Da América à Europa, de Trump a Clinton, de Marine Le Pen a Macron, o estado subterrâneo em ação – O ataque de Trump: o neoliberalismo riposta

(Por Heiner Flassbeck, in A Viagem dos Argonautas, 30/04/2017)

O pro-americanismo na Europa alterou-se desde que Trump ganhou as eleições. Aqueles que acreditavam que a Europa seguiria sempre fielmente o caminho da América enganaram-se. O movimento anti-Trump está ativo em muitos países e em todos os meios de comunicação. A sua orientação política é clara. O problema com o ataque de Trump é que os “liberais” criticam absolutamente tudo o que Trump faça. Agindo assim, eles perdem a capacidade de refletir sobre determinadas posições e políticas….


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O Dijsselbloem português

(Por Estátua de Sal, 30/04/2017)

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“Para ilustrar um alegado retrocesso nos resultados da governação do PS, relativamente ao executivo de coligação do PSD com o CDS, entre 2011 e 2015, Pedro Passos Coelho deu o exemplo da Educação. “A extrema-esquerda não gosta da exigência, da disciplina e da avaliação”, preferindo “a balbúrdia nas escolas”, acusou. ” (In Público, 30/04/2017). Ver artigo completo aqui.


Ora, estas afirmações são motivo para que fiquemos apreensivos e, para não ficarmos seriamente deprimidos ao ponto de termos que meter baixa, aconselho que desopilemos com uma sonora gargalhada.

Recentemente o país uniu-se contra as declarações do Presidente do EuroGrupo,  o holandês Dijsselbloem, que afirmou que gastávamos tudo em copos e mulheres de mau porte e depois íamos, de mão estendida, pedir dinheiro emprestado para pagar as farras. Passos e companhia, uns farsantes, também  se juntaram ao coro dos indignados e inclusive tiveram o desplante de acusar o Governo de ter sido pouco assertivo na exigência da demissão do personagem.

Contudo, sem surpresa, Passos vem agora dizer mais ou menos a mesma coisa, não do país mas da extrema-esquerda. Que não são exigentes, que não são disciplinados, que não gostam de ser avaliados. Mas quem é, para Passos, a extrema-esquerda? A resposta é simples: são de extrema-esquerda todos os portugueses que não votaram na coligação pafiosa que ele liderava nas últimas eleições, ou seja a maioria dos portugueses votantes.

Ou seja, Passos subscreve a tese de Dijsselbloem e ao mesmo tempo corrige a tese de Dijsselbloem. Corrige o holandês porque, quando este acusou implicitamente todos os portugueses de serem uma cambada de estroinas, devia ter limitado o seu apontar de dedo apenas aos eleitores do PS, do PCP e do BE que fizeram Passos cair do cavalo.

Ficámos, portanto, a saber que a direita não gosta nem de copos nem de mulheres, sendo tal, isso sim, um atributo da esquerda que derrotou a coligação pafiosa. Passos Coelho, cujo currículo de farras é consabido ser muito pouco recomendável, devia ter vergonha. Ele apresenta-se agora como uma espécie de pecador arrependido. Agora é o campeão da disciplina e do rigor. O português mais alemão de que há memória nos anais da política nacional. Nada como uma salutar gargalhada na cara do facínora.

Passos ou é destituído de dotes de raciocínio, ou trata os portugueses como mentecaptos, ou ambas as coisas. Dizer que a esquerda não é disciplinada é um tiro no pé, do tamanho do nariz do Pinóquio que lhe fica a matar.

Se a esquerda não fosse disciplinada a Geringonça já se tinha desfeito, tanta é a pulhice a que Passos recorre e a que, sem dúvida, vai continuar a recorrer para a derrubar.

 

Semanada

(In Blog O Jumento, 30/04/2017)
borregos
Esta foi a semana da Ovibeja a feira onde a maior concentração de borregos se junta a uma forte concentração de personalidades da direita, talvez por isso muitas das nossas criaturas falaram como se todos fossemos carneiros.
Primeiro foi o António Domingues a dizer que não divulgou as mensagens SMS, acabando por sugerir que foi mão amiga que as levou do telemóvel do Centeno para o e-mail do seu amigo Lobo Xavier.  De caminho Passos Coelho quer convencer-nos que é o ex-chefe de gabinete de duas personalidades de direita, que sabe tanto de finanças públicas quanto este modesto asno sabe de lagares de azeite, que veio assegurar a competência e independência desse abcesso institucional que é o Conselho de Finanças públicas. Por fim apareceu Assunção Cristas, a mais divertida líder política que por cá passou, a dizer que a criação de emprego que agora se regista se deve ao seu governo,
Passos Coelho achou que a comemoração do dia 25 de Abril era o melhor momento para lançar a sua candidata à autarquia de Lisboa, por isso coube a Teresa leal Coelho o discurso da praxe no parlamento. Foi um desastre, a senhora fez um dos piores discursos que alguma fez foi feito naquela cerimónia. A escolha desta candidata a Lisboa foi um desastre.

O líder do PSD, que defende que das eleições autárquicas não se podem tirar conclusões para a liderança do PSD ou para as próximas legislativas, está dedicando todas as suas iniciativas autárquicas à crítica da geringonça maioritária da esquerda, não tendo ainda recuperado por lhe ter sido impedido a manutenção da geringonça minoritária da esquerda, que ficou para a historia pela explicação do seu ministro da Administração Interna para o vendaval de Albufeira. Mas se Passos considera que as autárquicas são autárquicas porque quer usar estas eleições para discutir problemas nacionais?

Talvez por isso quisesse juntar as legislativas às europeias; assim falava do país quando o tema era autarquias e na hora de falar do país quereria falar da Europa. Mas o PSD já desmentiu a PR, dizendo que não fez a sugestão de juntar as legislativas às europeias. O problema é que a palavra de Passos vale muito pouco, em tempos também disse que foi apanhado de surpresa pelo PEC IV, um dia depois de se ter reunido com Sócrates para o analisar.


Fonte aqui