(Por Estátua de Sal, 23/02/2026)
Anunciámos em Novembro a realização desta conferência e até convidámos os nossos amigos a participar (ver aqui). A conferência ocorreu pelo que nos cumpre hoje dar conta do comunicado que os organizadores distribuiram hoje aos orgãos de comunicação social, bem como a Declaração final da conferência.
Estátua de Sal, 23/02/2026
COMUNICADO DE IMPRENSA – (PRESS RELEASE)
É apresentado agora ao conhecimento público o documento formal, redigido na sequência do evento que teve lugar no Centro Cultural de Carnide (Lisboa), em 22 de Novembro de 2025, a Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa, que contou com uma centena de participantes, nacionais e estrangeiros, vindos propositadamente a Lisboa para o efeito.
Deste encontro, organizado por um grupo de amigos de longa data, informalmente conhecido como “Os Quatro Mosqueteiros pela Paz”, interessados em encontrar soluções para a mesma na Europa, nasceu a Declaração agora revelada, que conta ainda com as assinaturas de dezenas de especialistas, de vários quadrantes e de diferentes nacionalidades.
Imperiosa é a sua leitura e urgente a sua divulgação por conter propostas objectivas e um conjunto de medidas exequíveis para logo que possível se alcançar a tão almejada Paz na Ucrânia, Rússia e Europa.
Agradecemos desde já a atenção dispensada e a divulgação pelo vosso OCS. Para mais informações sobre os organizadores, palestrantes e participantes pf contactem-nos. Podemos disponibilizar fotografias ou imagens do evento.
CONTACTOS:
Os Quatro Mosqueteiros pela Paz
Endereço Electrónico (Email): u8189072106@gmail.com
Lisboa, 23 de Fevereiro de 2026
Declaração da Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa
A Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa teve lugar em 22 de Novembro de 2025, em Lisboa, no Centro Cultural de Carnide.
Na sua alocução final, proferida pelo major-general Raul Luís Cunha, o comité de organização da Conferência, conhecido informalmente como “Os Quatro Mosqueteiros pela Paz”, assumiu a responsabilidade de redigir uma Declaração formal oficialmente intitulada Declaração da Conferência Europeia e Cidadã para a Paz na Ucrânia, Rússia e Europa.
Esta Declaração tem um duplo propósito. Por um lado, descreve de forma abrangente as medidas inicialmente especificadas no documento fundador da Conferência, dando ênfase às acções que foram identificadas como sendo as de maior prioridade e urgência nesse documento fundador. Por outro lado, está enriquecida pelas diversas contribuições feitas pelos participantes antes, durante e depois da conferência, garantindo que as perspectivas e sugestões compartilhadas estejam devidamente incorporadas.
É esta Declaração, que teve o seu próprio tempo de maturação [22 de Dezembro de 2025-31 de Janeiro de 2026], que agora se publica, após um compasso de espera motivado pelas eleições presidenciais em Portugal e pelas tempestades e cheias calamitosas que assolaram o país.
Lisboa, 23 de Fevereiro de 2026.
DECLARAÇÃO
O plano belicista dos EUA, União Europeia e Reino Unido
«É preciso sufocar a Rússia economicamente, isolá-la diplomaticamente e enfraquecê-la militarmente por interposta Ucrânia, para alimentar no seu seio forças que conduzam ao seu desmembramento numa miríade de pequenos Estados impotentes ou falhados».
Esta é a sinopse do plano belicista que justificou, durante os últimos 4 anos, uma guerra prolongada na Ucrânia e na Rússia (cf. os relatórios da Rand Corporation, Extending Russia e Overextending and Unbalancing Russia, ambos publicados em 2019) — uma guerra que parece encaminhar-se agora para o fim.
Falamos de uma guerra que era evitável
— se os EUA não tivessem instigado e apoiado o golpe de Estado sangrento que, em 22 de Fevereiro de 2014, derrubou, sem qualquer suporte constitucional, o presidente da Ucrânia livremente eleito, Viktor Ianukovytch;
— se a Alemanha, a França e a Polónia não tivessem imediatamente reconhecido (tal como a chefe da diplomacia da União Europeia, a baronesa Catherine Ashton de Upholland) o governo ilegal saído desse golpe de Estado, renegando inclusivamente compromissos espúrios (mas que eram já altamente favoráveis aos golpistas) que os seus Ministros dos Negócios Estrangeiros tinham mediado e testemunhado nos dias anteriores para evitar mais derramamento de sangue;
— se a Ucrânia, a França e a Alemanha tivessem cumprido os Acordos de Minsk (2014, 2015) que foram celebrados entre Ucrânia e as Repúblicas Populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) e que tinham sido mediados e avalizados pela França e pela Alemanha (por parte da Ucrânia) e pela Rússia (por parte da RPD e da RPL), em vez de os sabotarem ciente e sistematicamente, alimentando uma guerra fratricida na Donbass que fez mais de 14 mil mortos durante 8 anos (2014-2022);
— se a OTAN e os EUA tivessem aceitado discutir as propostas de Acordo e Tratado que a Rússia lhes apresentou, respectivamente, em 17 de Dezembro de 2021, no sentido de (i) deter o alargamento pérfido da OTAN em direcção às fronteiras russas, (ii) impedir a entrada da Ucrânia na OTAN (que, agora, com um país exangue e semidestruído, Zelensky já se diz disposto a acatar) e (iii) garantir a segurança mútua da Rússia e dos Estados-membros da OTAN.
Continuar a ler a Declaração na íntegra aqui
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