O Sr. Araghchi vai à Rússia

(Pepe Escobar in Resistir, 29/04/2026)


A partir de agora, é evidente que nenhuma solução será possível – nem realista – sem a influência russa.


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Eis uma abertura repleta de significado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, embarcou numa viagem diplomática de alto risco a Islamabad, Mascate e São Petersburgo a bordo do voo “Minab 168” da Meraj Airlines.

Em memória, claro, das 168 alunas de Minab mortas pelo Império do Caos, das Mentiras, da Pilhagem e da Pirataria.

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Irão-EUA: O colapso do impasse estratégico

(Pepe Escobar in SakerLatam.org, 25/04/2026)


Da forma como as coisas estão, fica claro que Teerão nunca aceitará um bloqueio naval permanente. Portanto, haverá retaliação. Aconteça o que acontecer a seguir, o petróleo Brent ultrapassará certamente os US$ 120 por barril. O abastecimento de combustível de aviação ficará bastante restrito a partir do final da próxima semana. Os preços do diesel e da gasolina seguirão o mesmo caminho em duas semanas.

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Nenhuma análise séria pode considerar o blá-blá-blá mentalmente retardado do Sindicato Epstein sobre o que rola nos corredores do poder em Teerão.

Como se eles tivessem alguma pista fundamentada.

Nada está “fraturado” (exceto a psique do Babuíno da Bárbaria). É claro que existem diferentes abordagens conceituais e um animado debate público nacional. Mas, no alto nível de decisão, todo o sistema está fortemente unificado.

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Todos dizemos que o mundo está “louco”

(Rosa Veloso, in PortugalNews, Facebook, 22/04/2026, Revisão da Estátua)

Não: o mundo organizou-se para servir os piores.

O poder já não disfarça — alinhou-se definitivamente com a ausência de ética, onde sexo, droga e dinheiro formam a nova Santíssima Trindade.

Lembram-se da célebre frase de Nietzsche: “Deus morreu”; hoje, qualquer ignorante entende: morreram os valores que sustentavam a sociedade.

Vendemos tudo: dignidade, atenção, corpo e vergonha. As mulheres são as mais expostas na praça pública, agora com luzes de estúdio e patrocínios. Big Brother, casamentos televisivos, romances rurais embalados para consumo rápido — a carne humana vale audiências, e a humilhação rende mais do que o talento.

Entretanto, analfabetos funcionais discutem penáltis, vestidos e escândalos com cachês milionários. Quem grita mais, ganha mais. Quem sabe, incomoda. A ignorância deixou de ser defeito: tornou-se profissão.

No Parlamento, o espetáculo rivaliza com uma taberna rasca. O grotesco tornou-se normal, a falta de decoro é quase regra. Comentadores, sem formação, recebem numa noite, o que os jornalistas sérios não ganham num mês.

Para quê tanta indignação? Sentam-se, no sofá, a consumir tudo isto, telecomando na mão, a financiar a decadência que fingem condenar.

Maus-tratos, sangue, suor e lágrimas, para consumir, em horário nobre. Jogadores acumulam milhões, enquanto quem investiga a cura de doenças ou o futuro do planeta vive na precariedade e com contratos miseráveis.

Há, no entanto, que ter em conta as “acertadas” palavras da senhora ministra do emprego, cá do burgo: “É melhor a precariedade do que o desemprego!” Que frase admirável: transforma exploração em consolo!

Podem, portanto, continuar a dormir descansados. O mundo só (des)caiu. Mas, as ruínas continuam a dar audiências…e a fazer fortunas.

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