“Nenhuma propaganda na Terra pode esconder a ferida que é a Palestina”

(Arundhathi Roy, in Resistir, 28/10/2024)


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A escritora e ativista Arundhati Roy foi galardoada com o PEN Pinter Prize 2024, um prémio anual instituído pela PEN inglesa em memória do dramaturgo Harold Pinter. Pouco após ter sido nomeada para o prémio, Arundhati Roy anunciou que a sua parte do dinheiro do prémio seria doada ao Fundo de Ajuda às Crianças Palestinas. Nomeou o escritor e ativista britânico-egípcio Alaa Abd El-Fattah como Escritor de Coragem, com quem partilharia o prémio. Segue-se a transcrição completa do seu discurso de aceitação do prémio, proferido na noite de 10 de outubro de 2024, na British Library, em Londres, Inglaterra.

Ler artigo completo aqui.

Digo com orgulho que sou mais preto que o Obama

(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 18/10/2024, revisão da Estátua)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos sobre a atuação de Israel em Gaza, no Líbano e nas suas relações com a ONU, do Major-General Carlos Branco, (ver aqui).

Pela sua atualidade e por manifestar, em parte, algum exercício de contraditório, além da forma assertiva como põe a nu as atrocidades de Israel e desmonta o apoio do Ocidente ao genocídio em curso, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 18/10/2024)


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“As queixas do povo palestino não podem justificar os terríveis ataques do Hamas. E, esses ataques terríveis, não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano”. – citação do artigo.


A primeira frase é uma mentira e uma violação da lei mundial. A segunda frase é um facto que ninguém respeita. Sim, as queixas (invasão, ocupação, roubo de casas, terra arável e água, ditadura racista – isto é, apartheid, limpeza étnica constante, massacres frequentes, e genocídio lento, tornado rápido desde 7 de Outubro -, justificam tudo o que o Hamas e o Hezbollah fizerem. Aliás, o tribunal da ONU, o ICJ (sigla inglesa para Tribunal Internacional de Justiça), assim o decidiu: a resistência armada (isto é, violenta) contra o ocupante/agressor (o sionista “Israel”) é legalmente justificada, é um direito humano, é direito internacional, está na Carta da ONU.

Quanto à resposta dos nazi-sionistas ocidentais, via projeto colonial racista (“Israel”), tal como o ICJ decidiu, nada a justifica, nem assim nem assado. “Israel” é o agressor, e a Palestina é o agredido. O agressor/invasor não pode usar a resistência como desculpa para agravar a sua agressão/invasão. Esta decisão é do direito internacional, lei do mundo após tal decisão do ICJ ter transitado em julgado, como dizem os parolos dos advogados.

Ou seja, o Hamas tem o direito legal de repetir um 7 de outubro sempre que puder, especialmente legítimo quando feito em território da Palestina ocupada, que não fazia parte de “Israel” no mapa desenhado em 1947. Ou seja, “Israel” não pode entrar em Gaza nem na Cisjordânia e muito menos no Líbano, e já devia ter saído da Síria.

Ou seja, todos os que repetem “começou em 7 de outubro de 2023” estão a mentir e são, ou vítimas da propaganda nazi-sionista genocida, ou fazem parte do “polvo” de corrupção civil (por exemplo, as presstitutas pagas para mentir e manipular), ou de corrupção moral (por exemplo, quem acredita piamente na colonização da Mesopotâmia por homens brancos ocidentais, só porque são judeus).

Ou seja, estão a ser cometidos mais crimes contra a humanidade na Palestina ocupada diariamente, do que na guerra por procuração – já a caminho de 3 anos – dada aos nazis da NATO (EUA+vassalos), contra a Rússia.

Ou seja, andam à solta, na “democracia” liberal, monstros comparáveis a Hitler. E nenhum deles alguma vez será julgado como os outros foram em Nuremberga.

Ou seja, se há alguém que merecia sanções, bloqueio, isolamento, e ser levado de volta à idade das cavernas, são os países que vendem e até dão armas para que se continue um GENOCÍDIO, onde 99% das vítimas são civis, e onde 70% dos corpos despedaçados são de mulheres e crianças.

Ou seja, se alguém der um tiro no Biden, na Kamala ou no Blinken e companhia, no Trump, no Starmer, no Boris, no Sunak e companhia, no Scholz e na Baerbock, no Macron e na Meloni, na Leyen, no Stoltenberg e no Rutte, no Montenegro, no Marcelo e no Nuno Santos e companhia, e também nas presstitutas que fazem a propaganda desses porcos assassinos, isso não é um crime. É justiça. E eu adoro quando a justiça acontece.

Isto leva-me a outro ponto de discordância com o texto do Carlos Branco. É quando ele cita alguém que chama “sionismo fascista” a isto, por oposição a um alegado “sionismo liberal” supostamente benigno.

Porra! É preciso ser surdo e cego (mas não mudo) para, em 2024, não perceber que nazismo e genocídio, supremacismo branco e violação impune de direitos humanos, colonialismo e fascismo, são a base ideológica real do LIBERALISMO. Todo o paleio sobre “liberdade e democracia” é propaganda para enganar tolos. Liberalismo é o que está a passar-se em Gaza, em Kiev, e se passou no Vietname, Belgrado, Benghazi, etc.

Não existe uma diferença entre nazismo e liberalismo. Isto lembra-me uma notícia (omitida pelas presstitutas do nazi-sionismo genocida ocidental) sobre o Canadá há uns dias: queriam fazer um monumento para lembrar/homenagear as “vítimas da Rússia soviética”, mas quando foram ver os nomes dos cerca de 500 defuntos que queriam homenagear, constataram que mais de 300 dessas “vítimas” eram oficiais nazis (até mesmo das SS). Quando a notícia/escândalo se espalhou no Canadá, a construção do monumento não foi cancelada, foi suspensa até de corrigir o “mero lapso”.

Isto para lembrar que o Canadá é um dos líderes dos rankings da “Liberdade”, da “Democracia”, do Liberalismo em geral. É exatamente o mesmo regime que teve o Parlamento em pé a aplaudir um velhote das SS e, quando a coisa se tornou viral, em vez de pedirem desculpa, em vez de se demitirem, qualificaram às vozes antinazis como sendo “propaganda do Putin”.

Isto é o mesmo regime de todos os outros países do Ocidente: a mesma ideologia de todos os “democratas” liberais, desde a direção do Bloco de Esquerda até ao Chega, passando por todo o estrume do meio.

Isto é a mesma UE que proíbe a celebração do Dia Da Vitória – veteranos da Segunda Guerra até foram detidos pela polícia na Letónia! -, que compara o comunismo ao nazismo, que censura canais de notícias, que quer um “Ministério da Verdade” (tipo uma PIDE da UE/EUA), e que apoia descaradamente os nazis na Ucrânia (depois de passar décadas a apoiá-los às escondidas, ou a contratá-los para a máquina de terror da NATO). Isto é a ideologia da “democracia” liberal.

É só lembrar o seguinte: a tal da “Constituição dos EUA” que falava dos “homens iguais”, foi escrita durante a escravatura. Isto é a natureza dos regimes ocidentais, e infelizmente também de boa parte deste povo profundamente ignorante e racista, mas cheio de canudos universitários…

O facto de alguns países colocarem mulheres, jovens, negras e LGBT, à frente das câmaras e dos microfones, não muda a sua natureza. Apenas demonstra o quão maquiavélico o supremacismo branco se tornou. Mas a mim não me enganam. Estou vacinado contra a propaganda e manipulação. Sempre que vejo um Obama, sei que estou a olhar para um Hitler. E sempre que vejo uma Catherine Jean Pierre, sei que estou a olhar para o antigo homem branco que exterminou os nativos da América do Norte.

O racismo não acabou no Ocidente. Algo muito pior aconteceu: os pretos, latinos, etc, assimilaram completamente a ideologia do seu opressor. Agora chamam-lhe “progressismo”.

É por isso que quando veem um corpo de um bebé despedaçado em Gaza, repetem o que hoje diriam também Hitler, Goebbels, Himmler ou Göring: nós é que somos o lado bom, os outros são todos maus, por isso matá-los é justificado, é a defesa da nossa raça…

É isto o liberalismo. Nem mais, nem menos. É pior que o fascismo. Mas o que fazem estes nazi-sionistas genocidas no dia 25-Abril em Portugal? Colocam o cravo na lapela, e colocam-se de pé a aplaudir o discurso de um ditador nazi ucraniano que acha que glorificar os ucraNazis da antiga UPA/OUN e dos actuais Azov “é normal” – coloquei as aspas porque é uma citação do Zelensky! O palhaço que os liberais andaram a promover como o “campeão da democracia e da liberdade”.

É isso que estas duas palavras significam realmente na boca desta gentalha: nazismo, guerra, imperialismo, opressão, racismo, supremacia branca, colonialismo, mentira, violação dos direitos humanos, apartheid, massacres, invasões, tortura, terrorismo, sanções para provocar pobreza e fome, limpeza étnica, e um GENOCÍDIO em direto num campo de concentração com mais de 2 milhões de pessoas, 70% dos quais mulheres e crianças.

Por isso hoje digo com orgulho: sou antiliberal. Aliás, sempre fui, mas não sabia. E mesmo tendo a pele branca, posso também dizer com orgulho que sou mais preto do que o Obama.

PS: O Carlos Branco esqueceu-se também de dizer que o tal partido israelita que Einstein e Arendt compararam aos nazis, deu mais tarde origem ao Likud de Netanyahu, um partido que entretanto ganhou práticas e ideologia bem pior que o original, e é o mais votado pelos “inocentes” daquele projeto colonial racista e fanático religioso. O “Israel” é o JSIL (J substituindo a primeira letra do ISIL, sigla inglesa para “estado islâmico do Iraque e do Levante”) daquela região, tal como o jornalista do Greyzone uma vez disse: o Jewish State of Israel and the Levant.

Mas como essa explicação demora muito, eu prefiro ser mais direto: o “Israel” é uma ditadura colonial nazi-sionista, exterminadora de mulheres e crianças. Ou, como os liberais lhe chamam: “a única democracia do Médio Oriente

A NATO não está no lado mau. A NATO é o lado mau.

(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 08/10/2024, revisão da Estátua)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos sobre a atuação de Israel em Gaza e no Líbano com a cobertura dos EUA (ver aqui).

Pela sua atualidade e pela forma assertiva como põe a nu as atrocidades de Israel e desmonta o apoio do Ocidente ao genocídio em curso, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 08/10/2024)


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Não é possível estar do lado certo enquanto se estiver numa organização militar OFENSIVA que nada mais é do que a forma de os EUA tornarem toda a Europa em seu vassalo, e num campo de guerra por procuração.

Se não se cumpre a Constituição de Portugal, então está na hora de uma revolução em Lisboa. A Constituição diz que Portugal deve ser contra o colonialismo e o racismo, as duas características basilares do apartheid de “Israel”, que comete genocídio e limpeza étnica na Palestina cada vez mais ocupada. No entanto, o regime viola a Constituição e está do lado dos colonizadores racistas e assassinos.

A Constituição diz que Portugal deve ser militarmente neutral, tal como Suíça, Áustria, Irlanda, Mongólia, o Turquemenistão, etc. No entanto, o regime viola a lei fundamental e está ao lado dos criminosos de guerra belicistas que destruíram a Sérvia e a Líbia, e também destruíram muitos outros países e assassinaram MILHÕES de seres humanos, mas aí sem usar a insígnia da NATO de forma oficial…

A Constituição diz que a censura deve ser proibida. No entanto, Portugal censura os canais de NOTÍCIAS da Rússia, ao mesmo tempo que difunde os canais de MENTIRAS do império genocida ocidental com capital em Washington, inclusive o i24 que diariamente promove abertamente o genocídio dos palestinianos.

A Constituição diz que a o jornalismo em geral. e a RTP em particular, têm o dever de garantir qur os Portugueses sabem a verdade. No entanto, é só presstitutas a repetir mentiras e propaganda todos os dias, e em nenhum lado se mostra ou defende o trabalho verdadeiro de reais jornalistas como o Bruno Amaral de Carvalho.

A Constituição diz que Portugal deve ser independente, soberano. No entanto, Portugal obedece a não-eleitos de Bruxelas, Frankfurt, Londres e Washington. Até para aprovar uma mudança no IVA na eletricidade, para os mais pobres, é preciso pedir autorização e só depois se pode discutir isso no nosso Parlamento. Mas venha qualquer ordem da ditadora de Bruxelas, e ai de quem não obedeça. Nem se pode discutir sequer, que é-se logo acusado de pecado contra a igreja do Europeísmo.

A Constituição diz que os votos devem todos valer o mesmo. No entanto, alguns eleitores do PS e PSD elegem mais deputados com os seus votos (às vezes, alguns, são até eleitos pelo método de Hondt, na prática sem voto nenhum), enquanto que outros partidos veem os seus votos atirados ao lixo, e a sua percentagem de deputados no Parlamento muito mais baixa do que a percentagem de votos no total nacional.

Chamar a isto “democracia representativa” é como chamar “virgem santa” a uma atriz porno que faz cenas de gangbang…

Portugal merecia uma revolução. Mas já não há capitães no país. Só há soldados da NATO, a falar inglês nas missões de treino, às ordens de instrutores anglo-americanos, a serem mentalmente programados para matar em nome do império do Uncle Sam, enquanto fazem amizades com ucranianos que glorificam o nazismo, ou israelitas que praticam o genocídio. Se calhar, vai mesmo ser preciso os soldados portugueses irem morrer longe, em massa, numa trincheira no Donbass, na Galileia ou em Taiwan, para que também este regime mude. É bom lembrar que, se não fosse a guerra do Ultramar, ainda hoje os portugueses estariam a fazer saudações ao senhor doutor e a meter a mão ao peito com camisas da Mocidade Portuguesa…

E tudo isso foi compatível com a NATO.

A NATO foi o seguro de vida de Salazar. Os países núcleo da NATO (EUA, Reino Unido, e França) foram quem deu à PIDE o know-how para a perseguição política e os métodos de tortura!

E é a NATO quem apoia nazis na Ucrânia, genocidas em “Israel” (i.e. na Palestina ocupada), e se prepara para acarinhar a adesão/anexação da ditadura da Moldávia à UE (que, como se sabe agora, não passa de um instrumento para garantir o financiamento do complexo militar Industrial do império genocida anglo-americano e nazi-sionista.

É esta a natureza da NATO. É invadir o Iraque e assassinar um milhão de humanos, dos quais meio milhão de crianças, e dizer, sem vergonha alguma, que “valeu a pena” e “foi em nome da liberdade e democracia”. Repito como comecei: não é a NATO que está no lado mau. A NATO é o lado mau.

Foi por isso que o ditador fascista Salazar foi um dos seus cofundadores em 1949. Se a NATO fosse coisa boa, esse regime português não teria sido seu membro, e a Assembleia Constituinte de 1975 não se teria dado ao trabalho de escrever o tal artigo, tornado lei fundamental em 1976, sobre a necessidade de fazer de Portugal um país neutral, fora de qualquer bloco militar.

Mas se fores à rua em Portugal fazer um vox populi, 95% não sabem do que é que eu acabei de falar. Apenas sabem repetir o que, de forma pavloviana, lhes foi gravado na escassa massa cinzenta: “aliança defensiva”, “democracia e liberdade”, “ai, ai, o soviético”, “Azov bons, Putin mau”, etc

Os que se tornaram imunes à propaganda do regime, e sabem mais que isso, são apenas à volta de 5%. Não é um número inventado, nem uma perceção minha. É o resultado de uma sondagem com a pergunta “Quem é o principal culpado da guerra na Ucrânia”. Só cerca 5% souberam dar a resposta certa: NATO, EUA.

E isto nem é sequer rebatível. É um facto. Os EUA até tiveram a arrogância de o anunciar publicamente há muitos anos, pela voz do seu mentor, Zbigniew Brzesinsky, ainda no final do século passado, que afirmou que o objetivo era alargar a NATO até cercar a Rússia, e depois fazer exatamente o que está a ser feito: uma guerra por procuração, com carne para canhão de um ou vários países do leste, e com armas e dinheiro dos países ocidentais, de forma a agredir a Rússia.

E, em 2019, tiveram – através da RAND Corporation, think tank ligado ao Pentágono, onde se dá tacho a quem contribuiu para os objectivos da NATO/Império dos EUA -, o descaramento de publicar o plano, com todas as guidelines/instruções passo a passo sobre como fazer esta guerra: acabar com o NordStream, aplicar sanções à Rússia, fazer também um golpe na Bielorrússia, e espalhar o caos no Sul do Cáucaso – a guerra e limpeza étnica em Karabakh, com os Azeris a usarem armas da NATO entregues pela Turquia faz parte desse desiderato.

Graças à NATO/EUA, o mundo tem agora um Afeganistão controlado por maluquinhos talibãs. Se dependesse da Rússia/União Soviética, o mundo teria ali um país normal da Ásia Central. Mas a NATO/EUA/Capitalismo Ocidental são uma e a mesma coisa. Em nome dos seus interesses e más intenções, preferiram radicalizar os mujahideens, dar armas a terroristas, e até promover Bin Laden a “herói”, do que deixar aquele país seguir o seu próprio rumo.

O mesmo sucedeu no Vietname, Laos, Camboja, etc, etc, etc. Países inteiros destruídos, milhões e milhões de humanos assassinados – as estimativas desde 1945 andam entre os 20 e os 30 milhões -, ora pelas armas ora pelo terrorismo económico chamado “sanções”.

John Bolton, um porco imperialista dos EUA que durante a era Bush promoveu a destruição do Iraque e durante a era Trump tentou promover a invasão da Venezuela, definiu assim as sanções. Passo a citar: “O objetivo é provocar a pobreza e a fome naquelas pessoas, e convencê-las a virarem-se contra o próprio governo”.

De cada vez que uma presstituta, ou um político da UE/EUA, falam de Cuba, Irão, Venezuela, e dos “problemas económicos” e dos “regimes malvados”, é isto que estão realmente a defender: o genocídio. Genocídio aqui, milhões de mortos ali, milhões de esfomeados acolá. Isto é a natureza da NATO. Porque a NATO não é uma aliança defensiva da Europa. É um instrumento do imperialismo anglo-americano.

Imperialismo que desde SEMPRE se baseou na supremacia branca (veja-se o apartheid na África do Sul), no genocídio (veja-se a Palestina, ou a ocupação da América do Norte e extermínio das várias nações nativas), e na imposição do poder pela força, um pouco por todo o Mundo. Veja-se a guerra das Malvinas/Falkland ou o que Gandhi e os Indianos tiveram de passar para deixarem de ser colonizados pelo Império.

E quem fala da NATO e da UE, fala da Frontex e do ICC também. A Frontex, polícia fronteiriça da Europa, recebeu mundos e fundos para comprar veículos de guerra e armas, e entretém-se a disparar metralhadoras na direção dos barcos dos refugiados. E que refugiados? São aqueles do Norte de África e do Médio Oriente, que fogem da destruição e da pobreza causada pelo império anglo-americano e francês (neste caso no Sahel e Sahara).

E o ICC (International Criminal Court, ou Tribunal Penal Internacional), nunca emitiu um único mandato de captura para nenhum criminoso de guerra e assassino ocidental, como Bush, Blair, Obama, etc, nem sequer emite um mandato contra um genocida em direto, Netanyahu e companhia nazi-sionista, nem contra os nazis ucranianos que bombardeiam civis desde 2014. Apenas emitiu um mandado contra Putin. Nas palavras de um político da UE/NATO, cujo nome não me recordo, esse “Tribunal” não serve para castigar ocidentais, só serve para castigar os outros. É também essa a visão de Borrell e companhia, quando chamam “jardim” ao que está dentro da UE, e “selva” ao que está do lado de fora.

A natureza da NATO e deste regime ocidental em que vivemos, é o próprio mal. O regime é o império genocida de guerra permanente (forever wars) dos anglo-americanos, com os EUA como dono hegemónico do Mundo. Por isso Biden disse assim há uns meses: “eu estou ocupado a liderar o Mundo”.

Se uns lideram, os outros seguem cegamente ou obedecem ajoelhados. É isso que Portugal é: um vassalo sem orgulho, nem dignidade, nem carácter dentro da UE e da NATO. Sem qualquer papel, a não ser o de executor do orçamento em que ditadores – um em Bruxelas (Comissão), outro em Frankfurt (BC€) -, aprovam para a “defesa”. Ou seja, há um valor roubado aos contribuintes manipulados, usado depois para garantir o lucro dos donos do Império, a oligarquia dona do complexo militar Industrial, que com o seu poder/dinheiro, é quem escolhe e financia os dois palhaços que discutem um com o outro sobre nada, numa farsa chamada “eleições”.

Seja a Kamala ou o Trump, o imperialismo assassino continuará, a colaboração com nazis e terroristas continuará, o genocídio continuará, e o sistema económico de desigualdade pornográfica continuará.

Se uma abana uma bandeira arco-íris, e se o outro segura na Bíblia, isso é só para iludir. Nada disso muda o que quer que seja na natureza do Império e da sua organização ofensiva nazi-fascista genocida e terrorista chamada NATO.