O Irão declara guerra total contra o culto da morte

(Pepe Escobar, in SCF, 19/03/2026, Tradução Google)


Paralisia estrutural. Meticulosamente programada. Inexorável. Já em vigor.


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Atacar o campo de gás de South Pars, no Irã – o maior do planeta – é a escalada máxima.

Neo-Calígula, em seu típico modo covarde e vociferante de “Verdade Social”, tem se esforçado para culpar o culto da morte no Oriente Médio e se eximir de qualquer responsabilidade: ele alega que Israel atacou South Pars “por raiva” e que os EUA “não sabiam nada sobre esse ataque específico”. O Catar “não esteve envolvido de forma alguma”. E o Irã atacou o projeto de GNL do Catar em retaliação “baseada em informações errôneas”.

É só isso? Então vamos continuar dançando?

Dificilmente. Parece mais que o culto da morte usou a mídia abertamente sionista nos EUA para enquadrar tudo como uma operação conjunta – arrastando o Império do Caos e da Pilhagem ainda mais para um atoleiro de arrogância; levando-o a uma Guerra Energética Total com consequências devastadoras; e fazendo com que as petro-monarquias do Golfo se voltassem 100% contra o Irã (elas já estavam em campanha contra o Irã, especialmente a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar).

Neo-Calígula pode se gabar do que quiser. No entanto, é óbvio que uma operação de tamanha sensibilidade e magnitude – como forma de “pressionar” Teerã – exige profundo envolvimento do CENTCOM e aprovação presidencial.

Assim, o cenário privilegiado aponta mais uma vez para Washington perdendo o controle de sua própria política externa – supondo que ela tenha existido em primeiro lugar.

Todos os jogadores envolvidos – cuja incapacidade de ler o tabuleiro de xadrez foi comprovada repetidamente – não puderam deixar de acreditar que Teerã finalmente cederia após um ataque à sua preciosa segurança energética.

A resposta iraniana, previsivelmente, foi totalmente oposta: uma escalada radical. A lista de alvos para o contra-ataque foi publicada em pouco tempo – e será seguida à risca. Começando pela refinaria de Ras Laffan, no Catar.

Fiquem de olho nesses trens de GNL

É tentador acreditar que o neo-Calígula está tentando se distanciar do culto da morte descontrolado e desesperado, oferecendo, possivelmente, uma rota de fuga para Teerã; e, ao mesmo tempo, admitindo que destruir South Pars seria catastrófico, mas comprometendo-se a “explodir South Pars em larga escala” (não espere que um gângster megalomaníaco, narcisista e delirante seja coerente).

O que está crucialmente em jogo na tragédia de South Pars são os trens de GNL (Gás Natural Liquefeito) .

Um “trem” consiste em componentes projetados para processar, purificar e converter gás natural em GNL (Gás Natural Liquefeito). São chamados de “trens” devido à disposição sequencial dos equipamentos – trens de compressores – utilizados no processo industrial de processamento e liquefação do gás natural.

O projeto Qatar 2, na gigantesca refinaria de Ras Laffan,  foi coordenado pela Chiyoda e pela Technip, uma joint venture nipo-britânica. O mesmo ocorreu com os trens 4 e 5, que compõem os maiores trens de GNL do mundo.

Esses trens são operados pela Qatar Gas, ExxonMobil, Shell e ConocoPhillips. Para todos os efeitos práticos, essas são instalações ligadas aos Estados Unidos e ao Ocidente, sendo, portanto, alvos legítimos para o Irã.

Existem apenas 14 trens no mundo – e não é exagero dizer que a “civilização” ocidental depende de todos eles. Leva de 10 a 15 anos para substituir um único trem. Todos esses 14 trens estão ao alcance dos mísseis balísticos e hipersônicos do Irã. Pelo menos um deles foi incendiado no contra-ataque iraniano. Essa é a dimensão da gravidade da situação.

A Primeira Guerra Total de Alta Tecnologia da Ásia Ocidental

A escalada do conflito em South Pars era inevitável depois que as novas regras estabelecidas pelo Irã no Estreito de Ormuz deixaram o grupo de Epstein completamente furioso.

Foi a paranoia ocidental em relação aos seguros que fechou o Estreito, muito mais do que o potencial defensivo da combinação de drones e mísseis balísticos iranianos. Em seguida, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que o Estreito estava aberto à China; a outras nações que se envolvessem em negociações – como Bangladesh; e às nações do Golfo que expulsassem os embaixadores dos EUA.

E então, finalmente, um novo conjunto de regras foi imposto. Funciona assim.

  1. Se sua carga foi negociada em petroyuan, você pode obter passagem livre.
  2. Você deve pagar o pedágio.
  3. Só então você estará livre para prosseguir, navegando em águas territoriais iranianas, próximo à ilha de Qeshm, e não através do meio do Estreito.

O Ministro das Relações Exteriores iraniano, Araghchi, foi bastante enfático: “Após o fim da guerra, projetaremos novos mecanismos para o Estreito de Ormuz. Não permitiremos que nossos inimigos usem essa via navegável.” Independentemente do que aconteça, o Estreito de Ormuz terá uma área de fiscalização permanente, controlada pelo Irã.

O professor Fouad Azadi, a quem tive o prazer de conhecer no Irã anos atrás, já anunciou que os navios que transitam pelo Estreito agora terão que pagar um pedágio de 10%. Isso pode gerar até US$ 73 bilhões por ano – mais do que suficiente para compensar os danos da guerra e as sanções americanas.

O Irã já está profundamente envolvido no que, para todos os efeitos práticos, se configura como a Primeira Guerra Total de Alta Tecnologia no Oriente Médio.

Estrategicamente, segundo a definição dos analistas iranianos, isso implica uma fascinante profusão de nova terminologia.

Comecemos pela Grande Constrição, aplicada através da estratégia de Atrito Cirúrgico hiperfocalizada. O alvo da constrição mudou das Forças de Defesa de Israel (IDF) para o colapso do próprio tecido da sociedade civil israelense.

Depois, há o Quebrador de Escudos Mach 16 – cujas principais tecnologias são os mísseis Khorramshahr-4 e Fattah-2, que atingem velocidades terminais de Mach 16, viajando a 5,5 km por segundo.

Tradução: enquanto um computador inimigo calcula um vetor de interceptação, a ogiva do míssil – uma bomba de uma tonelada – já atingiu o alvo, criando um paradoxo de defesa de soma zero: Israel gasta milhões de dólares tentando uma interceptação com 100% de probabilidade de falha, enquanto o Irã gasta uma fração disso para obter um acerto comprovado.

A seguir, a Doutrina dos Quatro Órgãos Vitais.

Os 9 milhões de habitantes de Israel sobrevivem graças a apenas dois portos principais de águas profundas. Isso levou Teerã a adotar uma estratégia de paralisia estrutural, concentrando-se sistematicamente em quatro “pontos críticos”: os nós hiperconcentrados da infraestrutura israelense que, se isolados, transformarão o país em uma jaula escura, sedenta e faminta.

Os quatro órgãos vitais são: Asfixia Hidrológica (atingindo 85% da água potável de Israel em cinco usinas de dessalinização); o Protocolo de Apagão (atingindo a usina de energia Orot Rabin, no coração da rede elétrica nacional); um Cerco Alimentar, atingindo os portos de Haifa e Ashdod, essenciais para as importações israelenses dos 85% do trigo que necessita; e Decapitação Energética: focada nas refinarias de Haifa, a única fonte israelense de petróleo refinado, e um alvo ainda mais crucial após o ataque a South Pars.

Paralisia estrutural. Meticulosamente programada. Inexorável. Já em vigor.

Texto em português do Brasil. Fonte aqui.

10 pensamentos sobre “O Irão declara guerra total contra o culto da morte

  1. Do que venha de Israel nada me espanta. Ariel Sharon estava clinicamente morto desde pelo menos 2005.
    Um verdadeiro monstro marinho de 150 quilos tem dois derrames cerebrais massivos, e operado pelo menos três vezes, ele saiu daquilo com a capacidade cerebral de uma alface.
    Mas a sua morte só foi anunciada em 2013. Se esteve mesmo no hospital, se já morto e congelado, os seus fizeram tudo para adiar a festa que os sobreviventes das suas campanhas de extermínio fariam.
    Por isso não me admiro nada que esse demónio em forma de gente já nos tenha deixado.
    Seria um fim merecido que um tal assassino morresse vítima da mesma morte que infligiu a tanta gente.

  2. Pequenas coisas apanhadas na rede:

    Há quem diga que o Bibi já deixou o chat:
    https://x.com/HousebotGuy/status/2034311376588709934
    https://x.com/merlinscapital/status/2034788808982413692

    Meteram-se com o país errado, diz o Professor Marandi a uma lambisgóia:
    https://x.com/sahouraxo/status/2034466864026276207

    Noites iranianas:
    https://x.com/Soureh_design2/status/2034425192672297329

    A supremacia aérea americana está com problemas, o Irão é o primeiro país a atingir os “invisíveis” F-35:
    https://x.com/upholdreality/status/2034701498018668632

    E a análise de Andrei Martyanov há poucas horas. O declínio/colapso da civilização ocidental é uma expressão que ele usa várias vezes e é difícil discordar do que ele diz sobre os europeus. Vale a pena ouvir:

  3. Começo por agradecer a “Alabarda” (arma, espécie de cruzamento entre lança e machado) a excelente aula de religiões comaparadas. Depois, não vou perder muito tempo com quem ainda considera a Bíblia, o livro mais lido do mundo, como devendo ser tomada à letra e não como narrativas eivadas de simbolismo. Claro que a história tb lá está. A Eva poderia ser uma sósia da Lucy do Olduwai, a narrativa dos irmãos que se odeiam já vem da mitologia egípcia, o dilúvio aparece muito antes na epopeia suméria e a cidade de Sodoma foi mesmo descoberta nas margens do Mar Vermelho onde é impossível não ver a estátua de sal da mulher de Lot.
    Mas passemos ao mais importante. Como sempre, os falcões ocidentais recusam aprender com a história. Na Guerra do Vietnam, ficou claro que um povo simples de agricultores derrotou clamorosamente duas potências coloniais, França e EUA, precisamente por não entrar no tipo de guerra que lhes era imposto e inversamente levar o inimgo a atolar-se em confrontos para que não estava nada preparado. O grande estrega Ho Chi Min declarava com orgulho que na guerra contra os franceses não tinha perdido um único tanque, pela simples razão de que não tinha nenhum. Assim, o imperialismo yanke foi perdendo guerras umas atrás das outras porque continuou sempre a confiar demasiado apenas na sua superioridade bélica e no profundo despezo pelo inimigo, como tb fazia Hitler. Foram expulsos da Coreia, Indochina, Afganistão, Somália, etc. A única coisa que fazem é fustigar os inimigos através do seu poder aéreo, mas é sabido que isso não permite ganhar nada. O Irão não é a Líbia, é um país do tamanho da Europa e a guerra que lhe é movida pelo ocidente levou os seus líderes a reequacionar profundamente a sua estratégia, respondendo com contra-ataques muito bem dirigidos, ao mesmo tempo que também actualizaram a sua política de controle da zona. Os sionistas racistas atacam o Líbano à boleia da guerra, por ser muito mais fácil e para anexar grande parte desse território como fazem com a Palestina. Estes povos, estes líderes não se combatem pela religião, mas antes pelo domínio e controle de recursos e zonas estratégicas. Não é preciso muito para se perceber que o Irão sairá reforçado e os EUA humilhados. A sua extraordinária frota de porta-aviões está quase toda no estaleiro, tendo o mais recente sofrido uma “explosão e incêndio” que o levou a abandonar o teatro de guerra. Têm mais um ainda operacional, mas está no Japão. Daí terem de usar bases italianas e uma portuguesa. É sim uma grande verdade estarmos metidos num sarilho dos diabos (lá vem outra vez a religião). Porque será?

  4. A religião para justificar guerras, conquistas e extermínio e tão velha como o mundo.
    O que e arrepiante e que em pleno Século XXI alguém ainda acredite nisso, alguem ainda acredite que pode vir algo de bom da destruição e da morte em massa.
    E e isso que nos mete num grande sarilho.
    A começar pelos povos cujos recursos queremos pilhar ou que queremos dominar.

  5. No Baghavad Gita e nos Vedas, textos religiosos dos hindus, que precedem a Bíblia, são descritas batalhas entre seres celestiais ou divinos, muitas delas nos céus, opondo máquinas voadoras, denominadas vimanas. Também no Zoroastrismo, religião antiga do Irão, ou da Pérsia, existe a dualidade entre Ahura Mazda, senhor dos ahuras, ou divindades benévolas, que regulam a daena (lei natural) e Ahriman, criador dos daevas, que são entidades malignas.
    Curiosamente, no hinduismo os devas são as divindades que administram os processos da natureza, de acordo com o dharma (lei natural), e os asuras são as entidades que a elas se opõem.
    Uma espécie de inversão de papéis, visto que a palavra sânscrita deva (luminoso, brilhante) é a origem aparentemente comum de ambas, quase que em oposição uma da outra. Provavelmente o zoroastrismo foi a primeira religião monoteísta, em “oposição” ao politeísmo hindu, mas influenciado por esta, ou não fossem também os persas indo-arianos, e o sânscrito uma língua matricial de ambas as culturas.
    Outro conceito comum é o de rta, asha ou arta, explicado na 2.ª ligação abaixo.
    Existe uma comunidade mazdaista na Índia, denominada Parsi, que está bem integrada e é respeitada pelos hindus.
    Isto tudo para dizer que as religiões mais antigas não começaram com o judaísmo, nem mesmo o monoteísmo (apesar de conter múltiplas divindades, mas também nós temos os anjos, os demónios, os muçulmanos tèm os djinn, e além disso os judeus têm 72 nomes ou mais para YHWH).

    https://www.infopedia.pt/artigos/$ahura-mazda

    https://en.wikipedia.org/wiki/Asha

  6. Claro que na teoria da evolução há muita coisa que falha.
    Então a de Charles Darwin era mesmo uma grande treta destinada também a justificar o determinismo social e a exploração desenfreada de trabalhadores e povos considerados inferiores.
    A teria de que o mais apto sobreviveria e evoluiria enquanto que o menos apto morreria ajudou a justificar o extermínio ou escravização de populações inteiras.
    Também a ciência, ou a pseudo ciência, pode ser usada para justificar destruição em massa.
    E acima de tudo levar a plebe a achar tudo isso normal. Porque e sempre necessário controlar a plebe que vai fornecer a mão de obra necessária para isso tudo.
    Se ainda sacrificasse no altar da ciência depois de ter a vidinha virada do avesso graças a uma treta que ainda me vendem como tendo salvo o mundo teria de ter batido com muita força com os cornos numa azinheira.
    O dogma da infalibilidade do MRNA continua a matar. Mas vamos lá dizer aos vacineiros que tenham a mente aberta e não mandem os pais dar aquilo a ver os nomes que nos chamam e os bons desejos que nos desejam.
    Mas decididamente também não embarco no escatologismo religioso cultuador da morte que me diz que o nosso mundo tem de ser destruído para que Deus reine e haja finalmente paz. E que quem não aceitar isso vai morrer esturricado sem possibilidade de remissão.
    O nosso problema e a quantidade de gente que embarca nisso.

  7. Sobre a teoria da evolução, esta também tem algumas incongruências. Uma delas é o famoso “missing link”, mas não é só aí que as coisas não batem certo.
    Não coloco de parte a hipótese de interferência na aparição e desenvolvimento do Homo Sapiens Sapiens, chsmem-lhe divida, extraterrestre ou extra-dimensional, o que quiserem.
    Mas com isto não justifico os diversos dogmas religiosos, sobretudo das “religiões do Livro”, ou abraâmicas, muito menos as suas escatologias, nem sequer levo à letra os seus textos sagrados ou ritos.
    Há uma apresentação já antiga, do falecido Lloyd Pye, que expõe algumas das inconsistências da moderna teoria da evolução, e é muito interessante. Não digo que tudo o que ele afirma é incontestável ou que não existem premissas inconsistentes, mas vale a pena ver, assim como outros vídeos do mesmo autor (inclusive sobre um crânio que ele analisou conhecido como Starchild).
    É só para pôr em perspectiva que tal como a religião, a ciência também tem os seus dogmas e as suas contradições e limitações. A ciência pode e deve ser questionada, e só assim é ciência, quando não se fecha em dogmas inverificáveis, ou se prende a teorias que é incapaz de abdicar à luz de novos dados. Já a religião tem tendência a ser mais apegada à tradição e menos à inovação.
    Penso que devemos ter a mente aberta e tentar compreender o mundo para lá dos clichés, das aparências, das modas e tendências.
    Deixo aqui o link da apresentação que referi: Everything you know is wrong. Além de ser bastante interessante, não é nada enfadonha.
    Quanto aos Homo Sapiens, é talvez a criatura mais criativa e simultaneamente (auto-)destrutiva que existe. Capaz do melhor e do pior. E os nossos “grandes líderes” já mostraram à saciedade (e à sociedade) quão destrutivos são, e tão pouco criativos conseguem ser.

    https://youtu.be/e5qJYwfAju8?is=32cX1_-gX4VivIhK

  8. Claro que os bandalhos que nos arrastam para esta loucura, nomeadamente a dupla de ratazanas assassinas Trump/Netanyahu e outra canalha, não acredita em nada destas tretas.
    Mas o facto de muita gente acreditar tanto nisto como na superioridade do judaísmo e cristianismo de raiz evangélica não católica e não ortodoxa, tipo Rússia, sobre todos os outros povos da terra e o que faz muita gente aceitar tudo isto com tanto sossego e até apoiar esta barbaridade.
    Mais uma vez esta gente cavalga na ignorância e no ódio ao outro que alimenta muita gente.
    Porque as nossas vidas não valem uma caixa de alho e podemos muito bem morrer muitos enquanto as nossas elites gozam os frutos da pilhagem.
    Em especial nos Estados Unidos, acreditam mesmo que poderão destruir a Rússia sem sofrer grandes danos.
    Depois os escravos reconstruirao o que tiver sido destruído.
    Mesmo que eles tenham de viver bunkers algum tempo os filhos e netos gozarao os frutos da pilhagem e dominarão num mundo onde não terão rivais.
    Um mundo cheio de Ilhas Epstein, um mundo onde ninguém terá direitos, a excepção de uma elite restrita, um mundo onde muita gente dirá “felizes os que morreram”.
    E igualmente loucura, já para não falar em crueldade intolerável, mas e mesmo com isso que nos estamos a haver.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  9. O sionismo não e o único culto da morte com que o Irão se está a haver.
    Há muitos cultos cristãos de raiz evangélica que vêem uma grande guerra como o caminho para o Armageddon de que necessitam para a segunda vinda de Cristo.
    Os sionistas esperam ainda a vinda de um Messias judeu que surgira no seguimento de uma grande conflagração.
    Toda esta gente sonha com a destruição do mundo tal como o conhecemos para que Deus possa intervir no mundo criando o tal reinado de 1000 anos descrito na Bíblia e nos textos rabínicos.
    Por isso mesmo que o Irão seja derrotado isto não vai parar por aqui.
    A seguir segue se a Rússia, a verdadeira caverna de Ali Baba com que toda essa gente sonha.
    E a Rússia tem armamento nuclear, ao contrário do Irão, e pode muito bem desencadear a tal reação divina com que muita gente sonha.
    Para estes doidos não interessa quanta gente morrera.
    Porque os “escolhidos” serao ressuscitados mesmo que os seus corpos sejam volatilizados no tal conflito que destruira o nosso mundo.
    Os ressuscitados terão vida eterna e por isso podem muito bem aguentar os efeitos de radiação mortal e Inverno nuclear. Presume se que também não precisarão de comer muito.
    Estamos na segunda decada do Século XXI.
    Ou melhor, no Ano da Graça de Deus Nosso Senhor de 2026.
    Porque quando vejo discursos de fanáticos destes que sonham com o dia da Ira do Todo Poderoso tenho a impressão que e mesmo so a tecnologia que nos separa da idade a que se chamou das Trevas.
    Mas ao contrário dos fanáticos cruzados medievais esta gente tem poder para destruir o mundo.
    Parece impossível que existam loucos destes em pleno Século XXI.
    Com tanto conhecimento de como realmente o mundo surgiu e dos ancestrais que tivemos. Que nada teem a ver com um primitivo casal que teria sido corrido de um paraíso por ter comido uma maçã.
    Mas existem, são muitos, são demais, e e com esse tipo de gente que nos estamos a haver.
    E o Irão e só o começo.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

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