AGORA QUE SOUBERAM DEU-LHES PARA CHORAR

(In Blog O Jumento, 17/10/2018)

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Três imbecis chorando de riso  que agora devem estar a chorar de gosto

Estávamos em Dezembro de 2015, para ser mais preciso era dia dois, uma quinta-feira. Mário Centeno, um ministro sem qualquer experiência política anterior, um doutorado em Harvard com uma longa carreira no Banco de Portugal, ia falar pela primeira vez na Assembleia da República. Um pobre diabo, hoje promovido a catedrático, que fez uma vida à custa da política e de um emprego dado por um padrinho político montou a encenação do rir até às lágrimas.

Tudo bem montado, vale a pena reler a notícia do Expresso (ver aqui) para vermos como alguns inúteis se fartaram de rir até às lágrimas, pensado estarem a gozar com um pacóvio sem experiência nas pulhices das jotas. Imagino que esses mesmos andem agora a chorar pelos campos pois se vivessem em Las Vegas estariam a esta hora a fazer queixas do Mário Centeno. Não sabiam na altura que o choro do riso iria dar num choro de vontade, como dizia a minha mãe quando achava que eu estava a fazer uma encenação.

O diabo não veio e o país teve quatro anos de estabilidade política, financeira e social, quatro anos sem o credo na boca, sem ter de aturar o Vítor Gaspar e fazer de conta que a Maria Luís era uma grande economista.

Aquele de quem riram foi um dos poucos ministros das Finanças que aguentaram uma legislatura, foi o ministro das Finanças português com maior projeção internacional, foi o único economista português a liderar uma grande instituição internacional no domínio económico e escolhido pelos seus pares pelo mérito político e económico.

Mas, a esquerda portuguesa deve a Mário Centeno uma outra vitória moral bem importante: ao logo de mais de um século a direita portuguesa fez passar a ideia de que só a direita consegue equilibrar as contas públicas e que tal só é possível com algum autoritarismo. Não admira que alguns ministros das Finanças da direita tenham adotado uma “cara de pau”, sempre a imitar Salazar no elogio das origens humildes, como se a humildade ajudasse a credibilizar os tiques do autoritarismo.

Afinal é possível equilibrar o orçamento sem ser necessários recorrer à ditadura ou ao autoritarismo, sem adotar medidas inconstitucionais ou, como alguém sugeriu, sem suspender a democracia durante um par de meses. É possível fazê-lo e ao mesmo tempo promover a justiça social, implementar medidas de redistribuição do rendimento e em paz social. Não há memória de um OE sem ditadura ou sem conflitos sociais e este é um legado de Centeno. É possível governar à esquerda e promover uma gestão orçamental com mais responsabilidade e competência do que a direita.


Fonte aqui

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AMORES

(Virgínia da Silva Veiga, 27/09/2018)

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Ver Cavaco, apoplético, a cuspir perdigotos sobre Marcelo, e Passos, ressuscitado, tiraria qualquer dúvida sobre Joana Marques Vidal dever ou não ser substituída.

Nunca ninguém deu tantas certezas de haver em Portugal uma política na PGR como estes dois.

Não conheço Joana Marques Vidal e, se repararam bem, o que me fez pronunciar contra a renovação do mandato, para lá da concordância com a limitação a seis anos, foi o que fui dizendo e o mais que hoje acrescento: envergonhou a Justiça.

Não apenas na Procuradoria como na Magistratura Judicial ao fazer crer a muitos portugueses que ninguém tem bom senso, não cumpre prazos, e persegue mais do que julga. 

Joana transformou as caras do Correio da Manhã e da SIC na face da nossa Justiça. Sobrepôs órgãos de comunicação social aos Juízes, pior que isso, a torto e a … torto, fez emitir comunicados da PGR, ora inoportunos e persecutórios, ora sem qualificação possível como o que emitiu sobre o caso da Procuradora cujas senhas permitiram centenas de acesso ao Citius. 

Joana não serve a Justiça, acicata ódios, muda regras. Só por isso não gosto dela. 

Nunca alinhei nessa hipótese de ser uma escolha política pró PSD ou CDS como muitos escreveram nas redes sociais. Nunca me viram um “gosto” em tais publicações, menos me viram defender tais ideias.

Achei sempre tratar-se de – vou falar francamente – ligeireza, por vezes a raiar a imbecilidade. Dela, evidentemente.

Têm razão. Tinham razão. Ainda bem que foi substituída.

Cavaco e Passos vieram a lume odres de ódio e é bom que se pergunte porquê, porque têm tanto medo de que outra pessoa ocupe aquele lugar.

Depois de ler Coelho e ouvir Cavaco, vendo-os num agradecimento público que só fortes ligações e profundas paixões alimentam, sou obrigada a dar razão a quem assim entendia: Joana não se limitou a fomentar ódios, também cultivou amores.

Os meus? Só um. A Justiça. Sempre.

″Passos Coelho quer voltar a ser presidente do PSD e já começou a fazer contactos″

(Por Estátua de Sal, 21/09/2018)

Parece que estamos nos dias de todos os fenómenos da política em Portugal. Primeiro era o Expresso e o Observador a jurarem a pés juntos que a Joana Vidal já estava reconduzida e benzida por São Marcelo. Viu-se. Que grande flop do Ricardo Costa e do Expresso, mais uma “inventona” frustrada a juntar às muitas em que a política portuguesa se tem mostrado pródiga no pós Abril.

Agora é o Pedro Marques Lopes a anunciar que o Passos já está a preparar o seu regresso ao PSD, qual D. Sebastião ressurgido numa manhã de nevoeiro.

Ó Marques Lopes, eu espero que estejas mais bem informado que o Ricardo Costa no caso da Procuradora, porque senão também arruínas a tua credibilidade opinativa.

Andam todos a querer fazer concorrência à pitonisa do reino, Marques Mendes de seu nome. Ele é que, ao domingo, tem sempre novidades frescas que obtém nos bastidores dos palácios, já que ele é o rei da cusquice, o espião que tudo ouve mas passa despercebido devido à sua baixa estatura.

A ser verdade, mais uma boa notícia para António Costa e para a Geringonça. Primeiro foi o Santana, agora é o Láparo. Se calhar amanhã será o Montenegro a juntar-se à festa, para já não falar no André Ventura que promete arranjar 2500 assinaturas em três tempos para destituir o Rui Rio.

Com tanto peso pesado à ilharga do líder do PSD a disparar tanta artilharia mediática a estibordo, não há Rio que aguente… 🙂


Para Pedro Marques Lopes, comentador da TSF, não há outra explicação para o artigo que o ex-primeiro-ministro escreve no Observador a propósito da não recondução de Joana Marques Vidal….

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