Outro Luís, as mesmas obras

(Tiago Franco, in Facebook, 14/07/2026, Revisão da Estátua)


Por esta altura do campeonato acho que será seguro dizer que o Luís Neves, Ministro da Administração Interna, se meteu numa alhada.

Não por causa das obras, da licença, do preço ou sequer do empreiteiro amigo da PJ. Está entalado porque a Sandra Felgueiras já agarrou nisto e teve direito aos seus 20 minutos, em prime time, no jornal da CNN, para explicar a sua tese, desconfianças e enredo de histórias mal contadas.

Como sabeis, a Sandra Felgueiras é a melhor jornalista de investigação do país, em temas ocorridos da porta de casa para fora. Quando ela agarra um osso não há forma de soltar a presa. Que o digam o Marcelo e o Dr. Filho, no caso das gémeas.

É uma semana particularmente difícil para o outro Luís, o Montenegro. Os filhos, que eram gestores de topo, aparentemente não possuem a mesma lista de contactos para venda e estão a causar um ligeiro derrame de verba na Spinumviva. O ministro estrela da Educação está debaixo de fogo por causa da barraca dos exames e da empresa privada de sapateiros a quem entregou a tarefa. E agora, Luís Neves, o senhor que na PJ dizia umas coisas acertadas, afinal também se espalha no que toca a obras e jeitinhos com amigos.

Era como se o selecionador Ruca, durante o mundial, tivesse as suas duas maiores estrelas, ReiNaldo e Bruno Fernandes, sempre na mira da crítica. Espera…também aconteceu. A culpa foi dos jornalistas, já me lembro.

Adiante. Faltam faturas, o tanque é uma piscina, o preço não bate certo com aquilo que o pagador de impostos vê quando recebe um empreiteiro em casa e, no final das contas, o Luís é um português como tantos outros que tenta fazer pela vida e aguentar, como pode e com amigos bons, o aumento do custo de vida. Tudo certo Luís, quem é que não quer uma ajuda com amigos que fazem 500 km para tornar uma obra mais barata? O salário de ministro não é grande coisa e por aí, percebo a coisa.

Claro está que a facharia, com a incessante fome de poder, vai já perseguir um ministro que, enquanto diretor da PJ, nunca lhes aprovou o discurso de insegurança e aumento da criminalidade por causa da imigração.

O Ventura já deu a conferência de imprensa da ordem e não tardará a “entrevista exclusiva” da semana num canal qualquer. O Frazão capa-grilos anda pelo Tik-Tok a espalhar propaganda e a máquina segue a habitual estratégia de navegar na onda do escândalo.

São temas de merda, senhores. Temas de merda. Mas que enchem horas de diretos e comentários de escândalo, dando toda a lenha que a extrema-direita precisa para ir renovando a sua luta de assalto ao governo. Aliás, as trapalhadas do governo do PSD são um balão de oxigénio para a cheganada que, segundo as sondagens, até estaria em perda.

O Montenegro atravessa o Atlântico seis vezes para ir ver a bola à conta do Orçamento, o Fernando engata o acesso ao ensino superior e o Neves, que devia estar a apagar fogos, dá por ele na CNN a falar de paredes e alpendres. E dou um descanso à Ministra da Saúde que tem sido outra calamidade por si só.

Nós quisemos muito o CEO da Spinumviva para liderar os destinos do país. Dissemos que sim duas vezes. Isto não pode ser assim tão surpreendente, pois não?

Bonito, mas mesmo bonito, é perante estes atropelos de incompetência e obscuridade, ouvir a malta mais analfabeta dizer que, com o Chega, é que vamos lá. É como pedir água da sanita, no restaurante, depois de nos servirem um vinho mau.

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Reflexão – o jornalismo metido a esperto

(João Gomes, in Facebook, 13/07/2026)


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Há uma diferença fundamental entre informar e querer conduzir o pensamento do público. O bom jornalismo faz perguntas, procura respostas, confronta versões e apresenta os factos. O mau jornalismo acredita que já conhece as respostas antes de as ouvir e tenta enquadrar tudo aquilo que é dito dentro da narrativa que considera mais conveniente.

É precisamente aqui que, em muitas ocasiões, tenho a sensação de que alguns canais televisivos portugueses, em particular a CNN Portugal, se desviam da sua missão.

Convidam especialistas militares, antigos oficiais-generais, investigadores e analistas precisamente porque possuem conhecimentos que a maioria dos jornalistas não possui. No entanto, mal esses especialistas apresentam uma análise que não coincide com a linha dominante do canal, o jornalista deixa de ser entrevistador para passar a ser contraditor. Não procura compreender melhor a análise; procura desmontá-la, muitas vezes sem apresentar factos novos, apenas uma convicção. Então surge uma pergunta: se o jornalista já sabe a resposta, para que convida o especialista?

O contraditório é uma das bases do jornalismo. Mas contraditório não significa substituir conhecimento técnico por opinião. Significa confrontar uma análise com dados, documentos, declarações ou outras análises igualmente fundamentadas. Quando isso não acontece, a entrevista transforma-se num duelo entre quem estudou um conflito durante décadas e quem apenas conduz a emissão. Ora, o resultado acaba por ser mais grave do que parece.

Ao longo dos últimos quatro anos, a cobertura da guerra na Ucrânia tem sido, em muitos momentos, marcada por uma leitura predominantemente alinhada com a perspetiva política e estratégica da NATO. É natural que um meio de comunicação ocidental acompanhe de perto essa visão. O problema surge quando essa perspetiva passa praticamente a monopolizar a interpretação dos acontecimentos.

Entretanto, a realidade do terreno continua a impor-se. A Ucrânia demonstra capacidade para realizar ataques de longo alcance contra infraestruturas russas, recorrendo a meios fornecidos pelos seus aliados. Esses ataques existem e fazem parte da guerra. Mas, simultaneamente, o conflito terrestre continua a ser o fator decisivo. E é aí que se mede quem controla o território.

Uma guerra não se vence apenas pela capacidade de atingir alvos distantes. Vence-se, sobretudo, pela capacidade de manter ou conquistar terreno. A imagem talvez seja simples, mas ajuda a compreender o problema: imagine-se alguém que vê, dia após dia, a sua casa ser ocupada. Primeiro perde o quintal, depois a garagem, mais tarde um quarto, depois outro, e finalmente parte da varanda. Apesar disso, continua sobretudo preocupado em atirar pedras ao quintal do vizinho. As pedras podem causar incómodo. Podem até provocar alguns estragos. Mas não alteram o facto de a sua própria casa continuar a ser ocupada.

É esta diferença entre impacto mediático e realidade militar que nem sempre é explicada ao público com o equilíbrio necessário. O jornalismo não tem obrigação de favorecer a Rússia nem a Ucrânia. Também não deve favorecer a NATO nem qualquer outra potência. Tem apenas uma obrigação: ajudar os cidadãos a compreender a realidade.

Se uma ofensiva perde território, isso deve ser noticiado com a mesma evidência com que são noticiados os ataques de drones. Se uma operação tem êxito estratégico, deve ser explicado porquê. Se falha, também.

Porque uma sociedade bem informada toma melhores decisões do que uma sociedade alimentada por expectativas que os acontecimentos acabam por desmentir. O jornalismo deixa de cumprir plenamente a sua função quando privilegia a narrativa em detrimento da realidade observável.

Os cidadãos não precisam de comentadores que lhes digam aquilo que desejam ouvir. Precisam de profissionais que lhes expliquem aquilo que realmente está a acontecer, mesmo quando essa realidade contraria as preferências políticas, ideológicas ou emocionais de cada um.

No fim de contas, a credibilidade de um meio de comunicação não depende de confirmar aquilo em que acredita. Depende da capacidade de descrever os factos com rigor, de ouvir especialistas sem os transformar em adversários e de permitir que seja o público – e não a redação – a formar a sua própria opinião.

Já vivemos em ditadura no Ocidente

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 12/07/2026, revisão da Estátua)

Damaged Lady Justice statue on dusty courtroom bench in abandoned courthouse
Um tribunal antigo e empoeirado, com uma estátua danificada da Deusa da Justiça em foco – Imagem gerada por IA.

(Este artigo resulta de um comentário a um texto de Ricardo Graça que publicámos sobre a “aprovação” pelo Parlamento Europeu do acesso às comunicações e mensagens dos cidadãos europeus, por parte das compamhias (ver aqui). Pela sua acutilância na defesa de algumas verdades incómodas – e por isso mesmo sempre polémicas -, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 12/07/2026)


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Os mais atentos já sabiam que vivemos em ditadura no Ocidente. Agora passou a ser oficial e público, e só mesmo os atrasados mentais é que continuam sem perceber.

E a culpa é toda dos extremistas Europeístas (USAmericanistas que fazem de conta que são Europeus…), ou seja, da escumalha do PS e PSD e seus minions. Não se deixem enganar: o Livre e o BE-pró-NATO-que-é-1%-do-que-foi, o PAN, o CDS, a IL e o Chega, só votaram contra por oportunismo, e não por convicção. Estivessem eles no governo, ou com os seus votos a ter de contar para o resultado final, e lá estavam eles ao lado do PS+PSD a aprovar esta censura tal como estão ao lado da ditadura nazi ucraniana, e das agressões e golpes contra países soberanos que a propaganda USAmericana chama de “ditaduras” ou “regimes” ou “autoritários”.

Qual será o destaque desta bomba PIDEsca contra a nossa liberdade e privacidade (ou do que teoricamente restava disso) num Ocidente totalmente vigiado por NSA/CIA e Mossad e pelas tecnologias dos EUA?

A pergunta é retórica. Isto terá menos atenção que um Robles a ser chamado de “especulador” por cobrar 190€/mês de renda no meio de Lisboa… Ou será nota de rodapé ou nem sequer será referido… Ou será enquadrado tal como a cartilha da propaganda diz: “façam de conta que tem boas intenções, que é para proteger crianças, e que só as pessoas más são que têm algo a esconder”.

O autor escreveu um bom artigo. A Constituição Portuguesa protege-nos disto. Mas só em teoria. Na prática a escumalha corrupta extremista nazi fascista terrorista genocida, i.e. os “democratas do centro moderado”, violam a nossa Constituição todos os dias:

  • No preço de acesso ao SNS, no custo da escolaridade;
  • Na especulação imobiliária e despejos;
  • Nas mentiras difundidas pela RTP (igual a qualquer canal privado) como se fosse um bordel em Langley ou Washington DC;
  • Na lei eleitoral NÃO proporcional;
  • No governo NÃO representativo;
  • Na soberania de que esta escumalha abdica em cada imposição da UE/EUA,
  • Na precariedade laboral;
  • No sistema de “justiça” onde quem é rico fica sempre solto mas quem é pobre vai preso mesmo sendo inocente (só por não ter umas centenas de euros para pagar esta ou aquela multa);
  • No sistema fiscal que oprime trabalhadores mas perdoa milhões e milhões a oligarcas e multinacionais;
  • Na censura feita aos canais de notícias da Rússia (que com certeza fazem a sua propaganda, mas FACTUALMENTE não mentem como a escumalha da MSM ocidental);
  • Na tolerância e até apoio ao colonialismo e apartheid dos nazis genocidas sionistas (“israel”).

Acabo por aqui, mas desconfio que a lista pode ser ainda maior… Está mais que justificada a criação de um novo movimento revolucionário para pôr fim a este regime criminoso e ao estado (nazi fascista corrupto terrorista traidor vassalo genocida) a que isto chegou.

Não há nada que justifique que a escumalha continue viva e à solta! É apontar-lhes novamente as chaimites (e agora com ajuda de drones) e voltar a fazer o ultimato que Maia e companhia fizeram: ou abdicam a bem, ou a próxima saraivada de tiros vai direta aos vossos cornos.

Acordem, caraças!

PS: os EUA continuam a bombardear o Irão, o Líbano, e a Palestina, e a anexar mais territórios ao seu projeto colonial “israel”.

E onde está o português comum? Está a salivar em frente ao ecrã a celebrar uma pouca-vergonha da bola em estádios dos EUA.

Isto para dizer o quê? Que a escumalha não chega ao poder sozinha, é preciso muito idiota e atrasado mental e igual escumalha para lhes dar votos suficientes. Cada povo tem a (des)governação que merece… Que nunca vale nem mais nem menos do que esse mesmo povo.

Pergunta bónus: quanto tempo falta para o regime, ditatorial nazi genocida em que 1 bilião de ocidentais vive, aprovar uma forma de colocar uma câmara e microfone dentro de cada casa, ligadas diretamente a um servidor da NSA/CIA (e com partilha total de dados com a Mossad), e ligadas sem o nosso conhecimento e sem qualquer autorização judicial?

Era uma pergunta com rasteira… Isso JÁ EXISTE! Chama-se Apple, Google, e Microsoft.