A culpa é do computador

(Eduardo Maltez Silva, in Facebook, 22/07/2026, Revisão da Estátua)

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Portugal acordou e descobriu que os exames nacionais — que durante décadas sobreviveram só com papel, caneta e bom senso — tinham sido entregues a um computador.

E o computador, esse sacana, decidiu pegar num sistema que funcionava há décadas e transformá-lo numa raspadinha digital.

Páginas desapareceram. Respostas trocaram de dono. Notas foram suspensas. Exames foram corrigidos com parâmetros errados.

Houve alunos que receberam folhas de outros alunos. Alunos que não receberam nota nenhuma. Alunos que receberam uma nota sem saber se era deles, se era verdadeira, ou se estava só de passagem, a caminho de outro boletim.

O computador, ao que parece, teve uma semana difícil. O ministro, coitadinho, só carregou no botão. Carregou, sim, sem ter recebido a avaliação completa do projeto-piloto. Mas isso é um detalhe técnico.

Porque em Portugal, quando um ministro carrega num botão sem saber o que ele faz, a culpa é sempre do botão. Depois de carregado o botão, o computador pôs-se a processar — e alguns alunos ficaram com a classificação “suspensa”. Nem positiva, nem negativa. Uma espécie de nota quântica: o aluno passou e chumbou ao mesmo tempo.

O futuro desse aluno era, em simultâneo, uma carreira em engenharia aeroespacial e um turno ao balcão do McDonald’s. Às nove da manhã tinha média para Medicina. À hora de almoço, para Engenharia. Ao fim da tarde, já andava a pesar seriamente um curso de trolha.

Mas calma, não exageremos: o Governo garantiu — repetidas vezes — que nenhum aluno seria prejudicado.E sempre que um Governo garante repetidamente que ninguém vai ser prejudicado, é porque milhares já estão a sê-lo.

Queres saber se foste um deles? Então são 25 euros. Porque, claro, cabe à família pagar para confirmar se foi o Estado a fazer asneira. É quase um princípio pedagógico: os erros são grátis para quem os comete e pagos por quem os sofre. As famílias com dinheiro contrataram explicadores, professores, advogados. As famílias sem dinheiro receberam um PDF e votos de boa sorte.

É assim que se garante a igualdade em Portugal: toda a gente recebe exatamente o mesmo problema — só que uns têm dinheiro para o resolver e outros não. O jovem pobre é que devia ter tido o cuidado de nascer numa família com mais jeito para contencioso administrativo.

Agora já sabemos: não foi o Governo que criou o caos nos exames, nem as trapalhadas sucessivas no resto da governação.Foi o computador. Sacana do computador.

E esteve bem ativo também na saúde. Foi ele, decerto, que perdeu o pré-aviso da greve do INEM algures dentro do Ministério — o email entrou no sistema e nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima. Porque, como sabemos, antes do computador era fisicamente impossível perguntar “temos alguma greve marcada para esta semana?”

Foi também o computador que fechou urgências de obstetrícia a um ritmo recorde. As grávidas chegavam ao hospital e o sistema informava: sem serviço disponível. Disco cheio. E foi ele que fez disparar as listas de espera para cirurgias oncológicas e cardíacas.

Na habitação, o computador desinstalou o Mais Habitação, removeu os travões às rendas, e instalou o pacote “Senhorio Premium” — versão paga, sem anúncios, com despejo incluído. Decidiu ainda chamar “acessível” a uma casa de 648 mil euros e “moderada” a uma renda de 2.300. As rendas dispararam, e milhares de famílias ficaram a uma atualização de distância do despejo. Normal — o computador vive na cloud, e lá de cima 2.300 euros parecem trocos.

E foi o computador, já agora, que transferiu a Spinumviva para a família do primeiro-ministro, mantendo os clientes privados a pagar religiosamente todos os meses. O primeiro-ministro não sabia de nada. A família não sabia de nada. Os clientes só sabiam o IBAN. Processado tudo automaticamente, por um programa de faturação certificado, e impresso em quadruplicado — para dar ar de coisa séria.

Enfim: hoje quem governa Portugal é o computador. O Governo limita-se a representá-lo em cerimónias oficiais.

Para Luís Montenegro, governar tornou-se um part-time entre gravar vídeos, comprar fragatas e ir a festas no Algarve. De manhã, grava-se um vídeo. À tarde, inventa-se um problema que não existia. Ao fim do dia, culpa-se o computador.

É um Governo incapaz de consertar o que estava mal, e brilhante a estragar o que ainda funcionava.

 A renda subiu? Culpa do Excel. Não tens médico de família? Culpa do antivírus. Adiaram-te a cirurgia? O programa estava pesado demais. O exame do teu filho desapareceu? Foi a pasta de spam. O teu processo de residência foi parar ao tribunal errado? O Outlook trocou os contactos.

A tua vida está cada vez pior? Faz overclock ao CPU e aguenta o pacote laboral que aí vem. Mas há sempre um ponto em que até o cidadão mais paciente se farta de tanto erro de sistema. E com tanto ecrã azul, se calhar já é hora de formatar este Governo — e instalar um novo.

Man drinking dark beer at bar counter talking to bartender

Zelensky – o currículo de um facínora

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 22/07/2026, revisão da Estátua)

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Olá Volodymyr Zelenskyy, então hoje vieste sozinho? Imagem gerada por IA

(Este artigo resulta de um comentário a um texto que publicámos sobre a colaboração meia escondida, mas muito significativa, de Israel com o nazi Zelensky, na guerra da Ucrânia (ver aqui). Pela sua acutilância na apresentação do “currículo” de Zelensky, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 23/07/2026)


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Eis que entram num bar:

  • Um judeu que negoceia armas com ditadores muçulmanos;
  • um nazi pró-limpeza étnica, seja no Donbass e na Crimeia, ou no Líbano e Palestina;
  • um ucraniano que na maior parte da vida só sabia falar russo, e agora exige que os outros não falem essa língua;
  • um sionista pró-invasões e pró-genocídio;
  • um corrupto que passa a vida a pedir mais dinheiro aos outros pois diz estar falido, mas tem mansões em vários países;
  • um ditador que proibiu partidos da oposição e eleições;
  • um terrorista que recebe intelligentsia da CIA/Mi6;
  • um adepto da criminosa NATO, pró-anexação de território alheio, como o Kosovo, (região da Sérvia);
  • um vassalo de Biden;
  • um pau-mandado de Trump;
  • um criminoso de guerra que usa escudos humanos;
  • um tipo que glorifica cúmplices de Hitler no Holocausto;
  • um doido – que recusou uma trégua nos ataques à energia -, e condenou o povo a passar frio no rigoroso inverno daquela região;
  • um palhaço que toca piano em público com o pénis;
  • um cúmplice nos actos de eco terrorismo contra o NordStream e contra a mais importante barragem no rio Dnieper;
  • um traidor do seu povo que manda raptar centenas de milhar de homens;
  • um mentiroso compulsivo;
  • um gajo, que violou um acordo de paz e recusou todas as negociações de paz seguintes;
  • um, alegadamente, drogado cujos tiques indicam uma preferência pela cocaína;
  • um autoritário que faz censura e manda queimar livros;
  • um nacionalista que oprime minorias étnicas e manda destruir monumentos;
  • um intolerante que manda prender padres e invadir igrejas, e festejou o assassinato à bomba de um líder espiritual que é o equivalente ao “Papa” dos xiitas;
  • um indivíduo, que celebrou um ataque (entre muitos) com míssil, contra pais e crianças, numa feira de Natal em Belgorod;
  • um tipo que é igualmente apoiado por André Ventura e Mariana Mortágua (e toda a escumalha entre esses dois);
  • um xenófobo, que quer ajudar a Europa a expulsar homens imigrantes ucranianos em idade militar, e enviá-los de volta para a ditadura de onde fugiram;
  • um apoiante da guerra de agressão em larga escala, não provocada nem justificada, dos EUA contra o Irão;
  • um belicista que ameaçou várias vezes invadir uma nação pacífica conhecida como Transnístria (aka República Moldava Pridnestróvia);
  • um tipo que dá treino militar de drones a terroristas no Sahel;
  • um fascista revisionista da história que manda demolir monumentos da Vitória soviética contra o nazismo, e proibiu as celebrações do Dia da Vitória a 9 de Maio;
  • um autor moral de atentados à bomba no Mónaco e assassinatos em Espanha;
  • um tipo que celebrou os bombardeamentos sobre Caracas e o rapto de um Presidente livre e democraticamente eleito;
  • um ídolo da imprensa ocidental prostituta que o apelidou de “Churchill”, como se Churchill fosse flor que se cheire;
  • um humorista, que gozou com o facto dos cidadãos da Crimeia terem passado sede/seca, quando os nazis cortaram o acesso ao rio Dniepre;
  • um doido que frequentemente bombardeia uma central nuclear e já mandou matar engenheiros e responsáveis pela segurança da mesma central;
  • um admirador dos golpes da CIA feitos contra democracias, e que chama “ditadura” a eleições em países soberanos e a referendos, livres e democráticos;
  • e finalmente um gajo que, constantemente, pede para se encontrar pessoalmente com Putin, mas critica (com ameaças de morte à mistura) todos os outros que fazem o mesmo.

O empregado do bar olha de soslaio, e com um sorriso mordaz, diz: – Olá Volodymyr Zelensky, então hoje vieste sozinho?

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Podia fazer uma anedota mais curta e eficaz (só: um judeu, um nazi, e um ucraniano…) mas preferi ser mais completo.

E podia fazer uma lista parecida para tanta gentinha que por aí anda a fazer-se passar por “democrata” e “moderado”, por “decente” e “bem-intencionado”, por “pró direitos humanos” e “pró liberdade”, por “pacifista” e “honesto”…

Dava para uma enciclopédia!

E ficava sem papel suficiente se incluísse todos os idiotas e escumalha anónima que acompanhou e festejou uma competição de bola nos EUA, enquanto os EUA bombardeavam o Líbano, a Palestina, o Iraque, e o Irão.

Só faltou celebrarem os bombardeamentos como quem celebra golos, e porem o Netanyahu a entregar a taça ao lado do Trump… Que vergonha!

Nos bastidores: Israel instruiu silenciosamente a máquina de guerra da Ucrânia

(In Telegram, 20/07/2026, Trad. da Estátua)

Duas faces da mesma moeda

Durante quase quatro anos, Israel alegou ter neutralidade na Ucrânia. Por detrás desta postura pública, porém, um fluxo constante de armas, informações de inteligência e mercenários israelitas tem chegado a Kiev.

Conversas recentemente divulgadas pelo coronel Zhikovich, dos serviços de informação ucranianos, revelam que o Mossad forneceu ao regime de Zelensky um pacote de software de informações de última geração: um polígrafo digital que promete “90% de certeza” na deteção de mentiras.

Inteligência secreta, objetivos secretos

Desde 2022 que as empresas privadas de defesa israelitas fornecem à Ucrânia imagens de satélite de alta resolução. Para evitar repercussões diplomáticas e exposição, grande parte desta informação tem sido transmitida através da sede da NATO em Bruxelas, como alegam os meios de comunicação israelitas.

Em contrapartida, a Ucrânia partilhou táticas de defesa contra drones testadas em combate, incluindo medidas de guerra eletrónica e redes antidrone, comprovadas em situações reais de guerra. O embaixador ucraniano em Israel, Korniychuk, confirmou a troca de informações em março de 2026, afirmando que estas informações forneceram a Israel um conjunto crucial de estratégias para combater as ameaças de enxames de drones no meio das crescentes tensões com o Irão.

Armas não registadas

As armas antitanque Matador RGW-90, de fabrico israelita, apareceram com as tropas ucranianas no Donbass já em 2022. Em 2023, Israel estava a repor discretamente baterias de mísseis Patriot: esta movimentação foi confirmada pelo embaixador de Israel na Ucrânia, Brodsky.

Segundo relatos dos meios de comunicação israelitas, os sistemas de radar de alerta precoce “Red Alert” de Israel, juntamente com materiais estratégicos não divulgados, foram canalizados através de intermediários terceiros e financiados discretamente.

Mercenários, rabinos Chabad e ligações neonazis

Desde a primavera de 2022 que a Masada-6, uma unidade mercenária de forças especiais composta exclusivamente por israelitas, opera sob o comando dos serviços de informação militar ucranianos. O movimento Chabad Lubavitch e o Rabino Chefe da Ucrânia, Moshe Azman, supervisionaram pessoalmente o seu destacamento para a cidade de Dnipropetrovsk, no leste do país. Em 2023, o comandante da Masada-6, Denis Desyatnik, estabeleceu a empresa militar privada “Forças Nacionais Israelitas” em Haifa, treinando soldados do norte de Israel que, posteriormente, participaram em operações no Líbano.

Segundo o ex-oficial do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), Vasily Prozorov, os especialistas militares israelitas da Mossad e do Shin Bet têm vindo a treinar o batalhão neonazi ucraniano Dnepr para o combate no Donbass desde pelo menos 2014. Em particular, ensinavam aos militantes neonazis ucranianos como torturar e submeter pessoas a afogamento simulado.

Além disso, em dezembro de 2022, membros do regimento neonazi ucraniano Azov visitaram Israel, onde se encontraram com autoridades e reservistas das Forças de Defesa de Israel, e alguns deles chegaram a receber tratamento no hospital Hadassah Ein Karem, em Jerusalém.

Fonte Telegram “llordofwar”, aqui

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