Todos dizemos que o mundo está “louco”

(Rosa Veloso, in PortugalNews, Facebook, 22/04/2026, Revisão da Estátua)

Não: o mundo organizou-se para servir os piores.

O poder já não disfarça — alinhou-se definitivamente com a ausência de ética, onde sexo, droga e dinheiro formam a nova Santíssima Trindade.

Lembram-se da célebre frase de Nietzsche: “Deus morreu”; hoje, qualquer ignorante entende: morreram os valores que sustentavam a sociedade.

Vendemos tudo: dignidade, atenção, corpo e vergonha. As mulheres são as mais expostas na praça pública, agora com luzes de estúdio e patrocínios. Big Brother, casamentos televisivos, romances rurais embalados para consumo rápido — a carne humana vale audiências, e a humilhação rende mais do que o talento.

Entretanto, analfabetos funcionais discutem penáltis, vestidos e escândalos com cachês milionários. Quem grita mais, ganha mais. Quem sabe, incomoda. A ignorância deixou de ser defeito: tornou-se profissão.

No Parlamento, o espetáculo rivaliza com uma taberna rasca. O grotesco tornou-se normal, a falta de decoro é quase regra. Comentadores, sem formação, recebem numa noite, o que os jornalistas sérios não ganham num mês.

Para quê tanta indignação? Sentam-se, no sofá, a consumir tudo isto, telecomando na mão, a financiar a decadência que fingem condenar.

Maus-tratos, sangue, suor e lágrimas, para consumir, em horário nobre. Jogadores acumulam milhões, enquanto quem investiga a cura de doenças ou o futuro do planeta vive na precariedade e com contratos miseráveis.

Há, no entanto, que ter em conta as “acertadas” palavras da senhora ministra do emprego, cá do burgo: “É melhor a precariedade do que o desemprego!” Que frase admirável: transforma exploração em consolo!

Podem, portanto, continuar a dormir descansados. O mundo só (des)caiu. Mas, as ruínas continuam a dar audiências…e a fazer fortunas.

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Há um Churchill na Europa: chama-se Pedro Sánchez

(Ana Sá Lopes, in Público, 12/04/2026)


Os americanos e os russos, a nova grande aliança, foram derrotados este domingo na Hungria. Mas Sánchez percebeu que não é a política de apaziguamento que devolve a autoridade à Europa.


Numa daquelas conferências de imprensa circenses na Casa Branca, Trump, a criticar o primeiro-ministro britânico que se recusou a ser apoiante efusivo da guerra dos Estados Unidos contra o Irão, disse que Starmer “não era nenhum Churchill”.

Churchill é muitas vezes invocado ao pontapé e foi o caso. Em 1940, Churchill estava quase sozinho (com Anthony Eden, que se tinha demitido do governo quando percebeu que estava a vingar a opção apaziguadora com Hitler) no combate ao genocídio que o regime nazi levava a cabo contra os judeus e contra as ambições imperialistas de Hitler. Há um livrinho do historiador John Lukacs, Cinco Dias em Londres, que explica passo a passo todos os momentos dessa solidão e o milagre que foi travar a vitória do apaziguamento dentro do Governo britânico. O Reino Unido era bastante anti-semita, na época.

Na Europa, a única voz corajosa a opor-se ao genocídio que Israel está a travar em Gaza e à guerra de Trump e Netanyahu contra o Irão é Pedro Sánchez. Está sozinho: os líderes europeus podem não ter apoiado a guerra do Irão, mas cambalearam, hesitaram, não condenaram expressamente os Estados Unidos e esforçaram-se antes para pôr as culpas no Irão, por ter atacado, na sequência dos bombardeios americanos, outros países do Golfo.

Estamos a viver um grande momento de miséria moral na Europa (e Trump não agradeceu, antes pelo contrário). Ao contrário de Paulo Rangel, o ministro dos Exteriores de Sánchez não recebeu nenhum telefonema de Marco Rubio.

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Quase todas as “altas patentes” europeias parecem os dirigentes do PCP a falar sobre a invasão da Ucrânia — e na altura muita gente, incluindo eu, atacou o PCP. Hoje, peço desculpa pelas minhas críticas à posição do PCP. Estão muito bem uns para os outros, no que toca a invasões ou “operações especiais” ou ataques a populações civis e infra-estruturas e, ao contrário do PCP, as críticas à cumplicidade europeia raramente se ouvem.

Na terça-feira, quando Trump ameaçou “destruir toda uma civilização”, o silêncio nas “chancelarias europeias” foi de morte.

Depois da primeira ameaça louca de Trump no domingo passado, em que ameaçou fazer “os iranianos voltarem à idade da Pedra, que é o seu lugar”, António Costa ainda teve uma reacção decente e a mais forte desde que começou a guerra: “Qualquer ataque a infra-estruturas civis, nomeadamente energéticas, é ilegal e inaceitável” e o que se aplica “à guerra da Rússia na Ucrânia aplica-se a todo o lado”. Mas depois da ameaça da “destruição da civilização” iraniana, Costa e os outros ficaram calados.

Pedro Sánchez emerge agora como a única consciência moral da Europa, o único líder verdadeiramente corajoso, aquele que percebeu muito antes dos outros que os “princípios europeus” já foram suficientemente manchados e se a Europa quer enfrentar o inimigo interno (os americanos e os russos, a nova grande aliança, conseguiram ser derrotados este domingo na Hungria com a derrota de Órban) não é com a política do apaziguamento que vai lá.

Na sexta-feira, Sánchez fez um discurso no European Pulse Forum que é a “basezinha” dos dilemas europeus neste momento: “O desafio da Europa não é só rearmar-se para enfrentar os seus problemas de segurança e de defesa, mas também rearmar-se moralmente, para que possa contribuir para o desenvolvimento estável e pacífico do mundo”.

Sánchez defende que a União Europeia acabe com o acordo de associação com Israel — coisa que a Europa não fará. Obviamente, o Governo de Israel responde a Espanha com a palavra que usa contra todos os que se manifestam contra o genocídio em curso: “Anti-semita”. Na realidade, a Europa tem de escolher se mantém a cumplicidade com crimes de guerra e com o genocídio, mantendo a “chamberlanização” da sua política externa, ou se faz como Churchill e deixa de apaziguar. A única referência moral é hoje Pedro Sánchez… e o Papa Leão XIV.

Uma luta do MAL contra o BEM

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 20/08/2025, Revisão da Estátua)


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Aqui na Croácia, longe da Pátria, estou a viver dias amenos e relaxados, com passeios pela frondosa floresta e mergulhos num rio de águas frescas e límpidas e depois as noites dedicadas à informação e estudo…!

Assim sendo e fruto de muita análise e meditação, o pensamento que me assalta é o seguinte:

  1. Afinal, as guerras que estão a decorrer e que tanto nos afetam e perturbam, têm subjacente uma muito mais profunda razão: malgrado as suas motivações políticas, sociais e/ou religiosas, no fundo são, na realidade, consequências de na Humanidade estar a decorrer uma guerra generalizada entre o MAL e o BEM…! Senão vejamos.
  2. Em Israel temos de um lado os assassinos sionistas, que se consideram o “povo escolhido”, e entendem ser superiores e imunes a quaisquer críticas, que não hesitam em falsear a verdade, roubar, prender, torturar, matar (com bombas, canhões, espingardas e à fome) executando o genocídio de um povo que estava na sua terra e que agora aqueles miseráveis querem usurpar por completo, levando a que os palestinianos não tenham outra solução que não seja a luta pela sua liberdade (luta essa que o dito Ocidente alargado considera terrorismo).
  3. Na Ucrânia temos de um lado os miseráveis nazis, satanistas, corruptos, drogados – que também se consideram uma raça superior -, a querer exterminar os que eles consideram os “pretos da neve”, pelo que e como tal, são apoiados pelos outros fascistas seus semelhantes (Von der Layens, Macrons, Merzs, Starmers, Sstubbs, Melonis e Costas – a coligação da “cocaína”). Estes facínoras continuam a tentar provocar uma guerra a nível mundial, convictos que estão que assim poderão talvez preservar os seus poderes e mordomias, não os incomodando minimamente que, para satisfazer os seus egos e ambições, sejam sacrificados milhões de ucranianos e russos e quiçá toda a população europeia (menos eles claro, pois quando tocar a aflitos, certamente se piram para um paraíso fiscal).
  4. Em resumo:
  5. Israel (povo escolhido, sionismo, assassínio, roubo, morte, fome, genocídio).
  6. Palestina (revolta, luta, sofrimento, espoliados).
  7. Ucrânia + coligação da “cocaína” (nazis, satanistas, corruptos, drogados, falsos, a querer fazer a limpeza étnica de compatriotas seus). A guerra acicatada pelo país mais maligno do planeta – a Inglaterra; e um Ocidente que até utiliza de forma torpe o TPI (e corrompe-o definitivamente) para condenar como sendo crime de guerra o salvamento de crianças aprisionadas em orfanatos para a sua posterior venda e colheita de órgãos.
  8. Rússia (a defender o seu povo, a sua língua e religião, a paz e a justiça), evitando a tentação de utilizar meios muitíssimo mais letais.

Agora digam lá se não é fácil (sem facciosismo nem politiquices) discernir o lado do MAL do lado do BEM? E estamos, ou não, numa guerra provocada pelo MAL para tentar destruir o BEM?

Pois é… e, infelizmente, o nosso povo (e eu considero fazer parte dele), por obra e graça dos nossos miseráveis e incompetentes políticos e generalidade dos órgãos de comunicaçãp social está do lado do MAL.

Curiosamente, até agora nas próximas eleições autárquicas em Portugal se consegue perceber onde está o lado do MAL. Por exemplo, em Lisboa, o alegre Moedas integrou na sua lista um nazi ucraniano (Pavlo Sadhoka) e uma adepta do genocídio em Israel (H. Ferro Gouveia) – mais nojento que isto não há.