Um projeto colonial racista chamado Israel

(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 25/09/2024, revisão da Estátua)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos sobre o assassinato de jornalistas por Israel (ver aqui).

Pela sua atualidade e pela forma assertiva como põe a nu as atrocidades de Israel e desmonta o apoio do Ocidente ao genocídio em curso, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 25/09/2024)


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O projeto colonial racista chamado Israel, invenção de imperialistas genocidas anglo-americanos, tem a sua existência dependente da invasão injustificada, do massacre contínuo, da mais vil opressão à moda do apartheid, da limpeza étnica à moda nazi, e do genocídio, isto é, do extermínio de uma população inteira, homens, mulheres, crianças, e destruição completa das condições compatíveis com a vida.

Neste processo, é necessário para as mentes retorcidas do nazi-sionismo (a ideologia fundadora de Israel para a qual Albert Einstein e Hannah Arendt alertaram na famosa carta ao New York Times), invadir completamente a Palestina. A região da Galileia já foi completamente colonizada, a da Cisjordânia continua a todo o vapor, Jerusalém já é só para nazi-sionistas, e Gaza está a ser terraplanada, para lá os colonos ocidentais construírem as suas pocilgas.

Nesta estupidez toda, está incluída a ocupação permanente dos Montes Golã na Síria, e agora está a ser planeado o mesmo para a o Sul do Líbano.

No Egipto e na Jordânia, em vez de ocupação militar, a ocupação existe mas é “só” política. Os imperialistas anglo-americanos, em diferentes fases da história, garantiram que aqueles países são controlados pelas suas marionetas. Um “rei” em Amã após a “independência” do Mandato Britânico, e um “presidente” no Cairo após a “primavera árabe”, mais uma daquelas “revoluções” coloridas do menu da CIA, a agência terrorista que disputa com o Pentágono o 1º lugar dos que mais mataram na história da Humanidade.

Sempre que alguém fala deste projeto colonial racista, feito pelo império anglo-americano genocida, das três uma:

– ou é um corrupto avençado do império, a repetir a propaganda da “legítima defesa de Israel”;

– ou é um simplório (independentemente de ser analfabeto ou ter um doutoramento) daqueles que acha que se “informa” a ver os “notícias” da MainStreamMedia, e acaba a repetir a propaganda do império e do nazi-sionismo;

– ou é alguém fora destes 2 grupos. Neste caso, há 2 subtipos de pessoas: os covardes que toleram Israel, e os corajosos que percebem que este projeto colonial racista nem tem o direito de se defender, nem tem sequer o direito de existir, pois existe na terra dos outros, e a sua existência depende do que já disse atrás: apartheid, ocupação, limpeza étnica, genocídio.

Sabem que outro projeto é que também dependia disto para existir? O “Großdeutsches Reich”, projeto de Hitler mais conhecido como Third Reich, ou Terceiro Império, no que seria uma referência ao facto de ser o sucessor etnicamente “limpo” do Império Germânico (1871 – 1918) que colonizou África, e do Sacro Império Romano (800-1806), que nem era sagrado, nem Império, nem romano, mas isso é outra história…

Os ocidentais têm destas manias, em particular com relação à zona da Ásia Ocidental ou Mesopotâmia (o “Médio Oriente”), já desde os tempos das cruzadas. Mas até o Reino de Jerusalém, de invasores cristãos europeus ocidentais liderados por uma casa real Francesa, nem mesmo essa gente da Idade Média, romantizada como “Idade das Trevas”, nem essa gente rude e sem conhecimentos nem estudos chegou a este ponto. Qual ponto? O ponto do nazismo. E passo a citar uma passagem da Wikipédia sobre este reino: «The kingdom was ethnically, religiously, and linguistically diverse».

Era uma pequena elite minoritária seguidora do cristianismo, e muita gente seguidora do Islão, do judaísmo e samaritanismo, e ainda os drusos. Com exceção dos invasores Cristãos, os restantes eram semitas nativos daquela região. Podia-se lutar e morrer para saber quem é que mandava, mas no final havia espaço para todos lá viverem.

Com certeza havia episódios de brutalidade, guerras e vinganças, mas o cenário que vemos hoje nos nossos ecrãs, de nazi-sionistas a trucidarem propositadamente os corpos de crianças e a destruírem os locais de enterro, seria causador de vómito até a um cruzado banhado em sangue dos seus inimigos.

Antes deste reino de invasores europeus cristãos, tinha por aqueles lados havido uma coisa chamada “Jund Filasṭīn”, ou distrito militar da Palestina, e outro chamado “Jund al-Urdun”, ou distrito militar da Jordânia, isto tudo fazendo parte da Síria islâmica inicial, por sua vez parte dos califados (ou Impérios) Omíada (661 – 750) e Abássida (750 – 1258, 1261 – 1517), o primeiro dos quais tinha ocupado a Península Ibérica.

Antes disto, uma província romana (Império bizantino) chamada Palestina Prima (390 – 636). Nesses mapas já lá existiam cidades chamadas Ráfia (Rafá) e Gaza. Existia ainda uma Palestina Segunda que ia até aos Montes Golã, e uma Palestina Terceira que ocupava a península do Sinai. Previamente, no Império Romano inicial, era a Síria Palestina (136 – 390). É preciso recuar até aos anos 6 – 132 para encontrar uma coisa chamada Judeia, uma província romana com origem em reinos e dinastias de judeus.

Não vale a pena andar mais para trás. A questão que se coloca aqui é: quem decidiu que a história que interessa para a decisão dos mapas actuais é a de há 2000 anos? Porque tem este período mais legitimidade que outros? E qualquer que seja a resposta a estas perguntas, há alguma coisa que justifique em 2024 um genocídio? E um que nem sequer é uma matança entre locais (como aconteceu nos Balcãs) mas sim uma matança de colonos que invadiram aquelas terras nos últimos 80 anos, e que matam quem já lá vivia antes!

Meus amigos, eu devo ser dos poucos portugueses que sabem o que está escrito na Constituição da República Portuguesa e que fazem questão de respeitar e fazer respeitar esse texto. Nessa lei fundamental, definidora da primeira democracia em Portugal, uma que queria distinguir-se do regime anterior: fascista, colonialista, racista, imperialista, aliado de nazis, criminosos de guerra – o texto aprovado em 1976 diz coisas como:

Devemos ser militarmente neutrais (é a melhor garantia de segurança e paz de qualquer país), em vez de sermos vassalos no clube terrorista chamado NATO, que foi o seguro de vida do ditador Salazar desde 1949. Não temos nada que andar a invadir Iraques e Afeganistãos, ou a ameaçar potências nucleares participando (cada vez mais diretamente) nas invasões do Donbass e de Kursk (por falar nisso, os helicópteros Kamov que tanta falta fizeram para combater os incêndios, foram enviados de borla para os Nazis na Ucrânia irem matar crianças em Belgorod, Donetsk, Kursk, Sevastopol, etc);

devemos proibir o fascismo e o racismo (o nazismo está por isso mesmo implícito), em vez de legalizarmos Chegas, em vez de colaborarmos com nazis ucranianos. Está obviamente implícita a obrigação do Estado português de condenar a ditadura racista (i.e. o regime de apartheid) de Israel e de proibir qualquer organização que perfile a ideologia sionista, pois uma ideologia que implica um genocídio, é racista, é fascista, é nazi;

somos contra o imperialismo e o colonialismo, logo está implícito que não devemos continuar a ter as relações tão próximas que temos (muito menos de vassalagem) para com o Império anglo-americano, e para com o projeto colonial chamado Israel. Como é óbvio, seria obrigatório um corte de relações com quem (EUA, Reino Unido, Israel) invade e ocupa áreas cada vez maiores da Palestina, da Síria e (em breve) do Líbano;

defendemos os Direitos Humanos, como o direito à Autodeterminação, o que implica reconhecer o direito dos catalães a realizarem um referendo, assim como o do povo da Crimeia e do Donbass, e obviamente reconhecer o Estado da Palestina;

defendemos a soberania dos Estados, o que implica que Portugal não devia apoiar nem um regime nazi-fascista que ocupa Kiev a mando da CIA desde 2014, nem um governo nazi-sionista, Israel, que os próprios USAmericanos descrevem como a “sua maior base militar no Médio Oriente”;

e temos o direito a nem sofrer com a censura (ex: a que a ditadura EU-ropeia faz aos canais de notícias russos), nem a sofrer com a mentira/propaganda do regime, isto é, temos o direito a saber a verdade. Ou seja, temos o direito a ter JORNALISTAS que escrevam diariamente sobre o contexto histórico da Palestina antes da invasão nazi-sionista, e que expliquem que o que está a acontecer não é uma “Guerra Israel – Hamas” (pois isso são 3 mentiras em 3 palavras), mas sim um GENOCÍDIO dos nazi-sionistas contra todos os palestinianos e ainda contra sírios, libaneses e iemenitas.

Todos estes princípios constitucionais, leis fundamentais que definem o que devia ter sido a Democracia de Portugal desde 1976, estão a ser violados. Mas para quem chama “defensores da liberdade” a glorificadores de nazis que andam à solta desde Lviv até Kiev; “defensiva” a uma organização terrorista (NATO) que já destruiu a Sérvia e a Líbia; e “única democracia do Médio Oriente” a um projeto colonial racista que comete limpeza étnica há 80 anos e agora também um extermínio/genocídio em direto; sim, quem é disso capaz é capaz de tudo, até de limpar o cu ao papel onde estão alegadamente inscritos os ditos direitos fundamentais.

Os árabes, turcos, e persas, da Ásia Ocidental e Central, olhando para o que aconteceu no Iraque e Afeganistão, lá se vão contendo, falando em cessar-fogo, em votações simbólicas na ONU, e recusam intervir militarmente para travar um genocídio, preferindo só continuar a falar, blah blah, paz, blah blah, e reconhecer o Estado da Palestina, blah blah, fronteiras de 1967…

Mas o status quo é uma coisa que sempre muda, mais tarde ou mais cedo. E a história da região mostra que quem invade hoje, é invadido amanhã, quem governa agora, tem a sua dinastia interrompida a seguir e para todo o sempre. E os impérios que se expandem hoje, explodem amanhã.

Por isso, mesmo sabendo que no momento em que escrevo há um míssil da NATO/Turquia a cair numa casa curda, há um míssil da NATO/EUA/UK a cair numa casa iraquiana ou iemenita, e há muitos mísseis da NATO/Israel a cair em casas sírias, libanesas, e palestinianas, com mulheres grávidas a ficarem desmembradas, com homens jovens e velhos a serem esmagados por escombros, com crianças que ficam com pernas em pedaços ou ficam “inteiras” sem família nenhuma no Mundo, e apesar de saber que isto vai continuar enquanto houver “gente” viva em Washington, Londres e Telavive, apesar disso tudo vou dormir descansado.

Profundamente revoltado, mas descansado em relação ao futuro. Pois no futuro é inevitável a mudança. Quem assassina hoje, é castigado amanhã. Quem hoje oprime, amanhã tem de fugir da multidão revoltada. Quem hoje planeia no mapa que região vai invadir, amanhã desaparece do mapa. Um dia, as bandeiras de Israel, do Reino “Unido” e dos Estados Genocidas da América, vão deixar de esvoaçar ao vento. E isso faz-me ir dormir com um sorriso na cara.

Força Hamas! Força Hezbollah! Força Houthis! Força Resistência do Iraque! Força militares da Síria! Força xiitas em geral e persas em particular! E força a todos os que vão fazer parte da onda imparável anti-imperialista e de mudança de regime que está a crescer nos regimes vassalos do império naquela região. Ontem um ex-militar da Jordânia entrou em Israel para matar colonos ilegais, hoje o povo enche as ruas a protestar contra o nazi-sionismo e contra a colaboração do seu “rei”, amanhã um grupo inteiro de antigos e actuais militares entrará no palácio de Amã. Começa em Amã e acaba no Cairo, pode até ir a Riade. E depois, de Argel até Teerão, e quiçá também Ancara; unidos, colocarão um ponto final no tal projeto colonial racista chamado Israel, talvez ao mesmo tempo que numa arena maior, os corajosos russos e os bravos chineses dão a estocada final no império genocida anglo-americano. É inevitável.

PS: Um dia, um grupo de corajosos militares terá de tratar do estado a que isto chegou outra vez. Um estado de podridão total, de mentira permanente, de vassalagem a imperialistas assassinos, de colaboração com nazis e genocidas, com um sistema económico profundamente fascista e um sistema monetário insustentável e de traição à Pátria. Não há Otelo nem Maia, haverá outros. Só espero que não seja novamente preciso esperar até chegar ao ponto de ter milhares de portugueses a morrer numa guerra longe do país para que a revolta/revolução aconteça. Se tivermos a Restauração da Independência, então espero que esta se venha a chamar Restauração do 25-Abril.

Dois Estados na Palestina? Coma gelados com a testa!

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 22/09/2024)


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A tal solução dos dois estados, que tantas vezes foi invocada como panaceia para o “problema” da Palestina, onde está?

O exército israelita assaltou hoje o escritório da estação de televisão Al Jazeera, em Ramallah, a capital da Cisjordânia e sede da Autoridade Palestiniana. Fechou-a levando como justificação um édito escrito em hebraico. A Cisjordânia não existe. Tal como Gaza.

A longa operação de ocupação da Palestina após a Segunda Guerra, levada a cabo por grupos de judeus espalhados pelo mundo e tendo, como justificação doutrinária, uma interpretação conveniente da sua religião e o apoio mercantil e militar dos grandes interesses no domínio da região, que concentra uma das maiores reservas de petróleo mundiais, tem sido conduzida de embuste em embuste.

 O primeiro, o do direito à existência de Israel, que era uma entidade politicamente inexistente, assente no racismo religioso; o segundo o da possível convivência de dois estados, um israelita armado e financiado pelos Estados Unidos e o Ocidente Global,  e um palestiniano à mercê de interesses das potencias locais e dos seus caciques. Por fim, a invocação do direito à autodefesa de um Estado que nunca cumpriu qualquer decisão da comunidade internacional emanada da ONU, incluindo as obrigações resultantes da sua criação! 

Depois de ter transformado Gaza – uma das parcelas do futuro estado palestiniano, – num forno crematório, – Israel entra agora pela Cisjordânia, a outra parcela do Estado Palestiniano, fecha uma estação de televisão que não reproduz os seus comunicados e a sua propaganda, isto enquanto bombardeia campos de refugiados e infraestruturas e as suas milícias de colonos armadas expulsam na completa impunidade palestinianos das suas casas e propriedades!

A tese dos dois Estados serviu sempre para o mesmo que os rolos de papel higiénico.  Apenas acreditou nela quem não acreditava nela. Ou sofria de diarreia intelectual.

Hoje, aqueles que deram a cara por essa tese, começando por ilustres Secretários Gerais da ONU, eminentes políticos e chefes religiosos, bem podem sentar-se à porta de um WC a observar onde vai a tese dos dois estados. A observar onde os seus aliados israelitas desde há 70 anos a têm ritualmente evacuado, deixando-a seguir o caminho que lhe destinaram com uma descarga de autoclismo. Podem escolher o modelo de sanita.

Estou certo de sermos governados por seres que estão dependentes da necessidade fisiológica do alívio. Os defensores da tese dos dois estados devem estar hoje aliviados. Libertaram-se de um incómodo intestinal. Porque os incómodos de coerência há muito que devem ter ida pela pia.

Tenho alguma curiosidade em ver como se saem deste gozo de Netanyahu os primeiros ministros dos três estados da União Europeia que reconheceram a Palestina como um Estado e até o rei Filipe, nosso vizinho, apareceu numa fotografia toda pomposa  a receber as credenciais do embaixador da Palestina, que é um beco onde meia dúzia de jagunços de Netanyahu mandam calar quem não conta a sua história.

Com o assassinato de líderes opositores, Israel conduz o mundo para um “ciclo infernal” de guerras

(

(Alfredo Jalife-Rahme, in Diálogos do Sul, 06/08/2024, revisão da Estátua)


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Sobre as represálias do Hezbollah e do Irão, individualmente ou em conjunto, desconhecem-se o seu alcance e profundidade em Israel, mas podem atingir Telavive, Haifa e, de forma ameaçadora, a central nuclear de Dimona, onde se armazenam as suas mais de 300 bombas atómicas clandestinas (ex-presidente Carter dixit).

Após o apoio do chefe do Pentágono, Lloyd Austin, a Israel e contra o Hezbollah – fica a dúvida se inclui o Irão –, a marinha dos EUA enviou 12 navios de guerra e o porta-aviões USS Theodore Roosevelt para o Médio Oriente com 4 mil marines a bordo.

Nas guerras, a primeira vítima é a verdade, e os multimédia israelo-anglo-saxões – os mais poderosos do planeta, dedicados a distorcer verdades e a propalar mentiras – propagaram a fake new de que o assassinado líder político palestino Ismail Haniyeh (IH), juntamente com o seu guarda-costas iraniano, foram vítimas de um dispositivo.

Esse tipo de fake news é projetado para semear a dúvida e a discórdia, além de zombar dos serviços de segurança iranianos que já foram infiltrados e corroídos em várias ocasiões, e glorificar a supremacia ciber-tecnológica de Israel como arma dissuasora.

Pós-verdade e mentiras pró-Israel

Na era da pós-verdade e do Netflix, onde a tríade EUA/Grã-Bretanha/Israel tem a grande vantagem de intoxicar o mundo com fábulas falsas engendradas por Hollywood, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica revelou que o assassinato de IH foi planejado e executado por Israel com o apoio dos EUA e realizado com um projétil de curto alcance e uma ogiva de 7kg.

Existem vários cenários de guerra que variam desde uma guerra de vários frentes, na qual os EUA poderiam intervir diretamente, até outros cenários mais apocalípticos, como os esboçados pelo coronel aposentado Douglas Macgregor – ex-assessor do Pentágono e de Trump –, que sem rodeios declarou que Israel controla os EUA. Já para não falar do Congresso americano cuja maioria de membros bipartidários são generosamente lubrificados pelo AIPAC, o maior lobby israelense nos EUA – tese com a qual concorda John Mearsheimer, um dos maiores geopolíticos do mundo e renomado professor da Universidade de Chicago.

A tese central de Macgregor concentra-se em três pontos:

1. Israel lançaria bombas nucleares táticas contra o Hezbollah, no Sul do Líbano, (ele repete isso, pela segunda vez, num mês);

2. Israel pretende empurrar os EUA para uma guerra para destruir o Irão – ao que se junta o beligerante senador republicano Lindsey Graham, que defende a destruição de centrais nucleares e refinarias do Irão;

3. O perigo da participação da Turquia, membro da NATO! – o Primeiro-ministro turco, Erdogan, afirmou que iria defender os palestinianos em Gaza – e até mesmo do Paquistão (que possui 170 bombas nucleares).

A realidade

A realidade é que Netanyahu voltou mais encorajado do que nunca depois do seu apoteótico discurso diante do Congresso dos EUA. Os assassinatos de líderes – do comandante militar xiita libanês Fuad Shukr, num subúrbio do sul de Beirute, reduto do Hezbollah, e do líder palestino IH: curiosamente, o mais moderado do Hamas, que estava encarregado das negociações com o Qatar, o Egito e a CIA para liberar os reféns israelenses – “assassinaram as esperanças de paz” e encaminharam o Médio Oriente para uma terra incógnita de conflagrações ameaçadoras, suscetíveis de descarrilar e levar a um ciclo infernal de ações e reações que podem culminar num choque entre EUA/NATO contra Rússia e China.

Qual será a reação de Israel, já para não falar da Rússia, que acaba de completar uma troca espetacular de prisioneiros com os EUA, enquanto realiza patrulhas conjuntas com o Irão no mar Cáspio?

Fonte aqui.