(António Gil, in Facebook, 12/04/2026, Revisão Estátua)

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Entendo que muita gente esteja desesperada com a vitória da Van de Leyen e do seu gang nas eleições húngaras. Eu não estou e tentarei explicar porquê.
1- Acabou-se o bode expiatório da Hungria, para se prometer mundos e fundos à Ucrânia que depois ficavam congelados. Órban levava a culpa disso tudo, mas eu sei – acho que todos sabemos ou pelo menos suspeitamos – que as promessas da Europa eram mais bluff que outra coisa.
A Europa há muito que não pode com um gato pelo rabo e agora abriu-se outra frente, ainda mais crítica e quase todos os líderes europeus estão subordinados – e subornados – pelos sionistas. Israel tornou-se a sua prioridade.
Será que eu acho até que Órban dava jeito à máfia de Bruxelas para justificar o desinvestimento no projeto Ucrânia? Sim, acho por essa razão, mas também porque ele conseguia petróleo e gás mais barato que enviava para – entre outros países . a própria Ucrânia. Isso vai acabar.
2- Zelensky correu todo ufano para oferecer aos Estados Árabes do Golfo a assistência ucraniana em drones. Já foi corrido de lá; aquilo correu mal, não só não protegeu nada como os destroços da sua tecnologia falharam os mísseis e destruíram prédios civis. Isso significa que o dinheiro que ele esperava fazer lá ‘ardeu’. Vai-se tornar portanto mais pedinchão a este lado e isso vai irritar muita gente, porque naturalmente estamos diante de uma crise inaudita. E se já era mau antes, imaginem agora.
3- Trump obviamente luta para sobreviver e perde um aliado na Europa (Orban) . Nem isso lhe correu bem. Magyar, o novo Primeiro-ministro húngaro tem razões para estar ressentido com Trump e – vem no mesmo pacote – estar grato à Úrsula. Numa conjuntura em que a brecha EUA-Europa se acentua, isso não pode ser mau.
Só reconheço um bom motivo para essas preocupações com a vitória da Van Der Leyen: é um pequeno tubo de oxigénio que ela recebe. Mas isso num contexto em que outros se erguem: Pedro Sanchéz, os escandinavos que ousam cada vez mais levantar a voz contra Israel – sim, ela é profundamente sionista – e mesmo a recente reativação do mandato de captura de Bibi, emitida por Haia.
Não me parece, em suma, que o balanço se tenha alterado assim tanto e quanto mais tempo a guerra com o Irão durar mais brechas veremos surgir. Uma vitória de ‘espirro‘, em suma, para os eurocratas.



