Não deem audiência a quem chama democracia a um genocídio!

(Tita Alvarez, in Facebook, 23/05/2026)


Eles não me enganam. Apenas me enojam.


Há princípios que não se negociam.

O genocídio, a intenção sistemática de destruir um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, é o aniquilamento absoluto de cada um desses pilares. Não é uma “falha” ou uma “imperfeição”. É a rutura total.

Um Estado que pratique, auxilie ou permita o genocídio não pode, sob qualquer artifício retórico, ser chamado de democrático. Nem sequer de “democracia imperfeita” ou “falha”. É, pura e simplesmente, um regime criminoso.

E. no entanto, todos os dias, comentadores televisivos vão aos ecrãs, em horário nobre, afirmar que Israel é um Estado democrático. Repetem como um mantra: “é a única democracia no Médio Oriente”.

Estes comentadores não são ingénuos. São pagos para mentir. São pagos para normalizar o anormal. São pagos para chamar “democracia” a um regime que, perante a lei internacional e a evidência factual, é acusado de cometer o maior dos crimes.

Não vou dar audiência a quem recebe um salário para branquear horrores. Não vou sentar-me no sofá a ouvir alguém que, com factos e seriedade fingida, tenta convencer-me de que o que estou a ver com os meus olhos não é verdade.

A democracia morre quando as palavras perdem o sentido. Morre quando nos habituamos à mentira repetida até à exaustão.

Eles não me enganam. Apenas me enojam.

Não vou dar audiência a quem é pago para mentir. Quem normaliza o horror não tem lugar no meu ecrã, nem no meu tempo, nem na minha consciência.

Se ainda tem um mínimo de decência e de clareza moral, faça o mesmo. Desligue. Não valide. Não alimente quem mente ao serviço do poder.

A Democracia não se diz. Pratica-se. Genocídio também não se esconde. Vê-se. E quem vê e continua a chamar democracia ao que está a acontecer… não é comentador. É cúmplice.

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16 pensamentos sobre “Não deem audiência a quem chama democracia a um genocídio!

  1. Está tudo muito certo mas tivemos um exemplo.
    Nas gordas da Google notícia da CNN Portugal “Rússia apanhada a instalar sistemas Pansir em edifícios altos de Moscovo”.
    A legenda que ilustra mostra um helicóptero a sobrevoar um edifício com uma carga ligeira, se era ou não parte das peças de um sistema de defesa anti aérea não sei nem me interessa.
    Nada mais lógico que um país que em quatro anos sofreu uma série de ataques visando civis na sua capital, com gente morta ou ferida, instale sistemas de defesa aerea.
    Mas para esta gente claro que isto e um sinal da eficácia ucraniana, do “desespero” da Rússia e de que a vitória nazi ainda e possível.
    Ora não é normal que haja gente que não tem estômago para ler coisas destas até ao fim?
    Eu não deixei de ler e ouvir essa gente para não lhes dar audiência.
    Estou me nas tintas para a audiência deles e lamento que tenham escolhido a mentira como modo de vida. O que certa gente faz para viver sem vergar a mola ainda me consegue surpreender e beijar.
    E falta de estômago mesmo.
    O que não impede que não os conheça tão bem como os alentejanos e os algarvios conhecem o gaspacho.
    Mas quem tem estômago suficientemente comprido força nisso.

  2. Vejam a evolução do currículo do indivíduo entre a Helena Mato-os e a Ferra Aveia na fotografia, alguém que também não destoa nos níveis de testosterona, arrogância e ausência de escrúpulos.

    “Nasci em Luanda, em 1965. Licenciei-me em Relações Internacionais na Universidade Lusiada, depois fiz o Mestrado também em Relações Internacionais na Universidade de Kent, no Reino Unido e, a seguir, o Doutoramento em Relações Internacionais e Ciencia Politica na London School of Economics. Em Portugal dei aulas de Relações Internacionais e de Ciência Poltica na Universidade Lusíada, na Universidade de Coimbra e no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. Fui assessor e, depois, Director do Instituto da Defesa Nacional, entre 2004 e 2006. Fiz igualmente investigação no Instituto Português de Relacoes Internacionais (IPRI). Em 2006, fui trabalhar para a Comissão Europeia, como assessor político de Durão Barroso, onde permaneci até ao final de 2012. Em Janeiro de 2013, regressei a Londres, para trabalhar no sector privado numa consultora, a Holdingham Group.”

    Fala por si. Esta peça, Marmanjo ou Marquês d’Almeida, das poucas vezes que tive a paciência e abnegação de o ouvir, conseguiu sempre mostrar que quer ser o alfa da estupidez e o ómega da sabujice saloia.

    Estas carolas direitolas não páram…

    P.S. A guerra das audiências pode ser importante, sobretudo para quem controla os canais e o que transmitem. Mas de todas as guerras, é das menos importantes, e das mais ilusórias. Ver e ouvir não significa concordar, copiar ou repetir. Não me importo de perder aí se depois puder ganhar na guerra pelo controlo mental e a lavagem cerebral. E ainda vão aparecendo, nesses mesmos canais pejados de notícias manipuladas, distorções e falsidades alguns comentadores que têm normalmente conteúdos interessantes e verdadeiros, para além da propaganda da espuma dos dias.

    Sun Tzu:

    Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.

    A Arte da Guerra.

    • Agora o Marquês d’Almeida pertence aos quadros do Observador, esse bastião do livre pensamento direitolas, e tem o seu pouso nos painéis da CNN, nomeadamente no Contrapoder, onde é o demagogo de serviço. A última vez que o “apanhei”, confrontado com os crimes de guerra americanos no Iraque, disse que escolhia estar ao lado da democracia e a ordem neoliberal contra o regime teocrático. Ou seja, ao lado do criminoso de guerra. Também referiu, antes, que tinha estado uma temporada em Israel, estado que muito admira. Como se pode ver, a imparcialidade e o discernimento, o respeito pela legalidade, não é o forte desde doutorado em Relações Internacionais e Ciencia Politica. O que será que andam a aprender e a ensinar nestes cursos e nestas universidades?

      • *crimes de guerra no Irão

        E no Líbano os sionistas continuam a sua política de terra queimada. Será que Tótó Seguro, Luís Kosher e Paulo Israngel já condenaram os ataques israelitas? Aposto que os 3 acima na fotografia mais depressa vêm tentar abafar e fazer limpeza de imagem que os responsáveis políticos portugueses serão proactivos na defesa do direito internacional.

    • “Ver e ouvir não significa concordar, copiar ou repetir. Não me importo de perder aí se depois puder ganhar na guerra pelo controlo mental e a lavagem cerebral.”

      Exactamente, Albarda-mos. Mas para a próxima tens de explicar aos iluminados que o Sun Tzu não é ponta-de-lança no Real Madrid nem o futuro treinador do Spartak de Moscovo. Porque eles saberem tudo e mais um par de botas, mas, aparentemente, saberem destas coisas tanto como eu saber de lagares de azeite.

  3. Para quem diz que não vê televisão, informo-o de que faz mal em não ver, por exemplo, o geopolitólogo Afonso Moura, no NOW, nas noites de domingo, pelas 00:30. Não é preciso subscrever tudo o que ele diz, mas as suas intervenções são autênticas aulas de história e geopolítica, num estilo despretensioso e claro que é raro nos ecrãs, a engrossar o lote a que pertencem Agostinho Costa, Carlos Branco, Raul Cunha, Tiago André Lopes talvez mais uma meia dúzia de excêntricos.

  4. Não necessariamente. O azar do zapping e das gordas fez me conhecer o suficiente da tiranossauro fêmea da Ferra Aveia para pedir por tudo que calassem a criatura.
    Não li, nunca seria capaz, de ler o livro da criatura intitulado “o dia em que Israel mudou”, mas ver a coisa numa livraria foi suficiente para me dar nojo.
    A coisa era ilustrada por uma gente israelita chorando alguém morto e eu só pude pensar nos milhares de famílias palestinianas que já tinham chorado mortos sem que a tiranossaura se chateasse com com isso.
    Não teria estômago para “observar” essa gente, ou seja ouvir todo um comentário. Muito menos dessa tiranossaura de uma crueldade e desprezo pela vida humana digna de uma guarda de campo de concentração nazi.
    Chega me quando o azar do zapping me leva a figura do Paulinho das Feiras, que não tem espaço vital onde caiba um murro, a frente de um PowerPoint a dizer uma qualquer asneira belicista.
    Observando ou não, o que e preciso e que saibamos meter o pau neles.
    Mas não precisamos de dar para esse peditório sofrendo a tortura de ouvir todo um comentário para saber tudo quanto vomitam e meter o pau neles.
    Valha lhes um burro aos coices em terra e um cardume de tubarões brancos cheios de larica no mar.

  5. Esses comentadores execráveis só podem ser, justamente, criticados se alguém (o autor da crítica) os tiver observado ou escutado. É óbvio que não são recomendáveis e debitam propaganda, patranhas e lérias a rodos. Daí a importância e mérito de uma crítica justa.

    • Dizes o óbvio, mas nenhum puro, nenhum iluminado, o admitirá. Eles sabem tudo o que diz um livro sem lerem sequer uma página, nem sequer o índice, porque, por definição, iluminados são. Não percebem que, ignorando voluntariamente as aldrabices concretas dos aldrabões ou os recados camuflados dos avençados, não podem desmontá-los, desacreditá-los ou ridicularizá-los junto do público a quem os aldrabões e os avençados se dirigem, deixando-lhes assim campo livre para semear com eficácia as aldrabices e recados. Chocam-se muito com a russofobia obscena e acéfala que impera neste país, por exemplo, mas não conseguem perceber que uma das suas causas é o monopólio dos aldrabões e avençados sobre a “informação” que os acéfalos recebem, praticamente sem contraditório. É claro que o contraditório só pode ser feito conhecendo o que aldrabões e avençados disseram, mas os puros não sabem isso, não querem saber e têm raiva a quem sabe. Mas continuam puros, lá isso é verdade. E deles será o Reino dos Céus, onde têm entrada garantida, juntamente com as criancinhas.

    • É claro que não é preciso ver e ouvir tudo o que aldrabões e avençados dizem, porque dizem sempre a mesma coisa, mas convém ter à mão uma ou outra citação concreta, para que a desmontagem seja credível e eficaz.

  6. Nao assisto a televisao. desde os noticiarios, passando pelo fait diver, e pelos programas recreativos, ha muito que nao contam comigo para manipular/ fabricar o consentimento.

  7. 2011 foi o ano em que deixei de os ouvir, não so os comentadores como os que se dizem jornalistas em geral.
    Quando o Paulo Dentinho normalizou os jihadistas que o Ocidente lançou sobre o povo libio dizendo que este não vinha festejar para a rua porque estava muito calor alguma coisa se quebrou.
    O almoço ficou cá dentro, não sei por obra de que milagre. Mas nunca na vida senti tanto nojo por um ser que se diz humano.
    Uma reportagem a normalizar a austeridade assassina lançada sobre o povo grego protagonizada por Rodrigues dos Santos corria o ano de 2014 foi vista porque estava em casa alheia e cá fora estavam dez graus negativos.
    De resto o pouco que ouço ou leio em rodapé por azar do zapping chega para me enjoar. Como não dar nojo um rodapé que ilustra imagens de edifícios destruídos, pais carregando filhos mortos com “guerra Israel-Hamas?”.
    Simplesmente não tenho estômago para estar no sofá a ouvir e ver barbaridades dessas.
    Tudo bem, devemos conhecer o inimigo de todos nós pois essa gente que tem consciência que mente e inimiga de toda a humanidade.
    Mas quem tiver estômago que vá ver o que o Paulinho das Feiras disse ao minuto não sei das quantas que para esse peditório não dou.
    Consigo saber o que vai pelo mundo, que não e nada bom, sem ouvir tal corja.
    Se dependessem da minha audiência já tinham de certeza perdido o pio.
    Vão ver se o mar da Kraken.

  8. Há muitos anos que deixei de ouvir e ver os comentadeiros e jornalixos, sejam eles comentadeiors de politica ou de outro assunto, há jornais não no nosso País que como os considero isentos vou lendo, os de Portugal são pagos para propagandear o que a UE manda, não é por acaso que há jornais que a UE bloqueou ou mandou bloquear.

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