(Miguel Carvalho, in Facebook, 06/07/2026, Revisão da Estátua.)

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Ponham os olhos nestes dois. Vocês, que torcem por esta seleção como quem vai para Aljubarrota, vocês que se excitam pela pátria com esta sombra de futebol, lembrem-se de quão destrutivo podem ser o egoísmo, o narcisismo e a falta de espinha. Para estes dois, valeu tudo para tentarem sair por cima. A causa do desastre é, em grande parte, deles. Ponto.
Foram eles que roubaram dois mundiais a Gonçalo Ramos e a outros que ficam na fila de espera para dar lugar ao egoísmo sem freio, enquanto se perde uma geração. De Roberto Martinez pouco se falará, cheira-me. Daqui a nada deve andar pelas Arábias.
Quanto a Cristiano Ronaldo apenas confirmo o que sempre pensei: dificilmente veremos algo deste calibre no que o futebol tem de persistência, talento e sacrifício. Fez-se a si próprio e isso tem um mérito incontestável. Na sombra, no quotidiano, pode ainda ter gestos muito cristãos, mas o seu ego, a sua falta de respeito pelo coletivo, o seu egoísmo doentio são também o seu bilhete de identidade.
Por isso, CR7 acaba como mereceu. Pena ter enterrado outros com ele. Por mim, até podia ser um ET no relvado, mas quando olho para as decisões que toma e, de certo modo, impõe, não passa de um profissional de segunda. Está ótimo para uma sociedade do eu, cada vez mais atomizada, cega de individualismo. E ainda convence os garnisés de sempre que adoram homens providenciais.
“Demos o nosso melhor”, desabafou Diogo Costa no final. Não, não deram. Foram subservientes com a mais abjeta sociedade que a seleção de todos vós já pariu: Roberto & Cristiano, Lda. Amanhem-se.
