(Tiago Franco, in Facebook, 26/07/2026, Revisão da Estátua)

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Por achar que já não tenho irritações que cheguem na vida, o algoritmo desta rede passa a vida a bombardear-me com influencers portugueses, de extrema-direita, pagos pelo estado de Israel para andarem por Gaza a repetir as narrativas que lhes são ditadas.
Vou deixar de lado esta coisa, muito do século XXI, da malta arranjar sustento a dizer banalidades e transmiti-las para uma geração onde, apesar da informação ao minuto, sobra ignorância. Quando vejo pessoal da minha idade, e mais velhos, a repetirem ideias destes gajos, vou perdendo um pouco a fé na Humanidade.
Não vou fazer publicidade a esta gente, são as novas Ferro Gouveia em potência e provavelmente vocês já os/as terão visto por aí. A gorducha da voz irritante, o anafado do táxi, a cruela da voz rouca e mais umas quantas azedas que por aqui andam.
Também não vou discutir o investimento que Israel faz em publicidade com influencers de vários países. Isso é do conhecimento público e nem aquele estado genocida o nega.
Até percebo que se tenha que meter comida na mesa e, trabalhar, é algo que a poucos apetece. Estou solidário nessa parte. Se pudesse andar a bater mundo e alguém me fosse pagando as contas, certamente chegaria mais depressa a alguns dos sonhos que me faltam concretizar.
Mas não há um limite, de decência vá, para o preço da nossa alma? Por mais ódio e frustração que a vida nos traga, por mais racistas e intolerantes que sejamos, por mais xenófobos, conservadores ou islamofóbicos, não há uma linha vermelha a partir do qual se diz: – “Tenho que arranjar outra forma de pagar as contas”?
Há algum ser humano com coluna que, vendo o que os colonos da Cisjordânia estão a fazer, consiga encontrar um ponto de vista que justifique aquele terror e a expulsão dos palestinianos?
Alguém, que não siga fanaticamente a vida por um qualquer livro religioso, a Bíblia, a Tora, o Corão ou outra merda qualquer, consegue encontrar uma justificação para as constantes chacinas em Gaza? Ainda se fala no 7 de Outubro como justificação? Os 70 000 (número onde parou a contagem) palestinianos mortos, maior parte deles mulheres e crianças, ainda não chegam para justificar o “direito de defesa” sobre a morte de 800 civis israelitas?
Quando vemos aquele inenarrável ministro de extrema-direita, Ben-Gvir, a entrar por Gaza a dentro, com uma horda de colonos, a gritar “quem diria, há três anos, que hoje estaríamos a controlar 70% da faixa de Gaza?”, ainda conseguimos procurar uma narrativa que justifique as atrocidades de Israel?
Quase dois milhões de pessoas, em Gaza, enfiadas num quintal, em condições desumanas e outros tantos na Cisjordânia, a sofrerem um processo de expulsão, patrocinado pelas IDF. E prestam-se estes influencers, um pouco por todo o mundo, a troco de umas viagens e uns trocos para ficarem em casa a fazer vídeos mais uns meses, a mentir para as suas comunidades, fazendo parte de uma tentativa, à escala global , de limpar a imagem de Israel.
Mas como? Sim, como meus amigos? Dá para apagar a morte de milhares de mulheres e crianças inocentes? Ou ainda estamos a vender a história de que cada pedra em Gaza era um terrorista do Hamas? Dá para apagar os vídeos diários de novos colonatos na Cisjordânia? Dá para apagar os vídeos do Ben-Gvir a celebrar a pena de morte para palestinianos?
Também já perdi um pouco a paciência para as discussões das perspetivas ou das opiniões. Não há duas visões em crimes tão óbvios e tão desproporcionais.
Quem, a troco de dinheiro (ou não), se presta ao papel de tentar justificar um estado genocida, está exatamente a entrar no papel de colaboracionista, mas sem aquela desculpa clássica e histórica de quem luta pela sobrevivência. São, no fundo e apenas, uns filhos da pu*a.
Concordo com tudo. Uns grandes filhos de uma puta selvagem de Babilônia.
E que para mal das vítimas daquele estado genocida não são só portugueses.
A mim também me aparece de vez em quanto um tal de Anussim Brasil, que aparece com um fundo de estrela de David e candelabro que e simplesmente vomitivo.
E também um tal de Rafael Guanabara, um brasileiro sem vergonha nenhuma no focinho que vive em Israel e vive de glorificar todas as suas canalhices.
Depois temos os que escarram islamofobia como um que se intitula Harris Sultan e que e tão só um paquistanês pré obeso que era muçulmano e como se fez ateu se calhar para ter liberdade para encher o focinho de álcool e carne de porcos de quatro patas, que ele e um de duas, se dedica a tudo quanto é fake e insulto contra muçulmanos e em especial contra quem comete o, para ele crime de se converter ao islamismo.
Também fui criado num culto fundamentalista cristão que tinha as suas porras, hoje não acredito em quaisquer poderes do outro mundo, mas raios me partam se alguma vez me passou pela cabeça andar a denegrir a muita gente honesta, de princípios e vergonha na cara que lá conheci. E que muitas vezes se converteu porque a isso levaram as agruras da vida.
Gente que continuo a respeitar.
Mas aquele, com a falta de vergonha que tem no focinho,arranjou nos muitos racistas dispostos a ouvi lo uma boa maneira de viver sem trabalhar.
E mais há.
Essa praga de inuteis, que simplesmente não quer trabalhar, arranjou aqui um filão para não ter de passar as humilhações de viver de apoios sociais.
Mas e preciso mesmo muita psicopatia, muita falta de respeito pela vida humana, para não arranjar outra maneira de ganhar a vida.
A nós resta nos apaga los e esperar que encontrem um grande cardume de tubarões brancos famintos a próxima vez que forem a banhos.