“Nenhuma propaganda na Terra pode esconder a ferida que é a Palestina”

(Arundhathi Roy, in Resistir, 28/10/2024)


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A escritora e ativista Arundhati Roy foi galardoada com o PEN Pinter Prize 2024, um prémio anual instituído pela PEN inglesa em memória do dramaturgo Harold Pinter. Pouco após ter sido nomeada para o prémio, Arundhati Roy anunciou que a sua parte do dinheiro do prémio seria doada ao Fundo de Ajuda às Crianças Palestinas. Nomeou o escritor e ativista britânico-egípcio Alaa Abd El-Fattah como Escritor de Coragem, com quem partilharia o prémio. Segue-se a transcrição completa do seu discurso de aceitação do prémio, proferido na noite de 10 de outubro de 2024, na British Library, em Londres, Inglaterra.

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5 pensamentos sobre ““Nenhuma propaganda na Terra pode esconder a ferida que é a Palestina”

  1. Correcção:

    “Arundhathi Roy, essa terrível apoiante de terroristas, poderia contribuir para essa tomada de consciência, mas para isso era preciso QUE TIVESSEM um restinho, por mínimo que fosse, de consciência recuperável, coisa que, PARA MUITOS, talvez nem um desfribilhador para elefantes consiga.”

  2. Consciência essa gente não tem. Se alguma vez teve, era verde. Veio um burro e a comeu.
    Na Europa ela nunca floresceu. Talvez a maior organização mafiosa de todos os tempos antigos tenha sido o Imperio Romano, tomado como inspiração desde o nazismo de Hitler, daí a saudação nazi/romana, ao fascismo italiano e ao imperialismo americano que lhes copiou a águia e não so.
    Hoje o império romano e lembrado pelas suas grandes realizações como estradas, pontes e construções que ainda existem.
    Mas pouco se fala da pilhagem, da escravatura, do terror, dos massacres sem sentido.
    E da corrupção e dos enganos que teem também sido copiados por esta gente.
    Tivemos Merkel e Hollande a gabar se de terem enganado Putin com os acordos de Minsk que deram ao regime ucraniano tempo para se armar ate aos dentes.
    Mas já os romanos a sabiam toda. No que então se chamava Lusitania, um cerdo de seu nome Galba convenceu milhares de guerreiros lusitanos a renderem se e descer as terras braixas. Cinco mil foram massacrados. Um número imenso tendo em conta que provavelmente a população de toda a Lusitania não chegava ao tempo a meio milhão.
    Esse cerdo foi invocado muitas vezes para justificar as ditaduras cruéis impostas com o apoio das potências ocidentais e até os desmandos da troika porque teria dito que havia “aquele povo que não se governa nem se deixa governar”.
    Do assassino e do traste que ele foi ninguém se lembra.
    Dos romanos também se copiou o nefasto hábito de se associar a máfias locais para melhor pilhar os recursos. Como Herodes, o Grande, que até assassinou os próprios filhos.
    Se pensarmos na quantidade de trastes que apoiamos em África e America Latina as diferenças não são muitas.
    Os Estados Unidos, filhos da Europa, são mestres nisso.
    Por isso numa coisa tinha razão um antigo rei de Israel. “Nada de novo debaixo do Sol”.
    Temos mais tecnologia, mas continuamos a cometer os mesmos crimes.
    E, tal como os antigos romanos, sem vacilação nem remorsos.
    Os ingleses foram mestres em justificar as razões pelas quais a escravatura e o tráfico negreiro eram essenciais a economia.
    Só começaram a combate lo quando a escravização da sua própria população lhes permitiu armar se em bonzinhos também porque lhes interessava pilhar os recursos ou território de outros a pretexto de combater a escravatura.
    Nunca houve vacilacoes, apenas, muitas vezes, as circunstâncias mudaram.
    Se de um momento para o outro o petróleo do Médio Oriente secasse, ou se arranjassemos substitutos fiáveis do petróleo e do gás a horrenda “criança mimada” de que fala Arundhati Roi seria abandonada a sua sorte. E todos lembrariam os seus horrendos crimes de décadas.
    Enquanto tal não acontece continuamos a sustentar a horrenda gente que massacra vizinhos e se gaba disso.
    Sem vacilar, como sempre aconteceu.
    E não há vacilacoes quando se trata de desprezar a vida humana. Foi na campanha contra a Jugoslávia que se cunhou a barbaridade dos “danos colaterais” que veio substituir a barbaridade de “nas guerras sempre os inocentes sofrem”. Nos combatemos os maus, se os civis morrem, não interessa quantos sejam, sao meros “danos colaterais”.
    A horrenda expressão foi repetida vezes sem conta em cenários como o Afeganistão, o Iraque e a Libia, entre outros e há até quem a repita no genocídio em Gaza e no Líbano.
    Israel só está a combater os maus, aqueles malandros do Hamas e do Hezbollah, se civis morrem e infra estruturas civis são arrasadas e um mero dano colateral.
    Mais um vez sem hesitações e, acima de tudo, com crueldade intolerável e muita, mas mesmo muita, falta de vergonha no focinho.

  3. Chegará o dia em que muita gente será confrontada com a sua consciência e com as posições que tomou ou deixou de tomar sobre a obscenidade do que hoje, à vista do mundo inteiro, se passa na Palestina. E que começou há mais de 70 anos. E não haverá buraco onde possam meter-se para tapar a cobarde, hipócrita e pornográfica nudez do que hoje calam ou falam.

    Arundhathi Roy, essa terrível apoiante de terroristas, poderia contribuir para essa tomada de consciência, mas para isso era preciso ter um restinho, por mínimo que fosse, de consciência recuperável, coisa que, muitos, talvez nem um desfribilhador para elefantes consiga.

  4. Um discurso poderoso e uma bofetada na cara dos psicopatas que teem a pouca vergonha de apoiar as horrendas atrocidades do “povo eleito”.
    Apenas um reparo. Diz a senhora que ,como mulher, talvez não fosse capaz de viver na Palestina ou no Irão.
    Ora, também não e nada fácil viver como mulher no seu país. O hinduísmo também não e propriamente conhecido como amigo das mulheres. E boa parte da India ainda não se tornou suficientemente laica para respeitar as mulheres como cidadãs de pleno direito por muito que as leis digam outra coisa.
    Pelo menos os britânicos tiveram o mérito de acabar com uma prática que por lá era generalizada. A de fazer queimar a viúva na pira do marido.
    Mesmo assim ainda hoje há uma ou outra que o faz.
    Isto porque a viúva e considerada impura e não tem direito a herdar nada.
    Mais do que o amor ou o fanatismo religioso, era a perspectiva de uma vida miserável, morrendo abandonada como um cão lazarento que impelia muitas desgraçadas ao suplício. E essa perspectiva que faz com que ainda hoje haja gente que o faz.
    Depois sao elas que teem de dar o dote para casar e o marido pode sempre extorquir mais qualquer coisinha depois do casamento.
    E se, por acidente pois claro, a mulher morrer queimada no fogão, o marido está livre para casar outra vez. Milhares de mulheres são mortas por questões relacionadas com o dote.
    As violações colectivas, que não raro resultam na morte da mulher violada são também uma praga.
    Por isso não sei onde será mais complicado ser mulher.
    Mas isso tem desculpa pois por alguma coisa a escritora não vive na Índia. Provavelmente também não lhe seria fácil viver por lá e a sua falta de papas na língua talvez já tivesse desatado algumas fúrias contra ela.
    Nas suas obras, ela também não poupa a anulação da mulher contida no hinduísmo tradicional.
    O seu discurso trata se de um libelo corajoso contra a barbárie sionista e todos os que a apoiam. Não esquecendo a perseguição aos muçulmanos e outros dissidentes num país que e o seu.
    Aposto que os sionistas devem estar a invocar todas as pragas possíveis sobre a senhora e e certamente mais uma persona non grata para a quadrilha que manda no estado genocida de Israel.
    E mais uma vez se fala na barbaridade que e filmarem as próprias atrocidades, mostrando orgulho no que fazem.
    A descrição de vídeos feitos pela soldadesca gabando se das atrocidades e mostrando as também me dá volta as tripas e me leva a perguntar que raio de gente e aquela. Por muito que o Antigo Testamento explique muita coisa.
    Esta e uma situação nova. Toda a gente tenta esconder as atrocidades que comete.
    Mesmo que não as considere erradas, sabe que outros o farão. Por isso tentam esconder.
    Mas os sionistas desprezam todos os povos do mundo pelo que nos mostram o orgulho que sentem com as atrocidades que cometem.
    E e preciso termos a coragem de o denunciar por muitos títulos de antissemita que nos ponham.
    E preciso dizer que o sionismo e a barbárie em estado puro. E que quem o apoia e desprezível. Mesmo que o nosso próprio país se conte entre esses.
    Viva a coragem, que bem precisamos dela.

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