Zelensky, viciado em cocaína, diz ao mundo que tem uma “cura para a doença russa”

(S C F in Resistir, 29/09/2026)


– A Rússia não é a doença. A doença é o sistema imperialista ocidental infectado pela russofobia.

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O comportamento do líder fantoche ucraniano nas Nações Unidas esta semana revela uma degenerescência alarmante.

A degenerescência não se resume apenas a Vladimir Zelensky enquanto indivíduo. Trata-se de todo o sistema belicista ocidental e dos seus meios de comunicação mentirosos, que promovem indivíduos como Zelensky para os seus fins nefastos.

A corrupção desta figura está a tornar-se demasiado óbvia para ser escondida, tal como o sistema corrupto que o projeta.

É do conhecimento geral — fora da bolha dos meios de comunicação ocidentais, claro — que Zelensky é consumidor de drogas. A sua substância de eleição é a cocaína, que ele inala pelo nariz em quantidades abundantes. Sabemos isto por várias fontes, incluindo a sua antiga assessora de imprensa, Iuliia Mendel. Numa entrevista com o jornalista norte-americano Tucker Carlson no início deste ano, Mendel contou como o seu chefe tinha de passar habitualmente 15 minutos na casa de banho antes das conferências de imprensa e depois sair completamente pedrado, num modo de atuação efervescente. (Veja o nosso editorial da semana passada sobre a razão pela qual, nomeadamente, Mendel foi proibida de falar no Parlamento Europeu.)

Mais uma vez, a questão aqui não se resume apenas às excentricidades de um indivíduo patético, Zelensky. A verdadeira história é como ele faz parte de uma farsa sistemática que promove os interesses estratégicos e os lucros do Ocidente. Tal como atores de um elenco central, as potências ocidentais recorrem constantemente a ditadores, assassinos e fantoches para cumprirem as suas ordens, como se tem visto em muitos outros locais e ao longo de décadas na história.

Na Assembleia Geral da ONU, esta semana em Nova Iorque, o comportamento errático de Zelensky revelou os estragos causados pelo abuso de substâncias. Não foi a primeira vez que observadores notaram que o seu olhar vazio, os espasmos faciais e o cheirar incessante pelo nariz se tornaram mais pronunciados. Estes são alguns dos sinais reveladores da dependência do pó branco narcótico, conhecido coloquialmente como “docinho do nariz”, que leva à necrose do tecido nasal e a outras patologias.

A distinção entre ficção e vida real é uma linha ténue na carreira de Zelensky. Como revelou o jornalista de investigação americano Ben Swann no seu documentário inovador, Zelensky Unmasked, o antigo ator que se tornou presidente foi sempre, de certa forma, uma produção mediática. As pessoas por trás da sua ascensão à fama foram oligarcas ucranianos criminosos e agências de inteligência ocidentais. O homem que foi eleito com a promessa de trazer a paz à Ucrânia em 2019 acabou por desencadear uma guerra de cinco anos com a Rússia e milhões de vítimas ucranianas. Um potencial acordo de paz com a Rússia no início de 2022 foi sabotado sob ordens dos EUA e da Grã-Bretanha. As origens da guerra remontam ao golpe de Estado apoiado pela CIA em Kiev, em 2014, e, antes disso, a uma revolução colorida em 2004.

De qualquer forma, o mandato eleitoral de Zelensky terminou há dois anos, mas ele continua como “presidente” sob a lei marcial, proibindo eleições e quaisquer partidos da oposição ou meios de comunicação social. Nesta altura, é mais correto defini-lo como um ditador ou um líder fantoche da NATO.

Algumas coisas nunca mudam. Zelensky era e continua a ser um ator. Está a desempenhar o papel de um corajoso líder em tempo de guerra que, ostensivamente, apela à paz, mas que, ao mesmo tempo, garante que a guerra continue, porque este esquema de mil milhões de dólares é lucrativo para as indústrias de armamento ocidentais e para os subornos do regime de Kiev que rodeia Zelensky. Numa reviravolta bizarra da história, o viciado em cocaína, nominalmente judeu, depende dos regimentos neonazis para a sua sobrevivência.

Zelensky não quer a paz na Ucrânia, nem o seu regime corrupto. Os seus esquemas de desvio de fundos dos contribuintes ocidentais dependem de que o conflito se prolongue indefinidamente.

No entanto, é evidente que Zelensky e o seu regime estão em degenerescência.

O fantoche ucraniano parece exausto. Tem o rosto inchado e a voz rouca. Isto não se deve às supostas dificuldades da guerra e ao stress, mas sim ao consumo incessante de narcóticos para manter esta farsa hedionda em andamento.

Quando discursou na Assembleia Geral da ONU este ano, foi notável a ausência de aplausos por parte dos delegados sentados, ao contrário das atuações dos anos anteriores, que eram recebidas com ovações de pé. Este ano, sentia-se claramente, por parte da audiência silenciosa, que o guião se tinha tornado banal, enfadonho e sem credibilidade. Isto apesar de os seus orientadores dos serviços secretos da NATO se terem esforçado por animar a narrativa, com Zelensky a chamar ao presidente russo Vladimir Putin uma pessoa doente que está a infectar o mundo com a guerra.

Com afetação dramática, afirmou: “Senhoras e senhores, o líder da Rússia, o Paciente Zero, o homem a partir de quem esta guerra começou e se espalhou pelo mundo, tornando-se a maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, irá inevitavelmente deixar este mundo. Mas quanto mais tempo Putin conseguir travar a guerra, mais maldade deixará para trás neste mundo”.

É isso mesmo. O viciado corrupto, cujos capangas arrastam homens e mulheres ucranianos das ruas para os empurrarem para um moedor de carne na linha da frente, tem a audácia de chamar à Rússia e ao seu líder uma doença que deve ser erradicada.

Num discurso de vendas vil, Zelensky apresentou a Ucrânia como um “fornecedor de segurança” e uma cura para o mundo ao derrotar a Rússia. Apelou a todas as nações para que enviassem mais dinheiro à Ucrânia como ajuda militar, o que significa mais fundos para a sua corrupção entre compinchas.

Diante dos olhos do mundo, Zelensky regozijou-se com a morte de russos e com a destruição das infraestruturas energéticas da Rússia. Afirmou que o seu regime possuía imagens de vídeo de baixas russas no campo de batalha. Isso soou como um anúncio de filmes snuff para atrair investimento na fabricação de drones e mísseis ucranianos.

Numa perversão do propósito das Nações Unidas, exultou com os acordos de armas que alegou ter celebrado com inúmeros países enquanto participava na sessão da ONU. Citou a Finlândia, a Austrália, o Canadá, a França, a Alemanha e o Reino Unido, entre outros.

Numa projeção grotesca, Zelensky alegou que Putin era insaciável e sacrificava vidas de forma cruel para os seus próprios fins mesquinhos, querendo espalhar a doença da guerra pela Ásia, África e as Américas. Putin “tem de ser travado”, declarou ele, numa alusão velada ao assassinato.

Isto vem da boca de alguém cujo regime assassina opositores no Mónaco, em Espanha e noutros Estados europeus, mata o seu próprio povo para manobras de propaganda de bandeira falsa, como em Bucha (ver este artigo de Raphael Machado, da SCF), chantageia outros países europeus com ameaças terroristas, como na Hungria e na Eslováquia, vende armas no mercado negro que acabam por chegar a África e a outros locais, e depois tem a audácia de se promover como um “protetor da segurança”.

Dificilmente se poderia inventar uma história assim, mas é verdade. A farsa que é Zelensky e o seu regime é uma piada de mau gosto para o mundo. A única razão pela qual continua a funcionar é porque os belicistas ocidentais e os seus meios de comunicação mantêm a ilusão de um herói de guerra a defender a democracia, em vez da realidade de um criminoso toxicodependente a cumprir as suas ordens.

A Rússia não é a doença. Esta é o sistema imperialista ocidental infectado com russofobia. Zelensky não passa de um sintoma execrável.

Uma coisa positiva é que toda esta farsa desprezível parece estar a chegar ao fim. Cada vez mais, as pessoas em todo o mundo estão a ver por detrás do véu que encobriu a realidade feia do poder ocidental e dos seus fantoches, como Zelensky.

Fonte aqui.

As ameaças da “ameaça”

(Rui Pereira, in Facebook, 29/09/2026, Revisão da Estátua)


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A construção do “inimigo” exterior para condicionar a política interior é um truque imemorial da manipulação política. Pode servir como biombo exculpatório do que corre mal dentro de portas. Mas também pode servir para coisas mais sérias, como, por exemplo, a supressão da dissidência, acompanhada ou não de uma “suspensão devida à guerra” dos direitos e liberdades mais ou menos nominais que ainda restam do que outrora era percebido — e até certo ponto respeitado — como “democracia e liberdade”.

Quem ouvir o discurso esquizofrénico das instituições europeias ocidentais sobre a Rússia e as intenções que lhe são imputadas não percebe que os EUA se voltaram colonial-militarmente para a Europa de leste e ártica, enquanto exploram política e economicamente o ocidente-vassalo do continente. Depois de lhe terem destruído o abastecimento de combustível russo, vendem-lhe o seu próprio a preços unilateralmente fixados e, com isso, controlam geopoliticamente e geoeconomicamente o continente até à… Rússia.

A fantochada dos “drones russos” perdidos em diferentes pontos da Europa, dos caças que descolam porque um helicóptero aparentemente russo terá estado 42 segundos em espaço aéreo polaco, de um drone (afinal) desviado pela antiaérea ucraniana que foi despenhar-se em destroços em território lituano, de que os russos dispararam um very-light de sinalização contra um helicóptero militar dinamarquês que se aproximou indevidamente de um navio militar russo que circulava em águas internacionais ou dos atos de “corsário” ensaiados contra a chamada “frota fantasma” russa não passa disso: uma “fantochada”.

É idêntica a outras ao longo da história. Os “hunos” que, na I Guerra, matavam bebés na Bélgica, esmagando-os contra as paredes — imputação feita muitas décadas mais tarde contra as tropas do Iraque que invadiram o Koweit nos anos 1990. As falsas bandeiras do Maine em Cuba, dos navios (não) atacados pelos vietnamitas no golfo de Tonkin, a lista é enfadonha. Mas funciona ou pode funcionar.

Pode vir a servir para, devido “à guerra” dos russos contra nós, impor regimes de exceção, declarados ou não (Agamben falou bem disso sobre o período de entre guerras), com a supressão das forças políticas oponentes (aqui, a corda no pé da “direita” serve perfeitamente no pé da “esquerda”), suspendendo eleições e organizações políticas e cívicas, reinstaurando uma classe de ditaduras ditas brandas que garantam ao extremismo autoproclamado moderado navegar sem cair a onda que ameaça derrubar as suas políticas e os seus agentes.

Não se trata de uma profecia e espero estar enganado. Mas não me surpreenderia se alguns “maus elementos” começassem, mais tarde ou mais cedo, a serem silenciados onde ainda falam, despedidos de onde ainda trabalham, detidos quando os seus passos pelas ruas, depois de vigiados ao abrigo de leis da Segurança Interna, do Segredo de Justiça ou de Estado, começassem por ser degradados primeiro e degredados por fim, nos casos mais inconvenientes, para o pátio das traseiras das nossas “democracias liberais” que conhecemos por cadeias.

Será tudo provisório, a bem das Nações e, sobretudo, da democracia que precisa de se defender dos russos, ou dos chineses, ou dos coreanos, ou dos iranianos, ou de quem venha o diabo e escolha. A História está aí para nos ensinar como dói. Devo estar enganado. Espero estar enganado.

Enquanto a Europa fala, a Rússia conta as suas divisões

(BPartisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 28/09/2026, Revisão da Estátua)


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Em Bruxelas, elaboram-se discursos. Em Moscovo, constrói-se um exército.

Putin acaba de emitir um decreto que fixa o efetivo autorizado das forças armadas russas em mais de 2,44 milhões de pessoas, incluindo 1,55 milhões de militares. O número não significa que 1,55 milhões de homens estejam imediatamente disponíveis para combate, mas, politicamente, o sinal é inequívoco: Moscovo está a preparar-se para um confronto prolongado e trata agora a hostilidade europeia como um fator estratégico duradouro.

Entretanto, a Europa encena a sua tradicional competição de posturas desafiantes.

Fala-se de “guerra de alta intensidade“, “ameaça existencial“, rearmamento em massa e confronto prolongado. Os líderes que, até ontem, explicavam a necessidade de cortes nas despesas militares descobrem, de repente, um Napoleão interior entre uma reunião e outra em Bruxelas.

O espetáculo seria quase cómico se as potenciais consequências não fossem nucleares. Pois, por detrás da postura marcial, esconde-se uma questão crua: vão lutar com quê?

Os europeus falam, por vezes, como se já possuíssem a autonomia militar que dizem querer construir em dez anos. Exibem os seus futuros mísseis, as suas futuras fábricas, os seus futuros stocks e as suas futuras divisões. Uma potência militar no tempo futuro a ameaçar uma potência nuclear no presente. Audacioso.

Felizmente, ainda existe o grande cobertor de segurança estratégica: os Estados Unidos. Washington virá inevitavelmente em socorro da Europa. Isto está gravado no imaginário coletivo, algures entre o Capitão América e o Artigo 5º. Como se uma aliança pudesse, milagrosamente, sobrepor-se aos interesses nacionais dos EUA.

Como se Washington fosse necessariamente empenhar as suas forças sem limites numa escalada direta com uma potência nuclear, simplesmente porque alguns líderes europeus confundiram uma conferência de imprensa com uma sala de operações de guerra.

A história das alianças americanas deveria, no entanto, ensinar uma regra básica: os Estados Unidos defendem os Estados Unidos em primeiro lugar. O restante depende das circunstâncias, dos custos e dos seus interesses.

Mas Bruxelas prefere acreditar nos contos de fadas. Sai mais barato do que um exército. Lavrov, aliás, reagiu a esta agitação com o habitual tato da diplomacia russa, afirmando que um ataque europeu à Rússia levaria a um conflito muito breve. Trata-se de uma ameaça política russa, não de uma profecia militar.

E é precisamente isso que deve ser motivo de preocupação. Pois agora temos dois campos a afirmar que se estão a preparar porque o outro lado também está. Moscovo alarga as suas capacidades porque a Europa se torna hostil; a Europa rearma-se porque Moscovo amplia as suas capacidades. Um ciclo perfeito. Cada lado deita gasolina para a fogueira para impedir que esta queime.

Surgem, então, os nossos “Churchills de poltrona” para explicar, com ar solene, que tudo isto é necessário para preservar a paz. Simplesmente esqueceram-se de um pormenor: ao brincar constantemente à guerra com o exército de amanhã e a suposta coragem dos americanos, podemos acabar por enfrentar a guerra hoje.