A grande armadilha de Trump! Perito russo revela as 3 razões obscuras por detrás do pacto secreto com o Irão

(Por Geopolítica Pura in Facebook, 25/05/2026, Revisão da Estátua)


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Não é diplomacia, é uma operação de engano em massa! Nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, o proeminente analista internacional Farhad Ibragimov fez cair a fachada do iminente acordo entre EUA e Irão. Segundo o especialista da Universidade Financeira da Rússia, a fuga para a comunicação social do projeto de paz é uma jogada fria de Donald Trump para superar a sua própria estagnação política e preparar o palco para objetivos muito mais agressivos.

Eis as 3 lógicas escondidas por detrás do “avanço diplomático” segundo a contraespionagem:

Teoria 1: Manipulação total do mercado do petróleo

Negociações de alta segurança não são filtradas acidentalmente com tanto nível de detalhes. O mero rumor de um “cessar-fogo integral” e o fim do bloqueio portuário são suficientes para acalmar instantaneamente os mercados globais. Trump precisa da sombra informativa do pacto para baixar os preços do petróleo, travar a inflação nos EUA, e maquilhar a sua frágil popularidade interna sem ter assinado um único papel definitivo.

Teoria 2: Cuba é o verdadeiro alvo (Cortina de fumo no Caribe)

2026 é um ano sagrado para os EUA. Os EUA: comemora-se o 250º aniversário da sua independência e o 80º aniversário de Trump. Enquanto o mundo inteiro olha obcecadamente para o Estreito de Ormuz, Washington procura uma “vitória exemplar” rápida, limpa e comemorativa para o legado do presidente. Esmagar diplomática ou politicamente uma Cuba sufocada por décadas de sanções e com a economia quebrada é infinitamente mais fácil do que competir contra o arsenal de Teerão.

Teoria 3: O convite para relaxar antes da tempestade

Ao colocar um rascunho de paz na mesa, os EUA ganham o recurso mais valioso de todos: o tempo. O Pentágono quer que Teerão reduza a sua preparação para o combate e redistribua recursos acreditando na trégua. Uma vez criado o cenário de vulnerabilidade, e com os porta-aviões americanos ainda colocados no Golfo Pérsico, Washington pode lançar um ataque traiçoeiro muito mais devastador contra um adversário relaxado.

Estamos a assistir a uma peça geopolítica magistral: para os mercados, um sinal tranquilizador que baixa o preço do crude; para os eleitores americanos, a imagem de um Trump pacificador; para Cuba, um pano informativo que oculta os planos do Pentágono nas Caraíbas; e para o Irão, um canto de sereia antes que os mísseis caiam.

Confundir a gestão da perceção com paz real é o erro mais perigoso que o Eixo da Resistência poderia cometer.

Fonte aqui.

O mundo vive os estertores do capitalismo

(Por José Goulão, in SCF, 23/05/2026, revisão da Estátua)


O Ocidente colectivo fragmentou-se, mas em todos os nichos a única estratégia de sobrevivência que conhece é a guerra.


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O chamado Ocidente colectivo entrou numa deriva existencial que pode arrastar o mundo para o caos e uma tragédia de proporções imagináveis, porque o único antídoto que conhece é o da guerra – método da mentalidade colonial perene e da sua expressão extrema, o imperialismo.

O Ocidente, dizem os estrategos ocidentalistas, é a “nossa civilização”. Um conceito que assume o autoconvencimento de uma superioridade rácica, do direito a definir princípios civilizacionais e humanos únicos – os “nossos valores – da posse das riquezas do mundo por uma espécie de usucapião divino. E que, se necessário, assenta em supremacia religiosa – o espírito de cruzada. De que a guerra contra o Irão e as atrocidades na Palestina são exemplos.

Porém, o Ocidente colectivo está a fragmentar-se.

Em termos simplistas, começou por quebrar-se em dois, devido ao terramoto Trump, um imperador que tem qualquer coisa de Nero e coloca o seu narcisismo psicopata acima de tudo, principalmente da vida humana.

Trump, contudo, não é um fenómeno que surgiu do nada, como uma espécie de erro histórico. É fruto do estado de decadência e de disfuncionalidade a que que chegou o motor do dinheiro, que faz mover o Ocidente colectivo e garante a fonte de todas as suas supostas superioridades. O capitalismo entrou na fase decisiva da sua crise existencial.

Isto é, depois de atingir o estado de anarquia neoliberal, e uma vez que esta não consegue, mesmo assim, sustentar todas as farsas como representante da democracia, da liberdade, do humanismo e dos direitos humanos, derrapa agora para um desespero ainda mais extremista: o fascismo.

É aí que estamos, embora o fascismo esteja a chegar-nos com facetas diferenciadas, por exemplo entre a franqueza descuidada de Trump e as elaborações próprias, com resquícios aparentes de democracia, de um Merz (num país que arreganha os dentes), de um Starmer, de um Montenegro venturista, de um Zelensky, de um Modi, de um Macron, de uma Meloni, etc.

O Ocidente colectivo fragmentou-se pelo Atlântico, entre os Estados Unidos e a Europa, mas não se fica por aí. Na Europa, a União Europeia desmorona-se numa angústia de orfandade, porque Trump parece levar a sério a intenção de lhe retirar a tutela militar.

Os Estados Unidos e Israel, numa simbiose que materializa o imperial-sionismo em termos operacionais militares, ocupam-se do Médio Oriente, de maneira a tentar garantir as riquezas naturais e estratégicas reforçando a presença policial do estado sionista.

Trump deixou à União Europeia, num quadro em que a NATO não sabe às quantas anda, a tarefa de se haver com a Rússia e, para já, defender o fascismo zelensquista até ao derradeiro suspiro. Vale à União Europeia que a Rússia não é uma ameaça militar real. Mas se continuar a insistir…

O Ocidente colectivo fragmentou-se, mas em todos os nichos a única estratégia de sobrevivência que conhece é a guerra. É isso que nos leva ao caos e, quiçá, à tragédia.

São os estertores do capitalismo, que assim dispara em todas as direcções manejando o fascismo. Mas que haja luta até que os povos de todo o mundo acordem e tentem evitar que o desespero da anarquia capitalista conduza o planeta ao extermínio da vida tal como a conhecemos.

Fonte aqui

Trump não é uma doença, é um sintoma

(Whale Project, in Estátua de Sal, 22/05/2026, revisão da Estátua)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos de Miguel Sousa Tavares, versando, entre outros tópicos, a atuação de Trump na condução da política externa dos EUA, (ver aqui). Pelas ideias manifestadas e pela acutilância indiscutível, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 22/05/2026)


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Lá temos o nosso querido Miguel Sousa Tavares (MST) a personalizar a coisa como se Trump fosse uma anomalia e os Estados Unidos fossem muito bonzinhos e respeitadores dos outros povos, se não fosse o “louco”.

Trump é apenas mais pornográfico e, numa coisa, poderá o MST ter razão. Ele é efetivamente alguém de uma crueldade extrema. Talvez nenhum presidente estado-unidense tenha sido tão cruel e tenha mostrado tanto desrespeito pelas vidas humanas.

Mas não é “louco” sozinho. Há militares, juízes, procuradores a seguir as suas ordens.

A troco de quê, uma infame múmia de Nova Iorque aceitou julgar Maduro? Foi Trump quem redigiu a infame acusação lançada contra Raul Castro e que pretende ser o pretexto e justificação para uma invasão de Cuba?

Foi Trump que bombardeou escolas e hospitais no Irão? É Trump que pilota os barcos que destroem embarcações no Atlântico matando as tripulações? É Trump que está no ICE? Trump é fruto de uma sociedade que nunca foi melhor que isso.

E, traidores locais que entregam cidadãos sem passar pelos tribunais, também sempre os houve. Delcy Rodríguez é uma víbora em forma de mulher mas não inaugurou nada.

Corria o ano de 2001 quando os Estados Unidos e a Europa Ocidental condicionaram o apoio para a reconstrução da Servia e Montenegro, territórios arrasados por meses de bombardeamentos da NATO, à entrega de Milosevic nas masmorras de Haia. O homem foi preso, logo que foi derrotado nas eleições e foi levado da cela diretamente para o avião sem tribunal nenhum. Voltou à sua terra num caixão. O primeiro-ministro traidor que o vendeu foi abatido cerca de quatro meses depois da venda; bom seria que o fim da traidora venezuelana fosse o mesmo.

Trump é um porco mas nada do que faz é novo. Acreditará o MST que Obama estava a pensar na liberdade do povo líbio quando, juntamente com os vassalos europeus, destruiu a Líbia? E quem é que começou a armar os nazis ucranianos?

A diferença é que dantes os europeus, que acabavam a ter de gerir crises de refugiados provocados pelas guerras americanas à sua porta, eram enrabados com vaselina, agora é à bruta.

Trump diz claramente quem manda. Porque, ao contrário dos outros, Trump diz claramente ao que vem. Mas ele não é uma anomalia nem é o único culpado. É fruto de uma atuação de sempre. O bloqueio a Cuba dura desde que os cubanos acharam merecer mais que ser o casino e a casa de putas dos Estados Unidos.

Trump pode querer carregar no acelerador, ficar na história como o destruidor da revolução cubana mas nada disto começou com ele.

Trump não é uma doença, é um sintoma mais intenso de uma doença que os Estados Unidos sempre tiveram: a ansia de dominar o mundo e a nefasta doutrina do destino manifesto. Tudo o resto é conversa.