Costa 3, Ferreira 0.

(Estátua de Sal, 11/05/2016)

gomes_caricatura

Estive a ver a entrevista de António Costa na SIC.

O que mais me chamou a atenção foi a postura do entrevistador, o pafioso Gomes Ferreira.

Nenhuma das perguntas que trazia na manga tinha implícitos quaisquer pressupostos de sucesso para o Governo e daí – esquece o personagem -, para o País. O estilo foi mais ou menos este:

Dr. António Costa há uma cobra a sair do bolso da Comissão Europeia, por causa do deficit excessivo, como pretende matá-la? Eu acho que não tem fisga para tanto.

Dr. António Costa o desemprego está a aumentar, as exportações caem, o investimento cai, em suma, o senhor diz que não é bem assim e que as causas não tem a ver com a atual governação e que o crescimento vai ocorrer mas eu não acredito.

Dr. António Costa, tem-se dado muito bem com o Dr. Marcelo, mas olhe que nessa história dos colégios privados, eu acho que ele vai discordar de si, e vai-se acabar a lua-de-mel.

Dr. António Costa, quanto quer receber pelo Novo Banco? A banca quer que o Novo Banco seja nacionalizado porque lhe convém, e o Governo vai fazer a vontade aos banqueiros. Aí está mais uma manobra oculta aos olhos dos portugueses.

Em suma, o pafioso Gomes Ferreira mais parecia o chefe da oposição a querer destruir as explicações e os argumentos do Primeiro-Ministro. Seria ele capaz de fazer uma entrevista, no mesmo tom truculento a Passos Coelho ou ao irrevogável Portas?

A Direita, quando as coisas correm bem quer que elas corram menos bem, quando as coisas correm menos bem quer que as coisas corram mal. Espécie de arautos da desgraça, trombeteiros do apocalipse.

O que esta solução governativa veio mostrar, com o ineditismo da aliança à esquerda, foi que a Direita só poderá vir a ser poder de novo em Portugal num hipotético cenário de catástrofe financeira e económica. Pois bem, é esse o cenário que a Direita almeja e para o qual trabalha com ímpeto e afã, quer no plano nacional quer no plano internacional, de forma a poder regressar ao poder que perdeu e às prebendas a que acha que tem direito, por direito de berço ou de unção divina.

Como a realidade nunca mais sai do sítio, como a desgraça nunca mais se concretiza, a Direita empurra o que pode para que a realidade funerária que ela adora se concretize.

António Costa foi respondendo a todas as provocações, implícitas ou explícitas, com a bonomia de um santo homem, tendo como objetivo desmontar a narrativa da desgraça, substituindo-a por uma proclamação de serenidade e confiança, que é o que o País precisa, e os portugueses merecem.

Dou os meus parabéns ao Primeiro-Ministro. Eu não teria paciência para aturar o pafioso Ferreira com a tranquilidade e a boa cara com que ele o fez. À primeira pergunta teria posto logo o personagem em sentido, ainda que reconheça que isso seria um grave erro político que a Direita exploraria até à náusea, e que o Ferreira se esforçou por provocar com insistência.

Mas claro, ó Ferreira, ainda és muito novinho para conseguires tourear o António Costa e conseguires tirá-lo do sério. Ainda andavas de cueiros e já ele tinha quilómetros de debates políticos, entrevistas e declarações públicas.

Eu se fosse ao Balsemão despedia-te, ó Ferreira, porque acabaste por dar um grande tiro no pé, já que o resultado do prélio foi: Costa 3, Ferreira 0 e virou-se o feitiço contra o feiticeiro. A geringonça está de boa saúde e recomenda-se e no horizonte não se vê borrasca a não ser aquela que a Direita catastrofista teima em anunciar todos os dias.

Para a nossa direita radical o Papa é do MRPP

(José Pacheco Pereira, in Público, 30/04/2016)

Autor

              Pacheco Pereira

É muito interessante ver aquilo que são os bas-fonds da nossa direita radical, entre comentários, blogues e twitter.


Peço desculpa ao Papa por usar o seu Santo nome em vão. Peço desculpa ao MRPP ao chamá-lo para estas coisas entre a santidade e asneira. Mas é muito interessante ver aquilo que são os bas-fonds da nossa direita radical, entre comentários, blogues e twitter.

Não, não estou a falar do PNR, estou a falar de apoiantes do PSD e do CDS, do extinto PAF, muitos “jotas”, mas também gente adulta que enfileirou nos últimos cinco anos do “ajustamento”, vindas de alguns think tanks e amadores da manipulação comunicacional que se formaram nestes anos. São também alguns colunistas no Observador, no Sol, no extinto Diário Económico e nos sites que estes jornais patrocinam com colaboração gratuita para formar uma rede de opinião que funciona para pressionar os órgãos de comunicação que, muitas vezes, de forma muito irresponsável, a ampliam em “informação” como oriunda das “redes sociais”. Não são um grupo muito numeroso, mas escrevem todos os dias e em quantidade, parecem estar de patrulha nas caixas de comentários e no twitter e são muito agressivos. Não se coíbem em usar citações falsas ou manipuladas, boatos, calúnias e insultos (Costa é o “monhé” e o “chamuça”, por exemplo). É na vida política portuguesa um fenómeno novo e não adianta dizer que o mesmo existe à esquerda, porque não é verdade.

Não estou a falar de um obscuro subproduto das proclamações mais comedidas de partidos como o PSD (embora raras) ou do CDS, mas de uma realidade mais profunda e espelhar visto que o tom e o mote são dados por colunistas e “pensadores” de direita mais elaborados. Para eles, Portugal é socialista desde o 25 de Abril, com excepção dos anos do governo Passos-Portas, e é governado por uma “oligarquia” de políticos e sindicatos ao serviço do tamanho do estado, como garantia dos seus proventos. Este conceito de oligarquia é interessante porque inclui os funcionários públicos, o aparelho sindical, todos os que fazem greve em empresas públicas, e todos os políticos que são apresentados como o braço armado dessa oligarquia. A oligarquia muito curiosamente não inclui os grandes empresários, os homens da finança, os lóbis junto do poder político, como os escritórios de advogados de negócios, e os donos dos offshores. Bagão Félix faz parte da oligarquia, junto com Carvalho da Silva, Boaventura Sousa Santos, e Ana Avoila, mas Eduardo Catroga, Carrapatoso, Ferraz da Costa, Bruno Bobone e Paulo Portas não.

O PCP é o Diabo, e o seu anticomunismo é o da Guerra Fria em versão salazarista, embora sejam muito amáveis com Putin (como Trump, aliás), com os chineses e com subprodutos do comunismo de partido único como o MPLA. Gostam do Partido Comunista Chinês, dono da EDP e da REN e de muito mais coisas, e não gostam do PCP. O BE, para eles, é hoje quem governa Portugal junto com os comunistas e são uma “raparigada” esganiçada. O PS tornou-se um partido da esquerda radical e tudo o que não alinhe com o “ajustamento” e a sua ideologia, são perigosos esquerdistas e socialistas. Depois de mim, e de Manuela Ferreira Leite, soma-se agora, no PSD, José Eduardo Martins que, como todos sabem, é um perigoso esquerdista. São todos também “socratistas”. A julgar por aquilo que eles consideram esquerdista, radical, comunista, o nosso bom Papa Francisco é do MRPP. Pior ainda, está muito à esquerda do MRPP.

Por que razão os nomes dos que usam ou fazem offshores em Portugal não me surpreende…

… Nada. Quando surgiram as notícias dos “papéis do Panamá” eu fiz uma lista mental, que aliás enunciei a alguns amigos. Até agora está lá quase tudo, mas ainda faltam alguns. Não é preciso ter qualquer dote especial de adivinhação, basta saber que tipo de pessoas com dinheiro em Portugal “estão sempre em todas”. E a barragem de gente, advogados em particular, que encheu os ecrãs de televisão para nos explicar que os offshores e ter dinheiro em offshores é legal, o que faz, e sabem o que fazem, é protege-los. Mas não estão sozinhos, a comunicação social que adoptou o “economês” como linguagem (aquilo a que Teodora Cardoso chama “racionalidade económica”), que é capaz de se exaltar com mil e uma coisas pequenas, acaba por mostrar uma especial “neutralidade” no tratamento dos offshores. À quinta notícia, separada cirurgicamente de uma semana, o efeito é o da mirtridificação, ou seja, o veneno já não faz efeito, porque já estamos habituados. Nenhum dos grandes dos offshores, aqueles que não se lembram de os ter feito, como se fosse uma coisa trivial, vai perder um tostão daquilo que perderiam se tivessem que pagar impostos devidos. E todos os que gravitam no mundo empresarial-comunicacional-político, e são vários, vão continuar a ter todas as tribunas que tinham como se nada acontecesse, sem sequer haver quem lhes pergunte, com as perguntas tipo HardTalk da BBC, sobre o que fizeram. É por isso, que nada vai ser feito sobre os offshores e é por isso que há muita injustiça inscrita em sociedades como a nossa.

A lição de Fernando Rosas

Conheci o Fernando Rosas numa reunião clandestina num pinhal de Aveiro destinada a organizar a participação dos esquerdistas no Congresso da Oposição. O objectivo era impedir a tentativa de controlo que o PCP se preparava para fazer de várias secções do Congresso, em particular as que diziam respeito ao movimento estudantil. A coisa acabou por dar origem a uma cena de pancadaria, bastante comum nesses tempos, quando os comunistas, tendo à frente Lino de Carvalho, queriam votar uma moção de golpe numa sala com uma sólida maioria esquerdista.

Ficámos amigos desde sempre e recordo-me das nossas discussões por volta dos primeiros anos da década de oitenta sobre teoria política, sobre o marxismo, sobre o materialismo, numa época em que tinha lido Popper, Monod e Kolakowski e uma espécie de luto teórico pelo esquerdismo estava na ordem do dia. Essas discussões muito animadas seguiam-se às reuniões da revista Estudos sobre o Comunismo numa espécie de cave existencialista que havia em Campo de Ourique com música aos berros e uma daquelas luzes de discoteca que nos fazia brilhar no escuro. Estava então o Fernando a começar a sua brilhante carreira académica, que o tornou no mais influente estudioso do salazarismo e do Estado Novo e que fez como poucos o seu lugar como “professor” no verdadeiro sentido da palavra, com centenas de discípulos a passar pelas suas aulas, e quase todas as teses de mestrado e doutoramento relevantes para a história contemporânea a serem feitas com a sua orientação. O pior que fiz a mim próprio foi não ter sido também seu “doutorado” numa altura em que pensei formalizar o trabalho que estava a fazer fora da universidade.

Fernando Rosas foi sempre e é um militante político nas causas em que acreditou, e sabe o preço que se paga em Portugal por não ter feito o que é suposto fazer para receber o reconhecimento, muitas vezes hipócrita, que se presta ao mérito. Se tivesse seguido o trajecto acolchoado, prudente, recatado e muitas vezes protegido, que a academia propícia aos que não querem meter-se em sarilhos políticos públicos, principalmente do lado “errado”, Rosas teria recebido um muito maior reconhecimento público, teria prémios como o Pessoa, e outras comendas. Não é que ele as desejasse, porque não trocava nada do que fez e faz por essas honrarias, mas é porque as merecia.

BISCATES – PALMAS E PALMINHAS DA DIREITA SEMPRE FAQUISTA – por Carlos de Matos Gomes

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Fonte: BISCATES – PALMAS E PALMINHAS DA DIREITA SEMPRE FAQUISTA – por Carlos de Matos Gomes

(In Blog A Viagem dos Argonautas)

“Excelente começo do mandato do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa ao não ser aplaudido pela extrema-esquerda parlamentar, Bloco e PC, pouco dada aos modos da democracia liberal. Há companhias que se dispensam por natureza. Deve estar a referir-se à dita extrema esquerda. É disso que falo, da canalha.”

Este frémito de neomarcelismo saiu no Facebook. Representa o estado de alma dos doridos e abandonados do PAF que andam a carpir mágoas pela comunicação social. É um (mais um) afloramento do sebastianismo que alimenta os cultivadores da impotência nacional – sempre em busca de uma União Nacional e de um Chefe que a imponha. Também é mais um belo exemplo de como a direita portuguesa dá tiros nos pés.

Quem não aplaudiu o discurso de Rebelo de Sousa é má companhia e é canalha. É um argumento de menino de escola: Quem não salta é maricas! Mas a contradição entre o dito e o pretendido vem a seguir: Só quem aplaudiu o discurso merece confiança. A opinião revela o carácter destes apoiantes, igual ao da elite corrupta do Brasil que vai às manifestações contra a corrupção com a criada negra atrás a empurrar os filhos. A imagem destrói a mensagem. Aos primeiros mais valia estarem calados, aos segundos não terem saído de casa.

Eu até aplaudiria o discurso de 9 de Março, mas meti logo as mãos nos bolsos quando vi que o primeiro a levantar o rabinho da poltrona de deputado às palminhas tinha sido Paulo Portas, ainda as palavras de Marcelo vibravam na sala! Paulo pulou. Logo é e será o primeiro merecedor de confiança de Marcelo Rebelo de Sousa que, pelo seu lado, terá a lealdade de Paulo, a sua reconhecida inteireza de carácter, a sua honestidade sem máculas e sem falhas, a sua solidariedade de irmão de sangue e de armas!

Aos coristas da direita conviria recordar que existem arquivos e que os saltos aplauditivos de Portas a 9 de Março não os apagam.

No “Observador”, que não é um coio de canalhas de extrema-esquerda, escrevia Rita Dinis a 11/8/2014, num artigo com o título “Duelos de Poder”, sobre as relações de Portas com Marcelo: “Alerto para a existência de esquerdistas inteligentes no PSD que não são mais do que submarinos do PS altamente anti-CDS e complexados esquerdisticamente (sic)”

O episódio, descrito na biografia de Marcelo Rebelo de Sousa, da autoria de Vítor Matos, lembra que esse jovem denunciante era nem mais nem menos do que Paulo Portas, por volta de 1977 um lusito de 15 anos, que escreveu ao presidente do PSD (Sá Carneiro), em jeito de alerta para o estado em que o partido se encontrava. O recado assentava que nem uma luva ao professor Rebelo de Sousa (complexado esquerdisticamente!!!). Claro que Portas não era nem é um canalha. Era apenas um jovem bufo. Hoje é apenas um tipo que teve direito a bilhete de claque em São Bento e é um bom companheiro de viagem.

Outro exemplo, do mesmo artigo do “Observador”, sobre a admiração mútua entre Rebelo de Sousa e Portas, o entusiástico aplaudidor de 9 de Março de 2016. Em 1993, quando Portas ainda era diretor do jornal «Independente», divulgou uma história de traição por parte de Marcelo. Ficou conhecida como o caso da vichyssiose, pois essa teria sido a sopa servida numa reunião inventada pelo agora Presidente da República. O aplauso de Portas pode significar que passou a gostar das sopas de Rebelo de Sousa. A extrema-esquerda é que não come da mesma malga. Canalhas!

Num programa «Parabéns», de Herman José, Portas deixou uma frase lapidar: «Marcelo é filho de deus e do diabo. Deus deu-lhe a inteligência e o Diabo deu-lhe a maldade». Os aplausos de Portas, segundo a alcateia de comentadores do defunto PAF em busca de abrigo, são produto garantido. Canalhas são a Catarina Martins e o Jerónimo de Sousa, que ficaram, como eu, estupefactos a assistir ao despudor de Portas e correligionários! Saiu-lhes a fava. Isto é, o diabo.

Há companhias que se devem evitar, avisam os novos cortesões de Marcelo. Se há! Digo eu. Julgava que se referiam à de Portas, de Relvas, de Maria Luís Albuquerque, do tipo que vendeu a TAP, os aeroportos… dos que rebentaram com o BES, dos traficantes do BPN, dos que fizeram de Portugal, segundo a OCDE, um pais mais pobre e desigual, dos que promoveram a maior vaga de emigração desde os anos 60 do século passado, dos que arrastaram a precariedade do trabalho até ao nível infame dos primórdios da revolução industrial, dos que transferiram recursos essenciais do ensino público para o particular e da saúde pública para a privada, dos que classificaram a terceira idade como peste grisalha… Engano meu. Os órfãos do PAF entendem que estes são os compinchas ideais para o novo presidente!

Andou Marcelo a querer fazer esquecer essas más companhias durante toda a campanha e logo lhe saem à perna apoiantes mais papistas que o papa a expor com alacridade o que a direita aplauditiva pretende de Marcelo: que ele seja um Cavaco telegénico e que mantenha a mesma corja no séquito!

A direita que, segundo estes comprometedores publicistas, é a boa companhia para Marcelo ainda tem mais exemplos de são e leal relacionamento de Portas com o agora presidente. “Em 1999, Marcelo cede à pressão do caso Moderna e entra em ruptura com o líder do CDS, Paulo Portas, quebrando a reedição do projeto da Aliança Democrática. Apesar de muitos dizerem que podia dar a volta, para concorrer a primeiro-ministro, Marcelo decide afastar-se da liderança do partido, deixando a cadeira vazia.”

“Mais tarde, quando ambos eram líderes dos seus partidos, não conseguiram resolver querelas antigas e não conseguiram reeditar a AD para se candidatarem juntos às Legislativas. Marcelo sai do PSD e abre portas a Durão Barroso.”

Durão Barroso, que também bateu palmas a Marcelo, pagaria a Portas levando-o para o seu governo, com a pasta da Defesa, onde ainda navegam as desconfianças sobre submarinos, helicópteros, pandures e milhares de fotocópias. Tudo gente de confiança. Ambos, Barroso e Portas, viram as armas de destruição em massa com que Bush filho justificou a invasão do Iraque, que tão bons refugiados tem dado até hoje do Afeganistão à Líbia, do Iraque à Síria. Canalhas são os da extrema-esquerda a quem falta visão estereoscópica e se dão mal com a democracia liberal. Ficamos a saber que para estes comentadores a democracia liberal é um sistema político baseado em facadas pelas costas e aplausos pela frente.

Os jovens direitistas, ou faquistas, portugueses, os Tavares e os Raposos, os Gonçalves e os Macedos, os Ferreiras e os Lourenços, meninos e meninas cujas cabeças vazias navegam pela comunicação social como alforrecas em lagoa de águas poluídas, estão hoje onde os deixou o pensamento político e social do padre miguelista Agostinho de Macedo numa obra que devia ser a sua bíblia: A Besta Esfolada e O Desengano.

Pensam à cacetada. Raciocinam à traulitada. A lógica é, para eles, uma enxaqueca, a História, uns urros e um vamos a eles por São Borges, o liberal patriarca das privatizações.

Não sei se o Vaticano tem a ver com o assunto (à cautela Marcelo inicia por aí o seu périplo internacional), mas os jovens lobos da direita portuguesa inscrevem quase todos a Universidade Católica nos seus títulos e currículos. Penso que será para se credibilizarem nos púlpitos da comunicação social, numa técnica idêntica à dos vinhos de Denominação de Origem Controlada. A Universidade Católica DOC é uma espécie escola de forcados do pensamento da direita portuguesa. Um local onde Tomás de Aquino não poderia tentar harmonizar a Fé e a Razão (Summa Theologia), porque os noviços que dali saem tonsurados vivem um insanável conflito, não com a Fé, mas com a Razão e a Moral. Vendem-se nos saldos.

Com amigos destes, Marcelo não precisa de inimigos…