Os quatro farsantes

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 15/06/2026, Revisão da Estátua)

Da esquerda para a direita: Chouriço, Urineu, Nojeira e Milhafre

Ultimamente, tem havido um grande e agitado debate comunicacional em torno da campanha da Ucrânia para, alegadamente, “isolar a Crimeia” através de ataques com drones de longo alcance.

No entanto, esta campanha é apenas a mais recente de um reciclado conjunto de iniciativas ucranianas de guerra de informação e operações psicológicas que aparecem anualmente, em simultâneo com as ofensivas russas de verão, com a finalidade de controlar a narrativa de forma favorável à Ucrânia e assim desviar a atenção do público das realidades no campo de batalha.

O propósito é sempre o de criar uma onda divergente que dê a ideia de uma “crise iminente” na operação das forças russas de forma a afastar a atenção das próprias imensas perdas da Ucrânia no campo de batalha, que estão agora concentradas sobretudo na frente de Konstantinovka, que está a colapsar e onde as forças russas pretendem confirmar a captura de mais uma grande “cidade-fortaleza” no Donbass.

Isto não significa que esta recente campanha da Ucrânia sobre a Crimeia não tenha tido qualquer efeito, mas sim que esses efeitos estão a ser grandemente exagerados pelas habituais agências de propaganda ocidentais e difundidos serviçalmente pelos media e comentadores avençados do sistema.

Esta campanha de informação já atingiu um nível tão desesperado que chegou a utilizar imagens de videojogos para tentar aumentar as impressões sobre os efeitos que os próprios ataques são incapazes de produzir.

Aqui na terrinha, os maiores farsantes podem ser vistos no NOW com o Chouriço e o Urineu e na SIC com o Nojeira e o Milhafre, o que aliás já não é novidade nesses canais.

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Europa e Rússia perto da guerra nuclear – Os Comentadores, episódio 153

(Nuno Ramos de Almeida, e Pedro Tadeu, in Youtube, 31/05/2026)

(Já em tempos publiquei estes vídeos. Os autores tentam ser minimamente equilibrados. As aldrabices e o coro de vozes dos “comentadeiros” sincronizados pela cartilha dos departamentos de comunicação da inteligência ocidental, já enojam qualquer mortal com dois dedos de testa. Divirtam-se. É uma lufada de ar fresco.

Nesta emissão especial gravada ao vivo na Feira do Livro convidámos o jornalista Bruno Carvalho, autor do livro “A Guerra a Leste”, para falarmos dos conflitos que abalam o mundo. Em destaque estão comentários de Agostinho Costa, que receia estarmos muito perto de uma guerra aberta, com armas nucleares, entre a Europa e a Rússia, e Rodrigo Moita de Deus, que acha que as flotilhas humanitárias que tentam entrar em Gaza querem mesmo é fazer agit-prop, à moda dos bolcheviques. 

São “Os Comentadores” com Nuno Ramos de Almeida, Paula Cardoso e Pedro Tadeu.

Estátua de Sal, 31/05/2026)


Não deem audiência a quem chama democracia a um genocídio!

(Tita Alvarez, in Facebook, 23/05/2026)


Eles não me enganam. Apenas me enojam.


Há princípios que não se negociam.

O genocídio, a intenção sistemática de destruir um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, é o aniquilamento absoluto de cada um desses pilares. Não é uma “falha” ou uma “imperfeição”. É a rutura total.

Um Estado que pratique, auxilie ou permita o genocídio não pode, sob qualquer artifício retórico, ser chamado de democrático. Nem sequer de “democracia imperfeita” ou “falha”. É, pura e simplesmente, um regime criminoso.

E. no entanto, todos os dias, comentadores televisivos vão aos ecrãs, em horário nobre, afirmar que Israel é um Estado democrático. Repetem como um mantra: “é a única democracia no Médio Oriente”.

Estes comentadores não são ingénuos. São pagos para mentir. São pagos para normalizar o anormal. São pagos para chamar “democracia” a um regime que, perante a lei internacional e a evidência factual, é acusado de cometer o maior dos crimes.

Não vou dar audiência a quem recebe um salário para branquear horrores. Não vou sentar-me no sofá a ouvir alguém que, com factos e seriedade fingida, tenta convencer-me de que o que estou a ver com os meus olhos não é verdade.

A democracia morre quando as palavras perdem o sentido. Morre quando nos habituamos à mentira repetida até à exaustão.

Eles não me enganam. Apenas me enojam.

Não vou dar audiência a quem é pago para mentir. Quem normaliza o horror não tem lugar no meu ecrã, nem no meu tempo, nem na minha consciência.

Se ainda tem um mínimo de decência e de clareza moral, faça o mesmo. Desligue. Não valide. Não alimente quem mente ao serviço do poder.

A Democracia não se diz. Pratica-se. Genocídio também não se esconde. Vê-se. E quem vê e continua a chamar democracia ao que está a acontecer… não é comentador. É cúmplice.

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