A inauguração da Escola Secundária de Cascais – Uma cerimónia deprimente

(Carlos Esperança, in Facebook, 21/09/2026, revisão da Estátua)

Inauguração de nova Escola Secundária de Cascais, com o Patriarca de Lisboa, o Presidente da República, o Primeiro-ministro e o Ministro da Educação

A princípio duvidei, depois confirmei e, finalmente fiquei em estado de estupor. Tive de recompor-me para escrever umas linhas sobre o evento que a foto documenta. Trata-se da inauguração do novo edifício da Escola Secundária de Cascais, construído com forte cofinanciamento do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

O Presidente da República que se julgava desaparecido, afinal está vivo. O Primeiro-ministro, o avalista da competência dos ministros, não podia abandonar o da Educação, sobrevivente do naufrágio nos exames ao ensino superior, ora a debater-se com alunos sem escolas e escolas sem professores.

Lá estavam os três, Presidente da República, Primeiro-ministro e Ministro da Educação, na companhia do edil de Cascais, o que seria normal se a cerimónia não fosse abrilhantada pelo Patriarca de Lisboa, a distribuir rezas e sinais cabalísticos num evento que a ética e a decência republicanas exigem laico.

Acresce que os fundos do PRR vêm dos impostos dos cidadãos da UE, crentes e ateus, que a Constituição da República Portuguesa é laica e a escola em causa é pública e não confessional, obrigatoriamente neutra sob o ponto de vista religioso.

O momento que a foto documenta é uma vergonha, com o PR a gesticular em nome do Pai, o PM cabisbaixo e o ministro no do Espírito Santo e o autarca, um pouco atrasado, ainda à procura da testa enquanto o clérigo, em êxtase perante a subserviência pia de tão luzidio séquito, exerce o múnus.

Na defesa da laicidade, sinto-me indignado e só posso sentir asco perante os dignitários a quem cabe dar o exemplo de neutralidade religiosa pelas funções que ocupam.

Seria incapaz de censurar os crentes que cumprem as obrigações religiosas, e não posso calar o nojo que me despertam aqueles que usam os lugares que ocupam e os dinheiros do Estado para proselitismo.

Raios partam tais ratos de sacristia!

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13 pensamentos sobre “A inauguração da Escola Secundária de Cascais – Uma cerimónia deprimente

    • Olha o Nobre… então o Heil Hitler no fim, mais uma vez tiveste vergonha? Ainda andam com o Dia da Vitória entalado, são eles e a Ursula e a Kallas.

  1. Pois, a malta fala para o vazio mas de vez em quando vem um direitrolha tentar salvar nos.
    Pelo menos conseguimos irritar este o suficiente para ele por a careca toda a mostra.

  2. Eu até já pensava que o desaparecido Totó Seguro tinha emigrado, mas parece que me enganei. Está obviamente mais gordinho, e a “eloquente” beiçola ainda mais carnuda, mas só os crentes, os ingénuos e os idiotas esperariam coisa diferente. Votar no Totó era “votar na decência”, diziam os iluminados. Está à vista, não está?

    Já quanto à “matriz, cultura e tradição cristã” do País, confesso que quero mesmo é que a bendita meretriz se foda! E no que respeita ao “golpe de Estado” de 1910, confesso também a minha vaidade no papel nele desempenhado por um tio-avô.

    Saravá!

  3. Já vais tarde. O que espero mesmo e que cumpras a promessa. Ja nos basta a todos os direitrolhas com que nos confrontamos todos os dias.
    Pelo menos caiu te a máscara toda. Um adepto do tempo do Botas e mais longe ainda.
    Ainda por cima monárquico. Valha me o santo protector dos cachalotes.

  4. Não irei mais comentar, participar ou fazer divulgação deste blogue, uma vez que já vi que por aqui a censura está claramente instituída e não há sentido de justiça.

    Têm sido repetidos os ataques contra a minha pessoa por aqui, da parte de elementos da esquerda radical. O administrador deste blogue, desde o primeiro dia que tem ignorado por completo tudo isto e parece até compactuar com a javardice e má criação ignorante que por aqui vai. Se respondo na mesma moeda, o que recebo são recados de “cartão amarelo” de um certo velho reformado que diz ter sido professor da FEUC, mas que é demasiado cobarde para dar a cara e o nome. Não. Não irei mais compactuar com isto. Fiquem lá sozinhos no vosso curral demente a falar para o vazio, que eu não preciso desta pocilga.

    Passem bem.

    • E pensar que este artolas andou aqui a ludibriar pategos durante semanas a fio, armado em baluarte da filosofia política e da geopolítica, quando é um reles propagandista direitolas, farsolas e javardolas, que cospe no prato em que comeu (spam diário com publicidade/phishing para o seu blog)… como é que este idiota reles ainda tem esta desfaçatez e este descaramento.

  5. O Estado e laico. E esta descansado que se fosse uma cerimônia islâmica lá estariam os direitrolhas como tu para denunciar a islamização em curso do país.
    Não se precisava da esquerda para ladrar islamofobia por todos os lados.
    Nao concordo com tudo o que diz o Carlos Esperança mas desta vez concordo com tudo.
    E aqui não há ataque nenhum a Igreja Católica. Não leste o homem escrever sobre padres pedofilos nem fogueiras da Inquisição nem nada do género.
    Apenas disse que não tem sentido ter uma cerimônia religiosa no meio da inauguracao de um equipamento do Estado.
    Já agora pago pelos impostos de todos,católicos, ateus e até muçulmanos.
    Sendo o estado laico não deve estar lá benzedura de religião nenhuma por muito que eja seja maioritaria.
    Se fosse uma escola privada, com dinheiros privados, se queriam ter lá um padre era lá com eles.
    Num estado que se diz laico, com dinheiros de todos nós, não tem jeito nenhum.

  6. Não sou católico praticante, mas incomoda-me ver estes ataques constantes e violentos da esquerda contra a Igreja, porém, quando se trata de outras religiões nem piam… aposto que se em lugar de ser uma cerimónia católica, fosse uma cerimónia islâmica, já não haveria problema nenhum para o sr. Carlos Esperança e tudo passaria despercebido.

    O Catolicismo é a religião maioritária em Portugal e estamos num País de matriz, cultura e tradição cristã. Já chega de ter de se a maioria a vergar-se à vontade das minorias. Ninguém obriga ninguém a ser católico, ou a ir à Igreja, mas a matriz cultural do nosso País tem de ser respeitada e é preciso perceber que Secularismo e Laicismo não são a mesma coisa.

    Estou-me nas “tintas” para a República e a sua “ética” cheia de hipocrisia. Pessoalmente, por mim, podiam trazer de volta a monarquia já amanhã, que não me importaria minimamente com isso. Aliás, porque é que os republicanos não fazem um referendo ao regime?…

    Se estão tão seguros da sua República, que impuseram ao País com um golpe de Estado em 1910, então qual é o mal de se fazer um referendo a perguntar ao povo português, se este prefere viver numa monarquia ou numa república?…

    Afinal de contas, querem tanto a democracia, então sejam realmente democráticos e perguntem ao povo português nas urnas, qual o regime em que este prefere viver… Mas todos sabemos que nunca se fará refendo nenhum, porque eles sabem que correriam o risco de perder… tal é o grau de revolta que as pessoas hoje sentem com o estado a que o País e a republiqueta falida de Abril chegou…

    • Ignorante presunçoso, vê-se mesmo que não conheces o Carlos Esperança e a aversão figadal que tem ao Maomé, já aqui expressa pelo menos duas ou três vezes em textos seus.
      És mesmo bronco.

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