Todos os indicadores apontam para uma crescente fadiga mundial com o Estado Judeu: a sua política, a sua agressividade, o seu zelo genocida, as suas mentiras, a sua economia suja, o seu lobby global – praticamente tudo a seu respeito.
O mais significativo, claro, é a bem documentada mudança popular anti-Israel nos Estados Unidos.
O louco no comando percebe isso. Concluiu que, pelo menos dentro da sua base, um acto de rebelião contra os seus amos de Telavive poderia dar-lhe algum tempo, talvez até mesmo restaurar parte da sua credibilidade perdida.
Tenho-vos dito a todo o momento que o objectivo principal do Irão não era destruir Israel, mas sim enfraquecer primeiro os EUA: desmantelar o seu poder regional, separar a colónia americana do seu Estado (mãe) Judeu. Se estou a interpretar o quadro corretamente, é isso que vemos diante dos nossos olhos.
O Calígula Ruivo compreende que, para que os Estados Unidos tenham um amanhã, e para que este sobreviva de alguma forma, os EUA precisam de minimizar as suas perdas. O país retirar-se-á do Médio Oriente e rebelar-se-á (ou até fingirá rebelar-se) contra Jerusalém.
A questão em aberto é se os senhores — tanto os de Sião como os seus cúmplices nos EUA, nomeadamente o lobby, os financeiros, os media, a classe política americana empenhada — deixarão impune o Calígula ruivo. Essas pessoas têm muita influência. Usaram-na com eficácia o tempo todo. Não têm nenhuma boa razão para acreditar que Trump possa tão facilmente criar coragem.
Aparentemente, o futuro da América depende da capacidade de Trump para suportar os danos pessoais que lhe foram infligidos por este colectivo. Face ao exposto, a instabilidade e as constantes oscilações do miserável homem no topo não devem ser necessariamente interpretadas como evidência de que é desequilibrado ou mentalmente instável. O chamado “líder da principal superpotência mundial” está a ser chantageado pelo gangue criminoso mais poderoso que o mundo já conheceu.
A história ensina-nos que nenhum império do passado sobreviveu a este tipo específico de ataque aos seus corredores do poder. Há alguma razão para acreditar que os EUA possam prevalecer contra todas as probabilidades?
Manifestação “Liberdade para o Irão” de iranianos exilados em frente às Portas de Brandemburgo, em Berlim
A banca está a resistir bem à incerteza — principalmente porque Trump acaba sempre por se acobardar. A indústria de defesa vive o seu melhor momento em anos, a IA está em alta, e as ameaças ao fornecimento de petróleo derem um empurrão às renováveis. Nem toda a gente saiu a perder com a Guerra do Irão.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e o encerramento do Estreito de Ormuz ensombraram a economia mundial, levando o FMI a reduzir a previsão de crescimento para 2026 de 3,3 para 3,1%.
No pior cenário, o de um conflito prolongado, o FMI avisa que o crescimento poderá cair para 2,5%, com os países em desenvolvimento a suportarem o maior peso da escalada dos preços das matérias-primas e da energia.
Ainda assim, no meio da turbulência, algumas indústrias não estão apenas a sobreviver — estão, na verdade, a prosperar, nota a Al Jazeera.
É o caso dos mercados de Wall Street, que estão a lucrar com o caos. A volatilidade provocada pela guerra e pelas decisões imprevisíveis do presidente norte-americano Donald Trump acabou por provocar na verdade um aumento de atividade nas transações bolsistas.
Recentemente, os operadores de mercado cunharam o termo “TACO trade“, ou “doutrina TACO”, para descrever o efeito chicote dos ultimatos presidenciais seguidos de volte-faces, que explicam por que motivo as bolsas resistiram à incerteza após cada nova ameaça do presidente. A expressão é um acrónimo de “Trump Always Chickens Out”: Trump acaba sempre por se acobardar.
Para os bancos de investimento, esta febre traduz-se em maiorescomissões e maiores margens de negociação.
Os resultados do primeiro trimestre de 2026 falam por si: o Morgan Stanley registou lucros de 5,57 mil milhões de dólares, uma subida de 29% em termos homólogos; o Goldman Sachs reportou 5,63 mil milhões, mais 19 %; e o JP Morgan Chase obteve 16,49 mil milhões, um aumento de 13%.
Os três bancos apontaram o elevado volume de transações e o forte envolvimento dos clientes como principais fatores. No entanto, os analistas alertam que a bonança poderá não durar: uma incerteza prolongada poderá acabar por tornar os investidores demasiado cautelosos para continuarem a negociar a este ritmo.
Os mercados de previsões estão em expansão a par de Wall Street. A plataforma Polymarket, assente em criptomoedas, tem vindo a faturar mais de um milhão de dólares por dia desde o início de abril, ao permitir que os utilizadores façam apostas sobre tudo e mais não sei quê — desde eleições à própria guerra do Irão.
Após rever a sua estrutura de comissões a 30 de março, a plataforma arrecadou mais de 21 milhões de dólares só na primeira quinzena de abril, ofuscando os 6,23 milhões de todo o mês de fevereiro. Se a tendência se mantiver, a Polymarket poderá gerar 342 milhões de dólares em comissões este ano.
Os ganhos, contudo, concentram-se no topo: segundo um relatório do analista de criptomercados Andrey Sergeenkov, que analisou 70 milhões de transações, os 1% de utilizadores com melhores resultados ficaram com 84% de todos os lucros.
A indústria de defesa vive o seu melhor momento em anos. Segundo o FMI, com os grandes conflitos em curso na Ucrânia, no Irão, em Gaza, no Sudão e no Líbano, quase metade dos países do mundo aumentaram os orçamentos militares nos últimos cinco anos.
Sem surpresa, a procura de armamento está a disparar, sobretudo na Europa, onde os membros da NATO se comprometeram a elevar a despesa com defesa para 5% do PIB até 2035.
Também a Inteligência Artificial continua a desafiar a conjuntura adversa. O organismo das Nações Unidas para o comércio projetava que o sector da IA crescesse de 189 mil milhões de dólares em 2023 para 4,8 biliões de dólares em 2033, e até agora a guerra pouco alterou essa trajetória.
Taiwan, a potência mundial dos semicondutores, registou exportações recorde de 80,2 mil milhões de dólares em março, uma subida de 61,8% em termos homólogos, lideradas por um salto de 124% nas expedições para os EUA.
A TSMC, o principal fabricante de semicondutores da ilha, apresentou um resultado líquido de 18,1 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, um aumento de 58%. A confiança no sector mantém-se elevada, com os líderes da IA, Anthropic e OpenAI, a planearem ofertas públicas iniciais ainda este ano.
Finalmente, as energias renováveis poderão ser o beneficiário mais relevante da guerra. O conflito representa o terceiro grande choque energético desta década, depois da pandemia e da invasão russa da Ucrânia, e veio intensificar o impulso global para o abandono dos combustíveis fósseis.
Os países asiáticos que dependem do petróleo do Golfo, que transita obrigatoriamente pelo Estreito de Ormuz, que foi finalmente nesta sexta-feira reaberto ao trânsito internacional, foram obrigados a adotar medidas de emergência — do racionamento de combustível novos projetos de produção de energia a partir de fontes renováveis.
Segundo um relatório recente da Agência Internacional de Energia, 150 países têm atualmente políticas ativas de promoção das renováveis.
Os mercados reagiram em conformidade: o índice S&P Global Clean Energy Transition, que acompanha 100 empresas de energias renováveis em todo o mundo, acumula uma valorização de 70,92% em termos homólogos.
As consequências económicas da guerra estão longe de terminar, mas para estes cinco sectores, a crise significou, pelo menos por agora, uma oportunidade de crescimento. A guerra não está a correr mal para todos.
A CNN continua a vender-nos propaganda da mais rasca – a que chama informação -, e já nem faz questão de disfarçar para que a julguemos muito imparcial e prosélita da liberdade de opinião. Nos últimos tempos tem sido um chorrilho de Ferro Gouveia, Soller, Serronho e José Carmo, qual deles o pior.
Assim – tal como aconteceu em tempos ao Major-General Carlos Branco -, cheguei a julgar que o Major-General Agostinho Costa também tivesse sido “cancelado” na CNN, já que a sua última intervenção tinha sido em 4 de abril. Mas, afinal não. O Major-general Agostinho Costa, por razões pessoais esteve duas semanas fora do país, mormente em Angola, tendo dado uma excelente entrevista à TPA (Televisão Pública de Angola), sobre a situação geopolítica.
De forma que, foi com muito agrado e atenção que segui hoje na CNN a intervenção de Agostinho Costa no CNN Meio-dia, analisando a complexidade do atual momento geopolítico. O programa aqui fica e a intervenção do Major-general começa por volta do minuto 20. É seguir o link aqui.