(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 11/07/2026, Revisão da Estátua)

(A Estátua não resiste em sublinhar o realismo e a assertividade deste texto. A descrição do que foi aquilo em Ancara está perfeita. E as alegorias utilizadas são de excelente adequação. Em suma, um encontro de corsários em que – para não destoar -, até pistolas foram distribuídas aos participantes pelo anfitrião Ergodan.
Parabéns ao autor.
Estátua de Sal, 11/07/2026)
Aquela cimeira da NATO teve todos os condimentos de um ajuntamento da Irmandade dos Coxos, o sindicato de flibusteiros que se reunia na Ilha de Tortuga para delinear novos assaltos e patifarias, distribuir saques e açoites aos infratores da omertà.
No friso da família mafiosa, Trump, Zelensky e al-Julani da Al-Qaeda, o diligente servo Rutte angariador do imposto revolucionário e de extorsão sobre os vassalos da UE, mas também o pequeno tirano britânico Starmer e o Mestre-de-cerimónias beija-mãos Macron.
Só lá faltou o carniceiro de Telavive, mas numa das próximas edições desta reunião de família, lá estará. Ou não pretendem eles dar por extinta a NATO e substituí-la por uma nova organização mundial de defesa dos regimes plutocráticos?
Atrás, o nosso Montenegro com aquele ar de parvenu, com a carga de complexos que é muito própria das figuras do nosso regime que se juntam sempre a estas reuniões para aparecer na fotografia.
Tudo aquilo foi sinistro. O que resta do Ocidente limita-se a pregar ódios, espalhar medos e preparar guerras que sirvam para salvar a pele destes oligarcas prepotentes que trouxeram a Europa à deplorável situação de hoje.
Se ao menos fossem africanos, tal reunião teria permitido que um qualquer coronel, major ou capitão valente tomasse o poder e pusesse na rua estas lideranças falhas que nos levam ao suicídio. Infelizmente, na Europa já não há golpes de Estado libertadores, ou antes, ainda não há, mas o seu tempo lá chegará, talvez na Alemanha e certamente em França.
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