Seguro, Zelensky e o nazi-fascismo

(Por José Goulão, in Facebook, 10/06/2026, revisão da Estátua)

A foto até pode ser montagem, mas o nazismo na Ucrânia de Zelensky, esse, é bem real

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Que Seguro tenha ido beijar a mão de Zelensky, um presidente fora do prazo, não me surpreende. Limitou-se a prosseguir a romaria a Kiev feita muitas vezes pelos chefes não eleitos da União Europeia, e também por Costa, Marcelo, Rui Tavares e outros democratas de rija cepa.

Que tenha escolhido o período das comemorações do 10 de Junho, cada vez mais “o dia da raça”, não me espanta igualmente. A Assembleia desta República que temos também ofereceu o púlpito a Zelensky em plenas comemorações do 25 de Abril, há poucos anos.

Que Seguro tenha assegurado “o apoio inabalável de Portugal” ao regime de Kiev, que ilegalizou mais de 10 partidos, censura a literatura e a imprensa e proíbe o uso de outras línguas, para lá do do ucraniano, que são faladas num Estado abundantemente multinacional, sobre isso também pouco há a dizer. Limitou-se a recitar a bíblia, ou a cartilha, como quiserem, sabida de cor e salteado por todos os chefes do chamado “mundo ocidental”.

Seguro, porém, esmerou-se, caprichou, e bateu a concorrência entre os romeiros. Foi confraternizar com o pequeno gaulaiter de Kiev apenas alguns dias depois de este se ter prostrado perante os restos mortais do genocida Andriy Melnyk, que integrou as tropas de Hitler no assalto à União Soviética, fundou o Batalhão Bucovina como parte da Abwher, a sinistra polícia de espionagem militar nazi de Wilhelm Canaris, e apadrinhou, como chefe da OUN, Organização dos Nacionalistas Ucranianos, os massacres de mais de cem mil pessoas nas regiões da Volínia e da Galícia Oriental, até pouco tempo antes territórios da Polónia.

 As vítimas foram sobretudo mulheres e crianças, porque os homens estavam na guerra ou na resistência. Judeus, polacos, russos, checos, húngaros, georgianos, ciganos, e até ucranianos pertencendo a famílias polacas – a lista dos sacrificados é longa. O Estado polaco atual considera oficialmente estas chacinas como “parte de uma campanha de genocídio”.

Zelensky no cemitério homenageando o nazi Melnyk

Zelensky mandou importar os restos de Melnyk do Luxemburgo. E recebeu-os como os de um “herói” no Cemitério Nacional Militar de Kiev, com honras de Estado. “É extremamente simbólico que os nossos heróis da Ucrânia de hoje, que arrancaram a Ucrânia das mãos dos russos, fiquem ao lado dos nossos heróis ucranianos de gerações anteriores que também trabalharam para garantir que a Ucrânia fosse o que é, que a Ucrânia fosse ela mesma, que a Ucrânia fosse livre“, disse Zelensky na oração de boas vindas ao genocida Melnyk.

Não me parece abusivo concluir que o pequeno fuhrer de Kiev definiu a Ucrânia de hoje – “ela mesma” e “livre” – como a continuação ideológica, social e militar da Ucrânia pela qual Melnyk e outros, como o “herói nacional” Bandera, combateram integrados nas tropas de Hitler.

Ora a Ucrânia desejada por Melnyk e Bandera era “um Estado nacional varrido de judeus, polacos e russos“. Em carta dirigida em 1940 a Adolph Hitler, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Joachim Ribbentrop, Melnyk definiu assim a sua OUN: “uma organização ideologicamente semelhante a movimentos semelhantes na Europa, especialmente o nacional-socialismo na Alemanha e o fascismo em Itália“. Feita a declaração de princípios, Melnyk rogou a Hitler “que nos seja permitido marchar lado a lado com as legiões da Europa e com a nossa libertadora Wermacht alemã“. Se a Ucrânia de hoje é a de Melnyk, como enfatizou Zelensky, sabemos ao que anda a máquina que controla o Estado ucraniano em Kiev; e reforçamos a certeza de que o Azov e outros grupos nazis que ganharam protagonismo a nível do poder através do golpe norte-americano e europeu de Maidan, em 2014, têm bem a quem sair.

Por cá e por essa Europa fora, os nossos dirigentes, e os alheios, ecoados pela canina comunicação social, desmultiplicam-se afanosamente para garantir que Zelensky não é nazi. Mas a verdade nua e crua é que os venera, como há mais de 80 anos fizeram os “heróis” Melnyk, Bandera e muitos outros que hão de acabar com os ossos no Cemitério Nacional Militar de Kiev.

Caso se tivesse apressado um pouco, Seguro ainda tinha ido a tempo de participar no segundo enterro do genocida. Mas cumpriu o beija-mão a Zelensky quando ele ainda trazia terra do cemitério agarrada aos sapatos, depois da macabra e estatal cerimónia.

Vai muito bem o presidente Seguro no seu novo emprego. É mais do mesmo nesta alegre “democracia liberal”, que cá vai cantando e rindo.

Um Seguro com Alzheimer

(João Gomes, in Facebook, 25/05/2026)


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O senhor Presidente de “todos os portugueses” tem uma memória seletiva e deve ter estado – nos últimos 12 anos e antes de se candidatar a PR – depois de no PS ninguém o querer – a ler livros de cowboys e romances de Eça de Queiroz.

Antes de 2022, a guerra pela autonomia do Donbass e os ataques sucessivos da Ucrânia aos pró-russos, já provocara aproximadamente 3900 civis mortos e entre 7 a 9 mil feridos, segundo dados das Nações Unidas. O conflito, iniciado em 2014, ficou marcado por bombardeamentos, fogo cruzado e ataques atribuídos às forças ucranianas, sobretudo nas regiões de Donetsk e Lugansk. Mesmo em 2021, antes da invasão russa em larga escala, a ONU ainda registava vítimas civis ligadas ao conflito. E, como se sabe, a “invasão russa” foi exatamente por causa disso e da falha dos acordos sobre isso.

Após a invasão russa de fevereiro de 2022 e até hoje, a Ucrânia passou também a atacar território russo – incluindo Belgorod, Kursk, Bryansk, Crimeia e até Moscovo com drones e mísseis fornecidos pelo ocidente – causando mortos civis, destruição urbana e ataques a infraestruturas. As autoridades russas falam em centenas de vítimas civis e milhares de ataques.

Neste quadro, o Ocidente e o senhor presidente de Portugal (que andou tão descansado a “pensar” nos últimos 12 anos) aplica uma moral geopolítica seletiva: condena fortemente os ataques russos a civis, mas relativiza ou silencia os ataques ucranianos – desde sempre – contra populações civis do Donbass ou cidades russas.

Portanto – é isto que temos e continuaremos a ter, até que – dentro em breve – a Europa perceba quem andou a gerir e a aproveitar-se da politica da Ucrânia para transformar a Europa num continente sem geopolítica própria, sem entender como foi sendo enganada e como “autorizou” um grupelho nazi a tomar conta e definir como se faz a politica económica, financeira e militar de um continente que fez História e – agora – não serve para nada.

O vestido que abalou a civilização ocidental

(Luís Rocha, in Facebook, 10/03/2026, Revisão da Estátua)


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Portugal acordou em sobressalto. Não foi um terramoto, nem uma crise financeira, nem sequer uma daquelas crises governativas que brotam como cogumelos no outono. Não. Desta vez a República foi confrontada com algo muito mais grave. O preço de um vestido.

Sim, um vestido. A peça de tecido que Margarida Maldonado Freitas, empresária, farmacêutica e mulher de um Presidente recém-empossado, teve a ousadia de vestir na cerimónia. Um acto escandaloso que obrigou a imprensa especializada em assuntos de elevada gravidade nacional, como decotes, pulseiras e destinos de férias de celebridades, a mobilizar os seus mais experientes analistas têxteis.

A investigação começou como todas as grandes investigações jornalísticas. Com um zoom numa fotografia e uma busca no Google. Pouco depois surgiu a manchete: “Descobrimos o vestido!”. Um trabalho hercúleo digno de Watergate, mas com muito mais seda e muito menos Nixon.

A partir daí abriu-se um debate profundo sobre a democracia portuguesa. Não sobre salários, habitação ou política externa. Não. Sobre se uma mulher adulta, empresária e economicamente independente pode comprar a roupa que lhe apetece com o dinheiro que é dela.

O choque moral foi imediato.

De repente, Portugal descobriu que a República está perigosamente dependente do preço das bainhas. Um vestido caro pode aparentemente comprometer a estabilidade institucional, abalar a Constituição e talvez até provocar uma ligeira ondulação no Atlântico.

Naturalmente, esta análise política sofisticadíssima nasceu no laboratório intelectual de uma revista cuja missão civilizacional é acompanhar a evolução histórica da humanidade através de três indicadores fundamentais. Roupa, casamentos e dietas milagrosas.

Refiro-me, claro, àquela publicação dedicada ao estudo científico das celebridades que pertence ao grupo que também controla o Correio da Manhã, a CMTV, o Record e outras catedrais do rigor informativo. Esse mesmo grupo, hoje chamado Medialivre, herdou um vasto império mediático que inclui jornais, revistas e canais televisivos capazes de transformar qualquer trivialidade numa catástrofe nacional em menos de dez minutos.

É um ecossistema mediático impressionante. Lançam uma história numa revista de celebridades, amplificam-na na televisão, discutem-na em painéis, repetem-na nas redes sociais e, quando damos por nós, o país inteiro debate a bainha presidencial como se fosse uma questão de soberania.

É assim uma espécie de economia circular da indignação pimba.

E não se pense que isto é casual. Não. Há método. Há disciplina. Há uma dedicação quase monástica à arte de transformar trivialidades em escândalos.

Durante anos este mesmo ecossistema mediático serviu de palco permanente a uma figura política que os portugueses conhecem carinhosamente como “o Coiso”, personagem omnipresente em estúdios televisivos, debates inclinados e manchetes que pareciam escritas com a banda sonora das Valquirias de Wagner. Muito 3º Reich.

Agora que começa um novo mandato presidencial vindo da esquerda, os mastins mediáticos parecem ter decidido iniciar a temporada com aquilo que na ciência política se chama um “ataque preventivo à bainha institucional”.

Primeiro, o vestido. Depois talvez os sapatos. Mais tarde, quem sabe, a cor das cortinas de Belém. A vigilância republicana não pode abrandar.

Entretanto, nos estúdios televisivos, continuam os debates conduzidos por comentadores de grande erudição, incluindo a inevitável astróloga residente, figura omnisciente que analisa política internacional, economia global, conspirações planetárias e o alinhamento de Vénus com a taxa Euribor.

É reconfortante saber que o destino da República está também dependente dos trânsitos de Mercúrio.

Mas voltemos ao escândalo têxtil.

O que torna esta polémica particularmente patusca é o seu objecto. Uma mulher adulta, com carreira própria, que provavelmente ganha o suficiente para comprar quantos vestidos quiser sem pedir autorização ao país.

No entanto, segundo a nova escola de pensamento mediático, a esposa de um Presidente deve vestir-se segundo um rigoroso código de austeridade patriótica. Talvez uma túnica de serapilheira, um xaile de lã e sandálias franciscanas.

Tudo o resto ameaça a democracia.

E assim caminhamos, num país parolinho, onde o preço de um vestido provoca mais indignação mediática do que meia dúzia de escândalos financeiros. Um país onde uma revista especializada em frivolidades e pimbalhices consegue lançar o grande debate político da semana e pôr um sem número de alminhas a debitar parvoíces sobre uma mulher emancipada, que apenas comprou um vestido com o seu dinheiro.

Isto tudo um dia depois do Dia da Mulher e dos milhares de clichês sobre a sua emancipação. No fundo, talvez devamos agradecer.

Num mundo cheio de guerras, crises e desigualdades, é reconfortante saber que ainda existem instituições mediáticas dedicadas a proteger a nação contra o perigo mais terrível de todos.

Uma senhora bem vestida. A República agradece.

Beijinhos e até à próxima.

Referências consultadas

https://eco.sapo.pt/…/medialivre-com-lucros-de-19…

https://revistabusinessportugal.pt/medialivre-a-nova…

https://ban.pt/…/medialivre-com-lucros-de-19-milhoes…

https://www.flash.pt/moda-e-beleza/detalhe/descobrimos-o-vestido-da-nova-primeira-dama-saiba-quanto-custa-e-como-ela-o-adaptou-a-portugalidade