A UE morreu. A NATO morreu. A Europa morreu. O rato morreu.

(Por Hans-Jürgen Geese , 19/07/2026, Tradução da Estátua)


Ajude a Estátua de Sal. Click aqui

Se quer compreender a história dos últimos 81 anos, precisa de começar a sua pesquisa pelo princípio. Logicamente. Mas muito poucas pessoas realmente o fazem. Começar por que evento? Pela morte do presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt.

O presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, morreu a 12 de abril de 1945, 26 dias antes do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Tinha 63 anos. A causa da morte foi uma hemorragia cerebral.

Com base na lógica dos acontecimentos subsequentes, deve presumir-se que o presidente Franklin D. Roosevelt foi assassinado. Porquê?

Roosevelt queria criar um mundo de cooperação e paz após a guerra. Isto também se aplicava à sua relação com a União Soviética, à qual tinha generosamente prometido ajuda para a reconstrução. Mas isso nunca aconteceu.

A 12 de abril de 1945, Harry S. Truman tornou-se presidente dos Estados Unidos da América. Truman, um antigo funcionário bancário que mais tarde geriu o seu próprio negócio de vestuário antes de chegar ao Senado, percebia muito pouco de política mundial.

Após o fim da guerra, Truman tomou três decisões devastadoras que influenciaram o curso da história mundial até aos dias de hoje:

Em primeiro lugar, optou por uma política de confronto contra o comunismo. O início da Guerra Fria data de 1947/48.

Em segundo lugar, a 26 de julho de 1947, Truman fundou a CIA. Anos mais tarde, admitiu que esse foi o maior erro da sua vida. Disse estar “profundamente perturbado” com o facto de a CIA se ter tornado um braço operacional e político, independente do governo. A CIA começou logo a instalar e a remover governos na Europa e noutras partes do mundo.

Terceiro: Os alemães queriam tornar-se neutros após o fim da Segunda Guerra Mundial. Truman negou aos alemães o direito à autodeterminação.

Truman rejeitou um entendimento com a União Soviética, em parte porque a União Soviética tinha proposto uma Alemanha neutra, unificada e desarmada. Os EUA, no entanto, queriam a rica Alemanha como um Estado vassalo.

O início da era das guerras intermináveis.

Truman enviou tropas norte-americanas para a Coreia em 1950 sem a aprovação formal do Congresso, como exige a Constituição. Chegou mesmo a autorizar a travessia do paralelo 38. Esta decisão provocou a entrada maciça da China no conflito. Quem provocou esta guerra? A CIA.

Em suma: desde 26 de julho de 1947, data da fundação da CIA, que a política externa dos Estados Unidos da América é controlada e decidida pela CIA. Não por Truman. E nem por Trump.

O Presidente Eisenhower revelou esta verdade no seu discurso de despedida televisionado, em 17 de janeiro de 1961.

Quando o presidente Kennedy chegou a conclusões semelhantes, disse que queria “destruir a agência de informação em mil pedaços e espalhá-los ao vento”. A CIA assassinou-o então. O diretor da CIA, Allen W. Dulles, demitido por Kennedy, foi membro da Comissão Warren, que investigou o assassinato de Kennedy. O mundo conhecia agora o poder da CIA.

Ao longo dos anos, a CIA conseguiu construir uma rede mundial, aliando-se a outras agências de inteligência e adquirindo milhares de milhões de dólares através de atividades ilegais como o tráfico de droga, o comércio de armas e a escravatura, de forma a executar os seus próprios planos independentemente do Congresso.

Em 1976, a CIA foi investigada pelo Congresso pela primeira e única vez (Comissão Church). A CIA foi apanhada a realizar atividades de espionagem doméstica. Isto foi em 1976. Ninguém no Congresso dos EUA ousaria conduzir hoje uma investigação â CIA.

Todos os presidentes dos EUA desde John F. Kennedy não passaram de idiotas úteis para a CIA. Donald J. Trump não é exceção. Sobretudo Donald J. Trump. Goza do privilégio de enriquecer à vontade, sob a supervisão da CIA.

Importante: Se trabalha para a CIA, é “imortal”. Caso contrário, o jogo com a CIA não funciona, porque todos os presidentes e outros participantes querem naturalmente colher os frutos desta relação. Isto também se aplica, por exemplo, a Volodymyr Zelenskyy.

Sim, todos os aliados da CIA são intocáveis. Pergunte a Macron, Merz ou Merkel. Os índices de aprovação pública são completamente irrelevantes. A democracia não passa de uma bela fachada. É preciso dizer que todos os cidadãos destas democracias não passam de idiotas úteis.

A União Europeia (UE)

A ironia da história da UE reside certamente no facto de a UE e as suas organizações antecessoras terem sido criadas para evitar outra guerra na Europa. E agora a UE está praticamente obcecada em travar uma guerra na Europa. Repare, a UE sempre teve uma ligação muito limitada com a economia.

Isto é também evidente pelo facto de que, quando um novo país é admitido na UE, necessita quase sempre de se tornar mais tarde membro da NATO.

O principal objetivo da UE não é, portanto, o bem-estar económico dos seus cidadãos, mas sim o controlo sobre os mesmos. É simplesmente mais fácil controlar a UE do que todos os países individualmente. Isso seria uma tarefa gigantesca. Agora, passados ​​muitos e muitos anos, conseguiram instalar idiotas intelectuais e morais como chefes de governo em todos os países da UE. Uma conquista verdadeiramente admirável. Não há um único país com um dissidente. São todos agentes impecáveis ​​da CIA.

Se a Alemanha se tivesse tornado neutra em 1945 e nunca tivesse aderido à União Europeia, seria hoje praticamente um paraíso na Terra. Claro que isso não podia acontecer. Muito provavelmente, teria levado a uma estreita cooperação com a União Soviética, para benefício de ambos os países. Uma perspetiva assustadora para Washington e Londres.

Em contrapartida, a República Federal da Alemanha é agora o tesoureiro da Europa. Hoje, a riqueza da República Federal está a ser sistematicamente explorada em benefício de outros. Restará pouco. O objetivo é uma espécie de asilo para pobres.

A abolição do marco alemão foi um erro colossal. O que raio levou Kohl a pensar isso? Que loucura! Regra número um para um Estado soberano: nunca abdique da sua soberania. Jamais. Contudo, a República Federal da Alemanha não pode abrir mão da sua soberania hoje. Porque, para começar, ela não a possui.

NATO

Ouça os discursos proferidos pelos políticos na Conferência de Segurança de Munique (13 a 15 de fevereiro de 2026) e na recente cimeira da NATO em Ancara (7 e 8 de julho de 2026). Estes políticos estão completamente desvairados. A única coisa que lhes importa é a guerra. E trata-se de desperdiçar centenas de milhares de milhões de euros na guerra planeada contra a Rússia. No final do dia, isto representará biliões de euros — dinheiro desesperadamente necessário para investimentos em infraestruturas, educação, saúde e outras áreas na Europa. Estes políticos estão obcecados com a ideia de derrotar a Rússia. O bom senso já não tem qualquer efeito  neles.

Se alguma vez quis saber como se deu a Primeira ou a Segunda Guerra Mundial, então está agora a viver uma projeção desses tempos no presente.

A NATO deveria ser abolida. Assim como a UE. Ambas as organizações são instrumentos do diabo. É preciso dizê-lo sem rodeios. Nada de bom pode vir destas organizações. Vejam Ursula von der Leyen. Corrupta até à medula. Ou o Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, que chama “papá” a Donald Trump. Figuras tão patéticas lideram a Europa. Repito: como pode algo de bom advir disto?

É necessário reconhecer que o dinheiro governa o mundo, logicamente, direta ou indiretamente, e que todas estas organizações representam, em última análise, modelos de negócio concebidos para canalizar ainda mais dinheiro, direta ou indiretamente, para canais específicos.

A depravação, a corrupção, a pura crueldade da classe política são difíceis de discernir e compreender para nós, cidadãos. É necessária uma predisposição psicopática para cometer tais crimes. Todos os dias, centenas de pessoas morrem na guerra na Ucrânia. Todos os dias, centenas de pessoas morrem nas guerras no Médio Oriente. Os políticos podiam pôr um fim a isto. Mas não o fazem. São escravos de uma agenda obscura. A UE e a NATO não são mais do que organizações criminosas.

Europa

Vivi e trabalhei em vários países. É uma ilusão presumir que um alemão e um francês pensam e agem da mesma forma. Basta perguntar a um maestro alemão se interpreta a música da mesma forma que os seus colegas italianos. Culturas diferentes criam pessoas diferentes. Isso é simplesmente da natureza humana. Mas é precisamente esta diversidade que enriquece a Europa. É algo muito positivo.

Serão muito poucas as pessoas que se descreverão primordialmente como europeias. Nunca conheci ninguém que tenha feito tal afirmação.

Tal como a diversidade na Europa é o que a torna rica, a diversidade do povo alemão é o que torna a Alemanha rica. Um saxão não é um bávaro.

Se a Europa for inundada por estrangeiros, esta vantagem cultural desaparecerá. E é esse o objetivo desta entrada de milhões de pessoas de culturas estrangeiras que nunca poderão ser integradas.

Basta observar as taxas de natalidade dos alemães e dos imigrantes para calcular quanto tempo levará até que os alemães se tornem uma minoria no seu próprio país. Isso já é previsível. É irreversível. Isto é uma guerra contra os alemães.

“A Alemanha está a autodestruir-se”, “A Europa está a autodestruir-se” são meras conclusões, nada mais do que o resultado da aplicação do senso comum. Quem discordaria disto hoje em dia?

A Europa, enquanto instituição, foi e continua a ser um nado-morto

Após os Estados Unidos assumirem a hegemonia mundial após a Segunda Guerra Mundial, tiveram naturalmente de se livrar dos seus adversários mais próximos. Para além da União Soviética, estes incluíam a Europa Ocidental, especialmente a Alemanha.

O Plano Marshall não foi mais do que um programa de estímulo económico para a economia americana. Depois de os americanos terem bombardeado a Alemanha até a destruir completamente, sem qualquer sentido, depois de terem morto centenas de milhares de civis, também sem qualquer sentido, e lucrado enormemente com isso, ofereceram-se generosamente para reconstruir tudo. Só para lucrar com a guerra mais uma vez.

O que estes alemães adoradores dos americanos não compreenderam, e não querem compreender, é o seguinte: na América venera-se o dólar. Dinheiro.

Os alemães, no entanto, sempre viveram numa cultura diferente, onde, para além do dinheiro, existem valores muito mais importantes, especialmente o bem comum, que na América é equiparado ao socialismo ou mesmo ao comunismo.

A americanização da Europa significa o fim da Europa. Significa também, antes de mais, um completo emburrecimento da Europa, o que é praticamente o pré-requisito para alcançar a desejada americanização e, consequentemente, o seu declínio.

Nota: A educação era o bem supremo para os alemães. A educação era o bem supremo para os europeus. Os americanos nunca conseguiriam competir com isso. Então, qual foi a solução para os americanos? O abaixamento do nível educacional dos europeus. Diplomas do ensino secundário para todos.

A Europa é uma colónia dos americanos

Pode achar essa afirmação exagerada. Mas os americanos consideram-nos seus súbditos. Basta ouvir Trump ou os seus comparsas. Não nos levam a sério. E até o dizem abertamente.

Só pode negociar ou conviver com alguém se negociar em termos iguais e for visto como um parceiro em pé de igualdade. Isto aplica-se ao seu casamento. Isto aplica-se à coexistência das nações.

A saída é uma rotura radical com os Estados Unidos. A Europa precisa de se reinventar. Mandem os americanos para casa. Todos eles. De preferência hoje. E que Trump seja feliz no seu Washington. Ignorem-no.

Por isso, falem com os russos e encontrem uma solução para o conflito na Ucrânia. Sem os americanos. Porque, para os americanos, o que é a guerra? Um modelo de negócio. Sempre foi e provavelmente sempre será. Em 250 anos de história, tiveram apenas 19 anos sem um conflito militar! 19 anos em 250!

A Alemanha para os alemães. E Europa para os europeus. Que uma nova Alemanha e uma nova Europa surjam então da paz e da prosperidade. Nós, europeus, nós, alemães, devemos esperar pela ressurreição de pelo menos parte da Europa no futuro. A Europa de outrora, a Europa de hoje, nunca mais voltará a existir. Só em bolsas isoladas a cultura europeia, e consequentemente a cultura alemã, poderá sobreviver.

Atingir esta modesta meta só será possível em cooperação com a Rússia. Sem a UE, sem a NATO, sem estes políticos idiotas. A profissão de político deve ser abolida de uma vez por todas. Tal processo não funcionou. São controlados por outros. O povo precisa de aprender a autogovernar-se. 

Fonte aqui

Um pensamento sobre “A UE morreu. A NATO morreu. A Europa morreu. O rato morreu.

  1. Claro que no meio de tanta coisa certa la teria de vir a teoria da grande substituição.
    Eu acho muito engraçado essa das “novas culturas que nao podem ser integradas”.
    Mas ainda ninguém explicou o que é isso de integração.
    O que esta gente entende por integracao e apenas e só aculturacao.
    Depois o homem poderia ter tido um bocadinho de honestidade intelectual e ter dito de uma vez muçulmanos.
    E aí sejamos claros. Se não se tivessem apoiado caricaturas do Islao como os talibans do Afeganistão, destruído países como o Iraque, a Líbia, a Síria, apoiado sem reservas um estado genocida, supremacista, cuja cultura nunca se integrou em lado nenhum, eram capazes de ter aqui muito menos “culturas que não podem ser integradas”.
    Mas quando a miséria provocada pelas guerras ou pelas ocupações e ataques de uma gente que vive há quatro mil anos atrás corre solta as pessoas fogem. E para onde vão? Para onde e mais perto.
    Cabe perguntar a este choco se quem cá vem deveria além de vestir as suas mulheres de calções e minissaia, encher se de cerveja e carne de porco, converter se ao cristianismo, qualquer que fosse a seita, para ser considerado integrado.
    Alias, para muitos bons espíritos o consumo de carne de porco e considerado imprescindível para ser considerado integrado daí os planos de um churrasco de porco no Martim Moniz.
    Será que quem teve, por sequelas de um certo veneno, de reduzir quase a 0 o consumo de um bicho de que fazia um bom consumo antes, está a sair dos seus padrões de integração?
    Tenham mas é vergonha. Aculturacao não e integração.
    E se querem mesmo menos muçulmanos por cá deixem de promover a destruição das suas terras.
    O choco só fala da guerra que está a levar a Alemanha a beira do colapso.
    Tem saudades dos bons tempos da energia russa barata e sabe que e impossível voltar a te la por derrota da Rússia.
    Sabe que se a guerra escalar a Europa será destruída. Pelo menos tem esse bom senso. O resto do discurso cheira a Alternative fur Deutschland que tresanda.
    Para a destruição do Irão, agora em pausa enquanto os assassinos constroem mais bombas, está se o sujeito nas tintas.
    A Alemanha para os alemães e a Europa para os europeus. Depois vai ele limpar merda e trabalhar no campo.
    E no fim, a grande pérola. A profissão de político devia ser proibida. Nunca e demais para esta gente explorar o ódio aos políticos.
    Ora vamos lá abolir os políticos e por quem no lugar?
    Que temos de deixar de votar em gente vendida. Isso de certeza.
    Mas abolir os políticos não abre caminho a um auto governo harmonioso. Abre caminho a um fuher iluminado e todos sabemos a que isso já nos levou.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.