Financiando os uber ricos globalistas

(António Gil, in Substack.com, 07/02/2025, Revisão da Estátua)

Da esquerda para a direita: Schwabs, Soros, Gates

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À custa dos pobres, das nações e até mesmo do Império.

Afinal há almoços grátis. E dormidas grátis em hoteis de luxo. E transportes grátis. E prostitutas grátis. Quero dizer, todas essas coisas são pagas por alguém mas não por quem as consome ou usa. Os uber ricos têm usufruído dessas benesses. Quem foi o benfeitor? a USAID e outras agência federais americanas.

Durante muito tempo pensámos que falsos filantropos como Bill Gates e George Soros criavam fundações para escapar aos impostos. Não imaginámos que, sendo eles ricos, ainda recebessem dinheiro extorquido aos pobres via impostos. Parece que isso tem acontecido. Ser filantropo com o dinheiro dos outros, quem não gostaria?

Igualmente surpreendente saber que os porcos gordos do Fórum Económico Mundial também se aboletaram com largas somas de dinheiro com a mesma proveniência. Ó que gente tão pobrezinha que pelo que se vê necessita de tanto dinheiro para realizar o bseu encontro anual em Davos, sob forte escolta militar.

Por que razão isto é ainda mais surpreendente que o financiamento do jornalixo internacional e das falsas ONGs que promovem revoluções coloridas e golpes de Estado? Bom, porque no caso dos segundos, eles trabalham para ampliar o Império que os subsidia. São nocivos ao mundo, mas ainda assim actuam dentro de uma lógica que podemos – e devemos – reprovar mas, ainda assim, se reconhece como racional.

Mas os Gates, Soros, Schwabs? Não me parece que nenhum deles tenha como objectivo engrandecer o Império, pelo contrário. De formas diferentes eles trabalham para acabar com as Nações (e logo também com os EUA) e substituí-las pela lei da selva das grandes corporações. O sonho húmido destes bilionários é um mundo sem governos nem regulações a atrapalhar os seus negócios.

Claro, em muitos casos o Império é para eles uma ferramenta útil para expandir os seus programas e levar a cabo os seus planos mas não é de forma nenhuma um fim em si mesmo. Se, por hipótese, o Império lograsse dominar o mundo todo, essa espécie de cavalheiros trataria logo de seguida de se livrar dos seus governantes.

Desse ponto de vista, têm razão todos os que gritam ‘traição’ após a revelação dos factos porque é disso que se trata: financiar organizações globalistas é trabalhar contra o povo americano e contra todos os outros povos do mundo. Vimos isso, de resto, durante o período crítico da narrativa Covid e não foi por acaso que cada um dos uber ricos mencionados saudaram a falsa pandemia como uma oportunidade de ouro para implementarem os seus planos.

Fonte aqui.

Republicanos versus democratas: conversas diferentes mas bombas iguais

(Marcus Lucrecio, in Facebook, 27/01/2025, Revisão da Estátua)


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Quem foi o político norte-americano que disse: “Em nome de todos aqueles cuja história só poderia ser escrita na maior nação da Terra, aceito a sua indicação para ser presidente dos Estados Unidos da América.”?

Enganou-se quem pensou Donald que foi Trump. A frase é de Kamala Harris, a candidata dos democratas. 

O problema não é Trump, ele é apenas uma manifestação mais histriónica de uma doença maior. O problema é o próprio pilar fundacional dos EUA: o imperialismo messiânico. Um excecionalismo asqueroso enraizado na visão de mundo daquele país; visão segundo a qual o destino do mundo repousa nas mãos da América. Aliás, referirem-se a si como “América” já é um sintoma desse quadro.

A questão aqui é quase psiquiátrica: um delírio de grandeza doentio que não se enxerga como tal, porque foi metabolizado como virtude no imaginário coletivo. Na sua base está a crença naturalizada de que o mundo é um mero quintal de Washington, ou quem sabe uma arena global cujo papel é testemunhar a glória de uma nação que se acredita ser a nova Israel. E, cá entre nós, um projeto político-cultural que leva um povo a imaginar-se não apenas superior, mas essencial, não passa de uma forma elaborada de barbárie.   

Patriotismo? Não, patriotismo não é isso, é outra coisa – não tão gloriosa, mas não é isso. O sentimento patriótico também é infantil, atrasado, tosco. Assim o percebo. Mas, pelo menos é mais discreto. Já uma crença que leva as pessoas a uma absoluta ausência de modéstia ao falarem da própria cultura e dos seus valores comuns, sem nem ruborizar um pouquinho, só pode ser patológica. Uma psicose que contamina todo o espectro político e a cultura de massa daquele país.

Mas não é lá a terra dos wokes, aquela gente iluminada cujo desporto preferido é denunciar o imperialismo do seu próprio governo? Enganam-se. A filosofia woke é muito mais ianque do que aparenta; é o braço esquerdo do imperialismo do Norte cuja missão é catequizar o planeta. Mídias, universidades, militâncias e grupos políticos mundo afora, todos convertidos em colónias ideológicas para que por meio delas se imponham padrões ridículos de problematização político-cultural gerados no ventre académico norte-americano – se o imperialismo à direita tem seu centro em Washington, o “imperialismo do bem” emana do Ivy League, portanto, mais difuso e mais dissimulado.

Besta é quem os chama de comunistas; são mais liberais do que se imagina. O único comunismo que defendem é o das ideias: as suas. Reparem nos padrões comportamentais que agora se adotam e se ensinam em todas as instituições estatais e educacionais da América Latina, com a desculpa de “civilizar” as nossas relações humanas. Toda a estrutura concetual empregada nesse projeto de adestramento mental é importada dos Estados Unidos, e serve mais às suas elites que aos nossos oprimidos, supostamente assistidos por tal projeto.

No fundo, o progressismo woke – lá chamado “liberal” – só quer colonizar também, impondo o seu próprio imperialismo, ou impondo o imperialismo ao seu modo. No fundamental, são iguais aos trumpistas e demais republicanos: creem-se o povo escolhido.

Fonte aqui

O discurso fúnebre de Biden, a avisar os sobreviventes de que não passam de uma manada para abate

(Nicole Guardioka, in mural do Facebook de Alfredo Barroso, 19/01/2025)


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Não sei quem escreveu o discurso/testamento de Joe Biden aos estado-unidenses, mas admiro a sua lucidez. Fez o diagnóstico mais severo e sintético do “estado da nação”, que é também o do “Ocidente alargado” de que a Europa é a parte mais significativa.

Esta oligarquia, que congrega o dinheiro, o poder político e militar e de influência, é também a que nos governa e manipula, todos os dias e a todas as horas. Um mundo que um punhado de indivíduos pode moldar e manipular ao sabor das conveniências, diabolizando, aterrorizando, destilando o medo e os ódios ou, pelo contrário, criando mitos e heróis inquestionáveis. Mas estes oligarcas não chegaram ao topo dos poderes de um dia para o outro, nem tiveram de exercer qualquer tipo de violência física: chegaram às posições que agora ocupam graças ao exército inumerável dos «cretinos numéricos» em que estamos todos arregimentados, com algumas – poucas – resistências.

Sim, fomos todos deslumbrados pela revolução informática, as «novas tecnologias», rendidos ao “progresso” que introduziram em todos os campos das atividades humanas, das finanças à agricultura e pecuária, do comércio á comunicação e aos transportes, da biologia e da genética, para invadir finalmente os domínios da investigação e inovação e da criação artística que promete a Inteligência artificial.

Sim, participámos no linchamento ideológico de todos os “lançadores de alerta” que incitavam à reflexão e propunham levantar controlos, limites, e uma avaliação criteriosa dos riscos e benefícios.

Os “velhos”, como eu, que se assustam e indignam com a indigência da nossa sociedade da informação, da censura omnipresente, da manipulação das memórias e da história são invariavelmente remetidos para a impotência resmungona dos “velhos do Restelo”.

Quando os livros desaparecem das casas, quando as palavras são pouco a pouco esvaziadas de sentido, quando os ecrãs ocupam todas as atenções, como exercer a tal “vigilância” a que Biden apela aos seus concidadãos, para resistirem à desinformação e às falsas informações?

Exemplarmente, os nossos comentadores interpretaram o discurso de Biden como endereçado ao seu sucessor Trump, como se este e a sua corte fossem a tal “ameaça” à democracia que convém derrubar quanto antes. Ou seja, como (mais) uma manifestação de ressentimento do derrotado.

Os Gates, Musk, Zuckenberg, Bezos e companhia não se deixam perturbar: Trump não é o seu problema, é a sua criatura, a que vai ajudá-los a completar a sua irresistível ascensão até ao pináculo do poder planetário.

Há já poucos Estados em condições de lhes impor limites e, quando terminarem de colonizar o espaço com os seus milhares de satélites, até as fronteiras e barreiras linguísticas ficarão definitivamente obsoletas.

Tudo, obviamente, em nome do progresso e do futuro radioso de uma Humanidade sem coração nem cabeça, mergulhada nos limbos de um mundo virtual, sem dores nem compaixão, e puro divertimento…