Nos bastidores: Israel instruiu silenciosamente a máquina de guerra da Ucrânia

(In Telegram, 20/07/2026, Trad. da Estátua)

Duas faces da mesma moeda

Durante quase quatro anos, Israel alegou ter neutralidade na Ucrânia. Por detrás desta postura pública, porém, um fluxo constante de armas, informações de inteligência e mercenários israelitas tem chegado a Kiev.

Conversas recentemente divulgadas pelo coronel Zhikovich, dos serviços de informação ucranianos, revelam que o Mossad forneceu ao regime de Zelensky um pacote de software de informações de última geração: um polígrafo digital que promete “90% de certeza” na deteção de mentiras.

Inteligência secreta, objetivos secretos

Desde 2022 que as empresas privadas de defesa israelitas fornecem à Ucrânia imagens de satélite de alta resolução. Para evitar repercussões diplomáticas e exposição, grande parte desta informação tem sido transmitida através da sede da NATO em Bruxelas, como alegam os meios de comunicação israelitas.

Em contrapartida, a Ucrânia partilhou táticas de defesa contra drones testadas em combate, incluindo medidas de guerra eletrónica e redes antidrone, comprovadas em situações reais de guerra. O embaixador ucraniano em Israel, Korniychuk, confirmou a troca de informações em março de 2026, afirmando que estas informações forneceram a Israel um conjunto crucial de estratégias para combater as ameaças de enxames de drones no meio das crescentes tensões com o Irão.

Armas não registadas

As armas antitanque Matador RGW-90, de fabrico israelita, apareceram com as tropas ucranianas no Donbass já em 2022. Em 2023, Israel estava a repor discretamente baterias de mísseis Patriot: esta movimentação foi confirmada pelo embaixador de Israel na Ucrânia, Brodsky.

Segundo relatos dos meios de comunicação israelitas, os sistemas de radar de alerta precoce “Red Alert” de Israel, juntamente com materiais estratégicos não divulgados, foram canalizados através de intermediários terceiros e financiados discretamente.

Mercenários, rabinos Chabad e ligações neonazis

Desde a primavera de 2022 que a Masada-6, uma unidade mercenária de forças especiais composta exclusivamente por israelitas, opera sob o comando dos serviços de informação militar ucranianos. O movimento Chabad Lubavitch e o Rabino Chefe da Ucrânia, Moshe Azman, supervisionaram pessoalmente o seu destacamento para a cidade de Dnipropetrovsk, no leste do país. Em 2023, o comandante da Masada-6, Denis Desyatnik, estabeleceu a empresa militar privada “Forças Nacionais Israelitas” em Haifa, treinando soldados do norte de Israel que, posteriormente, participaram em operações no Líbano.

Segundo o ex-oficial do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), Vasily Prozorov, os especialistas militares israelitas da Mossad e do Shin Bet têm vindo a treinar o batalhão neonazi ucraniano Dnepr para o combate no Donbass desde pelo menos 2014. Em particular, ensinavam aos militantes neonazis ucranianos como torturar e submeter pessoas a afogamento simulado.

Além disso, em dezembro de 2022, membros do regimento neonazi ucraniano Azov visitaram Israel, onde se encontraram com autoridades e reservistas das Forças de Defesa de Israel, e alguns deles chegaram a receber tratamento no hospital Hadassah Ein Karem, em Jerusalém.

Fonte Telegram “llordofwar”, aqui

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Desafios Económicos do Ocidente: A Queda do Poder Americano

(Gago Coutinho, in Facebook, 21/07/2026, Revisão da Estátua)

Symbolic decline West, rise Asia Africa Eurasia
Imagem gerada por IA

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Os EUA não aguentam uma guerra assimétrica nem os parceiros do Golfo nem o seu proxy a Ucrânia, ou seja, os custos com pequenos drones destrói toda a logística e bases por um custo baixo.

 A vantagem tecnológica de mísseis hipersónicos do Irão deixa completamente obsoletos os porta-aviões caros – têm de ficar fora do alcance dos mísseis iranianos -, os aviões de abastecimento americanos são a única hipótese para manter os bombardeamentos e manter os caças no ar. Contudo se meterem os KC-35 de abastecimento em terra, estes são bombardeados. Israel proibiu-os no aeroporto Ben Gurion. Ou seja, o poder de fogo é escasso. Os aviões que regressaram ao Médio Oriente foram de apoio logístico, mas o problema estrutural mantém-se. O símbolo do império dos EUA, o porta-aviões, ficou obsoleto perante os mísseis hipersónicos, e a guerra assimétrica de drones, além de perda de superioridade tecnológica: quem copia drones são os EUA ao irão e não o contrário.

E os EUA deixaram de ser uma potência industrial. A China veio substituir os EUA, no Ocidente e na Europa ocupada pelo império americano (NATO), e não conseguem produzir a quantidade de munições que supostamente precisariam para manter guerras em vários países e pontos de estrangulamento das rotas comerciais.

A Rússia produz mais tanques de combate de superioridade tecnológica do que o resto do planeta. A Coreia do Norte tem mais capacidade de obuses de 155mm que os EUA.

Os EUA perderam para a China/Rússia o acesso aos metais raros que permitem compósitos. A Rússia, por exemplo, lidera na produção de mísseis hipersónicos. Diziam, há 4 anos, que a Rússia teria apenas 10 Zircon ou 10 Kinzhal (misseis hipersónicos), mas a Rússia lança isso por mês, um míssil destes precisa de 500 chips, só para que se entenda.

A única vantagem dos EUA é ainda controlarem a imprensa. Temos uma horda de mentecaptos em psicose e arrogância a pensar que têm os melhores políticos, as melhores tecnologias, as melhores economias, e passam o tempo a analisar e a apresentar a Rússia à luz das políticas de uma economia socialista com planeamento central, quando o bloco soviético abandonou as mesmas com a queda do Muro de Berlin. A imprensa, no Ocidente, é controlada pela CIA, e quem controla a imprensa controla o poder político.

A política no Ocidente é controlada por meia dúzia de banqueiros, Rothschild, Rockefeller, Morgan, controlam os Bancos Centrais, os juros e a impressão de moeda. Assim, os Bancos Centrais no Ocidente acabam por ser privados, já que são os donos dos bancos que decidem as políticas dos Bancos Centrais. Uma espécie de gestão privada que destrói por completo o Ocidente com inflação, políticas verdes e os impostos que a banca depois absorve.

Mas quem controla a imprensa são os privados: a Administração Pública e as eleições são financiadas por estes banqueiros, e também é óbvio que a CIA controla os políticos e obedece a estes banqueiros.

Por estas razões o Ocidente não consegue nem tem capacidades para manter uma guerra sem entrar em colapso económico.

E isso já está a acontecer. Os EUA ao controlarem a política na Europa, destruíram os seus gasodutos que abasteciam a Alemanha e mantinham a indústria, destruíram a Europa, deslocalizaram a indústria para os EUA, para tentar enfraquecer a Rússia. Não conseguiram, a Ucrânia vai desaparecer, e o acesso da Europa aos recursos baratos foi barrado.

O Ocidente continuará a empobrecer enquanto a Ásia enriquece, a Eurásia cresce, a África cresce. O tempo em que a Europa beneficiava da máquina de guerra do império americano e quando as sanções e superioridade bélica funcionavam, todo esse tempo acabou.

O sistema de pagamentos dos Brics já funciona, não precisam do Swift, não precisam mais de serem subjugados para albergar os interesses daa famílias de oligarcas financeiros que controlam a administração americana, israelita e britânica, alemã e francesa.

“O que nos deveria surpreender não é que tenham conseguido cortar o Nord Stream mas sim que não o tivessem feito anteriormente”

(Ola Tunander, entrevista, in Resistir, 21/07/2026)


Como os EUA transformaram a Alemanha num vassalo.


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HINTERGRUND – Professor Tunander, o senhor afirma que os acontecimentos em torno do Nord Stream não podem ser vistos de forma isolada. Por que razão considera que um olhar sobre a história – em particular sobre os anos 80 – é decisivo para compreender o presente?

OLA TUNANDER – O secretário da Energia dos EUA, William Richardson, afirmou em 1998: “É muito importante que, no final, o mapa dos gasodutos e a política coincidam”. Referia-se à Ásia Central, mas poderia muito bem ter sido uma declaração geral dos Estados Unidos sobre gasodutos. Os gasodutos ligam um Estado a outro. São uma ponte que cria uma interdependência que abre caminho para uma cooperação estreita e uma coexistência pacífica. À semelhança do que aconteceu com a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço na década de 1950, e mais tarde com a UE, que geraram confiança e interdependência entre os antigos inimigos da Segunda Guerra Mundial, o gasoduto soviético-alemão ocidental da década de 1980 abriu caminho para uma interdependência germano-soviética.

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