É proibido fotografar as prateleiras vazias dos supermercados

(Major-General Carlos Branco, in Facebook, 05/09/2026)


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A imagem acima circula em vários canais de Telegram. Achei que a devia publicar depois de ter visto e ouvido uma comentadora assídua num canal televisivo nacional afirmar que a Ucrânia está na mó de cima e por isso quer ir para negociações.

Os cartazes dizem que é proibido fotografar as prateleiras vazias de supermercados. “Fotografar prateleiras vazias de supermercados é PROIBIDO. A multa é de 3 mil hryvnias.” O salário mínimo na Ucrânia é 8.647 hryvnias (cerca de $204). Se o problema não for mostrado, ele não existe. A ousadia de fotografar a realidade significa poder perder 35% do salário.

A comentadora em causa, não percebe nada do que está a acontecer. A Ucrânia quer ir para negociações porque está numa situação de extrema dificuldade e quer travar o ímpeto russo para ganhar tempo. Nada do que ela disse faz sentido. Fazendo uma analogia com o basquetebol, o treinador pede desconto de tempo (ou timeout) para parar o jogo quando a sua equipa está em dificuldades e pretende mudar de estratégia.

Só uma cabecinha pensadora pode dizer que a parte que: tem mais de 200 mil abandonos de soldados das fileiras; tem mais de quinhentos mil cidadãos em fuga do serviço militar, não tem capacidade para repor os soldados que perde diariamente em combate (o Chefe de Gabinete de Zelensky fala em 30 mil por mês), tem mais de 10 milhões de cidadãos fora do país, se encontra numa tremenda regressão demográfica, sem acesso ao mar, sem capacidade para exportar os seus produtos, etc., etc. está na mó de cima.

Mais tarde ou mais cedo, essa senhora e outras que regurgitam semelhantes atoardas têm de vir prestar contas com a história. E depois não venham com tretas dizer que fizeram avaliações erradas.

Participam há mais de 4 anos numa despudorada campanha de manipulação da opinião pública sendo coniventes ativas na desinformação a que estamos sujeitos e somos diariamente vítimas.

A inacabada revolução monetária de Keynes

(Michael Hudson in Resistir, 05/09/2026)

Collapsing global city supported by financial ledgers
Imagem gerada por IA

A depressão mundial que se avizinha exige uma Nova Ordem Económica Internacional liderada pela Rússia, pela China e pelo Irão.


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 1 Os meus comentários incidirão sobre a forma como a atual crise do petróleo provocará uma onda de incumprimentos financeiros que causará uma depressão financeira mundial algures neste outono. Esta crise irá perturbar o comércio externo e o investimento financeiro interno, que constituem o tema central desta conferência.

A questão é:   como será resolvida esta crise? E como irão os governos da Rússia, da China e os seus vizinhos asiáticos lidar com esta situação? Que tipo de novos acordos comerciais e financeiros terão de ser estabelecidos?

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Afinal, a arma-maravilha era uma grande patranha

(Alexandre Guerreiro, in Facebook, 04/09/2026, Revisão da Estátua)


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Entre Setembro de 2023 e Junho de 2024, a empresa ucraniana OA KASKAD LLC (a entidade jurídica por trás da Night Watch, fabricante do sistema “Lima”) vendeu sistemas ao Ministério da Defesa ucraniano no valor de 820 milhões de hryvnias.

Proteger cada infraestrutura custava entre 20 a 100 milhões de hryvnias.

O sistema prometido pela empresa assegurava conseguir neutralizar mísseis russos Kinzhal através da intercepção bem-sucedida do sinal que transmitia as coordenadas de GPS.

Para se ter uma ideia, os mísseis Kinzhal são mísseis impossíveis de intercetar.

A imprensa ocidental, como é óbvio, ficou apaixonada pela ideia de poder desmentir a Rússia e usar como evidência científica as alegações da empresa de interceções bem-sucedidas. Há, até, notícias de que a Ucrânia intercetou todos os Kinzhal que foram lançados pelos russos numa só noite!

O mito desenvolveu-se de tal maneira que começaram a surgir notícias de que o “Lima” “toureava” (sic) os Kinzhal e que este sistema “está a desorientar as bombas russas” (sic).

A páginas tantas, vários meios de comunicação social ocidentais divulgaram mesmo notícias de que a Ucrânia conseguia usar músicas nacionalistas e banderitas para neutralizar estes mísseis!

Paparam todos isto, traduziram uns dos outros e amplificaram como puderam. Só que… por altura desta notícia da CNN Portugal, já um Tribunal de 1.ª instância de Kiev tinha ordenado a apreensão de bens à empresa, há 1 ano, tendo como base um crime de obstrução à actividade legítima das Forças Armadas e de outras formações militares em período de guerra.

Em Junho de 2025, foi confirmada a condenação pelo Tribunal da Relação de Kiev (tenho a decisão integral que o comprova).

O que aconteceu? O Ministério da Defesa ucraniano foi enganado e nada do que a empresa anunciara era verdade. O “Lima” é uma fraude e o Estado foi burlado.

Em Novembro de 2025, o ZAP, o The Sun, o The Telegraph e a Forbes ainda andavam a publicar notícias de que os Kinzhal eram abatidos com uma música.

Em Abril de 2026, o Ukrainska Pravda (que designação sugestiva) ainda publicou que o “Lima” abateu 26 Kinzhal só no primeiro quadrimestre de 2026!

Por cá, alguém vai publicar a verdade?