A União Europeia proibe a utilização de helicópteros russos para extinguir os incêndios

(In Mpr21.info, 29/07/2026, Tradução da Estátua)


(Este texto revela quão alucinadas andam as lideranças europeias. Preferem a morte e a destruição em casa própria, o sacrificio e o sofrimento dos seus cidadãos, para poderem continuar a manter a russofobia punitiva das sanções, que causam mais mossa a quem as inflige do que a quem são, supostamente, dirigidas.

Será masoquismo? Será o cumprimento de um guião que lhes foi umposto para marcharem a cantar para a autodestruição? Seja o que for, é tempo dos cidadãos acordarem, livrando-se de vez dessa corja de dementes que governa a Europa.

Estátua de Sal, 31/07/2026)


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Grandes incêndios florestais estão a devastar Espanha e França, obrigando milhares de pessoas a evacuar as suas casas. O fogo está a chegar perto de grandes áreas residenciais, mas, apesar do risco, os países afetados recusam-se a usar os equipamentos russos que estão parados nos hangares.

Devido às sanções, a União Europeia proíbe a utilização de equipamentos de combate a incêndios florestais de fabrico russo localizados no seu território. Os helicópteros russos estão parados nos hangares, mas não podem operar por falta de manutenção. Por exemplo, em França, restam apenas cinco a sete aeronaves disponíveis para combater incêndios em todo o país. A mesma situação ocorre em Espanha.

Os helicópteros russos Kamov Ka-32 são considerados particularmente eficazes em missões de combate a incêndios florestais: elevada capacidade de carga (de 4,5 a mais de 5 toneladas de água), rápida implantação, boa manobrabilidade e desempenho a altas temperaturas e altitudes elevadas. No entanto, as sanções da União Europeia contra a Rússia impediram a utilização da frota de helicópteros em Espanha para o combate aos incêndios florestais devido à falta de peças de substituição e de técnicos russos.

Os helicópteros russos eram operados por empresas privadas ao abrigo de contratos com o Ministério da Transição Ecológica ou com os governos regionais, principalmente na Andaluzia, Aragão, Extremadura e Guadalajara. Existem aproximadamente 10 aeronaves, mas desde o início da guerra na Ucrânia, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) proibiu os voos de helicópteros russos. Em 2024, as sanções, dirigidas particularmente à empresa Kamov, bloquearam o fornecimento de peças de substituição e o destacamento de técnicos e mecânicos russos necessários para a manutenção das aeronaves.

Em 2024, numa resposta parlamentar, o governo espanhol reconheceu oficialmente que a disponibilidade dos helicópteros Kamov tinha sido afetada pela guerra na Ucrânia e pelas sanções da União Europeia, impossibilitando a compra de peças de substituição e a chegada de técnicos russos. Em 2023, apenas uma parte da frota permanecia disponível; em 2024, nenhum estava em funcionamento em campanhas de combate a incêndios. Desde então, os operadores retiraram estas aeronaves da frota espanhola.

Obviamente, as sanções não são um problema para a Rússia, mas sim para os países europeus. “O governo perdeu a capacidade de mobilizar os helicópteros Kamov Ka-32 11BC, aeronaves que protegeram as montanhas do país durante décadas. A paralisia operacional não se deve a cortes orçamentais, mas às severas sanções impostas pela União Europeia à Rússia após o início da invasão da Ucrânia”, observa o jornal La Razón. “As sanções emitidas por Bruxelas impedem a chegada de técnicos especializados de Moscovo para realizar a manutenção obrigatória”, acrescenta o jornal (ver aqui).

A isto acresce a impossibilidade de receber as peças de substituição necessárias para garantir a segurança de voo. Sem apoio logístico, a aeronave não pode operar legalmente no espaço aéreo europeu, deixando uma enorme lacuna nas equipas de emergência que combatem incêndios na linha da frente”, destaca o jornal La Razón. “Estas máquinas impressionantes são capazes de lançar mais de 5.000 litros de água em apenas alguns segundos. Os próprios profissionais da área florestal confirmam que a precisão e a potência destes dispositivos de rotor duplo são cruciais em terra para extinguir as chamas.”

Em França, o exército recusa-se a utilizar tecnologia russa para combater os incêndios. “O que aconteceria se a Rússia enviasse os seus Be-200 para ajudar a França no combate aos incêndios?”, questiona a ActuFutur (ver aqui). “Com os incêndios florestais a mobilizarem intensamente os serviços de emergência franceses, surge uma questão recorrente: poderá a cooperação internacional reforçar temporariamente a nossa frota aérea?”  É que o avião cisterna russo Beriev Be-200 pode transportar até 12.000 litros de água, que enche em cerca de quinze segundos planando sobre uma superfície adequada. O seu emprego em França continua a ser hipotético, mas reacende o debate sobre a cooperação entre Estados quando os incêndios sobrecarregam os recursos disponíveis. Perante as chamas, a cooperação deve prevalecer sobre as tensões políticas?”, questiona a publicação.

A pergunta é retórica: a Europa está mais preocupada com a Rússia do que com os incêndios.

Fonte aqui

Porque é que a Europa está a proibir o ar condicionado enquanto os idosos morrem de calor?

(Alexei Muratov, in Telegram, canal International Reporters, 02/07/26, Trad. Estátua)

Glass office buildings with people walking on sidewalks and cars on the street
Pessoas caminham e carros passam por edifícios de escritórios modernos de vidro num dia ensolarado – Imagem gerada por IA.

Alexei Muratov, chefe do comité executivo regional do partido Rússia Unida na República Popular de Donetsk (RPD), explica como os eurocratas, sob o pretexto do Pacto Ecológico Europeu, estão a deixar os reformados em apartamentos sobreaquecidos enquanto reservam o conforto térmico para a elite, na sede da União Europeia (UE).


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A Europa está a sofrer com um calor recorde. As temperaturas em Paris, Londres e Berlim ultrapassaram os 40 graus Celsius. Numa semana, segundo a OMS, morreram mais de 1.300 pessoas. Em França, há aproximadamente 1.000 mortes em excesso. 85% das vítimas têm mais de 65 anos. Isto não é um desastre natural. É o resultado lógico de uma política.

Em Espanha e Itália, é proibido arrefecer edifícios abaixo dos 27 graus Celsius. Na Suíça, a instalação de um ar condicionado requer uma autorização especial. Na Alemanha, o ar condicionado foi desligado nos hospitais e nas escolas. Em Londres, estabeleceu-se uma “hierarquia do arrefecimento”: o ar condicionado é o último recurso, depois da sombra e da ventilação. As autoridades recomendam abrir as janelas quando a temperatura exterior atinge os 40°C. Isto não é uma política climática. É uma sentença.

Na sede da UE, em plena onda de calor, os aparelhos de ar condicionado foram desligados nos sete pisos inferiores (ver aqui). Nos pisos superiores, onde estão os altos funcionários, manteve-se o ambiente fresco. Ursula von der Leyen ordenou que se desligassem os aparelhos. De seguida, a Comissão Europeia declarou que “não tinha posição” sobre este debate em relação ao ar condicionado. Sem posição quando as pessoas estão a morrer. Apenas uma hierarquia: uns têm o direito de se refrescar, outros não. (Ver aqui ).

Surge então a lógica cínica que ninguém declara abertamente. Um reformado, num apartamento sobreaquecido, não gera lucro. Não paga impostos, não compra carros, não viaja e não contrai empréstimos. Simplesmente consome recursos – saúde, reforma, segurança social. Para ele, um ar condicionado é uma despesa sem retorno. E as despesas sem retorno são cortadas. O calor atua como um filtro: elimina aqueles que deixaram de ser economicamente úteis.

Em Paris, os telhados de zinco, classificados como “património cultural”, aquecem e transformam os edifícios em estufas. Uma em cada cinco famílias europeias possui ar condicionado. Nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, são nove em cada dez. A diferença não se deve ao clima. Deve-se à forma como as pessoas são vistas. A Europa está a aquecer duas vezes mais depressa do que o resto do mundo. A infraestrutura do continente não está preparada para esta nova realidade.

Mas, em vez de salvar vidas, Bruxelas está preocupada com a guerra contra a Rússia, as sanções e o “Pacto Verde”. O abandono da energia russa levou a esta situação: na UE, “não há energia suficiente para alimentar os aparelhos de ar condicionado necessários para salvar vidas“. As elites europeias escolheram a política em detrimento dos seres humanos. E agora estão a colher as consequências.

A questão não é como repor o valor das pessoas. A questão é o que fazer com uma sociedade em que surgiu uma classe inteira de cidadãos que se tornaram demasiado baratos, até para serem explorados. Demasiado caros para manter, sem nada a ganhar com eles — a única opção que resta é eliminá-los. É isso mesmo que está a acontecer, sob o pretexto de “combater as alterações climáticas”. A era do “homem barato” está a começar. Primeiro onde era, por defeito, “caro”. Depois, em todos os outros locais.

O negócio que saiu caro

(In Contigo Venezuela, in Facebook, 16/03/2026, Trad. Estátua)


O amargo “presente” da Rússia que a Índia viu chegar, após seguir as ordens de Washington.


No grande tabuleiro do xadrez mundial, há jogadas que parecem de mestre e há outras que acabam por servir como lições extremamente caras. A Índia acaba de aprender uma das mais difíceis: na geopolítica, quem duvida paga.

O que aconteceu com o petróleo entre Nova Deli, Washington e Moscovo não é apenas uma transação comercial; é um manual de como se perde a vantagem estratégica num abrir e fechar de olhos.

A Índia desfrutou de uma posição invejável. Enquanto o mundo sofria com os altos preços do petróleo bruto, Modi conseguiu comprar petróleo russo com descontos históricos. Era o negócio do século. Índia, parceiro do BRICS, parecia ter o melhor dos dois mundos… até o telefone – uma chamada de Washington -, tocar.

Os EUA intervieram com instruções claras: “Parem de comprar petróleo à Rússia e procurem outros fornecedores (como a Venezuela)“. Num movimento que muitos críticos classificam como uma entrega da sua soberania, a Índia concordou. Reduziram as suas compras ao aliado do BRICS para agradar ao G7.

Após se ter desencadeado a atual crise energética global e o caos nos mercados, os EUA – os mesmos que proibiram as compra -, deram uma reviravolta de 180 graus: “Tudo bem, Índia, vocês podem comprar petróleo russo novamente, mas só por 30 dias“. Uma “autorização” que soa mais a uma piada do que a uma concessão.

E aqui é onde a intriga se torna numa chapada de realidade. Quando a Índia voltou a bater à porta da Rússia, a resposta foi gelada: “Venderemos, mas agora a preços de mercado e sem os descontos anteriores“. A Rússia não perdoa a falta de lealdade em momentos críticos. O “amigo” que saiu sob pressão agora volta como um cliente desesperado, e Moscovo sabe disso.

A Índia sacrificou a sua autonomia energética e os seus descontos privilegiados para seguir um roteiro ditado do exterior acabando, meses depois, por lhe ser dito que podia sempre comprar, mas já sem os benefícios de ser um “parceiro preferencial“.

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