
Entre as fendas dos dias e os sons feéricos dos vídeos dos novos tempos.
Entre as palmas digitais dos novos mensageiros.
Entre os rumos caóticos dos espelhos quebrados.
Entre os gumes azuis do sentido perdido entre a bruma de pestes antigas.
Aqui estarei, aqui direi.
A mágoa por entre o guizo das teclas que me dizem.
E elas dizem que me retém o tempo que me resta.
Nota, prévia. Respeitando o momento de introspecção da estatuadesal, que não sei bem se o triste poema não é um inquérito literário como antigamente se fazia nos jornais, estão por aqui arquivadas umas estrofes mais camoneanas que eu prefiro e canto.
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remanso11 diz:
Agosto 5, 2019 às 12:40 am
A estátua não merece nenhuma condescendência. Deve ser denunciada como órgão das redes sociais criado para prejudicar o PS.
estatuadesal diz:
Agosto 5, 2019 às 4:11 am
Ó remanso. Já me estás a dar muito trabalho e não mereces tanto. Mas vou fazer uma obra de misericórdia. Aí vai, vê se te ilustras:
Há no PS muita gente séria e também gente oportunista como se tem visto pelas negociatas que tem vindo a lume.
Há no PS muita gente que usa a cabeça para pensar e muita outra que usa a cabeça para colocar lá um barrete cor de rosa e mais nada. Eu, mesmo os meus, não os poupo quando erram e a crítica é uma qualidade dos que usam a cabeça para pensar e a voz para emitir opiniões livres.
Parece que não é o teu caso, tens pouco a ver com meninges pensantes, mas eu faço-te um desenho. Sou contra a maioria absoluta do PS mas sou a favor do PS contra a direita, sempre fui e peço-te meças na prática política e numa postura “à esquerda”. Percebeste?
Sabes, pareces um adepto faccioso da bola que acha que os árbitros só devem marcar penalties contra as equipas adversárias. A clubite tolda-te o raciocínio. E já agora, discute o texto e o que lá vem descrito se fores capaz. Achas que o PS andou bem levando avante as práticas que lá vêm descritas? Se achas, fico esclarecido com o teu nível de lisura política e de ética democrática. Vai para o PSD que o Rui Rio recebe-te de braços abertos, pois precisa lá de tipos do teu jaez.
a estranha forma de ver a democracia por essa elite que por ai se passeia sendo eu um simples analfabeto com quarta classe sendo eu tambem um assalariado na reforma imaginem agora quanto me dao para eu viver nesta democracia …minhas deculpas por a minha pouca cultura mas sei ver o que esta bem ou mal tambem sei ver que neste blog as pessoas que escrevem me vejo neles
QUEDA
Cheguei há poucas horas.
Os sons do mundo são carvões acesos no meio do escuro.
Minha boca gizada a diamantes de sangue
rasga poentes com lenços negros de seda.
A linha do horizonte é uma águia vermelha.
O poema tomba.
Gostei!
Não consegui aceder ao texto anunciado, mas pelo preambulo parece-me que os adjetivos como enviesamentos são adequados porque retratam a pessoa humana em todo o seu esplendor: ser humano é isso. Ou queremos um ser robots que só fazem o «certo»? (Leia-se certo o desprovido de carater, pré-determinado). Aliás, o que é certo? Nem na natureza que nos cria e suporta tal esquematização «certa» de formas e cores existe! A Natureza não é e parece quer nunca o será – felizmente! – uma prancheta de arquiteto traçando linhas definidoras de coisas, edifícios ou quejandos dados dados como «certos». Maleabilidade, plasticidade, variedade, não repetição são definições adequadas à Magna Mater. Evidentemente que os «bandidos donos disto tudo» bem gostariam que não fosse…
O texto no Olhar da Estátua, é pequeno e é apenas uma espécie de carta de intenções desta página.
Encontro sempre comentários de valor. Sobre os problemas do nosso país.