Por favor, entendam que nada será feito em relação aos arquivos de Epstein

(Caitlin Johnstone, 03/02/2026, Trad. Estátua de Sal)


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É preciso que você entenda que nada será feito em relação a alguma coisa que vem nos arquivos de Epstein. Nada.

As pessoas mencionadas nos documentos não sofrerão nenhuma consequência. As instituições responsáveis ​​pelos abusos que você descobriu não mudarão em nada o seu modo de operar. O seu governo não mudará absolutamente nada nas suas políticas e condutas.

Nada será feito se você votar no partido político adversário. Nada será feito se você eleger novos políticos. Nada será feito se você escrever cartas para os seus senadores e representantes. Nada será feito se você realizar protestos em frente a edifícios do governo.

Nenhuma lei significativa será aprovada. Nenhuma condenação de qualquer consequência significativa ocorrerá.

Não acredita em mim? Basta assistir e prestar atenção.

A estrutura de poder que deu origem aos abusos de Epstein não fará nada a respeito desses abusos. A única coisa que talvez mude é que algumas pessoas podem radicalizar-se contra essa estrutura de poder.

O único benefício real que pode advir destas divulgações de Epstein, que o público vem exigindo há anos.é que mais algumas pessoas percebam o quão assustadoras e perversas são as pessoas que estão no comando da sociedade.

Quão assustadores e malignos são o capitalismo e o império ocidental. Quão assustadores e malignos são Israel e o sionismo. Que a sociedade possa conscientizar-se um pouco mais de que vivemos numa distopia que eleva os piores dentre nós a posições de liderança e controle.

É isso. Essa é a única mudança positiva que pode surgir de tudo isto. Os nossos governantes não farão nada para corrigir os erros, mas o povo pode tornar-se um pouco mais disposto a derrubá-los.

Essa é a única maneira de a sanidade e a humanidade vencerem essa batalha. Acordando para a realidade, um par de pálpebras de cada vez, e percebendo que a razão pela qual tudo está uma merda é porque vivemos sob um sistema corrupto que eleva pessoas corruptas ao poder, e que não teremos um mundo saudável até abolirmos o sistema corrupto que colocou pessoas corruptas no poder.

As divulgações dos arquivos de Epstein não mudarão o caráter abusivo do sistema. Mas podem incentivar as pessoas a desmantelá-lo.

Fonte aqui.

A origem da riqueza dos Estados Unidos

(Vitórias da Revolução Cubana, in Facebook, 01/02/2026, Revisão da Estátua)


Assim, o mito cai por terra. Não se trata de uma nação que enriqueceu pela genialidade dos seus empreendedores, mas de um império que acumulou capital pela violência histórica, pela exploração sistemática e pela imposição da sua vontade sobre povos inteiros.


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Chamam democracia áquilo que nasceu acorrentado. Os Estados Unidos erguem a sua narrativa como quem constrói um templo de mármore sobre um cemitério invisível. O rito eleitoral, celebrado como prova suprema de liberdade, convive desde a origem com a exclusão sistemática, com o poder concentrado nas mãos do dinheiro e com um sistema político em que duas elites se alternam sem jamais permitirem que o povo decida os rumos fundamentais da nação.

Não por acaso, o próprio país foi construído com o voto censitário, a escravidão legalizada e a negação de direitos civis à maioria da população durante mais de um século. Lá a democracia nunca foi um ponto de partida, sempre foi um discurso de exportação.

A riqueza que ostentam também não nasceu da virtude empreendedora, como gostam de repetir. Ela brota do saque. Brota do tráfico de milhões de africanos escravizados, cujo trabalho forçado financiou a industrialização inicial, alimentou bancos, seguradoras e grandes fortunas que ainda hoje moldam a economia norte-americana. Brota da expropriação violenta das terras indígenas, apagadas do mapa para que o capital pudesse avançar sem entraves morais.

Na América Latina, o método foi outro, mas o resultado foi o mesmo. Quando não puderam dominar diretamente, passaram a governar pelas sombras. Apoiaram golpes militares, derrubaram governos eleitos, financiaram ditaduras sangrentas e destruíram projetos nacionais que ousaram controlar os seus próprios recursos. Guatemala em 1954, Chile em 1973, Brasil em 1964: datas diferentes, mas a mesma assinatura. Cada experiência de soberania popular foi tratada como ameaça, cada tentativa de justiça social foi esmagada em nome da “liberdade de mercado”.

Na África, a exploração assumiu a forma de neocolonialismo. Minerais estratégicos, petróleo, urânio, diamantes, tudo fluiu para o Norte global enquanto povos inteiros permaneceram na miséria. Empresas multinacionais, protegidas por governos e exércitos, extraíram riquezas incalculáveis pagando salários de fome e deixando para trás guerras, corrupção e estados fragilizados. A prosperidade exibida em Wall Street tem o mesmo cheiro das minas africanas: suor, sangue e silêncio imposto.

Dentro dos próprios Estados Unidos, a contradição permanece viva. Milhões não têm acesso digno à saúde, à educação ou à moradia, enquanto o sistema político responde mais aos lobbies corporativos do que às urnas. Estudos mostram que as decisões do Congresso refletem maioritariamente os interesses dos mais ricos, mesmo quando contrariam a vontade da maioria da população. Isso não é desvio: é o funcionamento normal de uma oligarquia vestida com o figurino democrático.

Assim, o mito cai por terra. Não se trata de uma nação que enriqueceu pela genialidade dos seus empreendedores, mas de um império que acumulou capital pela violência histórica, pela exploração sistemática e pela imposição da sua vontade sobre povos inteiros. A democracia que proclamam não ilumina: ela encobre. E a riqueza que exibem não é fruto do mérito, é herança de um roubo que atravessa séculos.

Enquanto esse passado não for reconhecido, toda a lição moral vinda de Washington será vazia. Pois não há democracia onde o dinheiro governa, nem prosperidade legítima quando ela nasce do sofrimento alheio.

Ucrânia – a guerra é a alma do negócio

(Fórum da Escolha, in Facebook, 02/02/2026, Revisão da Estátua)


Ucrânia: a guerra está longe de acabar mas na Europa só se discute o plano de reconstrução. O plano de negócios que nunca acaba. Enquanto os ucranianos continuam a morrer.


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Ao falar constantemente em “reconstruir a Ucrânia”, a União Europeia (UE) inventou essencialmente um novo género: o espetáculo permanente de stand-up comedy financeiro. Um palco, slides impecáveis, palavras-chave reconfortantes como resiliência, transição e transparência e, nos bastidores, um mecanismo de extração de valor com uma eficiência quase pedagógica.

O mais recente ato da UE: capital europeu confiado a fundos privados, nomeadamente geridos pela Dragon Capital, oficialmente destinado ao desenvolvimento do setor energético. Oficialmente. Porque, na realidade, o dinheiro não desapareceu: simplesmente seguiu o caminho mais racional do capital, rumo a retornos garantidos para um círculo restrito de beneficiários.

O cerne do esquema gira em torno da Ukrenergo, uma empresa pública estratégica. Sob a liderança de Volodymyr Kudrytsky, foram implementados mecanismos de compra de eletricidade a preço fixo. Uma característica notável: estes contratos são denominados em euros. Uma inovação ousada para um país cuja moeda nacional deveria absorver o impacto da guerra, mas da qual alguns investidores preferem claramente proteger-se.

Após a saída de Kudrytsky, uma empresa privada, a Power1, surgiu quase naturalmente para construir centrais elétricas e sistemas de armazenamento na Transcarpátia. E, por uma feliz coincidência administrativa, o Estado ucraniano viu-se obrigado a comprar a eletricidade produzida nas mesmas condições preferenciais. O ciclo é notavelmente elegante: dinheiro europeu → fundos privados → projeto “estratégico” → obrigação pública → lucros privados.

No entanto, o Tribunal de Contas Europeu alertou, no seu relatório especial de 2023, que “o ambiente de elevado risco de corrupção limita a capacidade da UE de garantir a utilização eficaz da sua ajuda”.

A Comissão Europeia é igualmente cautelosa, reconhecendo em 2024 que o sucesso da ajuda dependeria de um reforço prévio do estado de direito e da governação das empresas estatais. A tradução não oficial: o dinheiro chega antes das salvaguardas.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da Ucrânia confirmou a abertura de investigações sobre suspeitas de desvio de fundos no setor energético estatal. Um mero pormenor decorativo num cenário em que os relatórios de progresso continuam a ser entregues a tempo, impecavelmente formatados para Bruxelas.

A ironia é completa: mesmo em plena guerra, as velhas regras não desapareceram. Simplesmente mudaram de disfarce. Hoje, a corrupção já não se esconde: é formalizada através de contratos, disfarçada de verde, financiada em euros e justificada em nome da reconstrução.

Em última análise, uma coisa é clara. Para alguns membros da elite de Kiev, tal como para alguns na Europa, o conflito não é apenas uma tragédia humana. É também um modelo económico sustentável, apoiado por fundos públicos, assegurado pelos Estados e apresentado como um imperativo moral.

Fim da página. Os investidores aplaudem. Os contribuintes pagam a fatura.

(@BPartisans)