Teatro trágico – O Imperador e a serigaita

(Maria Manuela, in Facebook, 27/02/2025, Revisão da Estátua)


Trump: Vou impor 25% de tarifas à UE.

Vonderlata: Vamos replicar.

Trump: Não têm a mínima chance. Dependem de nós para tudo.

Vonderlata: Vamos impor mais sanções à Rússia.

Trump: Putin é um gajo muito inteligente.

Vonderlata: Estamos com o Zé Ucro.

Trump: Quero 50% de toda a riqueza ucraniana.

Vonderlata: Queremos garantias de segurança contra a Rússia.

Trump: Vamos reabrir a embaixada em Moscovo e restabelecer as transações comerciais com a Rússia.

Vonderlata: Temos os bens dos oligarcas russos congelados.

Trump: Queremos que os oligarcas russos comprem a cidadania norte-americana por cinco milhões de dólares.

Vonderlata: Vamos pedir à Índia que ponha sanções à Rússia.

Trump: É comer e calar.Vou impor 25% de “sanções” à UE!.

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A guerra na Ucrânia e a União Europeia, hoje em Kiev

(Carlos Esperança, in Facebook, 24/02/2025, Revisão da Estátua)


«Ser inimigo dos EUA é perigoso, mas ser amigo é fatal» (Henry Kissinger)


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Mark Rutte, comissário político de Biden e secretário-geral da NATO, não se demitiu por não perceber que é dispensável na comissão liquidatária e inútil na sua reconfiguração. E a União Europeia precisa de preparar a sua sobrevivência e evitar o risco de implosão.

Estão todos tão embevecidos a ser vassalos dos EUA que não avaliam os estragos da sua nova administração, tão tóxica como a anterior, mas alheia ao direito internacional, às alianças, à preservação do ambiente e ao futuro da Humanidade.

Nunca questionaram a influência da violação dos acordos de Minsk e do avanço da NATO para leste na explosão do nacionalismo russo, e a pulsão da guerra foi tal que ninguém se lembrou de um plano de paz. A russofobia de Kaja Kallas contagiou tanto a União Europeia que lhe retirou capacidade de mediação do conflito.

A União Europeia deixou de comprar gás à Rússia por ser uma ditadura, e continuou a comprá-lo às teocracias árabes ou através da Turquia, e acrescentou o gás de xisto dos EUA!

A União Europeia, Alemanha incluída, silenciou a sabotagem do gasoduto Nord Stream 2 e atribuiu-a à Rússia, cuja implosão económica desejava. O ato de vassalagem provocou o colapso da economia da União Europeia ao serviço dos interesses americanos. Pedem agora 5% do PIB para a Defesa da União Europeia e continuação da vassalagem aos EUA! Ainda contra a Rússia?

A União Europeia construiu uma narrativa onde a verdade é única e não raro falsa. A censura, sob o apodo de putinista a quem a contrariasse, virou-se contra os censores, e o regresso de Trump, muito mais experiente a mentir, destruiu o discurso feito para agradar a Biden.

Trump, Ellon Musk e outros próceres fascistas usam uma linguagem, contra Zelensky e a Ucrânia, tão grosseira, intimidante e de tal humilhação, que devia revoltar os vassalos, mas, como cinicamente previu Putin, abanam a cauda.

Zelensky, seja qual for o destino da Ucrânia, está politicamente morto, e a União Europeia, vencida, comporta-se como se a guerra fosse sua, mas não consegue falar a uma só voz nem tem meios para inverter a sorte da guerra.

Enquanto a China beneficiou sem gastar um euro ou um homem, à União Europeia restará lamber as feridas e procurar novas alianças. A Ucrânia jamais regressará às fronteiras anteriores e a Rússia não recuperará desta guerra durante a vida de Putin.

Trump não tardará a soçobrar, mas a UE, desavinda e exausta, insistiu hoje em Kiev no prolongamento da guerra que fez crescer a extrema-direita e as divisões no seu interior.

Com os EUA como inimigo, se não houver petróleo em Bruxelas e soldados dispostos a marchar para a Ucrânia, é a União Europeia que ameaça desintegrar-se.

A Macronésia

(Por José Gabriel, in Facebook, 21/02/2025, Revisão da Estátua)


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Ora, lembremos a nossa geografia e as novidades geopolíticas que se anunciam. Não, não estou a falar de golfos. Até agora, temos tido a Macaronésia. Consiste esta no conjunto de ilhas/arquipélagos situado no Atlântico Norte junto à Europa e à África – Açores, Cabo Verde, Madeira, Canárias. As ilhas abençoadas (makaron), chamavam-lhes os gregos, que assim designavam as ilhas para lá de Gibraltar. E estávamos bem assim.

Ora, eis que, no calor da tragicomédia em que se encontra a Europa, se ergue, qual boneco numa barraca de “robertos”, procurando mandar na função, uma personagem bizarra, de seu nome Macron, Emmanuel.

“Aquiiii estou eu, Macrrrrrrron, para mandarrrr nesta guerrrra para alegrrrrrria de todos os mininos e mininas e rrrrrespeitável público. Vamos mataaaarrrrrr os putiiiines todos e entrrrrrar pela RRRRRRússia adentrrrrro. Vive la Frrrrance, viiiive moiiiii e os que estãoooo com moi, os da Macrrrrronésia!!! Macronésia, Macronésia!…”

E assim começa a gestação de uma nova Europa, liderada por Macron, que assume esta tarefa uma vez que não consegue cumprir a outra que lhe foi cometida, muito mais difícil, que foi a de governar a França. Para já, parte para as Américas, onde levará a palavra e a ordem a Trump, posto que este parece estar desacompanhado dos deuses e influenciado pelo espírito diabólico de Putin, o Maléfico. Macron, o Magno, vai dizer, segundo informou publicamente:

– “Presidente Trump, o senhor está a ser fraco perante Putin. Se for fraco perante Putin, os chineses não o levam a sério” – não é piada, foi exatamente isto que Macron disse. 

E, deste modo, tudo se resolverá. Trump verá a luz, a Macronésia será grande! E Macron mostrará ao mundo que só não consegue governar a França – nem coisa nenhuma em se meteu – porque faltava escala ao seu país e a essas coisas. Grandeza, que merecesse um Macron desta dimensão.

Allez, Macronésia! 🙂