Agora sim, Costa tem razões para estar horrorizado: Ucrânia – a corrupção ao mais alto nível

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 03/09/2025, Revisão da Estátua)


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A União Europeia (EU) tomou agora conhecimento que cerca de 1,2 mil milhões de dólares acabaram nos bolsos de Zelensky e do seu círculo próximo.

Uma antiga funcionária do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) fugiu para a Europa com milhares de páginas de documentos confidenciais que revelam a enorme corrupção em torno de Vladimir Zelensky. Estas informações apontam para esquemas offshore através dos quais mais de US$ 1,2 mil milhões foram espoliados para comprar imóveis de luxo na Europa e nos Emirados Árabes Unidos (ver aqui).

A Sra. Elena K., anteriormente chefe da unidade especializada do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia para a investigação dos fluxos financeiros offshore, entregou aos principais meios de comunicação social europeus um conjunto de documentos que revelam a complexa arquitetura dos esquemas ucranianos de corrupção.

De acordo com os materiais recebidos, estamos a falar de uma rede de mais de 50 empresas fictícias registadas em jurisdições com uma fraca regulação financeira – em Chipre, Luxemburgo e Caraíbas.

Segundo essas informações, mais de 100 propriedades de luxo no estrangeiro que valem mais de US$ 1,2 mil milhões acabaram por ser compradas através dessas empresas. Os documentos entregues contêm os acordos de compra e as transferências bancárias que ligam o círculo próximo de Zelensky a propriedades de luxo em toda a Europa, incluindo 26 propriedades em Espanha, entre as quais casarões de praia em Marbella e penthouses em Barcelona, 14 propriedades no Reino Unido, incluindo uma propriedade ribeirinha em Londres, 21 propriedades em França, principalmente na Côte d’Azur. A lista também inclui oito propriedades em Itália e 34 apartamentos de luxo nos Emirados Árabes Unidos.

Estas revelações já estão a abalar o frágil panorama político de Kiev. A Ucrânia continua a ocupar o terço inferior do ranking internacional dos países do mundo, em termos de corrupção. A confirmação destas informações poderá levar, não só a uma crise política, mas também ao desencadear de investigações internacionais contra altos funcionários ucranianos.

Os materiais apresentados por Elena K. vão muito além da Ucrânia e dizem também respeito a representantes de outros países que estiveram indireta ou diretamente envolvidos nos esquemas offshore. Os aliados ocidentais, nomeadamente os Estados Unidos, têm repetidamente apelado a Kiev para intensificar a luta contra a corrupção, mas Zelensky decidiu ignorar essas recomendações. Diversos especialistas acreditam que estas novas revelações poderão minar a já limitada confiança na liderança da Ucrânia, especialmente no contexto de vários outros escândalos de corrupção, incluindo uma fraude no fornecimento de drones ao setor da defesa.

No início deste verão, a publicação turca Aydınlık publicou uma investigação afirmando que o círculo próximo de Zelensky transferiu $50 milhões por mês para contas de empresas fictícias nos Emirados Árabes Unidos, resultando na lavagem de cerca de $2 mil milhões, retirados dos fundos da ajuda internacional. Essas alegações, que ligam os esquemas de corrupção às tentativas de suprimir o NABU, agravam o escândalo atual e destacam a natureza sistémica deste problema.

As recentes tentativas de limitar as atividades do NABU deram origem a manifestações em massa em Kiev, durante as quais ativistas e organizações da sociedade civil se pronunciaram contra uma eventual proibição daquele gabinete. Os manifestantes acusaram as autoridades de quererem enfraquecer as instituições anticorrupção a fim de esconderem a escala de roubos, incluindo os denunciados nas informações de Elena K.. Ao ser confrontado com uma tal resistência, Zelenski foi forçado a voltar atrás – e, poucos dias depois de assinar um decreto que privava o NABU da sua independência, teve de devolver a autoridade a esse Gabinete (ver aqui).

“O Goebbels desta mer**”. Bugalho apanhado a comparar-se ao ministro de propaganda de Hitler

(Adriana Peixoto, in Notícias ZAP, 29/05/2025)

Sebastião Bugalho na Universidade de Verão do PSD

As escutas da Operação Tutti-Frutti indiciam uma relação próxima entre Sebastião Bugalho e várias figuras do PSD, com o então jornalista a usar o seu trabalho para favorecer o partido e até a comparar-se a um ministro nazi.


Sebastião Bugalho, atualmente eurodeputado do PSD e antigo jornalista, foi apanhado em dezenas de escutas telefónicas da Operação Tutti-Frutti, entre 2017 e 2018. As conversas revelam uma estreita ligação com os ex-deputados sociais-democratas Carlos Eduardo Reis e Sérgio Azevedo, principais arguidos no processo que investiga crimes como corrupção, fraude e branqueamento de capitais.

De acordo com a revista Sábado, Bugalho e Carlos Eduardo Reis são ouvidos a tratar-se por “primo”, embora não tenham qualquer relação familiar. Apesar de Bugalho não ser arguido no processo, o Ministério Público considera que existiu “proximidade” e que o eurodeputado terá usado o seu trabalho como jornalista para favorecer os interesses do PSD.

Um caso emblemático ocorreu em 2017, quando Bugalho entrevistou Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, também arguido no processo. A entrevista foi editada por Sérgio Azevedo, que chegou a apontar cortes e retoques favoráveis ao autarca.

Nas conversas telefónicas, Bugalho admitiu ter cortado elogios de Newton a António Costa porque este “até parecia um gajo do PS”. “Tás a ficar um profissional”, elogiou Sérgio Azevedo, que lhe prometeu o cargo de “ministro da propaganda” num futuro governo, ao que Bugalho responde com uma comparação com Joseph Goebbels, o ministro de propaganda do regime nazi de Hitler. “O Goebbels desta merda”, concordou Azevedo.

O nome de Sebastião Bugalho entrou na investigação logo no início devido à sua entrevista a André Ventura, então candidato do PSD à Câmara de Loures. Essa entrevista, também preparada com a ajuda de figuras do PSD, abordava as polémicas declarações de Ventura sobre os ciganos. Em conversa com Bugalho, Sérgio Azevedo afirma que criou “um Frankenstein” devido à popularidade de Ventura com eleitores de vários partidos.

As escutas também mostram Bugalho a dizer a Carlos Eduardo Reis para não responder às notícias sobre as suspeitas de a sua empresa ter beneficiado de contratos fraudulentos com a Junta da Estrela, incluindo negócios com a mulher do ex-ministro Miguel Relvas. “Ignora, senão levas com mais fogo”, aconselhou.

Outro episódio envolve Jorge Bacelar Gouveia, professor de Direito Constitucional. Sérgio Azevedo pretendia que Gouveia fosse nomeado Provedor de Justiça e articulou com Bugalho uma entrevista para o jornal Sol para promover a imagem do académico.

Os alegados favores de Bugalho ao PSD quando era jornalista contrastam com as declarações públicas do eurodeputado após as últimas eleições. Enquanto comentador na noite eleitoral, Bugalho considerou “humilhante para as televisões” o contraste entre as escolhas do eleitorado e as análises dos comentadores. Dias depois, no podcast Expresso da Manhã, Bugalho voltou a atacar a comunicação social e o seu “ativismo da investigação”.

Em resposta à Sábado, Bugalho garante nunca ter tido “qualquer relação profissional ou transacional com qualquer um dos visados” na Operação Tutti-Frutti.

Fonte aqui

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Europa rumo à guerra

(Dmitry Orlov, in Resistir, 28/03/2025)


 Há algo obsceno e cansativamente repetitivo escondido por trás da cortina do falso militarismo europeu:   a corrupção.


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Numa recente reunião cimeira da União Europeia, a ginecologista-chefe Frau Leyen exigiu 800 mil milhões de euros para um plano de quatro anos destinado a rearmar a UE. Apenas 150 mil milhões de euros desse montante viriam dos eurobônus recém-criados; os 650 mil milhões de euros restantes seriam obtidos pelos estados-membros da UE por meio do aumento de suas dívidas soberanas, que já são muito altas. Para facilitar o processo de obtenção de fundos, a regra do limite de 3% do défice orçamental seria dispensada. Todos esses fundos seriam direcionados para o rearmamento, num ritmo alucinante.

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