Bolsonaro vai em frente, tens aqui a tua gente!

(Por Valupi, in Aspirina B, 08/09/2018) 

ventura2

Candidato à presidência do Brasil pelo Partido Social Liberal, Bolsonaro tem despertado a oposição de parte da sociedade brasileira que alega que este adotou, ao longo de sua carreira, discursos e posturas de cunho machista, homofóbico, racista, contra minorias e a favor do uso da violência indiscriminada para combater a criminalidade. Trata-se de uma figura controversa, pelo discurso a tocar a xenofobia, pela oposição aos direitos da comunidade LGBT, das minorias, das mulheres. André Ventura não se revê nessas posições, mas encontra naquele político ideias muito positivas, o que contraria a corrente. E por isso o autarca de Loures não se surpreende com a liderança nas sondagens do candidato do PSL. “Não me surpreende, honestamente”, diz, em declarações ao PT Jornal. “É essa frescura de pensamento que os liberais ocidentais podiam aprender com Bolsonaro. E Portugal também, pois o politicamente correto está morto. E já só os que vivem à conta do regime é que acreditam nele”, assinala.

(Ver estas declarações do ex-candidato PSD à Câmara de Loures, André Ventura, aqui)


Uma das últimas grandes decisões políticas de Passos Coelho foi a de usar as eleições autárquicas de 2017 para fazer um teste em Loures. O teste consistiu em escolher, promover e defender um candidato cujo discurso apelasse às eventuais pulsões racistas, xenófobas e linchadoras de uma população residente num concelho dos subúrbios da Capital com histórico de violência associada a grupos étnicos ou com características discriminantes. Não sabemos que avaliação fez da experiência – embora o tratamento vexatório e calunioso dado ao primeiro-ministro e ao Presidente da República na sequência da escolha de Lucília Gago para PGR, posto que replica a mesma lógica populista, leve a admitir que gostou do resultado – mas sabemos que o seu candidato foi exímio no cumprimento do papel que lhe foi atribuído. Fez uma campanha no território do medo usando a chancela do partido e até conseguiu defender a pena de morte sem ter visto o presidente do PSD recuar meio milímetro no apoio à sua ignominiosa candidatura.

Não se trata de um caso isolado, muito menos de um erro do fulano que trouxe a Troika para nos regenerar. Já em 2010 ele tinha avisado com que códigos e tropas iria preparar o ataque ao poder, sendo o primeiro e único líder partidário com presença na Assembleia da República a introduzir o tema da criminalização de políticos por “derrapagens” nas contas públicas (precisamente o modus operandi da golpada que afastou Dilma do poder no Brasil em 2016). Um dos seus mais fervorosos apoiantes, Duarte Marques, acumulando o ódio político que o define com o ser deputado por um partido assim definido, foi para o Facebook exultar de alegria quando um certo cidadão foi detido para prestar declarações no Ministério Público, tendo usado uma exclamação triplamente mista, religiosa (“aleluia”), bairrista e judicial (“a malta de Mação não perdoa”), para dar conta do êxtase em que se encontrava pela caçada triunfal da mítica presa. E nada mais, nada menos, do que Miguel Morgado, António Leitão Amaro, Duarte Marques, Miguel Poiares Maduro e José Eduardo Martins assinaram um texto no Expressoonde garantem que António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa legitimaram “o branqueamento do sistema de corrupção e de abuso do poder do passado recente” e ficarão “irremediavelmente comprometidos com o regresso provável a um regime de impunidade que tantos danos causou a Portugal”. Ou seja, não se trata apenas da violência soberba de Passos e Cavaco contra as instituições e quem as representa ao mais alto nível da responsabilidade no Estado, há uma falange de jovens turcos no PSD prontos para dinamitarem os alicerces do Estado de direito democrático se lhes emprestarem uma caixa de fósforos. O dinamite que seguram na mão chama-se ora judicialização da política, ora politização da Justiça, e Joana Marques Vidal é a santa que ostentam brasonada nas armas.

De Cavaco e do seu “falar verdade aos portugueses” ao André Ventura e ao seu fascismo refrescante com sabor a caipirinha vão pouquíssimos anos e ainda menos vergonha na cara. Como a comunicação social é um vasto oceano alaranjado, prefere-se continuar a fazer pontaria ao ministro da Defesa em vez de soar os alarmes perante os sinais que se acumulam a respeito da radicalização da direita decadente.

Continua profético, portanto, e actualizadíssimo, por tanto, o dito atribuído a Manuel Bandeira: “O Brasil é Portugal à solta”.


Fonte aqui

Anúncios

FOGO POSTO À NOITE – Negligência Judicial

(Dieter Dellinger, 07/10/2018)

FOGOX

O fogo que lavra no Parque Natural da Serra de Sintra onde não há EUCALIPTOS e o Sousa Tavares não pode acusar essas árvores começou pelas 11H da noite.

Na zona não se faz agricultura, pelo que não deve ter havido queima de sobrantes e não é provável que estivessem pessoas a fazer um pic nic nem consta a existência de trânsito automóvel na zona da Penina perto do antigo palacete construído pelo ex-vice Rei da Índia D. João de Castro.

Só há uma explicação: FOGO POSTO por razões políticas, tal como foi o roubo das armas em que a PGR chega à loucura de prender a direção da PJM que organizou a devolução dos explosivos. Se não tivessem sido devolvidos os explosivos estariam a atear dezenas de fogos por todo o País.

Até agora não é do conhecimento geral que alguém tenha sido condenado pelos quase 20 mil fogos postos em dois anos. Com isso, a Joana Marques Vidal e todos os delegados da PGR criaram um sentimento nacional de IMPUNIDADE que leva muita gente a provocar ignições em locais de difícil acesso e em dias de vento que torna quase impossível ao combate ao fogo.

Se houvesse gente condenada a 10 a 20 anos de prisão, talvez o respeito pela autoridade e pela PÁTRIA aliado ao medo ainda existisse.

No ano passado, por esta altura, foi preso pela GNR um homem de 78 anos que tinha acabado de atear um fogo no Parque Natural Sintra Cascais. Depois confessou ter ateado já cinco fogos e antes tentou subornar os guardas da GNR com 230 euros. Pelo que se saiba, nada lhe aconteceu e parece não ter sido levado a tribunal pelos procuradores delegados do Tribunal de Sintra e respetivo juiz de instrução.

A magistratura portuguesa é INCENDIÁRIA por negligência com dolo provocada por ódio político.

No PSD, Rui Rio prometeu fogo para deitar o governo abaixo e como não estava a conseguir, outros militantes preparavam-se para o abater e colocar de novo Passos Coelho ou outro que pudesse criar as condições para destruir a PÁTRIA, a fim de chegarem ao poder.

Escândalos e política

(Carlos Esperança, 02/10/2018)

cm2

No escândalo da Universidade Moderna, onde a direita se atolou, a falência fraudulenta da empresa de sondagens ‘Amostra’ não teve arguidos e a montanha de acusações pariu a prisão de dois ratos sem relevo político e acusações injuriosas ao censor Sousa Lara.

Valeu o processo Casa Pia para fingir que a pedofilia é uma patologia do PS e os crimes sexuais uma preferência da esquerda, para fazer esquecer o atoleiro em que se afundava a direita que agora mostra as garras em tristes gorjeios de Cavaco ou uiva em artigos de opinião do Observador, onde a chancela de Passos Coelho está disponível.

Enquanto os Papéis do Panamá permanecem confiados a órgãos de comunicação social, sem divulgação dos segredos que lhes cabia revelar, o País verifica que se perderam os documentos dos submarinos, estão por inquirir autarcas do PSD que a Visão investigou, e passaram a irrelevantes os casos BPN, Vistos Gold, Banif, Tecnoforma e BES.

Às vezes, por ignorância das leis, acusam-se juízes levianamente. É o caso da proibição de escutas a Luís Filipe Meneses, um dos autarcas de quem Marco António foi cúmplice na funesta administração do município de Gaia. É evidente que Meneses não podia ser escutado quando conselheiro de Estado, não como Dias Loureiro, dileto do PR Cavaco, mas por indicação do PSD de Passos Coelho.

O que não se entende é o esquecimento da PGR das suspeitas que levaram o Ministério Público a pedir autorização das escutas, que o juiz impediu – e bem –, depois de perder o privilégio de que gozam os membros do órgão consultivo do PR.

São estes esquecimentos que radicalizam posições contra beneficiários de estatuto cujas funções o legitimam, porque se eternizam e só voltam ao conhecimento público, quando voltam, depois de arquivados os processos por terem excedido os prazos.

Ainda é possível investigar a denúncia da Visão se, caso se confirme, julgar os alegados corruptos da teia autárquica que se descreve nas 20 páginas da Visão (Ver aqui)