A escada para a cave

(José Pendão, in Facebook, 07/07/2026, Revisão da Estátua)


Há uma grande vantagem no Chega: só engana quem faz muita questão de ser enganado.

O partido tem a subtileza de uma sirene de fábrica às seis da manhã. Desde que apareceu, foi colocando no escaparate democrático o seu pequeno bazar de horrores: prisão perpétua, perda de nacionalidade, castração química, revisão constitucional com cheiro a demolição controlada, guerra à imigração, guerra às pessoas trans, guerra às mulheres, guerra às escolas, guerra às bandeiras, guerra aos pobres, guerra a tudo o que respire fora do molde regulamentar do ressentimento nacional.

Não é um programa político. É uma lista de compras feita por um inquisidor com cartão Continente.E, mesmo assim, há sempre alguém a dizer: “Calma, é preciso ouvir estas pessoas.”

Pois é. Ouvir, ouvimos. O problema é quando, depois de ouvir, alguém entrega o microfone, a sala, as chaves do edifício e ainda pergunta se preferem café ou chá antes da revisão constitucional.

Convém recordar o cardápio, porque a memória pública em Portugal tem a consistência de pudim instantâneo. O Chega quis prisão perpétua. Quis perda de nacionalidade para cidadãos naturalizados. Abriu espaço para a castração química. Teve uma moção aprovada numa convenção que defendia a esterilização de mulheres que recorressem repetidamente ao aborto. Propôs confinamento específico para comunidades ciganas durante a pandemia. Apropriou-se do velho lema “Deus, Pátria, Família”, esse perfume de sacristia autoritária que Portugal conhece demasiado bem para fingir inocência.

Sim, meus amigos. “Deus, Pátria, Família.” Porque aparentemente o Estado Novo tinha problemas, mas a linha de merchandising era fortíssima.

E depois há quem se ofenda quando chamam extrema-direita à extrema-direita. É sempre comovente. Querem prisão perpétua, punitivismo corporal, nacionalidade condicional, moral sexual de confessionário, suspeita racial e uma Constituição com menos direitos e mais cacete — mas ai de quem lhes diga que isto tem um certo ar de família ideológica. Ficam magoadíssimos. Uma extrema-direita muito sensível. Uma espécie de rinoceronte de porcelana.

A sociologia, essa velha estraga-jantares, tem palavras para isto. Chama-lhe pânico moral quando uma sociedade escolhe grupos vulneráveis, transforma-os em ameaça existencial e depois exige autoridade, polícia, castigo, expulsão, pureza. Chama-lhe nativismo quando a comunidade nacional é imaginada como propriedade de uns contra a presença de outros. Chama-lhe populismo autoritário quando o “povo” é reduzido aos que concordam com o chefe e todos os restantes passam a ser parasitas, traidores, degenerados ou estrangeiros em potência.

O Chega não inventou a roda. Limitou-se a pôr-lhe pneus carecas e conduzi-la em contramão na Avenida da Liberdade.

Mas o Chega, sozinho, não é a história toda. Seria apenas o Chega: ruidoso, agressivo, performativo, uma mistura de tasca ressentida com seminário de marketing digital para quem acha que a civilização ocidental acabou quando alguém pediu leite de aveia. O problema começa quando a direita clássica decide que o monstro afinal é útil para carregar mobília.

Durante anos, PSD e CDS apresentaram-se como a direita responsável, europeia, institucional, democrata-cristã, personalista, respeitadora do regime. Tinham as suas obsessões, os seus tiques, os seus senhores de blazer que dizem “rigor” como quem mastiga uma noz seca. Mas havia uma linha. Uma linha mínima. Uma dessas coisas antigas, quase românticas, como telefones com fio ou vergonha na cara.

Essa linha foi ao chão. Não caiu com estrondo. Não houve trovões. Não entrou um tanque pelo Terreiro do Paço. Caiu como caem as coisas em Portugal: devagarinho, em reuniões, requerimentos, votações, comunicados, entrevistas sem perguntas e frases sobre “sentido de responsabilidade”. A democracia portuguesa, que já sobreviveu a tanta mediocridade com ar condicionado, assiste agora a uma novidade mais perigosa: a normalização do indigno com linguagem de expediente.

A Lei da Nacionalidade endurece. A Lei dos Estrangeiros aperta. O discurso sobre imigração passa a soar menos a política pública e mais a triagem étnica com assessoria jurídica. Fala-se em ligação efetiva, integração, segurança, controlo. Palavras limpas. Palavras passadas a ferro. Palavras que, na prática, servem muitas vezes para dizer: tu, talvez; tu, não; tu, espera; tu, prova; tu, volta; tu, és sempre suspeito.

E a televisão ajuda. A televisão ajuda imenso. A televisão descobriu os imigrantes como quem descobre bolor atrás do armário. Há imigrantes no rodapé, imigrantes no painel, imigrantes no direto, imigrantes em imagens de rua, imigrantes encostados à parede, imigrantes como cenário, imigrantes como ameaça, imigrantes como meteorologia adversa.

Entretanto, a escola pública pode arder em lume brando, o SNS pode tossir sangue, a habitação pode transformar-se num casino com canalização, o preço do cabaz alimentar pode exigir financiamento bancário — mas o país acorda todos os dias para discutir nacionalidade e imigração como se a grande crise portuguesa fosse o vizinho chamar-se Rahim, trabalhar doze horas e ainda assim ter a ousadia metafísica de existir.

E quando os crimes de ódio aumentam, quando a violência simbólica começa a procurar corpo, quando a frase nojenta de ontem vira piada aceitável hoje e proposta legislativa amanhã, aparece sempre alguém, muito composto, a pedir serenidade. A serenidade é belíssima. Também é excelente para ver a casa arder sem deixar cair o cálice.

Depois vieram as pessoas trans, porque nenhuma vaga reacionária se sente completa sem meter o Estado dentro do corpo de alguém. O Parlamento aprovou, com PSD, Chega e CDS, alterações que revogam a lógica de autodeterminação de género. De repente, o Estado português, que demora meses a resolver uma consulta, descobriu uma rapidez fulminante para vigiar identidades. A máquina pública, habitualmente sonolenta como um gato ao sol, tornou-se atleta olímpica quando o assunto foi dizer a uma minoria: “Espere. Prove. Justifique-se. Passe pelo guiché da dignidade condicionada.”

É notável. Para resolver urgências hospitalares, prudência. Para resolver salários, complexidade. Para resolver habitação, mercado. Para limitar direitos de pessoas trans, celeridade parlamentar. Quase dá vontade de pôr uma bandeira arco-íris à porta do SNS para ver se finalmente alguém o leva a sério.

Ah, a bandeira. Essa ameaça têxtil à República.

PSD, Chega e CDS aprovaram também a proibição de bandeiras “ideológicas, partidárias ou associativas” em edifícios públicos, atingindo, entre outras, a bandeira LGBTI. Finalmente, Portugal enfrentou o seu grande inimigo: um retângulo colorido. O país suspirou de alívio. As rendas baixaram, os médicos regressaram, os professores sorriram, os comboios chegaram a horas. Tudo porque se impediu um edifício público de parecer minimamente solidário com pessoas que ainda levam pancada por serem quem são.

Chama-se a isto guerra cultural. É barata, fotogénica e não exige resolver nada. Dá ao eleitor a sensação de vitória sem lhe dar casa, salário, médico, escola ou futuro. É como comer algodão-doce em dia de fome: fica-se com a boca doce e o estômago vazio.

E depois há os pobres. Porque o reacionário moderno nunca perdoa ao pobre a falta de elegância estatística.

A ideia de obrigar beneficiários de prestações sociais a trabalho comunitário apareceu embrulhada em palavras lindas: dignidade, mérito, responsabilidade, contribuição. A direita adora estas palavras quando olha para baixo. Para cima, prefere outras: incentivo, competitividade, contexto, desburocratização. Ao pobre exige-se moral. Ao forte oferece-se enquadramento. Ou seja: se estás sem meios, prova que mereces ajuda. Se tens poder, explica-nos calmamente porque não podias cumprir.

E pelo caminho ainda se quis aliviar a criminalização da omissão de declaração de trabalhadores à Segurança Social. Isto num país onde o trabalho doméstico, a imigração indocumentada e a vulnerabilidade feminina se cruzam muitas vezes numa espécie de cave social que todos sabem existir, mas sobre a qual se fala baixinho, para não perturbar o almoço.

Dureza para o fraco. Nuance para o patrão. Chibatinha moral para baixo, almofada processual para cima. Um clássico. Eça teria escrito isto, mas provavelmente teria pedido um brandy a meio.

É tudo muito rápido. Demasiado rápido. E a velocidade é parte do método. Atira-se tudo ao mesmo tempo: imigração, nacionalidade, género, bandeiras, prestações sociais, Código Penal, revisão constitucional. O cidadão comum tenta acompanhar como quem apanha papéis ao vento num dia de temporal. Quando percebe uma coisa, já há três novas. Quando se indigna com uma, dizem-lhe que a outra é mais importante. Quando protesta, acusam-no de histeria. Quando se cala, chamam consenso.

É assim que se muda a janela do aceitável. Não se empurra de uma vez. Desloca-se um centímetro por dia. Ontem era impensável. Hoje é polémico. Amanhã é razoável. Depois de amanhã é inevitável. Na sexta-feira já há um comentador a dizer que sempre defendeu aquilo, embora com “preocupações humanistas”.

Portugal conhece esta música. Já a ouviu em vinil, em rádio de pilhas, em discursos graves, em salas onde se confundia ordem com medo e autoridade com obediência. Não precisamos de fingir que cada regressão chega ao mundo sem antecedentes, como uma criança pura nascida de um ovo constitucional.

O mais grave não é que o Chega queira descer a escada. O Chega nasceu no patamar de baixo e sempre olhou para a cave com saudade.

O mais grave é ver PSD e CDS, partidos que se diziam da casa democrática, a segurar o corrimão, a acender a luz e a murmurar: “Vá, mas com responsabilidade.”

Porque é isto que está em causa: não o folclore do Chega, não os gritos, não os cartazes, não as frases de tasca com microfone parlamentar. O que está em causa é a autorização. A bênção. A respeitabilidade emprestada. A velha direita democrática a servir de lavandaria institucional para ideias que ainda ontem cheiravam a mofo, porão e arquivo da PIDE.

E quando o indigno passa pela máquina de lavar do poder, sai com cheiro a legislação. Por isso, sim: está tudo a acontecer muito depressa. Mas não tão depressa que não se veja.

Vê-se perfeitamente. Vê-se no modo como se fala de imigrantes. Vê-se no modo como se suspeita dos pobres. Vê-se no modo como se patologizam pessoas trans. Vê-se no modo como se transforma uma bandeira num inimigo. Vê-se no modo como a Constituição deixa de ser abrigo comum e passa a projeto de remodelação para quem acha que há direitos a mais e portugueses errados.

A democracia não morre apenas quando alguém lhe aponta uma arma. Às vezes morre de gravata, com quórum, parecer, requerimento conjunto e hino nacional no fim.

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8 pensamentos sobre “A escada para a cave

  1. A direita portuguesa sempre foi extrema ou não tivesse sido “parida” na Ala Liberal da União Nacional, o partido único do tempo da Outra Senhora.
    Sempre disse ao que ia, fazer o frete aos patrões, tirar direitos aos trabalhadores, tudo em nome da competitividade da economia portuguesa e do crescimento.
    Foi enganando os pategos que pode e depois das atrocidades dos anos da troika percebeu que estava gasta. Ate poderia voltar a ganhar eleições mas dificilmente voltaria a obter maioria parlamentar.
    Vai daí foi preciso criar um “filho” que soubesse congregar melhor todos os ódios e frustrações de muitos grunhos.
    E aí surgiu o Chega com um discurso que faz as atoardas do Paulinho das Feiras sobre os malandros do Rendimento Mínimo, a autoridade, leia se impunidade, de policias e professores, o aumento das penas de prisão, parecer uma mensagem de Natal.
    Resultou e a extrema direita declarada e a que sempre existiu teem hoje maioria no Parlamento e tratam de nos fazer a vida negra.
    Quanto ao PS claro que tem muito de direita pois que foi criado para garantir que o PCP não chegava ao poder.
    Foi sempre um albergue espanhol onde se aceitaram muitos anticomunistas primários com vergonha de ser de direita, criado por iniciativa da CIA.
    O mesmo para o Bloco de Esquerda e isso explica a sua postura de enguia, nem nem, que os acaba por por sempre do lado dos States pois que as suas vítimas são autocracias.
    Em resumo, e tudo um putedo e quem se lixa somos nós.

  2. Parece que já estou a ver o Quarto Pastorinho em 2030 em pranto performativo, numa das suas birras de fel e amargor, à frente ou atrás do Montepardo Spinumvivas:
    – Isto não pode ser, Portugal é para os portugueses, os portugueses primeiro! Onde já se viu ficar atrás do Brasil na fase de grupos e ser eliminado por Marrocos nos oitavos? Não pode ser, não pode ser! Primeiro os nossos. Já falei com o Infantino e Marrocos vai ser desclassificado por ter um imigrante ilegal a assistir num camarote empresarial – vejam bem a afronta!, deve pensar que por ser afilhado do rei de Marrocos é melhor que o D. Duarte Pio, e cerca de cem, cento e cinquenta indigentes ilegais nas bancadas! Vamos repescar Portugal, e todos os brasileiros vão ter de escolher, ou vestem a nossa camisola e nos apoiam até à final, ou vão recambiados com a canarinha para casa. Isto é nosso, não é deles!

    É mais ou menos assim que operam estas sumidades direitolas levadas nas palminhas pela comunicação social de massas, ou não?

    Estas carolas direitolas farsolas javardolas não páram!

    • – E Cabo Verde, senhor ministro? Não teme que Portugal não consiga ultrapassar Cabo Verde nos quartos-de-final, ocupando o lugar de Marrocos?
      – Bandidos! Assassinos! Violadores!
      – Todos, senhor Ministro? Ou só a família Kochi?
      – TODOS! Vou promulgar uma lei e transmitir ao Infantino, por cada golo de Cabo Verde, 2 penaltis a favor de Portugal! E recolher obrigatório para mestiços e negros no dia do jogo e nas 72h seguintes! Não há cá Praça Sony nem Amadora para os inimigos da pátria!
      – E o Vozinha, embaixador dos tubarões azuis, não tem consideração por ele e os colegas?
      – Comigo só Vozeirão, qual Vozinha! Isso é para wokes efeminados e feministas não lésbicas! Se gostam do meu Vozeirão, óptimo, se não gostam têm bom remédio, vão pregar para outra freguesia, ou melhor, para a terra deles!

      Assim falará André Ventruja!
      O “toalhita de testa febril”.

  3. Falta aí o PsemS. Consta que a sua abstenção na votação da PSU ajudou à sua aprovação! PQP estes “socialistas”.

  4. Nem de propósito:

    “EU CHAT CONTROL IS BACK

    Brussels regime pulls a trick before the summer break

    Parliament today approved fast-tracking a new vote on “Chat Control 1.0” — the regime “letting” Meta, Google, Microsoft etc. voluntarily scan private messages/emails for CSAM(Child Sexual Abuse Material). It expired in April after MEPs rejected extending it.

    🪄The trick: it’s the same text Parliament already voted down — but now, on “second reading,” it takes an absolute majority of all 720 MEPs (361 votes) to block or amend it, not just a simple majority. Abstentions count as “yes.” Miss that threshold and it’s automatically adopted, even without real parliamentary consent.

    The vote is set for Thursday — the last session before summer recess, when MEP turnout is historically at its lowest. That’s exactly why hitting 361 “no” votes is considered a long shot.

    What’s actually being voted on: only the voluntary, unencrypted-messages version. The bigger fight — mandatory scanning that reaches into encrypted chats — is a separate proposal called CSAR (Child Sexual Abuse Regulation, “Chat Control 2.0”). It would force providers to scan everyone’s messages with no opt-out, including encrypted ones — which in practice means breaking or bypassing end-to-end encryption. CSAR is still stuck in trilogue talks, unresolved.

    Lose the vote on online spying on your citizens? No problem – wait for the room to empty, change the scoring rules, push it through – voila, EU “democracy” in a nutshell.”

    Fonte: DD Geopolitics.

    A isto chama-se DITADURA ORWELLIANA.

    A bandeira da UE é uma das bandeiras da EXTREMA-DIREITA. E uma das tais bandeiras ideológicas que nem mesmo a proposta do Chega conseguiria limpar dos nossos edifícios públicos.

    Para explicarem esta notícia (que obviamente não passará nos putedos da RTP, SIC, TVI e companhia) aos vossos amigos e familiares info-analfabetos, é simples:
    – a ditadura da UE vai espiar, sob falso pretexto, o conteúdo do vosso correio pessoal. Imaginem um agente da PIDE a abrir e a ler as cartas antes delas chegarem às vossas mãos.

    Para quem sabe o que se passa no ocidente, isto já nem assusta, pois já não é novidade. Afinal de contas, a NSA tem acesso aos vossos microfones e câmaras nos vossos telefones da Samsung e Apple, e nos vossos computadores com Windows. Vocês estão a ser escutados e filmados, mesmo quando pensam que o vosso aparelho está desligado. Já para não falar de todos os vossos emails da Google (Gmail) serem previamente lidos num servidor da NSA… ou da falsa sensação de “privacidade” dada pelos messengers (WhatsApp e companhia) cuja encriptação é desligada pela CIA/Mossad com um mero clique num botão.

    Ah, e ontem o Macron foi a Damasco, tal como António Costa tinha ido, apertar a mão ao terrorista líder da al-Qaeda e especialista em cortar pescoços de cicis inocentes.
    Macron, que já se sabia ser um fascista e nazi e porco imperialista e neocolonialista e corrupto e traidor e vassalo dos EUA e monstro sionista genocida, confirma agora (para quem ainda tinha dúvidas depois do que a sua França tem andado a fazer no Sahel) que é um terrorista.

    Extrema-Direita? Quem nos dera que eles fossem apenas de Extrema-Direita… São bem piores que isso. Acho que nem Hitler era assim tão maquiavélico e sem-vergonha!

    E no entanto cá estão os idiotas úteis do costume, a fazer de conta que o pessoal como Costa e Macron e companhia, é do “centro moderado” e da “liberd6e democracia”.

    Parece que apesar de tudo até os ignorantíssimos cidadãos dos EUA são menos idiotas que o Europeu comum. Acabaram de escolher, numa sondagem do putedo New York Times, o filme Idiocracia (ficção, 2006), como o filme que melhor retrata o seu país.
    Não sou injusto se disser que tal escolha se aplica ainda melhor aos Europeus e em particular aos Portugueses seguidores da escumalha rosa e laranja e respectivos minions.

    Mas, como muito bem notou um amigo Russo, essa escolha dos cidadãos USAmericanos é benigna demais, pois afinal de contas, no tal filme, o Presidente Camacho é menos burro do que Trump, menos assassino que Obama, não está em guerra com ninguém, não apoia nazis nem terroristas nem comete genocídio. Quer apenas arranjar os problemas, mas não consegue, pois é burro. Não é por maldade. E no final acaba por passar o cargo para alguém mais inteligente e mais capaz.
    Portanto, a comparação é injusta. A realidade dos EUA, e ainda mais da Europa, é bem pior do que a do tal filme.

    Isto não é uma idiocracia, causadora de boa gargalhada. Isto é uma estupidocracia, manipulada por uma putaria mediática, e desgovernada propositadamente por uma corja corrupta vigarista fascista nazi terrorista criminosa de guerra e genocida, que presta vassalagem a uma escumalha oligárquica imperialista colonialista e genocida!!

    Um voto nesta gentalha, é pior que um voto em Hitler ou Salazar!!!
    E tal como vocês, os alemães comuns nos anos 1930s também não se aperceberem da merda que estavam a fazer. E os portugueses comuns também não se aperceberam da porcaria que era o colonialismo.
    Mas os atentos já vos julgam, e as gerações fututas vão recordar-vos com um enorme nojo!

  5. Se só colocas o Chega na Extrema-Direita, estás a gozar com quem te lê.
    Então e todos os filhos de uma grandessíssima prostituta, ate no BE, que apoiam a NATO de Trump e a Ucrânia de Stepan Bandera, Andrey Melnik, UPA, OUN, Azov, Svoboda, e companhia?

    Só o PSD e CDS é que foram levando as coisas fascistas a acontecer, passo a passo?
    Que eu saiba, Ventura nasceu na barriga de aluguer do PSD Passista. E tudo o que esses fascistas fizeram em ataques aos trabalhadores na lei laboral, foi apoiado por PS (e indiretamente Livre e PAN) ao ponto de assassinarem a Geringonça e inventaram uma “crise política” para o António Costa ir a eleições dar o poder à (ainda mais) Direita.

    Por falar em Costa, o que se diz de um escumalha que vai a Damasco apertar a mão ao terrorista líder da al-Qaeda na Síria, um terrorista colocado no poder pelos EUA/NATO e “israel”/Mossad e a clássica colaboração CIA/Mi6/CNN/FOX/BBC?
    Se o nacionalismo português é extrema direita então e o nacionalismo islâmico que, mesmo durante a semana em que Costa lá passou, andou em matanças de minorias étnico-religiosas?

    Ou o que dizer de Seguro, esse “presidente” que quer mais NATO, mais guerra, mais al-Qaeda, mais genocídio na Palestina, mais bombardeamentos em Caracas e Teerão e companhia, quer golpes, interferência, e gasta tanto de baixar as calças e dobrar-se em Washington DC e Bilderberg, que quer uma “renovação da aliança com os EUA”?

    E por falar em confinamento, quem me confinou e só me deixava sair de casa se eu aceitasse ser cobaia da Pfizer?!?
    Não foi um salazarista, foi a vigarista Marta Temido e companhia!

    A Extrema-Direita já era o PSD e CDS pelo menos desde 2011. É pelo menos essa a minha percepção. Se calhar até abri os olhos tarde em relação a outros mais atentos.
    Mas ficámos nestes anos (desde 2022, quando o senhor Presidente eleito livre e democraticamente em Moscovo anunciou a necessária e justificada intervenção militar contra os Nazis da NATO que ocupam a Ucrânia a mando do Pentágono/CIA desde 2014) a saber que a Extrema-Direita em Portugal começa logo ali à direita do PCP e daquela parte do BE (que entretanto deixou de votar no partido, e muito bem) que perdeu as eleições internas para as Mortáguas e companhia amantes de criminosos de guerra e porcos imperialistas woke e de nazis.

    O Chega não é o problema.
    O Chega é apenas um dos sintomas.

    Isto fica ainda mais evidente quando se vê para lá da fronteira, e se testemunha o crescimento de tantos hitlerianos por tanto lado (Vox, Le Pen, Meloni, AfD, etc) e se percebe que os EUA os apoiam a todos, e até tentam descaradamente (já nem escondem) interferir nas eleições Alemãs.
    Objectivo?
    Um Maidan em cada província Europeia do seu império, para que quando a carne ara canhão ucraniana chegar ao fim, outros Zelenskys por aí fora estejam prontos a sacrificar mais gente em mais países, caso alguém em Washington DC dê a luz verde para tal.

    Afinal de contas, no plano inicial (que já vem dos anos 90) estava incluído um golpe Maidan em Minsk e outro em Tbilisi, de forma a que a guerra por procuração contra a Rússia (parte da guerra maior contra a China, na wual6se incluem também as guerras e tentativas de golpe sangrentas na Venezuela e Irão e tantas outras menos mediatizadas) fosse uma guerra em 3 (TRÊS) frentes e não apenas na frente do Donbass.

    Quem não percebe isto, não percebe a ponta de um corno!

    Mas no caso daqueles que fazem longos e bem construídos textos sem nunca beliscarem o PS, eu temo que o problema seja outro: até sabem muito bem do que falo, mas o seu papel na propaganda do regime é fazer os tolos acreditar que o PS é “diferente”, de forma a que os tolos aí continuem a votar, e assim nada mude.
    Afinal de contas, é exatamente isso que os seus donos em Washington DC fazem com os potenciais eleitores do partido “Democrata”: *olha aqui tão diferente que é o Biden/Obama em relação a Trump/Bush, não olhes para os crimes que todos cometem de forma igual, nem para os bilionários que igualmente os financiam, nem estranhes que a mainstream media os leve a todos ao colo”.

    No final de contas, tudo isto se resume numa frase:
    – se o império criminoso dos EUA dá a ordem para tirar da saúde e educação e serviços sociais, e esbanjar no seu complexo militar industrial e ajudar nazis, NÃO há uma única voz discordante em relação a isto desde o Livre até ao Chega. Sendo que a “discordância” do que sobra do BE é uma tola qualquer em Bruxelas (com nome começado em Marisa e acabado em Matias) a dizer, e passo a citar: “mais armas para a NATO (*para entregar a nazis na Ucrânia*), sim, mas que não seja para o lucro (dos privados)”.
    Nem o Batatinha alguma vez na vida conseguia ser assim tão palhaço!

    Nota final, a ironia disto tudo é que uma das medidas do Chega escreve direito por linhas tortas: com a proibição de bandeiras ideológicas em edifícios públicos, fica assim assegurado que eu não sou violentado com a glorificação de nazis ucranianos, ao pendurar a bandeira amarela e azul, ou a que inclui o símbolo militar, ou pior, a que a Iniciativa Liberal e o reitor da Universidade de Coimbra adoram: a vermelha e preta dos nazis da UPA/OUN, que vergonhosamente já desfilou em manifestações ANTI-CONSTITUCIONAIS de nazis ucranianos em Portugal.

    Por falar em atropelos à Constituição feitos em nome do apoio ao nazismo, então e a censura aos canais de notícias da Rússia, efectuada enquanto os canais de israel mostram e glorificam em directo os crimes sionistas contra a humanidade, já para não falar do dia a dia de sem vergonhice e igual criminalidade difundida e glorificada nos canais anglo-americanos…
    O PS (e Livre e PAN, e direção do que resta do BE) também são escumalha cúmplice disto tudo!

    E portanto repito, pois é esse o ponto central: o Chega não é o problema, o Chega é só um dos muitos sintomas.
    Sintomas de doença e podridão do chamado ocidente coletivo, sob controlo total do império dos EUA, nos campos militar, económico, político, mediático, e agora (desde o acto terrorista dos EUA contra o NordStream que o PS não condenou…) também no campo energético. Se juntarmos a “cultura”/entretenimento e o desporto (a vergonha deste Mundial FIFA), colonização é quase total.

    Portanto a lição é simples: se combateram o Chega, estão a combater apenas um dos sintomas. Seria como colocar um pano com água na testa para combater uma grave infecção viral.
    Se querem mesmo ganhar a guerra, têm de combater o verdadeiro inimigo, e causa do problema: EUA e sua penetração na sociedade portuguesa em todos os campos/níveis.
    E têm de perceber de uma vez por todas que não vale a pena tentar salvar a ponta de um dedo que já está podre. Tem de ser cortado, pois não tem salvação possível. E esse dedo podre, é a “esquerda” FAZ-DE-CONTA e os “democratas” SÓ-NA-TEORIA. Gentalha a quem o patriotismo dá alergia, e a lealdade só existe para 3 bandeiras, nenhuma delas a portuguesa: UE, NATO, EUA. Talvez 4 bandeiras: israel – se os shekels do lobby sionista também entrarem na sua conta na Suiça…

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