A pílula de veneno de Zelensky: “Sacrificando-se” pelas promessas vazias da NATO

(In Blog Dinamica Global, 23/02/2025, Revisão da Estátua)


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Depois de anos banindo a oposição, prendendo críticos, saqueando a ajuda ocidental e alimentando a juventude ucraniana no moedor de carne da NATO, Zelensky agora está a negociar a sua própria renúncia, mas não pela paz. Não, ele ainda está a rastejar pela adesão à NATO, como se os senhores da guerra de Washington já não tivessem descartado a Ucrânia, considerando-a um projeto falhado.

Se for pela paz na Ucrânia, se for realmente preciso que eu deixe o meu posto, então eu estou pronto. Posso trocar isso pela NATO”, ele diz.

Isto parece mais uma pílula de veneno do que uma oferta de paz. Para o bem da NATO? Oximoro. Ou para a adesão à NATO, que é um NÃO duro de Trump e Putin?

Então, do que se trata realmente? Zelensky não está a regatear pela Ucrânia. Ele está a regatear para si mesmo. Um paraquedas dourado, uma vila na Flórida e uma passagem só de ida antes que todo o edifício podre desmorone.

Zelensky está pronto para deixar o seu posto em troca da adesão à NATO.

O chefe do regime de Kiev, Volodymyr Zelensky, disse que está pronto para deixar seu posto em prol da paz na Ucrânia ou em troca de adesão à NATO.

“Se a paz é para a Ucrânia, e se para tal for preciso que eu deixe o meu posto, estou pronto. “Posso mudar para a NATO se tais condições forem atendidas imediatamente”, disse Zelensky numa entrevista coletiva transmitida pelo canal do YouTube de seu gabinete.

Esta não é a primeira vez que Zelensky faz tais declarações. Em novembro de 2024, ele disse que concordaria em encerrar a fase quente do conflito na linha da frente, desde que partes do país sob o controle de Kiev recebessem a oferta de adesão à NATO. Quanto aos territórios perdidos, ele pretendia reavê-los por meios diplomáticos.

Enquanto isso, a Ucrânia está em ruínas, os seus melhores homens mortos, a sua economia destruída, a sua soberania leiloada para os senhores da NATO. E agora o grande “herói” está pronto para se ir embora. Um fim patético para um fantoche patético.

Fonte aqui.


Volodymyr, chegou o momento de capitular

(Paulo Hasse Paixão, In Blog Contra Cultura, 11/02/2025)


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De certa forma, Volodymyr Zelensky merece algum crédito. Ao contrário da maioria dos líderes ocidentais, ele sabe como defender os seus próprios interesses e os interesses da sua causa.

Não há melhor exemplo do que as suas declarações da semana passada, proferidas numa entrevista grotesca que concedeu a Piers Morgan, que é um declarado fã do seu regime e abdicou da profissão de jornalista para fazer parte da claque. Nesse simulacro de entrevista, Zelensky afirmou que se os Estados Unidos não puderem garantir ao seu país um caminho rápido para a adesão à NATO, então aceitará armamento nuclear como prémio de consolação.

Vale a pena parar para reflectir bem nestas palavras. Ambas as possibilidades são essencialmente equivalentes. Se a primeira acontecer, a Ucrânia junta-se oficialmente à anacrónica e falhada aliança anti-Rússia do Ocidente, circunstância que dá direito à instalação de armas nucleares na Ucrânia. Isso significa que a Rússia partilharia uma fronteira com um adversário apoiado pelos EUA e armado com mísseis nucleares, o que, compreensivelmente, o Kremlin considera inaceitável. O segundo cenário teria exactamente o mesmo resultado. A Ucrânia recebe armas nucleares e, na melhor das hipóteses, a sua guerra com a Rússia arrasta-se como tem acontecido há três anos. Na pior das hipóteses, sucede o Armagedão.

Tudo isto é evitável. Zelensky pode fazer as exigências que quiser, mas o seu destino, em última análise, está nas mãos de Donald Trump. Tal como Israel, a Ucrânia está extremamente dependente do financiamento dos contribuintes americanos para continuar a guerra. A ameaça do presidente dos EUA de retirar o apoio financeiro e militar pode ser a única forma de conseguir uma mudança significativa que conduza à paz.

Mais: se Donald Trump quer fazer parte do processo de cessação das hostilidades, a sua única saída será mesmo essa – a de retirar todo o suporte a Kiev. Caso contrário, a guerra vai acabar apenas quando Vladimir Putin achar que os seus objectivos estão cumpridos.

E sendo que dificilmente não o serão, a missão pode durar ainda mais um ou dois anos a cumprir e custará mais centenas de milhar de mortos, pelo menos, a russos e ucranianos, e a destruição total da Ucrânia.

Chegou a altura de dar ao líder ucraniano uma notícia definitiva: o jogo acabou. A nova prioridade dos Estados Unidos deve ser acabar com o derramamento de sangue na Europa de Leste, e não continuar a doutrina Biden de prolongar ao máximo a chacina, sabe-se lá em nome de que objectivos. Se para isso for necessário que Zelensky faça concessões, como permitir as eleições a que, mesmo em tempo de guerra, a sua constituição o obriga, ceder os territórios do Dombass e desistir de aderir à NATO ou de adquirir subitamente um arsenal nuclear, então que assim seja.

Até porque o Kremlin não aceitará qualquer compromisso de paz que não passe por estas premissas básicas.

É muito simples, na verdade. Está na altura de acabar com a violência, a morte e a destruição por uma causa perdida. E capitular.

Fonte aqui.


100 mil milhões de dólares (pelo menos) desapareceram sem deixar rasto no “buraco negro” da Ucrânia

(José Catarino Soares, in A Tertúlia Orwelliana, 05/02/2025) 

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Volodymyr Zelensky, o putativo presidente da Ucrânia (o seu mandato expirou em 21 de Maio de 2024) não é flor que se cheire, por vários motivos. Um deles é o seguinte: antes do início do seu mandato, Zelensky transferiu a sua avultada fortuna pessoal (estimada em 30 milhões de dólares americanos pela revista americana Forbes, em 21 de Abril de 2022) para paraísos fiscais, a fim de poder fugir aos impostos pagos pelo comum dos seus concidadãos.

Em resumo, no cocuruto do regime ucraniano está um comediante espertalhão e corrupto. Não sou eu quem o diz. É a conclusão que se retira das revelações feitas pelos “Pandora Papers”, uma investigação do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) [v. Elena Loginova, “Pandora Papers Reveal Offshore Holdings of Ukrainian President and his Inner Circle.” OCCRP/Slidstvo.Info, 3 October 2021; “Zelensky apanhado nos Pandora Papers com contas offshore.” Correio da Manhã, 6 de Agosto de 2022; Steven Derix & Marina Shelkunova, Zelensky: A Biography of Ukraine’s War Leader. Canbury Press. August 2022].

As revelações dos “Pandora Papers” são anteriores ao início da 2.ª guerra na Ucrânia (24 de Fevereiro de 2022), bem antes, portanto, da operação internacional de rebranding (reformulação de marca) que apresentou Zelensky aos olhos do mundo como se ele fosse o Churchill do século XXI. Parece-me razoável supor que, se essas revelações tivessem sido divulgadas depois dessa operação, teriam sido imediatamente abafadas e os seus autores vilipendiados como “agentes de Putin”.

Seja como for, a corrupção do regime ucraniano é bem conhecida e já provocou muitas baixas no círculo próximo de Zelensky ao longo destes 3 anos de guerra. Mas agora é o próprio Zelensky que veio confessar publicamente que não sabe onde param 100 mil milhões de dólares (!!), 58% do total da ajuda que os EUA lhe forneceram até agora (177 mil milhões de dólares, segundo as contas de Zelensky) para sustentar a sua guerra suicidária.

Em 31 de Outubro de 2024 (últimos dados disponíveis da fonte mais fidedigna, o “Ukraine Support Tracker” do Kiel Institute of World Economy), a ajuda dos 27 países da União Europeia (UE) à Ucrânia cifrava-se em 201 mil milhões de euros, em números redondos. Se a este montante adicionarmos as contribuições do Reino Unido, Suíça, Noruega e Islândia (39 mil milhões de euros), obtemos um total de mais 240 mil milhões de euros de ajuda de 31 países europeus ao esforço de guerra da Ucrânia.

Fonte: Christoph Trebesch, et al. (2024). “The Ukraine Support Tracker: Which countries help Ukraine and how?”. Kiel Working Paper, N.º 2218, 1-75.

Por isso, é muito expectável que o que aconteceu com a ajuda dos EUA à Ucrânia tenha acontecido também com a ajuda da UE+4, e que outros tantos milhares de milhões de euros oriundos desta última proveniência tenham também desaparecido sem deixar rasto no “buraco negro” da Ucrânia. Chegará o dia em que ficaremos a saber toda a verdade sobre o assunto.

As declarações de Zelensky, com legendas em Inglês, podem ser vistas no vídeo aqui.

Fonte do artigo aqui.