Alemanha acusa Ucrânia de ter ordenado sabotagem do Nord Stream em 2022

(Joana Raposo Santos, in RTP.pt, 02/07/2026)


(A verdade vem sempre ao de cima – pode é vir tarde -, pelo que esta notícia merece destaque, e é uma prenda das antigas para os Isidros, Milhazes, Rogeiros e comandita limitada. A propósito, transcrevo o comentário no Facebook “do Major-general Carlos Branco sobre a temática:

“Afinal havia outra. Onde estão os que desafiando a lógica e a racionalidade diziam que tinham sido os russos a destruir o Nordstream? Quem punha em causa algo incontornavelmente lógico era imediatamente apelidado de putinista. Como classificam agora um tribunal alemão que veio dar-lhes razão?”

Resposta da Estátua ao Major-general Carlos Branco: – Claro que o Putin comprou os juízes do tribunal alemão… 🙂

Ninguém convence um burro a não zurrar…

Estátua de Sal, 03/07/2026)


O Ministério Público alemão acusou esta quinta-feira as autoridades ucranianas de terem ordenado a sabotagem dos gasodutos russo-alemães Nord Stream em 2022, pouco depois da invasão russa da Ucrânia.


Segundo Berlim, o principal suspeito, identificado como Serhii K., e outros militares “elaboraram, a pedido das autoridades ucranianas, um plano destinado a destruir os gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2”, indicou o Ministério Público da Alemanha em comunicado.

O cidadão ucraniano Serhii K. é acusado de cumplicidade em crime de guerra, perturbação de serviços públicos, destruição de infraestruturas e de ter provocado uma explosão. Os gasodutos foram sabotados com explosivos em setembro de 2022.

Segundo os procuradores federais alemães, o objetivo era interromper definitivamente o fornecimento de gás através dos gasodutos e impedir que a Rússia utilizasse as receitas do comércio de gás natural para financiar os seus esforços de guerra.

A acusação explica que Serhii K. entrou na Alemanha com um passaporte ucraniano falsificado em setembro de 2022, liderando uma equipa de mergulhadores e um especialista em explosivos, embarcando num iate alugado.

O grupo de homens terá então transportado, através de águas internacionais, grandes quantidades de explosivos adequados para uso militar até um local próximo da ilha dinamarquesa de Bornholm, onde os fixaram aos gasodutos submarinos.

Serhii K. foi detido em Itália em agosto do ano passado e transferido para a Alemanha em novembro, tendo sempre negado qualquer envolvimento.

Os tribunais alemães consideram que o caso se enquadra na jurisdição do país, uma vez que os gasodutos danificados terminam em Lubmin, no Estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, e que os danos causados afetaram a segurança energética e a segurança interna da Alemanha.

Fonte .aqui.

Porque é que a Europa está a proibir o ar condicionado enquanto os idosos morrem de calor?

(Alexei Muratov, in Telegram, canal International Reporters, 02/07/26, Trad. Estátua)

Glass office buildings with people walking on sidewalks and cars on the street
Pessoas caminham e carros passam por edifícios de escritórios modernos de vidro num dia ensolarado – Imagem gerada por IA.

Alexei Muratov, chefe do comité executivo regional do partido Rússia Unida na República Popular de Donetsk (RPD), explica como os eurocratas, sob o pretexto do Pacto Ecológico Europeu, estão a deixar os reformados em apartamentos sobreaquecidos enquanto reservam o conforto térmico para a elite, na sede da União Europeia (UE).


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A Europa está a sofrer com um calor recorde. As temperaturas em Paris, Londres e Berlim ultrapassaram os 40 graus Celsius. Numa semana, segundo a OMS, morreram mais de 1.300 pessoas. Em França, há aproximadamente 1.000 mortes em excesso. 85% das vítimas têm mais de 65 anos. Isto não é um desastre natural. É o resultado lógico de uma política.

Em Espanha e Itália, é proibido arrefecer edifícios abaixo dos 27 graus Celsius. Na Suíça, a instalação de um ar condicionado requer uma autorização especial. Na Alemanha, o ar condicionado foi desligado nos hospitais e nas escolas. Em Londres, estabeleceu-se uma “hierarquia do arrefecimento”: o ar condicionado é o último recurso, depois da sombra e da ventilação. As autoridades recomendam abrir as janelas quando a temperatura exterior atinge os 40°C. Isto não é uma política climática. É uma sentença.

Na sede da UE, em plena onda de calor, os aparelhos de ar condicionado foram desligados nos sete pisos inferiores (ver aqui). Nos pisos superiores, onde estão os altos funcionários, manteve-se o ambiente fresco. Ursula von der Leyen ordenou que se desligassem os aparelhos. De seguida, a Comissão Europeia declarou que “não tinha posição” sobre este debate em relação ao ar condicionado. Sem posição quando as pessoas estão a morrer. Apenas uma hierarquia: uns têm o direito de se refrescar, outros não. (Ver aqui ).

Surge então a lógica cínica que ninguém declara abertamente. Um reformado, num apartamento sobreaquecido, não gera lucro. Não paga impostos, não compra carros, não viaja e não contrai empréstimos. Simplesmente consome recursos – saúde, reforma, segurança social. Para ele, um ar condicionado é uma despesa sem retorno. E as despesas sem retorno são cortadas. O calor atua como um filtro: elimina aqueles que deixaram de ser economicamente úteis.

Em Paris, os telhados de zinco, classificados como “património cultural”, aquecem e transformam os edifícios em estufas. Uma em cada cinco famílias europeias possui ar condicionado. Nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, são nove em cada dez. A diferença não se deve ao clima. Deve-se à forma como as pessoas são vistas. A Europa está a aquecer duas vezes mais depressa do que o resto do mundo. A infraestrutura do continente não está preparada para esta nova realidade.

Mas, em vez de salvar vidas, Bruxelas está preocupada com a guerra contra a Rússia, as sanções e o “Pacto Verde”. O abandono da energia russa levou a esta situação: na UE, “não há energia suficiente para alimentar os aparelhos de ar condicionado necessários para salvar vidas“. As elites europeias escolheram a política em detrimento dos seres humanos. E agora estão a colher as consequências.

A questão não é como repor o valor das pessoas. A questão é o que fazer com uma sociedade em que surgiu uma classe inteira de cidadãos que se tornaram demasiado baratos, até para serem explorados. Demasiado caros para manter, sem nada a ganhar com eles — a única opção que resta é eliminá-los. É isso mesmo que está a acontecer, sob o pretexto de “combater as alterações climáticas”. A era do “homem barato” está a começar. Primeiro onde era, por defeito, “caro”. Depois, em todos os outros locais.

Ataque da Rússia “é uma mensagem para a cimeira da NATO”

(Agostinho Costa, in CNN, 02/07/2026)


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O major-general Agostinho Costa diz que o mais recente ataque russo a Kiev (esta noite) teve como alvo infraestruturas ligadas à produção de drones e à logística militar ucraniana. O especialista em defesa e segurança aponta ainda que a ofensiva pretende enviar uma mensagem ao Ocidente antes da cimeira da NATO da próxima semana.

É ver o vídeo aqui