(Joseph Praetorius, in Facebook, 15/04/2024)

O “Ocidente coletivo” – organização complexa de vassalagens no quadro da suserania americana – corre agora o risco da multiplicação de desafios, emergindo das terras vitimadas pela violentíssima dominação colonial e neocolonial.
E o momento é delicado.
Caíram os mitos das armas invencíveis, do treino militar miraculoso e dos Rambos devastadores, caiu o dólar como moeda obrigatória, morreu o medo das sanções que se impunham como uma excomunhão capaz de fazer povos párias, caiu, até, a simples consideração nas relações pessoais, perante as diplomacias soezes de grosseria escandalosa, a obrigar à correção pública de chefes de estado e de governo por líderes africanos e chineses.
Vão cair as línguas europeias, pelo menos em África, despromovidas, primeiro, ao estatuto de línguas de trabalho e, depois, substituídas por outra, eleita para língua franca.
No interior dos países do “Ocidente coletivo”, morreu o Direito, morreu a liberdade de imprensa (e a imprensa), morreram os privilégios da cultura, cujas liberdades se defendiam a todo o custo, morreram as liberdades de manifestação e reunião e os próprios sistemas políticos cederam às intrusões da CIA.
E o “Ocidente coletivo” tomará agora, de outros, as lições que gostava de imaginar suas, no que respeita à luta pelo desenvolvimento e justiça, como pela liberdade e dignidade dos homens.
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O prestígio de ter os F-16 a patrulhar os céus dos países bálticos, a defender “os nossos valores e a democracia”, enquanto todos os anos vemos arder milhares de hectares, como se os nossos valores e a democracia não tivessem defesa possível por cá. E só no ano passado os governantes resolveram em condições razoáveis reforçar os meios para combate aos incêndios, não ser tão vergonhosa a sua ordem de prioridades.
Resta referir que é muito mais perigoso pilotar aeronaves e combater incêndios do que andar armado em Top Gun com um F-16 a escoltar aviões… Basta ver o número de helicópteros e aviões despenhados, e pilotos mortos e feridos em (cada tipo de) combate…
Somos mesmo um país de pategos… de alto a baixo.
“(…) resolveram em condições razoáveis reforçar os meios de combate aos incêndios, para não ser tão vergonhosa a sua (absurda) ordem de prioridades.”
Curiosamente até correu ligeiramente melhor que no passado, apesar de alguns grandes incêndios, foi possível controlar melhor e debelar mais rapidamente incêndios sem estar tão dependente de aeronaves estrangeiras. Mas fizeram-o porque houve quem frisasse que tinham a ordem de prioridades trocada, quando começaram a enviar os tanques, as bazucas e as bisnagas para a Ucrânia, fazendo de conta que o combate das nossas vidas era lá e não aqui, todos os anos. Entretanto as secas severas são cada vez mais frequentes e as reservas de água tendem a esgotar-se cada vez mais cedo. Mas UAU, os F-16 portugueses ajudaram a encaminhar uma aeronave russa para fora do espaço aéreo da Lituânia!
E isso e os nossos heróicos navios da Marinha que escoltam perigosos navios russos que passam pelas nossas águas. Pelo menos o pessoal do Mondego, que, se recusou a entrar num navio a cair de podre que talvez os obrigasse a pedir ajuda ao navio russo lá, se safaram com umas suspensõezitas so para não dizer que não vamos daqui. Porque mais sabiam eles que a máquina estava podre.
Mas essa das nossas heroicas aeronaves estacionadas algures no Báltico já é velha e sempre me deu ranço. Corriam os anos da troika também um caça português estacionado lá para as bandas da Lituânia teria interceptado um caça russo. Eu só me perguntava o que é que o avião de um país miserabilizado, fustigado pelo que se decidiu chamar austeridade, estava a fazer naquelas paragens?
Não haveria mais onde gastar o dinheiro?
Eu dizia vos onde. Na limpeza dos hospitais. Nesse belo tempo, a limpeza hospitalar feita pelos funcionários foi substituída por empresas tendo como único critério o preço. Foi por essa altura que perdi um familiar próximo para a infeção hospitalar. Continua tudo igual.
Perdi a conta a gente que é internada com isto ou aquilo e morre lá de “uma bactéria que apanhou”. Mas as nossas heroicas aeronaves andam a caçar russos onde o Judas perdeu as botas. Tenham vergonha no focinho e vão ver se o mar dá choco.
Quanto a morte do Ocidente, começou pelas bandas de Bagdade e morreu em Gaza.
A censura todos a conhecemos, começou na covid e tornou se descarada a pretexto da guerra na Ucrânia.
Noutros países, a censura em apoios ao estado genocida de Israel atinge níveis obscenos. Na Alemanha já estávamos todos presos.
Se há coisas que me assustam, uma das que me assustam mais, porque extremamente perigosas, é a estupidez. Porque a estupidez dos borregos, nomeadamente os borregos que se tomam por mastins, é um dos principais alicerces do poder da sacanagem. Ao ler os comentários deste post do Faecesbook (é esta a designação que corresponde à sua verdadeira essência), sinto um tal arrepio na espinha que quase acredito estar no Pólo Norte.
https://www.facebook.com/PortugueseAirForce/posts/os-f-16m-portugueses-destacados-na-litu%C3%A2nia-intercetaram-ontem-duas-aeronaves-da/837457201750149/
Bem, quem mais mentiu sobre armas químicas no Iraque foi o bando Ocidental pois que eu saiba não foi nenhum iraniano que apareceu em plena Assembleia Geral da ONU com um frasco de suposto antrax nem nenhum dirigente iraniano que mandou “tornar mais sexy” um relatório encomendado sobre armas químicas, nomeadamente a patacoada de armas químicas capazes de atingir o Ocidente em 15 minutos.
Já agora também não foi nenhum cientista iraniano que apareceu “suicidado” no meio do mato depois de pôr em causa a versão oficial.
Não foi o Ocidente a virgem enganada por mentiras de um país que enfrentou durante oito anos uns guerra por procuração encomendada ao Iraque.
Que não pensou que a sua vez havia de chegar antes de pensar que era boa ideia atacar o vizinho por conta de um bando de malandros que tinham tido bons negócios com o xa.
Dizem alguns analistas que o Irão não se teria atrevido a atacar se já não tivesse tambem já armas nucleares. Dado certamente o conhecimento que teem da tendência de Israel para retaliações pouco prudentes. Eu diria sanguinárias e cruéis, mas claro que isso os senhores não disseram.
E pessoalmente espero que tenham. Porque uma nação capaz da crueldade a que assistimos nos últimos seis meses, capaz da crueldade a que assistimos nos últimos 75 anos, que reivindica um território do Nilo ao Eufrates, e sabe Deus que mais, tem de ter medo de alguma coisa. Tem de ser contida, tem de ser dominada. Não pode ficar impune.
E deixem se de tretas porque o ataque do Irão foi uma retaliação. Não só ao ataque à embaixada na Síria, algo que nem Hitler fez, mas ao assassinato de cientistas, ao financiamento de terroristas que mataram centenas de pessoas. Que atacaram até gente que visitava túmulos como o Mausoléu de Khomeini ou o túmulo de Cassem Soleimani, o general iraniano mastermind da derrota do Estádo Islamico na Síria assassinado por ordem de Trump.
Se Israel atacar não é retaliação nenhuma é mais um exercício de barbárie como muitos.
Que vai sobrar é para a Europa por isso deixem se de tretas e de lamber o traseiro a assassinos que nos chamem gentios.
Ganhem de uma vez dignidade e vergonha no focinho.
Quais serão consequências económicas de uma conflagração no Médio Oriente???
Temos menos a temer de Putin do que de Netanyahu.
Mas são ainda os europeus que vão ser o alvo da (má) piada. Com o Macron schlotz e a hiena, é um dado adquirido.
Tudo o que nos é dito é uma enorme fraude, mentiras descaradas. É tudo uma questão de manipulação e de ilusões. Estamos num contexto escatológico difícil de compreender para as pessoas normais. Infelizmente, somos conduzidos por “loucos” que aplicam o guião definido pela sua seita. É evidente que, se seguirmos o seu guião, teremos a 3ª Guerra Mundial, que já começou. É Oniris contra Ísis que fará Hórus ressurgir das cinzas.
Ninguém diz a verdade, todos afirmam X ou Y, ainda não estamos fora de perigo. Os EUA fazem
TUDO pelos seus próprios interesses e nós não nos atrevemos a dizer-lhes “não”. Deram cabo da Europa com a energia e ninguém vacila.
Quando é que os líderes europeus vão perceber que os EUA só são nossos “parceiros” quando lhes convém, que não nos vão proteger?
Tudo isto vai custar-nos no jogo das alianças, tal como em 1914… O complexo militar-industrial precisa de saídas, e isso não é nada bom.
Netanyahu quer a guerra com o Irão, é a sua guerra preferida. Os EUA dizem que não querem a guerra, mas sonham com ela (lembrem-se de Hillary Clinton: “se for eleita, farei guerra ao Irão”. Só se enganou ao dizê-lo: não estava a mentir). Os EUA dizem sempre o contrário do que fazem, por isso, se houver uma guerra, Biden estará metido nela porque recebe ordens do Pentágono e da AIPAC. O que significa que a guerra é quase inevitável.
Israel quer uma conflagração regional. É a única maneira de esconder o seu genocídio e o massacre em que está envolvido em Gaza.
Não esqueçamos que a motivação inicial e teológica de Shetanyahu é alargar as fronteiras do Nilo ao Eufrates.
Esta data ficará na história como o dia em que o Irão se atreveu a desafiar o seu inimigo histórico….. os sucessores de Ciro não mudaram!
O filho de Netanyahu está em Miami e não vai morrer pelo seu país!
Vejo todas as vantagens para os EUA, em termos de aumento do preço do petróleo, o que é bom para as suas exportações, capital da bolsa para ajudar a financiar o défice dos EUA, vendas de armas em todo o mundo, disputas com alguns aliados que já não são realmente aliados – em suma, oportunidades!
A Europa no meio disto tudo? ah! A Europa? Mais uma catástrofe, mais despesas, mais inflação,
em suma, um espetáculo de desolação!
Realmente, os nossos dirigentes não perdem nada!
Todos os líderes em apuros sempre encontraram uma forma de se manterem no poder.Guerra em preparação ou já em curso.
Nos EUA indireta mas eficaz na Ucrânia com um líder em pinga permanente! Já para não falar das situações catastróficas contra a população mas a isso chama-se “danos colaterais”.
A grande questão é saber quanto tempo Netanyahu permanecerá no poder. É suspeito de corrupção. É cada vez mais contestado pelo povo israelita. Centenas de milhares de manifestantes exigem regularmente a sua saída do poder. A guerra total é a melhor hipótese de Netanyahu se manter no poder, pois o povo unir-se-á em torno do governo hebreu.
Só uma forte pressão internacional (principalmente dos EUA, da Rússia e da China) poderá levar a um desanuviamento…
Neste caso particular, o Irão respondeu à agressão de Israel sem causar mortes… o problema, na minha opinião, é Netanyahu, que está longe de ser claro…
Eis algumas informações importantes:
“Os Estados Unidos têm um avançado radar de banda X AN/TPY-2 estacionado em Har Qeren, no deserto do Negev. A sua missão consiste em detetar os lançamentos de mísseis iranianos e transmitir os dados de mira às baterias israelitas Arrow e David’s Sling e às baterias americanas THAAD ABM instaladas para proteger locais sensíveis israelitas, nomeadamente Dimona e as bases aéreas de Nevatim e Ramon.
Os mísseis iranianos atingiram as bases aéreas de Nevatim e Ramon.
Os melhores radares de vigilância do mundo, trabalhando em conjunto com as defesas antimísseis mais sofisticadas do mundo, revelaram-se impotentes face ao ataque iraniano.
O ataque penetrou em todas as defesas e atingiu os alvos previstos.
Por conseguinte, Israel irá provavelmente abster-se de retaliar. Quanto mais não seja porque não dispõe de nenhuma defesa eficaz contra um ataque com drones igualmente saturados e, certamente, não dispõe de nada suficiente para se defender contra uma série de ataques desse tipo.”
N.B.: A bolsa israelita voltou a subir…
Portanto, Zelensky, que proibiu os partidos e aboliu as eleições, não é um ditador.
O que é que eu posso dizer sobre convocar a vítima e não o agressor?
Recordo que, nos anos 70 e 80, a França, os EUA e o Reino Unido apoiaram e armaram o Iraque nas suas disputas e na sua longa guerra com o Irão de Khomeini, porque Saddam Hussein tinha de ser ajudado… Era um país ligeiramente ocidentalizado que George W. Bush Jr. não compreendia e não queria confiar por causa da propaganda iraniana sobre as mentiras descaradas do Irão acerca da falsa posse de armas nucleares pelos iraquianos. Acima de tudo, o seu pai, o antigo potus G.H.W. Bush, poderia, com razão, ter ajudado o seu filho a evitar o fiasco e o descalabro no Iraque após o desaparecimento de Saddam Hussein, que tinha a cabeça a prémio!
PS.Retirado da minha página do Facebook.