O programa secreto do capitalismo totalitário

(Por George Mobiot, in OutrasPalavras, 25/07/2017)

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Como Charles Koch e outros bilionários financiaram, nas sombras, um projeto político que implica devastar o serviço público e o bem comum, para estabelecer a “liberdade total” dos 1% mais ricos.


É o capítulo que faltava, uma chave para entender a política dos últimos cinquenta anos. Ler o novo livro de Nancy MacLean, Democracy in Chains: the deep history of the radical right’s stealth plan for America [“Democracia Aprisionada: a história profunda do plano oculto da direita para a América] é enxergar o que antes permanecia invisível.

170725-ChainsO trabalho da professora de História começou por acidente. Em 2013, ela deparou-se com uma casa de madeira abandonada no campus da Universidade George Mason, em Virgínia (EUA). O lugar estava repleto com os arquivos desorganizados de um homem que havia morrido naquele ano, e cujo nome é provavelmente pouco familiar a você: James McGill Buchanan. Ela conta que a primeira coisa que despertou sua atenção foi uma pilha de cartas confidenciais relativas a milhões de dólares transferidos para a universidade pelo bilionário Charles Koch1.

Suas descobertas naquela casa de horrores revelam como Buchanan desenvolveu, em colaboração com magnatas e os institutos fundados por eles, um programa oculto para suprimir a democracia em favor dos muito ricos. Tal programa está agora redefinindo a política, e não apenas nos Estados Unidos.

Buchanan foi fortemente influenciado pelo neoliberalismo de Friedrich Hayek e Ludwig von Mises e pelo supremacismo de proprietários de John C Carlhoun. Este último argumentava, na primeira metade do século XIX, que a liberdade consiste no direito absoluto de usar a propriedade – inclusive os escravos – segundo o desejo de cada um. Qualquer instituição que limitasse este direito era, para ele, um agente de opressão, que oprime homens proprietários em nome das massas desqualificadas.

James Buchanan reuniu estas influências para criar o que chamou de “teoria da escolha pública. Argumentou que uma sociedade não poderia ser considerada livre exceto se cada cidadão tivesse o direito de vetar suas decisões. Queria dizer que ninguém deveria ser tributado contra sua vontade. Mas os ricos, dizia ele, estavam sendo explorados por gente que usa o voto para reivindicar o dinheiro que outros ganharam, por meio de impostos involuntários usados para assegurar o gasto e o bem-estar social. Permitir que os trabalhadores formassem sindicatos e estabelecer tributos progressivos eram, sempre segundo sua teoria, formas de “legislação diferencial e discriminatória” sobre os proprietários do capital.

Qualquer conflito entre o que ele chamava de “liberdade” (permitir aos ricos fazer o que quiserem) e a democracia deveria ser resolvido em favor da “liberdade”. Em seu livro The Limits of Liberty [“Os limites da liberdade”], ele frisou que “o despotismo pode ser ser a única alternativa para a estrutura política que temos”. O despotismo em defesa da liberdade…

James Buchanan, colaborador de Pinochet e partidário do despotimo -- em nome da "liberdade"...

James Buchanan, colaborador de Pinochet e partidário da ditadura — em nome da “liberdade”…

Ele prescrevia o que chamou de uma “revolução constitucional”: criar barreiras irrevogáveis para reduzir a escolha democrática. Patrocinado durante toda sua vida por fundações riquíssimas, bilionários e corporações, ele desenvolveu uma noção teórica sobre o que esta revolução constitucional seria e uma estratégia para implementá-la.

Ele descreveu como as tentativas de superar a segregação racial no sistema escolar do sul dos Estados Unidos poderiam ser frustradas com o estabelecimento de uma rede de escolas privadas, patrocinadas pelo Estado. Foi ele quem primeiro propôs a privatização das universidades e cobrança de mensalidades sem nenhum subsídio estatal: seu propósito original era esmagar o ativismo estudantil. Ele recomendou a privatização da Seguridade Social e de muitas outras ações do Estado. Queria romper os laços entre os cidadãos e o governo e demolir a confiança nas instituições públicas. Ele queria, em síntese, salvar o capitalismo da democracia.

Em 1980, pôde colocar este programa em prática. Foi chamado ao Chile, onde ajudou a ditadura Pinochet a escrever uma nova Constituição – a qual, em parte devido aos dispositivos que Buchanan propôs, tornou-se quase impossível de revogar. Em meio às torturas e assassinados, ele aconselhou o governo a ampliar seus programas de privatazação, austeridade, restrição monetária, desregulamentação e destruição dos sindicatos: um pacote que ajudou a produzir o colapso econômico de 1982.

Nada disso perturbou a Academia Sueca que, por meio de Assar Lindbeck, um devoto na Universidade de Estocolomo, conferiu a James Buchanan o Nobel de Economia de 1986. Foi uma das diversas decisões que tornaram duvidosa a honraria.

A historiadora Nancy Maclean: para ela, capitalismo é, cada vez mais, incompatível com democracia

A historiadora Nancy Maclean: para ela, capitalismo é, cada vez mais, incompatível com democracia

Mas seu poder realmente intensificou-se quando Charles Koch, hoje o sétimo homem mais rico nos EUA, dicidiu que Buchanan tinha a chave para a transformação que desejava. Para Koch, mesmo ideólogos neoliberais como Milton Friedman e Alan Greenspan eram vendidos, já que tentavam aperfeiçoar a eficiência dos governos, ao invés de destruí-los de uma vez. Buchanan era o realmente radical.

Nancy MacLean afirma que Charles Koch despejou milhões de dólares no trabalho de Buchanan na Universidade George Mason, cujos departamentos de Direito e Economia parecem muito mais thinktanks corporativos que instituições acadêmicas. Ele encarregou o economista de selecionar o “quadro” revolucionário que implementaria seu programa (Murray Rothbard, do Cato Institute, fundado por Koch, havia sugerido ao bilionário estudar as técnicas de Lenin e aplicá-las em favor da causa ultraliberal). Juntos, começaram a desenvolver um programa para mudar as regras.

Os documentos que Nancy Maclean descobriu mostram que Buchanan via o sigilo como crucial. Ele afirmava a seus colaboradores que “o sigilo conspirativo é essencial em todos os momentos”. Ao invés de revelar seu objetivo último, eles deveriam agir por meio de etapas sucessivas. Por exemplo, ao tentar destruir o sistema de Seguridade Social, sustentariam que estavam salvando-o e argumentariam que ele quebraria sem uma série de “reformas” radicais. Aos poucos, construiriam uma “contra-inteligência”, articulada como uma “vasta rede de poder político” para, ao final, constituir um novo establishment.

Por meio da rede de thinktanks financiada por Koch e outros bilionários; da transformação do Partido Republicano; de centenas de milhões de dólares que destinaram a disputas legislativas e judiciais; da colonização maciça do governo Trump por membros de sua rede e de campanhas muito efetivas contra tudo – da Saúde pública às ações para enfrentar a mudança climática, seria justo dizer que a visão de mundo de Buchanan está aflorando nos EUA.

Mas não apenas lá. Ler seu livro desvendou, para mim, muito da política britânica atual. O ataque às regulamentações evidenciado pelo incêndio da Torre Grenfell, a destruição dos serviços públicos por meio da “austeridade”, a regras de restrição do orçamento, as taxas universitárias e o controle das escolas: todas estas medidas seguem à risca o programa de Buchanan.

Em um aspecto, ele estava certo: há um conflito inerente entre o que ele chamava de “liberdade econômica” e a liberdade política. Deixar os bilionários de mãos livres significa, para todos os demais, pobreza, insegurança, contaminação das águas e do ar, colapso dos serviços públicos. Como ninguém votará em favor deste programa, ele só pode ser imposto por meio de ilusão ou controle autoritário. A escolha é entre o capitalismo irrestrito e a democracia. Não se pode ter os dois.

O programa de Buchanan equivale à prescrição de capitalismo totalitário. E seus discípulos apenas começaram a implementá-lo. Mas ao menos, graças às descobertas de Nancy Maclean, agora podemos compreender a agenda. Uma das primeiras regras da política é conhecer seu inimigo. Estamos a caminho.


Nos últimos anos, reportagens e vídeos têm começado a jogar luz sobre a atividade política dos irmãos Charles e David Koch, e seus vínculos com a ultra-direita nos EUA e em outras parte do mundo. Vale assistir, por exemplo, a Koch Brothers exposeddocumentário de Robert Greenwald, ou ler  “Por dentro do império tóxico dos irmãos Koch”,  publicado pela revista Rolling Stones (em inglês)


Fonte aqui

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Imprensa e Venezuela: uma história exemplar de manipulação

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 02/08/2017)

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Sobre o estado comatoso do governo de Nicolás Maduro e a farsa eleitoral que organizou, já aqui escrevi na segunda-feira. Infelizmente, neste tipo de confrontos as pessoas esperam a escolha clara por um dos lados. Mesmo quando não há lado nenhum para escolher. Parece-me que também ficou evidente o que penso da oposição que, protestando em nome da democracia, organizou e apoiou um golpe militar contra um presidente eleito e largamente querido pelos venezuelanos, em 2002. E desde então nunca conseguiram respeitar qualquer ato eleitoral, confundido oposição com sabotagem.

Em resumo: a oposição a Maduro não é nem democrática nem melhor do que ele. A minha posição é simples: Maduro é o Presidente legítimo, a Assembleia Nacional dominada pela oposição é o parlamento legítimo. Foi esta a vontade do povo venezuelano que nenhuma das partes parece conseguir respeitar.

Dirão que dou uma no cravo e outra na ferradura. Penso que algumas experiências do passado deveriam fazer com que tivéssemos algum cuidado com clubismo, percebendo que por vezes nem o cravo nem a ferradura nos servem. Os que acreditaram na propaganda e viram, nos anos 80, os talibã afegãos como “freedom fighters” contra o comunismo e pela democracia só nunca se arrependeram porque a capacidade humana para esquecer os seus próprios erros é infinita. Assim como as críticas ao MPLA nunca me levaram a simpatizar com a UNITA e ainda menos com o passado colonial ou a constatação de que o nacionalismo ucraniano, disfarçado de europeísmo mas marcado pela mais violenta xenofobia, não me faz ter qualquer ilusão quanto às pretensões russas no território. Há casos de enorme clareza. Mas, na maioria, não há apenas dois lados. E por vezes nenhum se recomenda. É o caso da Venezuela neste momento.

Na noite de domingo tentei acompanhar os resultados eleitorais através de várias fontes. As oficiais venezuelanas, mesmo as que supostamente teriam um papel de arbitragem, exibiam um registo que deixava evidente a total falta de neutralidade. As da oposição, o mesmo. O pior é que, tirando alguns jornais especialmente exigentes (o “The Guardian” é para mim a melhor referência), a imprensa internacional alinhou pela mais descarada propaganda. Através do JORNAL “PÚBLICO” (não o português, mas o espanhol, claramente alinhado à esquerda), cheguei a várias capas da imprensa do país vizinho, especialmente interessado pelo que se passa na Venezuela.

As manifestações da oposição não têm sido menos violentas do que a repressão. Entre os mortos deste confronto estão não só polícias como candidatos chavistas assassinados. Mais uma vez, é bom ter cuidado com o maniqueísmo. Entre os vários incidentes e ataques, há uma explosão que deixou sete polícias da Guarda Nacional Bolivariana feridos. A cena, em vídeo e com a foto, PODE SER VISTA AQUI. É o segundo atentado desta natureza. O último foi a 11 de julho, causando também 7 feridos entre a polícia. Sabemos que em momentos destes há confrontos entre polícias e manifestantes e feridos de ambos os lados. Não é esse o tema do meu artigo. É como a imprensa retrata a realidade, transformando o dever de informar em propaganda.

A foto desta explosão correu mundo. Foi usada em quase toda a imprensa espanhola. Mas, e esta é a parte interessante da coisa, para ilustrar a repressão do regime de Maduro, usando a foto do atentado contra a polícia, o “ABC” titula: “Maduro encobre com violência e repressão o fracasso da sua Constituinte”.

 

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Todos com variações da mesma foto, o “El Mundo” titula que “Maduro executa o seu golpe”

 

elmundo

o “La Razón” diz que houve um “Banho de sangue em ‘Madurazo’”

 

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o “La Voz da la Galicia” afirma que “A votação golpista de Maduro abre a violência na Venezuela”

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e o “Herlaldo de Aragon” conta que “Maduro reprime o boicote eleitoral da oposição”.

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Os exemplos são do “Publico”, ele próprio um jornal alinhado.

O caso é pequeno mas, pela sua clareza, interessante. A utilização de uma foto que retrata um atentado de manifestantes da oposição para ilustrar a repressão do regime não mente numa ou noutra coisa. O atentado existiu e as fotos são reais e daquele dia. A utilização de uma foto para ilustrar o oposto do que ela conta é a mentira. Uma mentira consciente que nos explica que a ideia de que a imprensa é um corpo que paira sobre a realidade, virgem e acima dos outros poderes, é uma ilusão infantil. Hoje e sempre ela envolveu-se nos conflitos e não raras vezes manipulou em nome da propaganda. Neste caso, para simplificar um conflito, transformando o agressor da foto em vítima do texto e vice-versa.

Com as redes sociais, o papel da comunicação social no confronto político é mais evidente. Há mais escrutínio e crítica, umas vezes justa outras injusta, umas vezes motivado pela verdade outros pela intoxicação. Sim, há uma campanha para desacreditar a imprensa. Mas quem tantas vezes troca o jornalismo pela propaganda e a informação pela manipulação consciente não se pode queixar da desconfiança. Só a imprensa pode desarmar o descrédito. Credibilizando o seu próprio trabalho. Não deixará de ser atacada. Mas sem razão.


 

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Sobre o Estado da Nação

(Por Estátua de Sal, 12/07/2017)

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Depois de assistir, atentamente ao debate do Estado da Nação, fiquei com a ideia que não houve debate e que o Estado da Nação não foi discutido, e esta é a pergunta que urge fazer: para que servem os deputados da Nação? Eu explico.

  1. Discutiu-se o que fazer no emprego, na produção, no investimento, na economia e a forma de tudo isso melhorar? Não.
  2. Discutiu-se como aumentar a qualidade dos serviços públicos e a necessidade das pessoas a eles acederem e terem uma resposta à altura? Não.
  3. Discutiram-se as dificuldades da vida das pessoas que todos os dias lutam com afã para sobreviver? Não.
  4. Discutiu-se a angústia dos velhos e o desencanto dos mais novos que perdem todos os dias a esperança por não terem presente e não vislumbrarem futuro? Não.

Então, mas afinal o que é que se discutiu, e o que é que o Governo e a oposição trouxeram para o palco do debate? Comecemos pelo governo.

António Costa começou a sua intervenção pelo incêndio de Pedrogão. Assumiu o compromisso de restaurar a região na sua capacidade produtiva, de investigar até ao fim o apuramento de responsabilidades, e de promover a reformulação da legislação de forma a permitir a o desenvolvimento do interior e o reordenamento da floresta. Depois listou os sucessos económicos da actual conjuntura, no emprego, no investimento, nas exportações, na confiança, e no deficit público. E apontou como causa de tais sucessos a mudança na política económica que este governo levou a cabo, em oposição ao governo anterior, concluindo, numa síntese feliz, dizendo que “não, não é necessário empobrecer”.

E que trouxe a oposição? A oposição tentou resumir o Estado da Nação aos acontecimentos da agenda mediática dos últimos dias. Os incêndios, Tancos, a fuga do enunciado do exame de português, os bilhetes para a bola e a demissão dos secretários de Estado, o inquérito à CGD. Neste particular ouvi a intervenção mais oportunista que alguma vez me foi dado ver produzida pelo deputado Montenegro. Acusou Costa e o governo de tudo e mais alguma coisa: de fraqueza, de falta de norte, de falta de legitimidade. E não podendo deixar de reconhecer os sucessos do governo na área económica veio dizer – veja-se lá o ridículo -, que tais sucessos são devidos à herança deixada pelo governo da direita e pela favorável conjuntura internacional, concluindo que se a PAF fosse governo os sucessos seriam ainda maiores.  Passos Coelho deve ter entregue este papel de avançado-centro no ataque ao governo a Montenegro porque, tendo sido a intervenção tão virulenta, se fosse Passos a fazê-la, a ser coerente só lhe restaria apresentar uma moção de censura ao governo que seria seguramente rejeitada pelos votos da esquerda e só reforçaria a actual solução governativa.

Passos guardou-se para o fim e quis fazer um discurso de estadista. Extraordinário. Baseou-se em vários tópicos: que o sucesso do governo na frente económica se deve às reformas do governo da direita; que se ele, Passos, ainda fosse governo os sucessos seriam ainda maiores; que afinal só há sucesso porque o Governo mudou de programa e faz agora tanta austeridade quanto ele teria feito.

O ridículo é que Passos, agora, quer reverter a austeridade e acusa o governo de a fazer!! Quer mais dinheiro para a saúde, mais dinheiro para as escolas, mais dinheiro para a tropa. O que ele não diz é que quer menos dinheiro para os salários dos trabalhadores, e para as pensões dos pensionistas. Se a falta de vergonha queimasse Passos teria também ardido no fogo do Pedrogão.

Depois veio a D. Cristas. Também montou o cavalo do fogo e surfou pelos paióis de Tancos. E continua a querer as cabeças da ministra da Administração Interna e do ministro da Defesa, ameaçando que, caso não sejam demitidos e errem de novo, a responsabilidade será então de António Costa a quem pedirá contas. Costa foi rápido na resposta. Não há demissões de ministros, ponto.

PCP e BE vinham preparados para não criarem grandes problemas a António Costa. Foram até úteis ao governo e sovaram a direita em vários momentos do debate. Reafirmaram as suas posições quanto à Europa e ao deficit e devem estar a guardar os cartuchos para fazerem valer as suas posições por ocasião das negociações próximas do orçamento de Estado para 2018. Nesse aspecto, o discurso final de Catarina Martins foi uma listagem das áreas em que se exige uma intervenção imediata do Estado, mesmo que seja necessário bater o pé a Bruxelas no que toca aos objectivos do deficit, e no que concerne a uma imperativa revisão da legislação laboral herdada do governo da direita e ainda não revertida.

Em suma, a direita fala de um país que não existe. Insegurança, dizem eles. Mas alguém se sente menos seguro hoje do que há um mês, por terem desaparecido 34000€ de armamento, ainda por cima, e ao que parece, obsoleto?  A direita fala de desagregação do Estado e da fragilidade do governo. Mas será que o Estado está desagregado por 3 generais se terem demitido num universo de 250? Por 3 secretários de estado se terem demitido devido a um processo mais que inócuo e ridículo que a Justiça retirou da gaveta, um ano depois de terem ocorrido os supostos ilícitos que pretende punir?

E a prova de que tal país não existe é o clima de confiança que demonstram os últimos indicadores relativos aos consumidores e aos investidores quer nacionais quer internacionais. Bem como as últimas sondagens em que o discurso desta oposição derrotista e tremendista se acha cada vez mais arredado das escolhas dos portugueses.