(Carlos Esperança, in Facebook, 27/05/2026, Revisão da Estátua)

Por mais inexplicável que seja a sedução sebastiânica, não há dúvida de que o fanatismo e o comportamento severo do rei, que tinha aversão ao casamento e obsessão demencial pela dilatação da fé católica, se impregnaram no inconsciente português.
Surpreende ver em Passos Coelho um salvador da Pátria, mais capaz de se precipitar em qualquer Alcácer Quibir onde desbarate o resto do património que não pôde privatizar do que ter uma única ideia sobre os desafios económicos, políticos e ambientais que nos esperam.
Ontem, o medíocre cidadão e péssimo governante saído da madraça da JSD, produto de Miguel Relvas e Marco António, emergiu de Massamá e do mundo académico para apresentar um livro, onde se encontrou com a mais mediática das suas crias, o inefável André Ventura.
Os média foram ouvi-lo com a ansiedade e desvelo com que outrora as meninas de Vila Real, por entre suspiros, anunciavam o presidente da JSD, está cá o Pedro!
Do livro e da exegese do conteúdo não há notícias, apenas o fino recorte da linguagem do apresentador e a ansiedade pelo regresso ao poder em parcas palavras para os média.
Quando o Professor Passos Coelho se referiu aos «políticos postiços que ficam como prostitutos» quem o ouvia julgou que se referia a André Ventura, e quem viu com quem estava acompanhado, ficou sem dúvidas de que chamou prostituto a Luís Montenegro.
Ora, sendo o Luís, o líder parlamentar do PSD que defendeu as decisões trágicas do seu governo, o Pedro designou retroativamente como bordel o antigo grupo parlamentar e confessou que foi ele o proxeneta que lançou o Luís na prostituição e o manteve até que Cavaco foi coagido a retirar-lhe o alvará, impotente face à imposição da geringonça.
Prostitutos sem carácter! Estamos perante um empate a três.
E quanto a populistas postiços (Luís) e populistas naturais (André), o Pedro prefere o segundo. Quanto ao carácter dos três, venha o Diabo e escolha.
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