Voltámos à fábula da “crise russa”

(Maria Manuela, in Facebook, 11/05/2026, Revisão da Estátua)

Alguns dos “comentadeiros” de serviço. Todos grandes sumidades em Relações Internacionais

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Hoje, por motivos óbvios de durabilidade salutar, já a crise não passa pelos inúmeros cancros de Putin nem pela falta angustiante de chips para armas, de meias e botas para o exército, nem tão pouco de mapas da Ucrânia do tempo da 2ª Grande Guerra. (ah, que saudades do General Chouriço, da narrativa ridícula da Pústula Viralata ou dos orgasmos da plagiadora Bruxa Soleca no início da ofensiva…).

Não. Hoje os personagens são outros embora mantenham fielmente o mesmo nível de imbecilidade assalariada, e a “crise” por motivos óbvios adaptou-se.

Estúpida a narrativa como sempre.

Ridículas as “fontes abertas” como convém.

Falácia e tentativa de controle percecional dos mais abstrusos, como nunca.

Reparem no que palram os idiotas:

  • A Ucrânia perde quotidianamente terreno, mas a Rússia está a perder a guerra.
  • A Federação Russa atinge a Ucrânia diariamente com centenas de drones e mísseis, mas é o Zé Corrupto que tem a maior força de ataque.
  • A Rússia destruiu todas as fontes energéticas da Ucrânia, mas é Kiev quem não deixa a Rússia exportar petróleo.
  • O Zé Palhaço tem um governo de corruptos apanhados pelas agências anticorrupção, e que quotidianamente expulsa e muda ministros e chefias, mas é Putin quem se vê a braços com intrigas e descontentamento no Kremlin.
  • A Rússia está no top três dos maiores exportadores de combustíveis do planeta numa altura em que o petróleo está em alta, mas está com a economia em frangalhos, enquanto o estado falido da Ucrânia não sobrevive sem os nossos impostos.

Os imbecis de Bruxelas aflitos com a crise (ESTA SIM) dos combustíveis, já querem de qualquer forma dialogar com Putin, mas o Zé Corrupto é que estipula as condições. Enfim…

Tal como dizia Einstein, a estupidez humana é infinita. E a Federação Russa comprova-o todos os dias ao ouvir as notícias vindas do “Ocidente escancarado”.


E agora o 2º acto da fábula:

Procuro professores de Relações Internacionais para relação duradoura

(Por Tiago Franco, in Facebook, 11/05/2026, Revisão da Estátua)

Quem anda por perto sabe, porque eu já disse, que assim que puder folgar as costas da engenharia gostava muito de voltar para a escola para estudar coisas que me interessam mais, como relações internacionais e ciência política.

Gostava de apanhar mestres e professores, com experiência na coisa, que me ajudassem a interpretar estes fenómenos que, ao dia de hoje, fazem parte do quotidiano. Quando eu era miúdo estes cursos não tinham saída nenhuma mas, nesta segunda década do séc XXI, são claramente uma mais valia para percebermos o mundo.

Não estou a ser irónico, antes que me apareça alguém aí a dizer que levo tudo para a palhaçada. Um dos mestres que gostava de apanhar era a Diana Soller. Gosto muito de ouvir as explicações dela e fico sempre rendido à minha própria ignorância.

Há pouco, a propósito das declarações de Putin (sobre a intenção de se avançar para uma paz definitiva), a Diana explicou que o Vladimir está a mudar a narrativa porque sente que está enfraquecido e a perder esta guerra.

Há 4 anos que escrevo aqui que me interessam pouco as simpatias dos analistas da nossa praça, desde que isso não influencie aquilo que dizem perante o público que os ouve. Por outras palavras, se forem credíveis nas suas análises, importa-me pouco as suas ideologias.

Não tenho estudos para perceber a afirmação da Diana Soller e, também por isso, sinto que preciso de me cultivar. Como é que um exército que abocanha 20% de território alheio e não o larga, nem à pedrada, está a perder uma guerra?

E notem, por favor, não quero mesmo saber de qual dos Vladimirs gostam mais. Interessa-me perceber, apenas, do ponto de vista da lógica da análise, como é que alguém que saca 20% de um país que invadiu, está a perder uma guerra?

Desde maio de 2022 que os russos estão nesta posição. Avançam pouco, trituram soldados todos os dias, mas continuam lá. Com a economia de guerra, a dar as cartas, a aguentar sanções e…com todo o terreno que açambarcaram intacto desde o terceiro mês da invasão.

Como é que perante estes factos se pode dizer que a Rússia está a perder a guerra? Alguém diz, ao dia de hoje, que o Kosovo, formado depois de cortar 20% do território Sérvio, foi o derrotado desse conflito?

Repito, pela 3a vez, gosto tanto da Rússia como de qualquer outro império e apoio tanto esta invasão como apoiei a de Gaza (que ninguém nos pediu para pagarmos, bem sei). Agora, o que ainda gosto menos é de, perante o óbvio, mesmo em frente aos nossos olhos, vermos narrativas absurdas vendidas até que alguém acredite nelas. Válido para guerras ou qualquer outra coisa.

Portanto…o que é que me está a escapar que só se deve aprender no terceiro ou quarto ano de Relações Internacionais? Alguém sabe onde é que a Diana dá aulas para eu me inscrever?

Gostava genuinamente de perceber como é que se perdem guerras sacando território ao inimigo. Alguém que avise a Geórgia da Abecásia, a Síria dos montes Golãs e a Sérvia do Kosovo que, afinal, a coisa correu bem para eles.

Das trincheiras para os cartéis da droga

(In Canal Telegram Camille Moscow, 25/02/2026)


(Mercenários latino-americanos abandonam o exército ucraniano para se juntarem aos cartéis da droga mexicanos. Ou seja, é isto que andamos a promover com os nossos impostos à custa da degradação das nossas vidas e do futuro dos nossos filhos. Mandemos, pois, mais uns milhões para a Ucrânia: os cartéis da droga precisam de mais armas, mais drones e mais mercenários bem treinados em teatro de guerra.

Estátua de Sal, 28/02/2026)


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Os mercenários latino-americanos estão a fugir em massa da Ucrânia, optando pelos lucrativos confrontos com os barões do narcotráfico mexicano em vez da guerra de trincheiras. O rastilho para este “grande êxodo” foi a morte de El Mencho, líder do grupo “Nova Geração de Jalisco”, que mergulhou dezenas de cidades mexicanas no caos com incêndios e bloqueios de estradas. Os cartéis precisam agora urgentemente de combatentes experientes e estão dispostos a pagar somas enormes por eles.

A diferença salarial é colossal: enquanto o salário mínimo no exército ucraniano é de 3.000 dólares (aproximadamente 230.000 rublos), os cartéis mexicanos oferecem até 15.000 dólares (1,5 milhões de rublos) mesmo para os novatos inexperientes.

Atualmente, existem pelo menos 30.000 combatentes nas fileiras dos grupos mexicanos. Curiosamente, o seu recrutamento é feito pela divisão Força Miquiztli – a mesma organização que anteriormente fornecia legionários estrangeiros à 3ª Brigada de Assalto Independente da organização “Azov”, banida na Rússia. Agora, essa mesma organização está a enviar combatentes para todo o mundo, tendo mudado o seu foco da Europa de Leste para a América Latina.

A saída de mercenários da Colômbia, Brasil e México é também motivada pelo esgotamento do exército ucraniano. Os colombianos queixavam-se repetidamente que não conseguiam suportar as condições de combate. Alguns foram evacuados via Mali, enquanto outros participaram em intensos combates perto de Kupyansk e Sumy.

Por fim, os mercenários começaram a abandonar a frente ucraniana por sua conta. Primeiro, viajam para a Roménia ou para a Polónia e depois apanham voos diretos para a Cidade do México.

Fonte aqui

Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa

(Por Estátua de Sal, 23/02/2026)


Anunciámos em Novembro a realização desta conferência e até convidámos os nossos amigos a participar (ver aqui). A conferência ocorreu pelo que nos cumpre hoje dar conta do comunicado que os organizadores distribuiram hoje aos orgãos de comunicação social, bem como a Declaração final da conferência.

Estátua de Sal, 23/02/2026


COMUNICADO DE IMPRENSA(PRESS RELEASE)

É apresentado agora ao conhecimento público o documento formal, redigido na sequência do evento que teve lugar no Centro Cultural de Carnide (Lisboa), em 22 de Novembro de 2025, a Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa, que contou com uma centena de participantes, nacionais e estrangeiros, vindos propositadamente a Lisboa para o efeito.

Deste encontro, organizado por um grupo de amigos de longa data, informalmente conhecido como “Os Quatro Mosqueteiros pela Paz”, interessados em encontrar soluções para a mesma na Europa, nasceu a Declaração agora revelada, que conta ainda com as assinaturas de dezenas de especialistas, de vários quadrantes e de diferentes nacionalidades.

Imperiosa é a sua leitura e urgente a sua divulgação por conter propostas objectivas e um conjunto de medidas exequíveis para logo que possível se alcançar a tão almejada Paz na Ucrânia, Rússia e Europa.

Agradecemos desde já a atenção dispensada e a divulgação pelo vosso OCS. Para mais informações sobre os organizadores, palestrantes e participantes pf contactem-nos. Podemos disponibilizar fotografias ou imagens do evento.

CONTACTOS:

Os Quatro Mosqueteiros pela Paz

Endereço Electrónico (Email): u8189072106@gmail.com

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2026


Declaração da Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa

A Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa teve lugar em 22 de Novembro de 2025, em Lisboa, no Centro Cultural de Carnide.

Na sua alocução final, proferida pelo major-general Raul Luís Cunha, o comité de organização da Conferência, conhecido informalmente como “Os Quatro Mosqueteiros pela Paz”, assumiu a responsabilidade de redigir uma Declaração formal oficialmente intitulada Declaração da Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa

Esta Declaração tem um duplo propósito. Por um lado, descreve de forma abrangente as medidas inicialmente especificadas no documento fundador da Conferência, dando ênfase às acções que foram identificadas como sendo as de maior prioridade e urgência nesse documento fundador. Por outro lado, está enriquecida pelas diversas contribuições feitas pelos participantes antes, durante e depois da conferência, garantindo que as perspectivas e sugestões compartilhadas estejam devidamente incorporadas.

É esta Declaração, que teve o seu próprio tempo de maturação [22 de Dezembro de 2025-31 de Janeiro de 2026], que agora se publica, após um compasso de espera motivado pelas eleições presidenciais em Portugal e pelas tempestades e cheias calamitosas que assolaram o país.

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2026.


DECLARAÇÃO

O plano belicista dos EUA, União Europeia e Reino Unido

«É preciso sufocar a Rússia economicamente, isolá-la diplomaticamente e enfraquecê-la militarmente por interposta Ucrânia, para alimentar no seu seio forças que conduzam ao seu desmembramento numa miríade de pequenos Estados impotentes ou falhados».

Esta é a sinopse do plano belicista que justificou, durante os últimos 4 anos, uma guerra prolongada na Ucrânia e na Rússia (cf. os relatórios da Rand Corporation, Extending Russia e Overextending and Unbalancing Russia, ambos publicados em 2019) — uma guerra que parece encaminhar-se agora para o fim.

Falamos de uma guerra que era evitável

— se os EUA não tivessem instigado e apoiado o golpe de Estado sangrento que, em 22 de Fevereiro de 2014, derrubou, sem qualquer suporte constitucional, o presidente da Ucrânia livremente eleito, Viktor Ianukovytch;

— se a Alemanha, a França e a Polónia não tivessem imediatamente reconhecido (tal como a chefe da diplomacia da União Europeia, a baronesa Catherine Ashton de Upholland) o governo ilegal saído desse golpe de Estado, renegando inclusivamente compromissos espúrios (mas que eram já altamente favoráveis aos golpistas) que os seus Ministros dos Negócios Estrangeiros tinham mediado e testemunhado nos dias anteriores para evitar mais derramamento de sangue; 

— se a Ucrânia, a França e a Alemanha tivessem cumprido os Acordos de Minsk (2014, 2015) que foram celebrados entre Ucrânia e as Repúblicas Populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) e que tinham sido mediados e avalizados pela França e pela Alemanha (por parte da Ucrânia) e pela Rússia (por parte da RPD e da RPL), em vez de os sabotarem ciente e sistematicamente, alimentando uma guerra fratricida na Donbass que fez mais de 14 mil mortos durante 8 anos (2014-2022);

— se a OTAN e os EUA tivessem aceitado discutir as propostas de Acordo e Tratado que a Rússia lhes apresentou, respectivamente, em 17 de Dezembro de 2021, no sentido de (i) deter o alargamento pérfido da OTAN em direcção às fronteiras russas, (ii) impedir a entrada da Ucrânia na OTAN (que, agora, com um país exangue e semidestruído, Zelensky já se diz disposto a acatar) e (iii) garantir a segurança mútua da Rússia e dos Estados-membros da OTAN.

Continuar a ler a Declaração na íntegra aqui


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