A salada do caos mundial – guarde esta receita

(Por Wellington Calasans in X, 12/12/2024, Revisão da Estátua)


O mundo está em guerra e se estas guerras se encontrarem, teremos a III Guerra Mundial consumada, sem disfarces. Os atores antagónicos são os mesmos.

A Rússia emitiu um alerta de viagem para seus cidadãos, destacando os riscos significativos de viajar para os Estados Unidos devido ao aumento das tensões nas relações russo-americanas. Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, recomendou aos cidadãos russos evitar viagens aos EUA e aliados, incluindo Canadá e certos países da União Europeia, durante os feriados.

Este aviso não veio “do nada”. Aqui estamos falando sobre atos terroristas e tensões graves na segurança desses países mencionados por Zakharova. Além disso, a possibilidade de um confronto direto da Rússia com a NATO, fora do terreno ucraniano.

O governo da Roménia declarou as eleições primárias fraudulentas após a vitória do “candidato errado”, também fazendo a convocação dos partidos pró-UE para a formação de um partido único capaz de eleger o presidente. É a “democracia ocidental” na sua expressão máxima. A imprensa alternativa afirma que “a mudança de resultados eleitorais na Romênia envolve um golpe da NED (National Endowment for Democracy) e George Soros”. Não há mais países democráticos, apenas ilusão no “Ocidente”.

Israel está bombardeando ilegalmente a Síria enquanto anexa territórios sem resistência. Já arrumaram um boneco terrorista, com o mesmo “Kit Ditador” de Zelensky. “O importante é que Assad caiu”, dizem os “civilizados ocidentais”. 

No Sudão, o conflito de 20 meses, que matou dezenas de milhares, tornou-se cada vez mais sangrento, com o exército intensificando os ataques aéreos em áreas sob o controle da RSF e as forças paramilitares realizando ataques e ataques de artilharia intensos. 

O Chade expulsou militares franceses, Gabão e Costa do Marfim preparam-se para seguir o exemplo. A “civilização ocidental” está a perder o controlo da África, buscando recursos noutros lugares.

De acordo com alguns analistas, a reconstrução da Ucrânia é apenas um eufemismo para que os “civilizados ocidentais” iniciem a exploração das riquezas, escavando minerais para os EUA e UE.

A Venezuela pode ser o próximo alvo de golpes com a questão do petróleo na Guiana e disputas com empresas como a ExxonMobil e a Chevron Oil. Está tudo preparado para a guerra.

Assim como o exército da Síria, o papel das Forças Armadas do Brasil de aceitar a rendição sem resistência, está consumado. Para piorar, o rendido generalato brasileiro vai enviar soldados para a guerra do roubo do petróleo venezuelano, orquestrada pelos EUA.

A intensa crise constitucional na Coreia do Sul, desencadeada pela declaração de lei marcial pelo presidente Yun Suk-yeol, expõe o medo da “civilização ocidental” de perder o seu fantoche de olhos puxados. O povo sul-coreano cansou do permanente clima de tensão contra a Coreia do Norte, China e até na Ucrânia, através da fake news da presença de soldados norte-coreanos nas trincheiras russas. A oposição ocupa o vácuo (na política não tem vácuo) e tenta derrubar o presidente fantoche. Há tensões no Parlamento, onde os ministros estão sendo interrogados sobre seus papéis na situação atual. Dor de cabeça para os “civilizados ocidentais”.

Dinheiro do contribuinte dos países do bloco dos “civilizados ocidentais” é lavado através de países que não precisam de ajuda, canalizando recursos para diversas agências governamentais e ONGs que organizam primaveras, golpes e sabotagens em diferentes países.

A corrupção e a fraude empreendidas pela CIA, por exemplo, são subestimadas, com biliões de dólares do contribuinte sendo usados para sustentar uma suposta máfia de produção de instabilidades. O controlo do tráfico de drogas também paga parte desta lama.

Além disso, o Pentágono e o seu braço de sabujos (NATO) gastam mais com corrupção e compra de políticos, imprensa, juízes e militares do que em pesquisa e tecnologia bélica. É a guerra por dentro, conhecida como “democracia ocidental”.

Contra tudo isso, temos um bloco que está a equipar-se cada vez mais. Rússia, China, Irão, Coreia do Norte e agora a Índia, investem cada vez mais na indústria militar.  Estes países estão guerreando contra os abusos e sabotagens dos “civilizados ocidentais” em todas as guerras e instabilidades do planeta. Estas guerras são os ingredientes da salada do caos mundial.

Como vimos, o mundo está cheio de focos de instabilidade. Tenho comentado isso nas minhas publicações (vídeo e texto), sempre fazendo o alerta para os riscos da escalada de guerra. O que falta para o eclodir da III Guerra Mundial?


8 pensamentos sobre “A salada do caos mundial – guarde esta receita

  1. É bem sabido que o império não brinca em serviço e não se poupa a esforços para controlar a percepção que os borregos têm da realidade, essencial para o seu condicionamento e para que como borregos continuem a comportar-se. Pouco depois do início da invasão russa da Ucrânia, soube-se, pelo site americano Grayzone (de Max Blumenthal e Aaron Maté, salvo erro), que, para tornar simpática e palatável aos olhos dos ovinos ocidentais a imagem dos nazis e das instituições corruptas paridas pelo golpe de Maidan, foram contratadas 134 agências de comunicação, quase todas americanas. Lavandarias há muitas, né? Mais tarde, a imagem de Herr Zelensky von Pandora Papers, engenhariada e retocada até à obscenidade, continuou e continua a beneficiar do trabalho de algumas dessas lavandarias. Daí aquele ar ridiculamente marcial do dono da pila pianista, os bíceps gordinhos em permanente exibição pretensamente viril (eu diria pornográfica), áreas enormes da parte superior das patilhas e do cabelo da testa diariamente barbeadas, apenas para parecer mais inteligente, etc.

    O Putin, só porque apareceu uma ou duas vezes em tronco nu, em cima de um cavalo, nunca mais se livrou do gozo dos humoristas das ocidentais praias, ridicularizando o que apontavam como manifestação de virilidade tóxica do mafarrico da Moscóvia. Imagine-se o que aconteceria se, em vez de duas vezes em tronco nu em cima de um cavalo, o senhor do Creme Lin exibia diariamente, há dois anos, os bracinhos nus, bamboleando a bunda com aquele andar gingão de chuleco do Bairro Alto que Herr Zelensky nos esfrega diariamente no focinho.

    Pois bem, agora atentem na imagem recauchutada que as televisões e jornais nos impingem diariamente do terrorista chefe da Hayʼat Tahrir al-Sham (HTS), a Al-Qaeda síria agora milagrosamente reciclada em campeã da democracia e dos direitos humanos. Comparem-na depois com as dos dois links a seguir e digam-me lá que não se trata de uma manobrazinha subliminar para amolecer eventuais resistências de algum povo que a si próprio se vê como “de esquerda”, saudoso de tempos em que se julgava romanticamente simpatizante de revoluções longínquas.

    https://images.app.goo.gl/Ujxku4yiMNNNWnDe7

    https://images.app.goo.gl/5kBFoKMh5LMVjhNq9

  2. Sim, há aqui um certo salazarentismo que nunca nos abandonou.
    Quando começaram os tumultos em Angola e outras colónias foi espalhado que os “turras” não eram daqueles territórios, mas sim do Zimbábue e assim por diante.
    Quando no Algarve os troikanos cometeram o crime de portajar a única estrada decente que lá havia, deixando como alternativa para quem vivia num lado e trabalhava noutro a 40 ou 50 quilómetros de estrada uma “rua”carinhosamente baptizada pelos estrangeiros automobilizados, em especial a Barlacento como “Estrada da Morte” quando alguns sensores foram vítimas de bombas foi soprado que seria obras de canonistas espanhóis.
    O bom e sereno povo algarvio era lá capaz de tal coisa.
    E, claro, quando no tempo da Guerra Fria havia opiniões divergentes a malta era toda paga pela União Soviética.
    Agora, claro, sao pagos pela Rússia que, tal como a União Soviética, deve pagar muito mal dado o estilo de vida de quem e pago.
    Porque o bom povo português, segundo esta gente e todo bovino e engole tudo.
    Sim, os bovinos são a esmagadora maioria e por isso acham normal até a atrocidade que se passou na Síria.
    Mas essa de acusar quem não e bovino ou quem se revolta com este caminho para a destruição de ser estrangeiro ou agente de obscuros interesses estrangeiros já vem pelo menos do tempo do Botas.
    O tal que dizia que os tugas não precisavam de pensar pois que tinham uma cabeça que pensava por eles.
    Gente como a Peralta e os outros comentadeiros arrogam se o direito de achar que são essa cabeça que pensa por nós.
    Vão ver se o mar da megalodonte.
    Quanto ao articulista tem toda a razão. Para esta gente vale tudo para sacar os recursos aos outros e a relativamente fácil vitória na Síria deu a esta cambada novo fôlego para tentar novos assaltos não esquecendo a grande montra final que e a Rússia, não interessa o que isso custe ao gado que somos todos nós.
    Que grandes patranhas e que grande sarilho em que estamos metidos.

  3. Estátua amiga, transferência feita há meia horita. Desejo-te, e a todos os neurónios funcionais que por aqui andam, e felizmente abundam, um Natal cheio de Páscoas e Carnavais.

  4. Falando de acefalia militante (é verdade, sim senhor, ela existe), atentemos na simultaneamente desconsolada e indignada preocupeidação da comentadora da RTP-1 Susana Peralta, ontem, ao minuto 21:06 do Telejornal. Segundo ela, João Oliveira, do PCP, deu na sexta-feira uma entrevista ao ‘Observador’, em que disse:

    “Hoje, quando há um presidente americano que decide utilizar o território ucraniano como base para o lançamento de mísseis para dentro da Rússia, para prolongar a guerra indefinidamente, as pessoas começam a perceber.”

    Sobre este inqualificável crime de lesa-pensamento único do descarado do comuna, decreta a descabeçada ocidental:

    “E isto mostra que, de facto, que aquele país (sic, ou sick)… que aquele partido, a sua grande virtude é também o seu grande defeito, que é de facto uma maneira de olhar o mundo que é completamente ao contrário DA NOSSA.”

    “DA NOSSA”, ó Peralta? “NOSSA” quem? Que “NÓS” são, ou somos, ou és tu e mais não sei que eleitos de que excluis o João Oliveira? Será o gajo estrangeiro? Paquistanês, indiano, nepalês? Péra aí, já sei, é russo! Moscovita dum cabrão, tá tudo explicado! Ó Peralta, sorte a nossa que topas os estrangeiros à légua. Já o saudoso “Botas” de Santa Comba os topava também à distância, sacanas de comunas moscovitas! Não que eu tenha alguma coisa a ver com isso, ó Peralta, mas já pagaste a quota deste mês do Chega?

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