Resultado das eleições na Madeira: o Miguel é inocente

(Tiago Franco, in Facebook, 24/03/2025, Revisão da Estátua)

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Não me perguntem porquê mas as eleicões na Madeira, desde que o Alberto se foi embora, trazem-me sempre à memória o Roque Santeiro. Para a garotada que passa aqui, o Roque Santeiro foi a melhor novela de sempre da vida a dois canais.

Não gosto das análises que a esquerda faz dos resultados eleitorais na ilha do Ronnie. Há 50 anos que dizemos o mesmo: “a Madeira é um caso especial, são todos primos, não se pode extrapolar para a realidade nacional, bla, bla”.

Pode, pode meus amigos. Pode e deve. Os madeirenses, podem falar de uma forma mais difícil ao ouvido destreinado mas são portugueses como todos nós. Gostam de eleger tudo o que é merda.

Miguel Albuquerque tem um camião de suspeitas em cima dele. Como estes casos se arrastam indefinidamente, confesso que não sei em que capítulo vai a série. O início foi espectacular, com 200 paraquedistas a saltarem no Funchal, computadores abafados, muito fogo-de-artifício e o bom do Miguel a encostar a espinha na prisão. Tinha tudo para ser um blockbuster mas depois foi perdendo interesse. Ficam só as suspeitas, as investigações eternas e “à Justiça o que é da Justiça”.

A decência aconselharia que um dirigente nestas condições se afastasse. Em Portugal é currículo. E camaradas, não é apenas na Madeira. É no país todo. Gente que alegadamente rouba, tem problemas com a Justiça ou acusações de violência doméstica, até rapaziada que vai presa, não voltam a concorrer e a ganhar eleições? Não aparecem nas televisões como senadores, com a nobre missão de educarem a população? Não são recompensados com mais cargos políticos de destaque? O Isaltino, a Felgueiras, o Sócrates, o Relvas, os Tutti-Frutti todos, o Valentim Loureiro, o Bugalho, os Cheganos em geral, o Montenegro daqui a dois meses.

A quantidade de gente que se elege neste país com problemas com a Justiça devia ser um caso de estudo. É o “rouba mas faz” aplicado à política portuguesa.

Há uns anos tudo isto me incomodava. Era o tempo em que me aborrecia ter nascido num país de Terceiro Mundo e, por vezes, tinha a arrogância de pensar que a evolução também podia ser uma moda lusa.

Hoje já não me chateia. Sou mais egoísta e menos paciente. Se um trabalhador por conta de outrem, que leva para casa menos de 900 euros (7 em cada 10 portugueses), acha que o futuro (dele e dos filhos) está em partidos que tentam, essencialmente, canalizar dinheiro dos impostos para o sector privado…quem sou eu para discutir essa ideia?

Se pagam impostos noruegueses e recebem salários do Ruanda, vivem em subúrbios que são atentados arquitetónicos, enchem-se de Medicares por causa das filas do SNS e, na única escola que conseguem pagar (a pública), os filhos passam semanas sem aulas mas, mesmo assim, acham que isto só lá vai com PPPs, Vistos Gold e injeções na banca, pois meus amigos, por quem sois?

Fazem muito bem em votar no Albuquerque, no Montenegro, no Ventura, nos gajos da IL, no PS e em todos os que, de uma maneira ou de outra, nos transformaram no pior exemplo de integração na UE. Não foi fácil conseguir entrar pobre e manter esse estatuto por 40 anos. Mas conseguimos.

E como estamos a gostar…continuemos.

Faz parte da democracia e por mim, tudo bem.

Se eu fosse conselheiro do Astromar dir-lhe-ia para (alegadamente) roubar um pouco mais. “Get rich or die tryin’“, como nos aconselha o poeta das rimas em camisa de alças. É isso que procuramos com estas eleições, não é? Resolver casos de Justiça nas urnas.

Descansa Miguel, és inocente. O povo decidiu, está decidido.

Michael Flynn acusa Victoria Nuland de envolvimento em conspiração para assassinar Trump, e revela escândalo de lavagem de dinheiro na Ucrânia

(Willow Tohi, in Naturalnews.com 08/03/2025, Trad. Estátua)

O ex-conselheiro de Segurança Nacional, tenente-general Michael Flynn

  • O ex-conselheiro de Segurança Nacional, tenente-general Michael Flynn, acusou a ex-subsecretária de Estado Victoria Nuland de ser uma figura central num suposto complot de assassinato contra o presidente Donald Trump, sugerindo uma conspiração mais ampla envolvendo vários indivíduos dentro e fora do governo.
  • Flynn afirmou que a Ucrânia é um centro de uma enorme operação de lavagem de dinheiro envolvendo dinheiro dos contribuintes americanos, com fundos sendo canalizados por meio de agências como a USAID e o Departamento do Tesouro e, em última análise, beneficiando políticos e burocratas corruptos em Washington.
  • Flynn acusou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky de cumplicidade no esquema de lavagem de dinheiro, sugerindo que detalhes chocantes sobre o seu envolvimento serão revelados em breve, implicando ainda mais todo o establishment de Washington.
  • As alegações de Flynn destacam a necessidade de uma investigação completa sobre a suposta corrupção e conspiração de assassinato, enfatizando a importância da transparência e da responsabilização no uso de recursos americanos no exterior e pedindo ações para evitar futuros abusos de poder.

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Numa revelação impressionante que causou ondas de choque em Washington, o ex-conselheiro de Segurança Nacional, tenente-general Michael Flynn, nomeou a ex-subsecretária de Estado Victoria Nuland como uma figura central no suposto complô de assassinato contra o presidente Donald Trump . As alegações explosivas de Flynn, feitas durante uma aparição no American Sunrise da One American News (OAN), também implicaram a Ucrânia como um centro para uma enorme operação de lavagem de dinheiro envolvendo dólares dos contribuintes dos EUA.

Essa revelação bombástica não apenas levanta questões alarmantes sobre corrupção nos mais altos escalões do governo, mas também demonstra a necessidade urgente de transparência e responsabilização sobre como os recursos americanos estão sendo usados ​​no exterior.

Flynn aponta o dedo para Nuland: “Ela vai sentir a dor”

Flynn não poupou nas palavras quando acusou Victoria Nuland, uma funcionária de longa data do Departamento de Estado, de estar “no centro” das supostas tentativas de assassinato contra Trump. “O único nome é Victoria Nuland. Victoria Nuland tem muito em jogo aqui”, declarou Flynn. Ele acrescentou que Nuland está entre uma “constelação de outros” que são cúmplices desses esquemas, muitos dos quais operam “fora do governo”.

As alegações de Flynn são particularmente marcantes, dado o papel proeminente de Nuland na política externa dos EUA , especialmente na Ucrânia. Nuland, que atuou como Secretária de Estado Assistente para Assuntos Europeus e Eurasiáticos na presidência de Obama e, mais tarde, como Subsecretária de Estado para Assuntos Políticos na presidência de Biden, tem sido uma figura controversa há muito tempo. Os críticos acusaram-na de promover políticas que desestabilizaram a Ucrânia e enriqueceram políticos corruptos, tanto na região quanto em Washington.

“Pessoas como Victoria Nuland são uma dessas pessoas que vão… ela vai sentir a dor aqui, eu acredito, porque essas pessoas estão no centro disso”, disse Flynn.

Ucrânia: “Uma grande operação de lavagem de dinheiro”

As acusações de Flynn vão além do suposto envolvimento de Nuland no plano de assassinato. Ele descreveu a Ucrânia como “uma grande operação de lavagem de dinheiro”, implicando agências dos EUA como a USAID e o Departamento do Tesouro ao canalizar biliões de dólares para o exterior, apenas para ver esses fundos retornarem aos bolsos de políticos e burocratas corruptos em Washington.

Elon [Musk] demonstrou a saída de dólares do país por meio de diferentes partes do nosso governo”, disse Flynn, referindo-se ao Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) de Musk. “O que ele ainda não mostrou é o ciclo completo de financiamento que está acontecendo, desde quando sai, para onde vai, como flui pela Europa e como retorna aos bolsos das pessoas aqui nos Estados Unidos da América.”

Flynn sugeriu que Musk e Trump estão prestes a descobrir a extensão total dessa corrupção . “Isso ainda não foi demonstrado. Estou ciente de parte disso, e acho que é isso que Elon e o presidente Trump vão descobrir”, disse ele.

O papel de Zelensky no escândalo “feio”

Flynn também se pronunciou sobre o discurso do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acusando-o de cumplicidade na suposta fraude. “Zelensky é um ator. Quer dizer, ele realmente tem um ótimo relacionamento com [o presidente russo Vladimir] Putin!” Flynn alegou.

Ele alertou que o público americano há de vir a saber detalhes chocantes sobre o envolvimento de Zelensky no esquema de lavagem de dinheiro . “Vamos descobrir coisas nas próximas semanas sobre Zelensky — pode levar alguns meses, espero que não, porque somos capazes de ser muito mais rápidos — mas vamos descobrir coisas que deixarão o povo americano tão chateado quando se tratar do fluxo de dinheiro de volta para os Estados Unidos da América, de volta para os cofres das pessoas, francamente, bem ali em Washington, DC

Os comentários de Flynn sugerem que a corrupção é bipartidária, implicando não apenas os democratas, mas todo o establishment de Washington. “Vai ser feio. E não são apenas os democratas. Vai ser todo o establishment, o Security State”, disse ele.

Um padrão de corrupção

As alegações de Flynn não são totalmente inéditas. Durante anos, os críticos levantaram preocupações sobre o uso indevido da ajuda externa dos EUA, particularmente na Ucrânia. A Revolução Maidan de 2014, que derrubou o presidente pró-russo Viktor Yanukovych, foi fortemente apoiada pelo governo dos EUA, com Nuland desempenhando um papel fundamental. No entanto, muitos questionaram se o envolvimento dos EUA na Ucrânia foi motivado por ideais democráticos genuínos ou pelos interesses financeiros de uma elite corrupta .

Os laços da família Biden com a Ucrânia também foram alvo de escrutínio, particularmente em relação à posição lucrativa de Hunter Biden no conselho da empresa de energia ucraniana Burisma. Embora essas alegações tenham sido descartadas por muitos na grande mídia como teorias da conspiração, as alegações de Flynn sugerem que a verdade pode ser muito mais contundente do que se pensava anteriormente.

Um apelo à responsabilização

As revelações de Flynn provam a necessidade urgente de uma investigação completa sobre a suposta corrupção e conspiração de assassinato . Mesmo que apenas uma parte das suas alegações seja verdadeira, tal representaria um dos abusos de poder mais flagrantes da história americana moderna.

Como o próprio Flynn disse: “Essas são as coisas que, quando você fala em gastar meio trilião de dólares, mais de US$ 400-500 biliões de dólares num país apenas nos últimos anos, esse dinheiro está indo para algum lugar, e não para as tropas nas linhas de frente das várias províncias que estão lutando contra os russos lá.”

O povo americano merece respostas. É hora de confrontar os responsáveis ​​e garantir que tal corrupção nunca mais aconteça.

Fonte aqui.

As declarações de Flynn podem ser vistas no vídeo abaixo (legendas em inglês disponíveis).

Spinumviva, o saco montenegrino

(Tiago Franco, in Facebook, 01/03/2025, Revisão da Estátua)

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Andei a tentar descobrir mais qualquer coisa sobre a empresa de Montenegro e, curiosamente (ou não), a melhor investigação foi feita pelo Pedro Almeida Vieira no Página Um (ver aqui).

Fico sempre desconfiado quando empresas faturam muito dinheiro sem quadros profissionais que o justifiquem e, na área de negócio, colocam resumos tão genéricos que cabe lá tudo e um par de botas.

Também não conheço muitas empresas com atividade legal estabelecida, e grande faturação, que nem um site com informação básica disponibilizam.

Esta conferência de imprensa de Montenegro foi absolutamente lamentável. Passa para a oposição o ónus da crise política, não esclarece absolutamente nada e foge das perguntas.

Há uma diferença entre um político ter vida (emprego) para lá da política, algo que se deve até incentivar, e a criação de empresas manhosas que não são mais do que autênticos sacos azuis para pagamento de lobbies e tráfico de influências. É este o nome da suspeição que a oposição teima em não dizer em voz alta.

Um primeiro-ministro não pode receber avenças de uma empresa cujo funcionamento depende da regulação do Estado. Ponto final. Mudar a empresa para outras mãos (familiares) não muda absolutamente nada. Primeiro a mulher e agora os filhos. Vale zero.

Montenegro foi apanhado, como outros foram apanhados antes dele, com a mão dentro do saco. A saída escolhida foi dizer que era sério, muito honesto…mas que não responde a perguntas. E que este governo é ótimo, com a obra já descrita do último ano em ritmo de pré-campanha, e que apenas o desejo de instabilidade da oposição resultará numa queda do governo.

A vitimização está montada, a jogada política também e, ao que parece, o PCP caiu nela. Pelo meio, o escândalo de um PM que foge às explicações, quando é apanhado num claro e escandaloso caso de incompatibilidade.

Num país a sério este governo não durava mais uma semana. Por outro lado, num país a sério, Montenegro nunca teria chegado a Primeiro-ministro.