O olhar da estátua

Entre as fendas dos dias e os sons feéricos dos vídeos dos novos tempos.
Entre as palmas digitais dos novos mensageiros.
Entre os rumos caóticos dos espelhos quebrados.
Entre os gumes azuis do sentido perdido entre a bruma de pestes antigas.
Aqui estarei, aqui direi.
A mágoa por entre o guizo das teclas que me dizem.
E elas dizem que me retém o tempo que me resta.
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5 pensamentos sobre “O olhar da estátua

  1. Não consegui aceder ao texto anunciado, mas pelo preambulo parece-me que os adjetivos como enviesamentos são adequados porque retratam a pessoa humana em todo o seu esplendor: ser humano é isso. Ou queremos um ser robots que só fazem o «certo»? (Leia-se certo o desprovido de carater, pré-determinado). Aliás, o que é certo? Nem na natureza que nos cria e suporta tal esquematização «certa» de formas e cores existe! A Natureza não é e parece quer nunca o será – felizmente! – uma prancheta de arquiteto traçando linhas definidoras de coisas, edifícios ou quejandos dados dados como «certos». Maleabilidade, plasticidade, variedade, não repetição são definições adequadas à Magna Mater. Evidentemente que os «bandidos donos disto tudo» bem gostariam que não fosse…

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  2. QUEDA
    Cheguei há poucas horas.
    Os sons do mundo são carvões acesos no meio do escuro.
    Minha boca gizada a diamantes de sangue
    rasga poentes com lenços negros de seda.
    A linha do horizonte é uma águia vermelha.

    O poema tomba.

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