(Por Scott Ritter, in Substack, 16/09/2026, Trad. Estátua de Sal)

Jacques Baud foi sancionado pela União Europeia por dizer a verdade ao poder. Ele merece o apoio de todas as pessoas que amam a liberdade em todo o mundo.
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Passaram nove meses desde que a União Europeia (UE) implementou um pacote de sanções concebido para impor “medidas restritivas face às atividades desestabilizadoras da Rússia”. Estas sanções entraram em vigor em dezembro de 2025.
Entre as pessoas afetadas por estas sanções da UE está Jacques Baud, coronel reformado do exército suíço, antigo analista estratégico e especialista em inteligência e terrorismo.
Jacques Baud está a ser punido porque a sua posição e análise da guerra na Ucrânia divergem da posição da União Europeia, que o acusa de ser “um convidado frequente em programas de televisão e rádio pró-Rússia”, de ser um “porta-voz da propaganda pró-Rússia” e de “criar teorias da conspiração, por exemplo, acusando a Ucrânia de orquestrar a sua própria invasão para se juntar à NATO”.
A UE acusa ainda Baud de ser “responsável pela implementação ou apoio a ações ou políticas atribuíveis ao Governo da Federação Russa que prejudicam ou ameaçam a estabilidade ou a segurança de um terceiro país (Ucrânia) através da manipulação e interferência da informação”.
As sanções contra Baud “preveem o congelamento dos bens das pessoas sancionadas, a proibição de entrada na UE e a proibição de lhes disponibilizar fundos”.
Em suma, a UE prendeu Jacques Baud, cidadão suíço, contra a sua vontade, obrigando-o a permanecer numa situação que, na prática, equivalia a prisão domiciliária em Bruxelas, na Bélgica, negando-lhe o acesso aos meios de subsistência para si e para a sua família. É isto que hoje em dia se considera democracia na Europa.
Jacques Baud nega as acusações, declarando aos jornalistas logo após a imposição das sanções que “nunca utilizei material russo nos meus livros, mas exclusivamente informação ucraniana e ocidental, e que, consequentemente, recusei convites dos meios de comunicação russos”.
Ofende-se particularmente com a alegação de que promoveu uma teoria da conspiração de que a Ucrânia teria orquestrado a sua própria invasão, referindo que, em vez disso, citou uma declaração de Oleksiy Arestovych , feita em 2019, quando atuava como conselheiro sénior do presidente Zelensky, na qual este alertava que as ambições da Ucrânia de aderir à NATO poderiam desencadear uma guerra com a Rússia.
O caso de Jacques Baud será analisado pela UE, e, neste contexto, é crucial que o maior número possível de americanos compreenda o que se passa na Europa hoje, e que as pessoas e instituições que nós, americanos, consideramos defensoras de valores partilhados estejam, na verdade, envolvidas em ações que são descaradamente antiamericanas em todos os sentidos da palavra.
Viajarei para a Europa em Outubro para esclarecer o caso de Jacques.
O objectivo da minha visita é conhecer e entrevistar Jacques Baud (ele concordou de bom grado com esta empreitada).
Planeio uma série de entrevistas que apresentarão Jacques Baud a um público americano mais vasto, explorando o seu percurso profissional, as suas avaliações sobre o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, os detalhes do processo da UE contra ele, como é a vida sob as sanções da UE e a importância da neutralidade suíça para a paz e a segurança internacionais.
Como jornalista independente, o meu trabalho só é possível graças às generosas doações de apoiantes e seguidores.
Agradeço desde já o seu apoio a esta importante obra. A liberdade de expressão é um direito humano, não apenas um valor americano, e aqueles que dizem a verdade ao poder, como Jacques Baud, devem ter o apoio de todas as pessoas que amam a liberdade em todo o mundo.
Fonte aqui.
Sobre as sanções aplicadas a Jacques Baud
(Compilação da Estátua com base em fontes abertas, via Google)
A expressão “Operation Free Jacques Baud” refere-se à inclusão de Jacques Baud na lista de sanções da União Europeia (UE).
Esta decisão gerou grande debate jurídico e político internacional, sendo vista por apoiantes como uma violação da liberdade de expressão e pelas autoridades europeias como uma medida de segurança contra a desinformação.
1. Por que razão foi ele sancionado?
A União Europeia incluiu o ex-coronel suíço na sua lista de sanções sob a acusação de atuar como porta-voz da propaganda pró-russa e difundir teorias da conspiração sobre a guerra na Ucrânia.
- A posição da UE: As autoridades europeias argumentam que as suas análises estratégicas e intervenções em canais como a RT France constituem manipulação de informação e interferência híbrida, ameaçando a estabilidade e a segurança da Ucrânia.
2. Quais são as penalidades aplicadas?
Como Jacques Baud residia em Bruxelas (Bélgica) quando a decisão foi tomada, o impacto das sanções da UE foi imediato e severo:
- Congelamento de bens: Todas as suas contas bancárias e ativos financeiros na Zona Euro foram bloqueados, impedindo-o temporariamente de aceder ao seu próprio dinheiro.
- Restrição de movimentos: Ficou impedido de viajar ou transitar por países da União Europeia, o que criou um impasse jurídico sobre a sua capacidade de regressar à Suíça.
- Bloqueio económico: Cidadãos e empresas da UE ficaram proibidos de lhe transferir fundos ou conceder recursos económicos (como o pagamento de direitos de autor pelos seus livros).
3. A reação e a “Operation Free Jacques Baud”
Jacques Baud e os seus advogados contestaram fortemente as medidas, classificando-as como uma punição extrajudicial tomada de forma burocrática, sem direito a julgamento prévio.
- Ação Judicial: A equipa de defesa recorreu ao Tribunal Geral da União Europeia (TGUE) para tentar anular as sanções, alegando que estas violam a Carta dos Direitos Fundamentais da UE e constituem uma perigosa censura ao debate académico e jornalístico.
- Isenção Humanitária: Devido ao bloqueio total, o Ministério das Finanças da Bélgica acabou por conceder-lhe uma isenção humanitária, permitindo-lhe aceder a uma fração das suas contas para cobrir despesas básicas de subsistência, como alimentação.
- A posição da Suíça: O governo suíço declarou que não adotará as sanções da UE contra Jacques Baud, uma vez que a Suíça não replica de forma automática as medidas da UE focadas em ameaças híbridas e desinformação.
Ufa! Demorou! Enfim, promessas!
Desculpem qualquer coisinha. Mas o homem entende não me largar a labita.
Sim, o senhor e muito educado e nunca acusou ninguém de tomar Fentanil mas já me acusou de enfiar esteroides.
E se a liberdade fosse um valor da maioria dos estadounidenses não tinham eleito duas vezes um sujeito como Trump que não enganou ninguém, tal como Hitler disse exactamente ao que ia. Excepção feita aquela promessa de nos tirar do atoleiro da Ucrânia.
Mas isso qualquer um com dois neurónios sabia que era bravata.
A esmagadora maioria dos votantes de Trump votou nele por amar tanto a liberdade como eu amo canja de corvo da Irlanda.
Prometo não voltar a responder ao drone que certamente vira.
Que me perdoe a Estátua e seus visitantes, mas quem cala consente e há coisas que não posso deixar passar em claro. Scott Ritter escreve:
“A liberdade de expressão é um direito humano, não apenas um valor americano”
e o hiperactivo residente desata a insultá-lo:
“Diz o roto ao nu, porque não te vestes tu? A liberdade é um valor americano. Desde quando? (…) Porra, o seu país até invadiu outro para raptar o seu presidente, prendeu a mulher como se uma mulher fosse a mera extensão do seu homem, está a protagonizar um cerco medieval de fome sobre outro, Cuba, quer condenar outro a uma monarquia absoluta, o Irão, e vem o homem falar em liberdade como um valor americano? Pedindo um dinheirinho pelo meio? Presumo que o articulista tenha escrito isto sob o efeito de Fentanil. Talvez esteja na hora da reabilitação.”
Scott Ritter não diz em lado nenhum que a liberdade é um valor “exclusivamente” americano. Quaisquer dois neurónios percebem isso. Mas entre os valores teóricos sobre os quais os EUA construíram a sua identidade está sem dúvida a liberdade. A liberdade política, a liberdade económica, as liberdades de opinião, expressão, imprensa e informação, etc. Toda a gente sabe também que na prática, e no essencial, essa liberdade (essas liberdades) se resume, e sempre se resumiu, à liberdade dos mais fortes sobre os mais fracos, de que o genocídio dos habitantes originais da América é apenas mais uma prova. Como o sabem igualmente os descendentes dos escravos arrebanhados em África e os descendentes dos que os escravizaram e disso beneficiaram. Mas a liberdade não deixa por isso de ser um valor caro à maioria dos americanos de hoje, tal como aos portugueses, franceses, russos ou chineses.
Toda a gente sabe que, além de uma vida melhor, a liberdade que não tinham nos países de origem motivava a maioria dos que fugiam para a América. E fugiam é a palavra adequada. Que depois tenham feito aos habitantes originais e aos escravos que para lá importaram o mesmo que os tiranos de que fugiam lhes faziam a eles é inegável, é histórico. Mas uma coisa não apaga a outra.
A busca de liberdade, a vontade de liberdade, é uma constante na história da humanidade, na história dos homens. Scott Ritter diz apenas que os americanos são homens e mulheres com os mesmos sonhos, as mesmas aspirações do resto da humanidade. Apenas isso e nada mais do que isso.
Também é sabido, por quem esteja minimamente atento, que Scott Ritter há anos que denuncia as incontáveis tropelias que o seu país faz pelo mundo inteiro, e que o rapto de Nicolás Maduro e mulher, bem como o cerco criminoso a Cuba, são exemplos que não deixou passar em claro. Acusá-lo, implicitamente, de ignorar tais factos é desonesto e injusto.
Enquanto membro das forças armadas americanas, Scott Ritter contribuiu no passado para as sacanices que os EUA fizeram a outros países e povos, em nome da liberdade em que ele próprio acreditava. Mas assume-o. Que tenha acabado por o perceber e agora o denuncie, com inegável empenho e eficácia, à custa de inúmeras dificuldades e desconforto, é obviamente de louvar. E que peça “um dinheirinho pelo meio” é apenas compreensível, dado que o que faz implica muito trabalho e despesas e os naturais constrangimentos que o império e seus vassalos lhe impõem não lhe deixam alternativa na aquisição de meios de subsistência. A sua situação não é, aliás, muito diferente da de Jacques Baud. Não ocorreu ao iluminado residente que a Estátua onde diariamente derrama a sua iluminância até faz, ocasionalmente, a mesma coisa.
Enfim, em verdade vos digo que, nas lutas presentes e futuras que se agigantam no horizonte, de bom grado partilharia trincheira com Scott Ritter ou Jacques Baud. Mas em menos de um fósforo arriscaria atravessar a correr um campo de minas azoviano se lobrigasse na minha trincheira o iluminado residente.
NOTA — Faço notar que, no arrazoado supra, me limitei a exercer as minhas liberdades de opinião e de expressão em relação à opinião e respectiva expressão de outrem. Julgo tê-lo feito educadamente, tendo-me até abstido de acusar o dito outrem de se drogar com Fentanil, proeza de que ele não se pode gabar.
A tua observasção é pertinente. Mas também não caiu o Carmo e a Trindade. Go on. 🙂
Confesso que há por aí agora um (coronel José) Carmo, comentadeiro no NOW, que não seria má ideia se caísse mesmo e partisse os cornos. Vou rezar à Trindade (a Santíssima) para que o proteja dos meus pecaminosos desejos. Por debaixo da mesa vou fazer figas, com as pernas trocadas, mas isso é segredo de confissão, não digas a ninguém.
🙂
Aplaudo todos os que ajudarem Jaques Baud.
Mas o apoio a este preso político é apenas um remendo, num carro com os 4 pneus furados, jantes partidas, pára-choques caídos, motor gripado, vidros quebrados, volante perro, suspensão podre, escape roto, e caixa de velocidades presa na marcha-atrás.
Por isso faço um apelo e/ou chamada de atenção bem mais importante:
– digam abertamente em conversas públicas, com familiares e amigos e conhecidos, que a UE é uma DITADURA, e expliquem porquê;
– considerem todos os partidos Europeístas como sendo organizações extremistas e violadoras sistemáticas da Constituição Portuguesa, e como tal merecedores de ilegalização;
– expliquem que um cidadão decente e normal, só se torna Europeísta pois é vítima de carradas impressionantes de propaganda e lavagen cerebral. Tal como aconteceu à população na Alemanha entre 1933 e 1945;
– a UE e o Europeísmo são hoje em dia sinónimos de ditadura, censuraz opressão, notícias falsas, violação do direito internacional, traição à pátria, violação de Direitos Humanos, fascismo económico na ditadura do Euro, violação das Constituições nacionais, e pior: colaboração com nazismo e terrorismo, apoio à limpeza étnica e genocídio, e vassalagem (ors corrupta, ora por convicção extremista) ao império dos EUA;
– no aspecto orçamental, a UE não passa hoje em dia de uma caixa multibanco para o Pentágono, que a administração Trump chama (e muito bem pois acabou-se a farsa da “Defesa”) de Departamento de Guerra;
– a UE e os Europeístas não merecem ser tolerados. A sua ideologia é extremista e criminosa.
E se não forem derrotados a bem, terão de ser derrotados a mal;
– ou desmantelamos a ditadura da UE e salvamos muita gente de sofrer o mesmo desfecho (ou pior) que o Jaques Baud, ou temos a obrigação de pelo menos libertar o nosso país, Portugal, deste antro de escumalha.
MORTE AO EUROPEÍSMO!!
O Arestas e demais comandita corrupta de Kiev não prendem nem sancionam estes…
Estarrecedor que instâncias do poder político europeu possam emitir sentenças e que os seus estados-membros as possam aplicar sem mandato judicial.
Por esta medida, qq cidadão europeu que exerça o seu direito de emitir opinião poderá vir a ser sancionado.
Se Iulia Mendel acabar a ter de pedir penico na Rússia para fugir a democracia de Herr Zelensky e seus cães de fila europeus não será a primeira.
Um britânico e uma alema já tiveram de fazer o mesmo nos primeiros tempos da guerra depois de devidamente avisados que de volta ao seu país os esperava não só o despedimento mas também a prisão sob a acusação de espionagem a favor da Rússia.
Um espanhol de ascendência russa, com um avô espanhol foragido a Franco, mamou mais de dois anos numa masmorra polaca tendo sido entregue a Rússia numa troca de prisioneiros com a Ucrânia.
A mãe tinha se aculturado o suficiente para até dar ao desgraçado um nome espanhol.
Ali viveu desde os oito anos e ali pagou impostos durante mais de 40 anos de vida.
Mas o seu país cagou se soberanamente nele e se não fosse a Rússia se ter lembrado talvez o fim do homem fosse o de Gonzalo Lira.
Que tinha também nacionalidade estadounidense. Mas o país que se ufana de proteger os seus cidadãos onde quer que ele estejam cagou se nele quando bastaria um telefonema a Herr Zelensky.
Para ver como anda isto de liberdade em todo o Ocidente e quem pode reivindicar a liberdade como valor do seu país.
Já o espanhol ainda foi acusado de ter mesmo espiado a favor da Rússia por ter sido demasiado efusivo a agradecer a intervenção ao presidente russo.
O desgraçado lá sabia o que passou nas masmorras dos fanáticos e raivosos polacos.
Mas para esta cambada de vendidos isso não interessa nada.
Valha lhes um cardume de tubarões brancos cheios de larica.
Diz o roto ao nu, porque não te vestes tu? A liberdade e um valor americano. Desde quando?
Julian Assange sofreu um calvário durante 12 anos, sete confinado nas exíguas instalações da embaixada do Equador em Londres, cinco numa das mais terríveis prisões do Reino Unido, saiu todo podre, parecendo um homem de mais de 70 anos depois de se ter confessado culpado de uma lista de crimes do tamanho de um braço.
O seu único crime foi dizer a verdade mas esteve 12 anos sob ameaça de extradição para os Estados Unidos e passar talvez o resto da vida numa masmorra numa prisão de alta segurança.
O seu único crime foi dizer a verdade sobre os hediondos crimes dos Estados Unidos nas suas guerras eternas.
Mais recentemente houve reitores universitários destituídos, gente que perdeu empregos, estudantes impedidos de acabar os cursos, expulsos das universidades, por denunciar o genocídio que o estado sionista esta a cometer em Gaza.
A polícia invadiu universidades agredindo e prendendo estudantes pacificamente acampados.
E vem um balde de chocos destes acusar a União Europeia invocando uma superioridade moral do seu país.
Hoje a viver uma verdadeira ditadura fascista.
O caso de Jacques Baud, de artistas russos cancelados por se recusarem a condenar o seu próprio país, entre outros, e terrível e prova de que a liberdade morreu na Europa.
Mas ela não está menos morta nos Estados Unidos. Provavelmente até está mais.
Porra, o seu país até invadiu outro para raptar o seu presidente, prendeu a mulher como se uma mulher fosse a mera extensão do seu homem, esta a protagonizar um cerco medieval de fome sobre outro, Cuba, quer condenar outro a uma monarquia absoluta, o Irão, e vem o homem falar em liberdade como um valor americano?
Pedindo um dinheirinho pelo meio?Presumo que o articulista tenha escrito isto sob o efeito de Fentanil.
Talvez esteja na hora da reabilitação.
Valha lhe um burro aos coices.
Iuliia Mendel, Zelensky e a verdadeira face da UE:
https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/iuliia-mendel-zelensky-e-verdadeira.html
vOU publicar o seu artigo na Estátua – chamada para o seunblog. 🙂
Obrigado.