Afinal, a “autocracia” era a liberdade

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 19/06/2026, Revisão da Estátua)


Estão finalmente na defensiva os hiper-adaptados da ideologia dos anos 90, aqueles que no quadro da trilogia liberalismo político, economia de mercado e “direitos do homem” apontavam o futuro de liberdade, enquanto legitimavam no plano interno o permanente recurso à violência social e no plano externo justificavam a aplicação sistemática da força bruta, fosse por via das chamadas revoluções coloridas ou por recurso à invasão militar.

Para essa falange de fanáticos, a destruição de tudo o que contrariasse a marcha para a liberdade era o mal necessário a pagar para o aceleramento da instauração do paraíso da abundância, do consumo e do indivíduo autodeterminado.

Desde 1991, não houve agressão, seguida de espoliação de regiões inteiras e o caudal de milhões de mortes em que não estivesse presente a desgraçada fórmula da libertação pelas bombas, cujos fautores superaram largamente Robespierre, o exaltado da Liberdade, que não obstante condenava a exportação da revolução se esta contrariasse a vontade dos povos.

A junção das seitas neoliberal e neoconservadora provocou catástrofes humanitárias sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, pelo que muitos ainda mostram surpresa perante a resoluta determinação do Irão e do eixo da resistência em não quererem “ser livres”.

A derrota americana na Guerra do Irão de 2026 é o marco miliário que fixa o princípio do fim deste quase meio século em que aos EUA foram dadas todas as condições para a instalação da pax americana.

Queixam-se amargamente do retorno das “autocracias” e dos “homens fortes”, pelo que não percebem que foi o Ocidente que ao mobilizar o medo em regiões inteiras do planeta inviabilizou a globalização de uma prática democrática afeiçoada aos caracteres culturais específicos de cada povo.

A “autocracia” foi a fórmula mais eficaz de resistência à expansão do caos, o antídoto contra o jugo que impendia sobre Estados-civilização ameaçados. Neste particular, as “autocracias” foram o garante da liberdade para povos inteiros.

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10 pensamentos sobre “Afinal, a “autocracia” era a liberdade

  1. Ó Carlos Marques Oliveira Vidal, com

    “10 milhões de gentinha que vê muito bem, e come sem se engasgar, toda a propaganda imperial e oligárquica, nazi e genocida. Comem a palha toda, e ainda ficam a pensar que é gourmet”

    não percebo por que porra de carga de água ainda achas que vale a pena gastar o teu “revolucionário” latim. Podias era organizar um crowdfunding para instalar uma dúzia de ICBMs no Poço do Bispo. E outra dúzia nas Galinheiras, já agora. Camuflagem perfeita, não imagino melhor localização. O ké kachas? Como é que vão as coisas lá por Langley? Tem chovido muito? Ou será Fort Meade, Maryland?

  2. Ocidente colectivo = ditadura global.

    União Europeia = ditadura de Bruxelas.

    NATO = ditadura do Pentágono.

    Ucrânia = ditadura nazi.

    “israel” = ditadura de apartheid genocida.

    Capitalismo Neoliberal = ditadura da oligarquia.

    Imprensa livre mainstream ocidental = ditadura de pensamento único, com propaganda e lavagem cerebral 24h por dia, 365 dias por ano.

    EUA = capital do império ditatorial.

    G7 = primeira linha de vassalagem do império.

    Dólar/Euro = ditadura monetária.

    CIA/NSA/FBI/Interpol/Mossad/Mi6 = forças de opressão e terrorismo do império.

    Banco Mundial e FMI = ditadura de Wall Street.

    Investimento estrangeiro directo = abrir pernas à importação da ditadura da oligarquia.

    Liberalização = fazer com paninhos quentes exatamente o mesmo (e por vezes pior) do que a ditadura fascista (e nalguns casos o esclavagismo) fazia nas relações laborais.

    Redes sociais dos EUA = um enorme buraco aberto nas linhas defensivas do campo da informação de cada país.

    5% para a NATO = imposto (equivalente ao serviço de dívida de um país quase falido) que o império exige aos seus vassalos. Aka tributo imperial.

    Sanções = terrorismo económico com objectivo de provocar fome.

    Sionismo e Evangelismo = o apodrecimento total das mentes dos nossos vizinhos e familiares. GENOCÍDIO.

    Eleições no ocidente = FARSA!

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    Viva o grande Presidente Vladimir Putin e suas tropas heróicas da Rússia que libertam todos os dias mais território do Donbass ocupado por nazis/ocidentais!
    E que não se fiquem só pelo Donbass… pois Odessa e Transnistria esperam-vos!

    Viva o grande partido Comunista da China, autor do projecto sócio-económico, de longe, de maior sucesso da história da humanidade. Nunca tantos progrediram tanto em tão pouco tempo!

    Viva a revolução do Irão e todos os vitoriosos heróis das IRGC, e do eixo da resistência no Iraque (PMF) e Iémen (Ansar Allah, aka Houthis).
    Força e muita sorte também aos heróis do Hezbollah!

    Vivam as 3 revoluções militares/populares do Sahel (Mali, Niger, e Burkina Faso), que com a ajuda do Africa Corps (da Rússia) todos os dias defende a soberania e derrota terroristas islâmicos financiados e armados pelos nazis/ocidentais!
    Que tenham mais sorte do que na Síria…

    Vivam os revolucionários de Cuba e os bolivarianos da Valenzuela e os anti-fascistas e anti-imperialistas da Nicarágua e Brasil e Bolívia (estes últimos agora fora do poder).

    Kosovo é Sérvia!
    Taiwan é China!
    Somalilândia é Somália!

    A Palestina é tudo o que vai desde o rio (Jordão) até ao mar (Mediterrâneo). Nem mais nem menos. Qual resolução COLONIAL-FASCISTA da “ONU” de 1947, qual quê?
    Viva toda a resistência, até mesmo o Hamas, vítimas de colonialismo, apartheid, massacres e genocídio lento desde 1947. Agora acelerado…

    Viva a república do Sahara Ocidental, independente da ditadura monárquica de Marrocos!
    Vivam as repúblicas da Escócia e de Gales, e as da Catalunha e País Basco, respetivamente independente das ditaduras monarquicas de Londres e Madrid.

    Viva o povo das Maldivas, vítima de limpeza étnica dos nazi-terroristas da NATO (EUA e Inglaterra).

    Vivam todos os anti-fascistas e anti-imperialistas e anti-colonialistas de todo o Mundo.

    ———-//———-

    Os restantes, que vão morrer longe, uma morte lenta e agoniante. Não passam de escumalha, independentemente de serem NeoCons ou NeoLibs, Conservadores ou Wokes, etc.
    São todos ESCUMALHA!!!

    A começar no António Costa que foi apertar a mão ao terrorista líder da al-Qaeda na Síria (tornado “presidente” pela CIA/Mossad/NATO), passando pelos responsáveis da RTP que apoiam a censura dos russos, mas dão abraços a nazis e genocidas na Eurovisão e na FIFA/UEFA, e a acabar no Seguro, o vassalo rosa em Belém, em substituição do vassalo laranja. Um queria mais NATO, o outro quer mais EUA.
    Escumalha! Todos escumalha!! ESCUMALHA!!!

    Kim Jong-un, ao pé deles, parece um democrata e pacifista exemplar, quase santo. Não invade ninguém, não bombardeia ninguém, não provoca fome noutros países, não se deixa corromper, é um patriota, não tolera nazis nem genocidas, não financia nem arma terroristas, não faz golpes, não interfere em eleições, nada disso.
    Apenas fez o que tinha de fazer para salvar o seu país da agressão ocidental: censura da propaganda de Washington DC, proibição do lobby/corrupção do sionismo e da oligarquia ocidental, desenvolvimento económico soberano em cooperação com Rússia e China (ao ponto de o óbvio até já ser admitido pela imprensa económica ocidental), e muitos ICBM (mísseis balísticos inter-continentais) com capacidade de chegar a cidades dos EUA carregando ogivas nucleares de desenvolvimento próprio.

    Uma lição para o Mundo inteiro.

    ———-//———-

    Se um dia quiserem que Portugal volte a ser democrático, soberano, pacífico, e decente, é isto que terá de acontecer. Lisboa a cortar COMPLETAMENTE relações com EUA/Inglaterra/”israel”, a começar pela CENSURA dos seus media (tv e internet, cinema e streaming) i.e. propaganda imperial, a gritar LIBERDADE fora da tripla ditadura da UE (ditadura política, monetária, e militar) tal como a Suiça faz, a desenvolver a sua economia ao lado do Brazil e restantes BRICS e ao lado de Angola e restante Sul Global, a fazer parte da Belt & Road da China, a ter acesso a energia barata da amiga Rússia, e desenvolvendo armas nucleares montadas em ICBMs nos Açores apontados à costa leste dos EUA, antes que a escumalha gringa se ponha com ideias à moda de “operação Caracas” ou “operação Teerão”…

    Ou é isto, ou é continuar a tolerar a escumalha e a podridão e os crimes contra a humanidade deste nojento regime ocidental, onde não passamos de um mero vassalo sem qualquer voz própria, cuja única utilidade é o tributo imperial que pagamos via NATO, ou via restantes produtos do império: Colas, burgers, carros, roupa, hardware, software, etc.

    É irónico que isto esteja a suceder num país que no dia 25-Abril todos os anos grita “liberdade” e “democracia” e se se orgulha de uma constituição anti-fascista e anti-colonial, quando na realidade a situação do país é a oposta a tudo isso.
    Nem o Mr Magoo era assim tão cegueta… ou, dito de outra maneira, isto são 10 milhões de gentinha que vê muito bem, e come sem se engasgar, toda a propaganda imperial e oligárquica, nazi e genocida. Comem a palha toda, e ainda ficam a pensar que é gourmet.

  3. É como aquele argumento muito utilizado para justificar as acções hediondas e criminosas do estado sionista que reforça que é a única democracia no Levante/Médio Oriente e como tal está ilibado das acusações de actuar à margem do direito internacional, e depois quando se vai ver quem mais viola resoluções da ONU, quem mais chacina indiscriminadamente mulheres e crianças, doentes hospitalizados, quem mais assassina médicos, enfermeiros, assistentes e técnicos de saúde, funcionários da ONU, jornalistas Israel lidera, ou pelo menos está no topo quando os americanos e/ou NATO e aliados começam a bombardear e/ou invadir um país qualquer classificado como “autocrático”… fora todas as outras práticas desumanas que pratica (tortura e violação de prisioneiros, pirataria em águas internacionais com sequestro de tripulantes de embarcações, missões de sabotagem e assassinato sem escrúpulos, terrorismo de estado)…
    E depois ainda os “Grandes Líderes” europeus e americanos têm a lata e se julgam com moral para apontar o dedo às autocracias…
    Não se olhem ao espelho que não é preciso…

  4. O problema é que esta canalha ocidental não queria levar liberdade mas pilhagem vendo se finalmente liberta de um poder militar capaz de a destruir.
    Quem não se vendesse barato podia contar com a definição do seu governo como uma ditadura sangrenta e ter o seu país bombardeado, ocupado e muitos milhares dos seus cidadãos mortos.
    O Iraque foi destruído em nome da liberdade mas Donald Rumsfeld disse claramente, “não podíamos esperar, o país estava em cima de um mar de petróleo”.
    Mas a ditadura da Arábia Saudita onde gente era decapitada, e e, em plena rua e eram, e são, aplicadas penas de mutilação a acusados de roubo foi deixada em paz. O mesmo para todas as petroditaduras do Golfo pérsico.
    O que matou Kadafi não foi ser um ditador mas ter aceitado vender o seu petróleo em outras moedas que não o dólar.
    A liberdade foi usada para justificar ações de pilhagem tal como noutros tempos foi usada a expansão da fé cristã.
    Mudam se os tempos mudam se os motivos invocados para pilhar o mundo.
    O problema é que vendo o destino de outros, países como a China, a Rússia ou o Irao começaram a acordar.
    E, claro, sao vilipendiados como ditaduras enquanto a vendida Ucrânia, que persegue e mata opositores, com um presidente que devia ter ido a votos há mais de dois anos e não foi e nos vendida como uma democracia.
    E tiveram o bom senso de se armar até aos dentes.
    Para evitar pilhagem e governos fantoches do Ocidente provavelmente maus e ditatoriais.
    Quanto a esta cambada, vá ver se o mar da Kraken.

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