as dificuldades não estão onde julgamos estarem.
De momento, as três principais dificuldades são : 1) o reconhecimento do carácter ideológico nazi do actual governo de Kiev e a desnazificação da Ucrânia ; 2) o reconhecimento do carácter antidemocrático da unificação alemã e da independência da Alemanha de Leste ; 3) o reconhecimento da obsessão anti-russa do Reino Unido e o desmembramento da União Europeia da Defesa antes que ela seja definitivamente fixada.
Exéquias do Coronel Andriy Melnyk (1890-1964) e da sua mulher, em 25 de Maio de 2026, na presença do Presidente não-eleito Zelensky, de deputados e do governo.
A Ucrânia
Mesmo que os Ocidentais continuem a crer que a intervenção russa na Ucrânia é uma tentativa de anexação e o início do alargamento da Rússia a Ocidente, Moscovo nunca invadiu o seu vizinho, apenas aplicou a Resolução 2202, de que se tinha constituído garante perante o Conselho de Segurança.
Afirmar que a Rússia invadiu a Ucrânia é tão estúpido como dizer que a França invadiu o Ruanda. Sabemos que ela interveio para pôr fim a um genocídio (pelo qual era parcialmente responsável), em aplicação de uma Resolução do Conselho de Segurança.
O actual governo ucraniano é ilegítimo. O mandato do Presidente Volodymyr Zelensky expirou há muito. A cada três meses, ele prolonga a lei marcial, que não tem outro propósito senão impedir a realização de novas eleições. No entanto, o seu último decreto sobre a matéria prolonga a lei marcial de 2 de Maio a 4 de Agosto. Seria possível organizar uma campanha eleitoral e um escrutínio nesse momento. No entanto, será preciso limpar as listas eleitorais porque continuam a constar nelas os soldados mortos no campo de batalha e os civis que fugiram. Ninguém faz ideia do seu número, mas poderiam representar entre um e dois terços dos inscritos.
A Verkhovna Rada (Parlamento) é igualmente problemática. Só um terço dos parlamentares participa nela. As leis que adopta são, portanto, de uma legitimidade duvidosa. Ela aprovou, por exemplo, a destruição de cem milhões de livros – com a desculpa que foram assinados por autores russos, ou impressos na Rússia, sem distinguir entre os títulos contemporâneos e os clássicos da literatura. Da mesma forma, este Parlamento proibiu a principal Igreja do país e todos os Partidos da Oposição. Além disso, existe dentro da própria Rada um gabinete da CIA que prepara todas as leis. Os deputados presentes limitam-se a adoptá-las.
A primeira exigência da Rússia é a de desnazificar a Ucrânia. Foi isto que o Presidente Putin declarou aquando do lançamento da sua “operação militar especial”. Do ponto de vista russo, isto não é negociável. Com efeito, o que constitui a identidade da Federação da Rússia, não é a memória de Catarina, a Grande, mas a da luta dos Soviéticos contra o nazismo. Esta ideologia previa aniquilar toda a população eslava (mas não a população judaica, nem a população cigana), tal como é explicado no Mein Kampf. Mesmo que não tenhamos consciência disso no Ocidente, a Segunda Guerra Mundial não foi lançada para levar a cabo a Shoah, mas sim para assassinar a população eslava.
Ora, a administração ilegítima do Presidente não-eleito Zelensky recusa qualquer medida de desnazificação. Existem actualmente muitos monumentos à glória dos nazis e seus colaboradores, os «nacionalistas integralistas». A história da Ucrânia foi inteiramente reescrita por eles, com a ajuda do MI6 britânico e da CIA norte-americana, após a Segunda Guerra Mundial. Esta propaganda visa fazer crer que os «banderistas» combateram os nazis, o que é absolutamente falso. Não : os «banderistas» eram nazis !
Convencidos de que jamais haverá desnazificação, os «nacionalistas integralistas» estão em vias de planear a construção de um Panteão em sua glória. O General Kyrylo Boudanov, Director da administração presidencial, organizou, no dia 28 de Março, o repatriamento dos restos mortais de criminosos contra a humanidade, inumados pelo mundo durante a Guerra Fria. Desde logo, Rob Jetten e Luc Frieden, os Primeiros-Ministros holandês e luxemburguês, aceitaram a transferência dos corpos do fascista Yevhen Konovalets e do nazi Andriy Melnyk.
O Chanceler Friedrich Merz propôs, em 22 de Maio de 2026, criar um estatuto de membro associado da União Europeia para a Ucrânia.
A Alemanha
Acreditamos que a Alemanha é um Estado democrático que conseguiu reunificar-se em 1990. Ora, como acaba de publicar Dmitry Medvedev, Vice-Presidente do Conselho de Segurança da Federação da Rússia, a reunificação não passa de uma ilusão. Os Alemães Ocidentais nunca pediram a opinião aos Alemães do Leste. Pelo Direito Internacional, a reunificação não é válida.
As eleições legislativas de 2025 revelaram resultados diferentes e antagónicos nas antigas RFA e RDA. Os Alemães Ocidentais votaram CDU ou SPD, enquanto os Alemães Orientais votaram na AfD. Esta é, aliás, a única razão pela qual se classifica os dois primeiros Partidos como «democráticos» e o terceiro como de «extrema-direita».
Ora, o Chanceler Friedrich Merz (um democrata-cristão) lançou uma vasta repressão contra todos os que contestam o seu poder, qualificando-os como «conspiracionistas». Apoiando-se no Gabinete de Proteção da Constituição, de Munique (ramo do órgão federal que abrigou muitos oficiais da polícia do Reich no pós-guerra), ele baniu vários média (mídia-br) e prendeu vários jornalistas.
Simultaneamente, a Alemanha reconstitui, pouco a pouco, o seu exército apoiando-se na ajuda financeira do Reino Unido, exactamente como o seu predecessor, o Chanceler Adolf Hitler, reconstituiu o Exército alemão com a ajuda do governador do Banco de Inglaterra, Lord Montagu Norman. Ele restabeleceu o serviço militar masculino e pediu a cada voluntário para avisar Berlim antes de partir de férias para o estrangeiro.
A Alemanha reconstitui igualmente o seu lóbi militar-industrial, com fundos europeus desta vez. Ela prepara-se para uma guerra como a da Ucrânia, embora, se houver uma guerra contra a Rússia, esta seria de uma natureza completamente diferente. Pouco importa, toda a indústria alemã produz agora drones ucranianos e vende-os no Golfo contra o Irão. Dentro desta lógica, Berlim deseja fazer entrar a Ucrânia para a União Europeia, mesmo que ela não cumpra os critérios de adesão fixados pelos tratados : apenas seria necessário criar um novo estatuto, o de «membro associado», e estava feito. Quando se fingiu ignorar os resultados negativos dos referendos francês e holandês de 2005, isto não passaria de mais uma decisão a ser tomada contra os povos.
Friedrich Merz, neto de um dignitário nazi, não é capaz de imaginar que o seu país não deva fazer de aliado dos «nacionalistas integralistas» ucranianos, nem que possa pedir contas aqueles que sabotaram o gasoduto Nord Stream e provocaram a queda da indústria alemã.
Sir Gwyn Jenkins, «Primeiro Lord do Mar», anunciou, em 29 de Abril de 2026, a criação de uma nova aliança militar : os “Marines” do Norte.
O Reino Unido
Desde o século XIX, o Reino Unido encara a Rússia como sendo seu único rival, não apenas na Europa, mas no mundo. Lord Curzon, Vice-rei da Índia, havia elaborado o «Grande Jogo», a colonização da Ásia Central, a fim de neutralizar o Império Russo. Hoje em dia, a estratégia britânica continua a mesma.
Londres continua a tentar retratar Moscovo como uma potência obscurantista. Já não se trata de inventar o falso telegrama Zinoviev (que permitiu atribuir aos Soviéticos o desejo de intervir nas eleições no Reino Unido), mas de fazer crer que o residente do Kremlin é um louco que mandou abater um avião comercial na Ucrânia e envenenar Serguei e Yulia Skripal, ou Alexei Navalny.
A sua última invenção, foi o ataque a aeroportos europeus com drones não- identificados. Pouco lhe importa a verdade. Londres aproveita para convencer os Países do Mar do Norte a juntar-se à sua Força Expedicionária Conjunta (Joint Expeditionary Force), que acaba de transformar numa aliança militar, os «Fuzileiros Navais do Norte», sob o seu comando. Espera juntar aí todos os Estados da União Europeia e a Turquia.
E, é por isso que os Lordes hereditários — ainda os há — fazem todo o possível para manter Keir Starmer em Downing Street. O Primeiro-Ministro é, com efeito, um Trabalhista (ou seja, Socialista-ndT) que, em segredo, é um agente do grande capital : à revelia do próprio Partido e dos média, ele participou em reuniões da Comissão Trilateral dos Rockefellers. Ainda à revelia de todos, nomeou Peter Mandelson — um cúmplice do criminoso Jeffrey Epstein — como embaixador de Sua Majestade em Washington.
O importante é fazer crer que o Reino Unido não tem qualquer relação, nem com o Estado de Israel, nem com o Hamas ; continuar a esconder o facto que os Chefes do Estado-Maior israelitas não pararam de vir, secretamente, a Whitehall durante o genocídio de Gaza, no qual o Exército britânico participou activamente. É melhor fingir, tal como Christian Turner, o sucessor de Peter Mendelson, que há um Estado que tem uma «relação especial» apenas com Washington, e que esse é Israel.
Se não conseguirem aceder à fonte acima indicada é devido ao bloqueio da UE a sites que considera “indesejáveis”. É esta a liberdade de expressão e informação na UE. Eu acedi à fonte via VPN, ligado a um servidor russo, com o browser Firefox, porque o Chrome se recusava a aceder ao site. Também por isso publiquei o texto na íntegra, apesar de ser longo.
Os recentes eventos na operação militar especial indicam a possibilidade de o conflito estar enfim entrando em uma nova fase, na qual a Rússia estaria disposta a tomar medidas mais incisivas contra o inimigo para proteger sua população civil.
O terror ucraniano, apoiado pelo Ocidente Coletivo, esgotou a tolerância estratégica da Federação Russa. O mais recente desdobramento dessa situação manifestou-se na região de Kiev, onde as forças russas empregaram novamente o sistema de mísseis hipersônicos de alcance intermediário Oreshnik contra infraestruturas militares vitais do regime, acompanhado de um movimento diplomático e de segurança ainda mais sério à medida que Moscou emitiu novos alertas contundentes para que civis e cidadãos estrangeiros deixem a capital ucraniana imediatamente.
O uso dessa tecnologia de vanguarda não é um ato de rotina, mas uma medida excepcional de alta precisão cirúrgica que sinaliza o esgotamento das saídas diplomáticas convencionais. Capaz de contornar e anular qualquer barreira de defesa antiaérea atualmente operada pelo bloco ocidental, o Oreshnik redefiniu as regras do engajamento militar moderno.
Os registros visuais das ogivas reentrando na atmosfera e se dividindo em submunições de alta velocidade nos subúrbios da capital ucraniana demonstram a absoluta obsolescência dos complexos de defesa fornecidos pela OTAN. Não houve reação, interceptação ou resposta possível; houve apenas a constatação da vulnerabilidade total das forças por procuração do Ocidente, agora agravada pelo aviso explícito de Moscou de que o perímetro de Kiev tornou-se insustentável para a permanência de não combatentes e delegações estrangeiras.
Esta operação de larga escala combinou o vetor hipersônico Oreshnik a uma salva coordenada de mísseis Iskander, Kinzhal e outros mísseis e drones. O sucesso tático absoluto da incursão desmascara a narrativa ocidental de desespero de Moscou. Trata-se do oposto: uma demonstração de autossuficiência industrial e militar que atinge alvos de alto valor estratégico com danos colaterais mínimos, motivada por uma perda de paciência russa diante das provocações inimigas.
A resposta russa foi a consequência direta e anunciada de ações terroristas perpetradas pelas forças de Kiev contra o território soberano russo, culminando no criminoso bombardeio a um alojamento estudantil na República Popular de Lugansk, onde dezenas de jovens civis (21 até o momento, podendo aumentar devido aos hospitalizados) sem qualquer ligação com o esforço de guerra foram vitimados.
Diante da barbárie em Lugansk, o cartel midiático ocidental optou pelo silêncio corporativo, recusando-se a documentar o ocorrido no terreno. Essa cumplicidade midiática e diplomática valida a impunidade do regime e forçou Moscou a adotar medidas de retaliação severas.
O recado atual é claro: o Estado russo possui os meios para punir crimes de guerra de forma imediata, e os novos alertas de evacuação imediata para estrangeiros e civis em Kiev indicam que a intensidade das próximas ações mudará de patamar. A insistência dos estrategistas da OTAN em prolongar o conflito através do endosso a ataques contra alvos civis em solo russo produziu o esgotamento definitivo da complacência de Moscou.
Se a Europa se preocupa tanto com a Ucrânia, o correto a fazer é pressionar o regime para limitar seus objetivos a alvos estritamente militares. Atacar infraestrutura civil e regiões fora da zona de conflito simplesmente trará o fim da Ucrânia. A Rússia já mostrou que está disposta a reagir de forma incisiva e imediata, gerando impacto nas capacidades estratégicas do regime. E, ao contrário da Rússia, a Ucrânia já não tem os meios para repor suas perdas.
No fim, o que parece é que enfim a Rússia está disposta a levar o conflito a uma nova fase. Uma fase na qual cada crime ucraniano será respondido com força total. Resta saber se o regime de Kiev está disposto a enfrentar as consequências – ou se decidirá enfim interromper a matança de civis.
Texto em português do Brasil de acordo com a fonte aqui.
Nota: Se não conseguirem aceder à fonte acima indicada é devido ao bloqueio da UE a sites que considera “indesejáveis”. É esta a liberdade de expressão e informação na UE. Eu acedi à fonte via VPN, ligado a um servidor hungaro. Viva a “democracia” europeia… 🙂