E o Nogueira amuou!

(Joaquim Vassalo Abreu, 14/05/2019)

Mário Nogueira

E é até muito natural que se sinta melindrado. E não recuperará facilmente do tremendo desgosto desta derrota, uma derrota que ainda por cima esteve para ser uma retumbante vitória. Estavam os astros todos alinhados, o solstício ali já na curva, tudo certinho e…que raio aconteceu? Inopinadamente eis que um malabarista e refinado farsante, esse tal de COSTA, não fez a coisa por menos e deu uma “facada” nos seus aliados (o Daniel Oliveira dixit) que, aflitos, se esqueceram do Nogueira.

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A coisa não deve estar nada fácil e temo até que lhe advenha uma depressão, uma daquelas cavadas, estão a ver? Não auguro coisa fácil e teremos, assim, um Professor que nunca deu aulas a ir precocemente para a reforma por…depressão cavada!

Os Professores ficarão sem guia e os alunos sem mestre! A Frenprof sem presidente e a Intersindical sem candidato e, ainda, o PCP sem militante ! Para um Professor é de mais! E tudo isto porque o maldito do Costa resolveu desmontar o “teatro” e virou do avesso o guião da peça que tão bem afinado estava. Resultado: os actores desentenderam-se e mandaram a peça para as calendas…

O Miguel (o Guedes), o Daniel mais o irmão Gusmão, a Mariana mais a Joana (as Mortáguas), o Gusmão mais o irmão, uns na mão e outros em contramão, foram unânimes: O COSTA, manipulando todos, montou uma farsa! E só não vê quem não quer…E porquê? Porque estava, e muito bem, diziam eles, em baixo nas sondagens! De ”modos” que eu, tentando decifrar, concluo: então o bom para eles seria que ele estivesse em cima nas ditas sondagens? Alguém percebe?

Mas o Nogueira vive mesmo assim num dilema: é que indo para a baixa (se se quer reformar primeiro tem que ir para a baixa), coisa para ele de protesto último e desesperado e só suplantado por uma greve de fome, tem que deixar de coordenar, de instigar, de negociar, de perorar, de argumentar e de ameaçar com mais uma greve, não dele, mas dos outros, mas chega à conclusão que até nem baixa pode meter pois aquilo não é nada sem ele, pensa ele! E resta quem pense além dele?

Mas ó Nogueirinha eu vou-lhe dizer duas coisinhas, coisas essas que você, infelizmente para si, nunca perceberá! A primeira é a de que , depois de nos idos de 2008, ter levado a Lisboa tudo quanto Professor era ( menos a minha mulher e a minha irmã), em defesa da carreira docente e contra as avaliações, dizia você, mas a história disse-nos que não era nada por isso e sim para depor o Sócrates, o seu fôlego acabou e todo aquele professorado da direita deu por finda a experiência…Nunca mais foram!E não se arrependeu?

Queriam esses professores, que nunca uma greve fizeram, lá saber do tempo de serviço, das carreiras, esses até vão em topos de gama, e até das avaliações? Eles só queriam varrer com o Sócrates! Eles e mais você. E cansaram-se de lutas! Foi uma experiência gira, disseram já ofegantes de tanta luta…E você nada aprendeu?

Nunca aprendeu e agora viu-se: foi utilizado em nome de putativos ganhos eleitorais, tanto pelo PSD e CDS, como pelo PC e BE e, consumada a brincadeira, largaram-no! Até o seu Partido o desprezou.

Você e a sua luta foram apenas um instrumento de guerrilha politico-partidária, uma guerrilha onde tudo valia para se ganhar mas onde, para quem ganhou, o que valia não devia valer! Percebeu? Eu sei que não e agora o seu peso na rua vale zero. E sabe porque o largaram? Porque não foi consequente.

A sua avidez era tanta que nem se deu conta do quão espúria era aquela aliança! E você, estupefacto, em vez de jurar vingança, deu em pedir clemência: façam lá o favor…vocês prometeram…os Professores eram tão importantes para vocês e agora….

Agora amuou! Diz que vai pintar as estradas para a volta a Portugal com o 9-4-2 (mas ó Nogueira, a Volta é só em fins de Julho e Agosto, creio, e aí já não há aulas…) e…aderir ao Livre! Diz que está cansado de Partidos…


Tanto barulho para nada

(Francisco Louçã, in Expresso Diário, 14/05/2019)

Francisco Louçã

(Louça estava inspirado quando escreveu este artigo. Pelo estilo, pela forma, mas também pelo conteúdo. Nada como umas “diatribes” de Costa e do PS, mais a deprimência da campanha eleitoral para as Europeias, para fazer com que os textos saiam da pena do escrevente numa síntese feliz de razão e coração.

Esse vazio do debate sobre a Europa trouxe-me à memória um título notável de um romance da saudosa escritora Irene Lisboa: “Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma”. Sim, a Europa é cada vez mais isso mesmo: uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma.

Comentário da Estátua de Sal, 14/05/2019)


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É mais do que certo que o passar do tempo é cruel para o nevoeiro. A primeira sondagem depois da grandiosa crise política, da “bomba orçamental” e da ameaça de demissão do governo, que tinha o objetivo esplendoroso de antecipar eleições para final de julho, revelou que o PS só subiu uns pequenitos 0,8% em relação ao mês anterior, mantendo-se sempre abaixo dos valores de 2018. Está tão longe como sempre esteve da maioria absoluta, se é que não fica mais longe depois de gastar os cartuchos de pólvora. Só fica, portanto, a história de um truque, e veremos nos próximos meses se o efeito de desgaste provocado por tanto barulho para nada é ou não ocultado pelo efeito emocional da triunfal exibição de poder.

Para as eleições europeias, no imediato, o impacto da inventona é apesar de tudo mais imprevisível. Um grande arremedo como este, que tem sido festejado pelos social-democratas costistas como um apogeu da política, procura o efeito maquiavélico: grita muito, mobiliza as tuas tropas, assusta os adversários, impressiona os hesitantes. O ódio aos professores, privilegiados, culpados dos baixos salários dos trabalhadores do privado, um perigo para as contas públicas, uma ameaça a Portugal, a quinta coluna da nova troika, foi assim instrumentalizado como um ativo eleitoral para encher comezainas e comícios. Foi o suficiente para que o partido reagisse com o entusiasmo de quem saúda a passagem do Rubicão por Júlio César, de tal modo que, nos vapores da janta, até se esquece do candidato, que aliás é personagem secundário em toda a encenação.

Quem escrevia que o arguto primeiro ministro até estaria contente com a queda do PS nas eleições europeias, para assim se abalançar a um discurso dramático para as legislativas, bem pode agora rever o seu oráculo. O governo, se pressentiu o risco de uma votação poucochinha, recorreu à sua bomba atómica quando lhe surgiu o pretexto. Dá nisso uma lição, penso que é mesmo a mais importante para amigos e inimigos: não joga a feijões a nada e, se há o risco da desmesura, melhor que seja absolutamente espampanante. Estamos na era da política do choque e pavor.

Esta estratégia ofusca as eleições europeias. Quem é que agora vai discutir a Europa, queixam-se as boas almas? Têm toda a razão, mas o comboio já passou. Aliás, discutir a Europa seria um erro lamentável que um bom estratega das grandes famílias europeias nunca cometeria.

É melhor que nem se note o que se passa: com o inenarrável Nigel Farage a comandar, destacado, as sondagens no Reino Unido, depois das aventuras acarinhadas no limite da ilegalidade e da chantagem pelas autoridades europeias e pelos seus parceiros, os tories ingleses; o presidente Júpiter transformado num fantasma refugiado no palácio; Erdogan a cobrar o estipêndio que lhe é garantido pelos cofres de Bruxelas para bloquear refugiados;e com os caciques da Europa de leste a garantirem lealdade ou a Trump ou a Putin, o dia da dia do poder europeu tornou-se ou uma farsa ou uma tragédia.

Por isso mesmo, a escolha de alguns candidatos foi dizer tudo e o seu contrário. Os que todos os anos aprovam meticulosamente a redução do orçamento comunitário chegam agora à campanha a invetivar a falta de ambição dos comissários; os que imitam a prosápia dos estados fortes pegam cartazes a pedir que se aproveitem bem os dinheirinhos de Bruxelas; os que aplaudiram a austeridade e pediram sanções desfazem-se agora em lágrimas perante os seus efeitos na vida das pessoas; os que aprovaram o referendo do Brexit queixam-se amargamente dos ingleses; os que deram o seu beneplácito à redução dos fundos para Portugal indignam-se agora com a sua própria decisão; os que viram em Macron o príncipe salvador e em Merkel o bastião da Europa pedem agora à massa que se amande contra o eixo franco-alemão; os que aprovaram o Tratado Orçamental descobriram que é “estúpido”, descuidando do que isso diz deles próprios. Se suspeita que, passado o eflúvio eleitoral, tudo voltará ao normal, ao orçamento de sempre, aos arranjos de sempre, à modorra de sempre, apimentada porventura pelas alianças entre conservadores e extrema-direita, que já são o novo normal, não estará longe da sensatez.

O efeito tem sido garantido: de vitória em vitória, a União tornou-se uma apoquentação, a Comissão uma choldra, o Banco pode cair nas mãos de novos aventureiros e parece que tudo caminha nesse sentido. Diplomacia não existe, solidariedade é uma piada, trabalho em comum só se for em prol da economia alemã. Assim, em cada eleição vivemos o susto da realidade. Os cônsules da Europa estão a esforçar-se arduamente para que se confirme este destino que dizem temer.

Assim sendo, mais do que a ofuscação da “questão europeia”, o que fica demonstrado com este episódio da crise da “bomba” é uma escolha que marca como um ferrete: agora, só vale a política de curtissimo prazo. Queimar os navios antes de chegar à praia, gestos operáticos para pedir aplauso, tremendismo declarativo, insídia pessoal e olhos esbugalhados na campanha, os que têm governado a Europa só têm isto a oferecer. É pouco, mas eles até acham que já é demais.


Textos de circunstância

(Vítor Lima, in blog Grazia Tanta, 08/05/2019)

A – A CRISE DO PAGAMENTO AOS PROFESSORES

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A História parece ir repetir-se…
Em 2008 com o começo da crise financeira o governo Sócrates sentiu-se obrigado a nacionalizar o BPN (o banco do gang Cavaco) e o BPP entrava em bancarrota.
Em março de 2011 a imprensa e a direita animaram um pequeno grupo – Geração à Rasca – a conseguir gigantescas e inconsequentes manifestações contra o governo Sócrates, gerador de um deficit monumental. Em 6 abril, uma reunião de banqueiros decide passar para o Estado a gestão da (sua) crise financeira.
Dias depois, o PEC-4 (plano de estabilidade e convergência, versão 4) é chumbado na AR, Sócrates demite-se e seguem-se eleições de onde resulta o advento da sinistra dupla Passos/Portas, apostada em ir para além da troika; um tombo enorme nas bancadas do PS (que entraram em hibernação) e do BE; e afinal, da grande manifestação de 11/3 resultara um reforço de uma direita cavernosa.
E veio a troika… para ficar, privatizar, exportar trabalhadores, cortar em rendimentos, uma vez que toda a gente andaria a viver acima… das suas possibilidades.
Em 2018/19 é o tempo de glória das ordens profissionais reivindicativas, da pulverização de sindicatos corporativos, cada qual a pretender uma notoriedade que as velhas centrais não conseguem; mesmo que frequentem uma palhaçada chamada Concertação Social.
É evidente que o governo Costa só se constituiu com o apoio do BE/PC, reanimados depois das eleições de 2015; mas as reparações dos estragos de 2012/14 com a troika e o seu funcionário Passos ficaram por fazer e a perda de poder de compra mantém-se no contexto de uma sufocante carga fiscal e de encargos com a dívida, que não baixam.
Mas a História, por vezes parece querer repetir-se; e o esquecimento permite o surgimento de farsas.
A ausência de capacidade política na esquerda política e sindical permite um diktat recente na AR, com uma votação que obriga o governo a reparar as perdas de rendimento dos professores, o que estragará os equilíbrios financeiros do Centeno.
Esperar inteligência no Pavilhão das Aves Canoras sito em S. Bento é tão provável como esperar que camaleões cantem Verdi. E assim, vemos o PSD e Cristas em acelerada marcha atrás no seguimento da apresentação do ás de trunfo pelo Costa.
Poderiam ter aproveitado para encontrar a alternativa financeira acabando com as PPP que engordam nas estradas privatizadas, grupos de saúde que beneficiam do sub-investimento no SNS, numa lógica de privatização encapotada também extensível às áreas da educação e da assistência social; e, criar fórmulas avançadas de autogestão e não de estruturas verticais com um ministro no topo.
Poderiam não ser indiferentes ao volume de gastos militares, às mordomias da classe política (bem… aí estariam a dar tiros no pé), às muitas miseráveis pensões, à aproximação entre o salário mínimo e o salário médio, à precariedade, ao uso e abuso das contratações de trabalhadores temporários, a soldo das parasitárias ETT, ao caos que se vive na Segurança Social.
Como é habitual, em Portugal, pouco vai bem e muito vai mal.


B – QUERES UMA CASA PARA VIVER? 

Recorre ao “direito real de habitação duradoura”! 
Os avatares de turno nos serviços governamentais, para evitarem o confronto com as obrigações constitucionais relativamente à habitação, inventaram mais uma inutilidade: a que dá por aquele nome. Passamos a exemplificar.
Queres uma casa em Lisboa? O preço médio de venda por m2 é de € 2231 e por uns reles 100 m2 terás de pagar apenas 223000 €, e o inevitável IMI. Não é fácil …
Mas o governo teve um rasgo de inteligência! Tu assinas um contrato, vitalício, em que tomas de aluguer essa casa, entregando como caução 10 a 20% daquele valor; coisa pouca para ti, uns reles 22300 a 44600 €. E a renda mensal, claro!
Tal contrato, protege-te do despejo. Se decidires mudar de ares nos primeiros dez anos, o senhorio devolve-te aquele dinheiro (se não estiver falido ou recheado de penhoras). Passados esses 10 anos, o senhorio pode aboletar-se a 5% da caução por ano, o que significa que ao fim de 30 anos do início do contrato, o senhorio, para além das rendas mensais se apropriou do teu “investimento” inicial. Fantástico!
Tens duas alternativas:
1 – Borrifas-te nesta “oportunidade” idiota vinda do governo e utilizas o valor da eventual caução na compra de uma casita;
2 – Ou fazes um contrato de aluguer nas condições que o governo criou alugando um andar em Figueira de Castelo Rodrigo. Ali, a tal habitação de 100 m2 vale apenas 10600 €; pelo que a caução que terás de desembolsar é de 530 a 1060 €
Dir-me-ás que não há trabalho em Figueira de Castelo Rodrigo ou que as deslocações diárias para vires trabalhar em Lisboa ou arredores, são muito longas. É verdade.
Dir-te-ão que tens de criar o teu próprio projeto! Que tens de te revestir de empreendedorismo! De ser verdadeiramente competitivo! Conversa parva em que só parvos acreditam!
Toma nota: os governos existem para te enganar e te roubar e, só raramente resolvem problemas nas nossas vidas.
Há um século havia um operariado organizado e uma cultura de luta que apertava com os capitalistas. Claro que nesse contexto, os últimos tinham de garantir que o produto teria de ser suficiente para manter a plebe numa contestação não revolucionária, sem prejuízo da acumulação de capital que permitisse a distribuição de rendimentos entre os seus vários setores (acionistas, gestores, finança e classe política).
Ora, com o neoliberalismo, os sindicatos vão pouco além de figurantes na Concertação Social; estão pulverizados em pequenas unidades corporativas; e, pode verificar-se que a parcela do trabalho no produto social tem vindo a decrescer.
Por outro lado, hoje a acumulação de capital proveniente da indústria ou da mais-valia é minoritária, sobretudo nos países capitalistas avançados. O que lhes interessa como forma prática de reproduzir e acumular capital está na área financeira, com poderosos computadores a avaliar as subidas e descidas dos títulos; com a criação de capital a partir do nada através das titularizações. Daí se pode partir para algo de terrífico; a redução do rebanho humano para o que não puder ser substituído por máquinas e robots (por exemplo, escravos sexuais… admitindo que não encontram formas mecânicas de substituir pessoas para essas práticas).
Claro que a financiarização da economia introduz novos e mais poderosos fatores de instabilidade e crises de altos e baixos, como a que vimos acontecer de 2008, com o devotado apoio de Obama para evitar que os grandes bancos implodissem.


C – QUANDO  UM  PATETA[1],  APANHA SOL  NA  CABEÇA, DÁ  NISTO

Primeiro, porque julga que a França ainda é uma grande potência; depois, porque tendo sido secundarizada pela Grã-Bretanha na partilha do Médio Oriente, nos acordos Sykes-Picot, ainda pretende ter um papel a desempenhar na região. Talvez fosse melhor aconselhar o Rothschild baby[2] a satisfazer as reivindicações dos coletes amarelos e deixar-se de imbecilidades e inconveniências;
A França, que tem bombas atómicas, não admite que o Irão as tenha e, nem sequer mísseis balísticos para se defender do cancro regional chamado Israel, para o qual o Irão é o inimigo a abater. O Irão não pode ter mísseis mas a entidade sionista pode ter 50 bombas atómicas clandestinas e… construídas com a ajuda da França?
Na Síria diz ele, de acordo com resolução da ONU não deve haver tropas estrangeiras; mas se forem francesas ou americanas a resolução não se aplica…
Claro que o Irão apoia o Hezbollah e o Assad. E a presença de bases dos EUA no Golfo Pérsico, nas ilhas de Mansura e Diego Garcia, no Djibouti bem como as bombas atómicas nos armazéns de Incirlik visam a paz regional ou, são para ameaçar o Irão e defender a fortaleza sionista? E as enormes vendas de armas do comercial Trump aos sauditas servem somente para satisfazer a vaidade do MbS?
Alguém se recorda de condenações ocidentais pela invasão do Iémen por sauditas e pelos emiratos do Golfo?
O homem está preocupado por não haver um governo no Líbano passados oito meses das eleições. Na Bélgica isso também acontece por vezes; mas isso não incomoda a França que, pelos vistos ainda não se curou das taras colonialistas face ao Médio Oriente;
Oh Jean-Yves vai-te f….


D – A  ESTÓRIA  DO  “EMBARRILADO”

Diz-se que alguém foi embarrilado se enganado ou burlado. Há, um sentido literal claramente aplicado ao bispo Gellert cuja estátua está colocada em Buda e virada para Pest, do outro lado do Danúbio; e que nos inspirou para esta foto.

Gellert era bispo de Csanad, na Hungria, cerca do ano 1000 e meteu-se numa disputa entre cristãos e pagãos; e foi apanhado pelos últimos que decidiram contribuir decisivamente para a sua futura nomeação como santo padroeiro do país. 
Para o efeito foi usada uma técnica de aproveitamento criativo da gravidade. Face ao grande declive sobre o Danúbio, os pagãos embarrilaram o Gellert e puseram-no a rebolar até ao rio, onde acabou os seus dias, sem a intervenção salvadora de qualquer anjo, arcanjo ou mesmo marmanjo.


[1]  Jean-Yves Le Drian, chefe da diplomacia francesa; de um país de segunda linha que julga ainda estar no pódio.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1186440/franca-ameaca-irao-com-sancoes-se-falhar-dialogo-sobre-programa-balistico

[2] Também conhecido por Macron


Fonte aqui