Ataques fascistas no Reino Unido são fruto de décadas de propaganda anti-imigrantes

(In Diálogos do Sul, 05/08/2024)


Agressores repetiam “detenham os barcos”, um dos lemas do governo Sunak, que tentou se manter no poder prometendo aprofundar políticas anti-imigrantes no Reino Unido.


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Na segunda-feira passada, 29 de julho, um adolescente de 17 anos irrompeu em uma espécie de baile em Southport, Inglaterra, Reino Unido, assassinou três meninas, apunhalou outros oito menores – cinco dos quais sofreram lesões graves – e feriu dois adultos que tentavam detê-lo. Depois que o jovem foi preso, espalhou-se em redes sociais o boato de que era um imigrante recém-chegado ao Reino Unido em uma embarcação como as que milhares de pessoas usam para cruzar o Canal da Mancha em busca de asilo.

Ainda que o embuste fosse desmentido pelas autoridades e inclusive a identidade do agressor fosse revelada, apesar de ser menor de idade, milhares de simpatizantes da ultradireita tomaram isso como pretexto para sair às ruas, realizando violentos distúrbios em que atacaram policiais, vandalizaram lojas e incendiaram veículos. As consignas destas hordas giram em torno da xenofobia, do racismo e da islamofobia, e já houve pelo menos uma tentativa de assaltar uma mesquita.

Rishi Sunak e as promessas anti-imigrantes para o Reino Unido

Ninguém pode se surpreender com a irrupção fascista: trata-se do resultado previsível, e talvez inevitável, de décadas de intoxicação ideológica e midiática contra a imigração irregular.

É muito revelador, por exemplo, que um dos gritos mais repetidos pelos grupos racistas seja Stop the boats!  (Detenham os botes [ou barcos]!), um dos lemas do governo conservador que terminou este ano, assim como bandeira central na falida campanha do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak para manter-se no poder.

Em várias ocasiões, Sunak prometeu a seu eleitorado fazer tudo o que fosse necessário para deter as embarcações, e apenas em janeiro deste ano o Departamento do Interior publicou o comunicado Ações do Governo Britânico para deter as embarcações em 2023, no qual se jacta de operações tão ruins como recrutar as multinacionais Uber Eats, Deliveroo e Just Eat para deter indocumentados que ganhavam a vida fazendo entregas em domicílio.

O mesmo Sunak, assim como seu antecessor Boris Johnson, transferiram buscadores de refúgio para prisões flutuantes em barcos adaptados como centros de detenção, uma política que pretenderam generalizar, mas se viram obrigados a recuar porque ocorreu o que lhes tinham advertido defensores de direitos humanos: o confinamento e o ambiente insalubre causaram uma rápida propagação de enfermidades infecciosas. Ambos foram também os impulsionadores do infame plano para enviar os imigrantes irregulares para Ruanda, sem importar sua origem nem o fato de que esta nação africana carece de qualquer capacidade para alojá-los, em clara violação aos tratados internacionais em matéria de asilo e refúgio.

Os ex-mandatários e os legisladores do Partido Conservador não podem ignorar esta irrupção fascista, por mais que tentem apresentar-se como moderados alheios ao extremismo que tomou as ruas. Foram eles que se alinharam aos setores abertamente xenófobos para aprovar a saída da União Europeia (Brexit), uma de cujas principais motivações residia no tão falacioso quanto racista argumento de que as leis comunitárias eram as causadoras da chegada de imigrantes. Que a explosão se produza quando o conservadorismo já foi desalojado de Downing Street é uma amostra de como o ódio semeado pelas direitas continua danificando o tecido social muito depois que estas deixam formalmente o poder, e impõe à administração trabalhista o desafio de recompor a tolerância e a pluralidade sem as quais não pode existir uma democracia.

La Jornada, especial para Diálogos do Sul – Direitos reservados.

Fonte aqui

Candidato derrotado na Venezuela foi operacional da CIA na Operação Condor em El Salvador

(In Horadopovo.com.br, 01/08/2024)


(O texto que segue é bem interessante. Apesar de se basear em fontes públicas, nenhum dos “comentadeiros” das televisões sabe – ou se sabe nunca refere – estes detalhes sórdidos do currículo do homem, um grande “democrata”, dizem eles… Será que, para tal gente, democrata e assassino são sinónimos? Com este currículo não admira que os EUA digam que ele é que ganhou as eleições…

Estátua de Sal, 03/08/2024)


Candidato da extrema-direita, González Urrutia, agora exibido como ‘democrata’ por certa mídia, foi nos anos 1980, operacional em El Salvador da Operação Condor, sob comando da CIA, de tortura e assassinatos em favor da intervenção norte-americana, denuncia a ex-deputada Nidia Díaz.


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“Não se pode esquecer do papel nefasto que Edmundo González Urrutia (candidato atual à presidência da Venezuela pela extrema direita) em El Salvador quando ele era o segundo na embaixada da Venezuela, juntamente com o embaixador Leopoldo Castillo, conhecido como El Mata Curas (O Mata Padres)”, afirmou a advogada e líder salvadorenha Nidia Díaz, em artigo reproduzido por vários sites no continente (Ver, por exemplo, aqui).

Conforme a ex-deputada da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) e integrante do Parlamento Centro-americano, “o rosto oculto de Edmundo González” precisa ser iluminado, para que se saiba quem é.

“Isto aconteceu entre 1979-1985, como parte do Plano Condor (ver detalhes aqui ) em El Salvador do projeto contrainsurgente que o republicano Ronald Reagan impulsionou contra o povo de El Salvador para impedir que as forças revolucionárias avançassem, já que o fator que prolongou a guerra civil foi a intervenção americana”.

“A missão do embaixador Castillo e Edmundo González foi ser um agente da morte. Nos documentos desclassificados da CIA em fevereiro de 2009, Castillo foi mencionado como corresponsável dos serviços de inteligência que coordenaram, financiaram e deram a ordem para a execução da Operação Centauro”, denunciou.

Nidia Díaz esclareceu que “a operação consistia em uma série de ações violentas do exército de El Salvador e dos ‘esquadrões da morte’ para eliminar fisicamente as comunidades religiosas reunidas em torno da busca coerente da teologia da Libertação de uma solução pacífica e negociada da guerra”.

“Nos anos em que a embaixada estava encarregada de Castillo e González, o exército e os esquadrões deixaram um saldo de 13.194 civis mortos, incluindo Dom Oscar Romero, quatro freiras Maryknoll, e os padres Rafael Palacios, Alirio Macias, Francisco Cosme, Jesus Cáceres e Manuel Reyes. E apesar de já não exercer a função diplomática, ainda estava desempenhando como conselheiro de estruturas de inteligência (pentagonito) quando os seis jesuítas e as duas trabalhadoras foram assassinados em 16 de novembro de 1989”, acrescentou.

“Os crimes apoiados pela gestão de Leopoldo Castillo e seus colaboradores como Edmundo González são considerados ‘crimes contra a humanidade’ e, por isso, são imprescritíveis. Chegará um dia em que terão de prestar contas à justiça espanhola e salvadorenha pela sua participação no extermínio de religiosos e religiosas e comunidades pacíficas que estiveram ao lado da paz durante o conflito bélico que assolou El Salvador. As terríveis sequelas dos seus atos ainda sobrevivem”, destacou Díaz.

A oportuna denúncia de Diáz confronta a versão cor de rosa da mídia pró-EUA, de que a chapa de González seria o suprassumo da democracia, apesar de reunir a nata dos vários partidos de extrema-direita cevados desde Washington para retomar o controle da maior reserva de petróleo do planeta, a da Venezuela, deles arrancado pelo governo de Hugo Chávez. Um esforço que começou em 2002 e nunca parou desde então, tendo se agravado nas guarimbas de 2014 e 2017, quando se recusaram a reconhecer o resultado das eleições, e chegado até à nomeação, sob Trump, do “presidente autoindicado [pela Casa Branca]”, Juan Guaidó.

BIOMBO DE CORINA MACHADO

O veterano González foi reciclado para ser o El Cid da cavalgada de María Corina Machado ao poder na Venezuela, assim que sua inelegibilidade foi confirmada em 2023 pelo Conselho Nacional Eleitoral. Apresentada por âncoras de telejornais como a ‘grande líder oposicionista venezuelana’, Machado foi um dos 300 signatários da carta do golpe de Carmona de 2002, aquele que fechou o parlamento e prendeu Chávez, até ser varrido pelo povo nas ruas.

Ela participou, desde então, destacadamente, de todas as tentativas de golpe. Mais recentemente, ela defendeu, durante a “presidência Guaidó”, uma invasão militar “cirúrgica” – norte-americana, claro – para derrubar Maduro. Também apoiou as sanções draconianas decretadas pelos EUA, incluindo o bloqueio à exportação do petróleo venezuelano, que levaram o país à maior crise em décadas, bem como o confisco das reservas de ouro venezuelanas pelo Reino Unido, e a expropriação de duas subsidiárias da PDVSA no exterior, a CITGO, rede de postos de gasolina, nos EUA, e a Monômeros, na Colômbia, enquanto a quadrilha de Guaidó se locupletava.

A bem dizer, é ela uma versão venezuelana de portentos como Javier Milei, Jair Bolsonaro e José Antonio Kast, com um “programa” ultraneoliberal de corte de direitos e gastos sociais, juros altos, favorecimento dos especuladores e desnacionalização do patrimônio público.

AS BOLAS FORA DE MADURO

É certo que Maduro, muito aquém dos voos altivos de Chávez, facilitou o serviço para os Guaidó, Leopoldo López, Corina Machado e Edmundo González da vida e, sob pressão do império, entregou o arco mineiro – a riquíssima província mineral venezuelana – ao capital estrangeiro, entre outras tantas bolas fora.

Maduro também teve imensas dificuldades diante dos ataques contra a moeda venezuelana, promovidos por esquemas mafiosos desde Miami, e que empurraram a uma brutal desvalorização, seguida por hiperinflação sob as sanções, que penalizou sobremodo a população mais pobre e desalentou a classe média.

Sob a chamada “pressão máxima” de Trump, com 900 sanções e proibição de exportação de petróleo, até a produção de petróleo despencou, as prateleiras de supermercado ficaram vazias e milhões de venezuelanos emigraram, tentando uma escapatória. Trump dizia abertamente que era favorável a roubar o petróleo venezuelano, que fica logo ali na outra margem do Caribe.

Sem manutenção e sem poder importar sobressalentes, o sistema elétrico venezuelano entrou em pane, com numerosos apagões. Também ocorreram escândalos de corrupção, deserções de ex-integrantes do governo e alguns setores progressistas se afastaram de Maduro.

Apesar de todos os avanços na sociedade venezuelana nos anos bons da alta do preço do petróleo, o não enfrentamento a tempo da questão histórica de superar a dependência quase absoluta na renda do petróleo – o que se expressou em não jogar vigorosamente pela industrialização nos anos melhores do superciclo das commodities -, acabou fazendo a Venezuela enfrentar essa confrontação com o imperialismo nas condições mais penosas.

A ajuda da Rússia, da China e do Irã foram imprescindíveis para que se abrisse um caminho de superação. Também mais recentemente Washington abrandou algumas sanções.

TRÊS VEZES PIOR QUE A GRANDE DEPRESSÃO

Recente matéria do Washington Post sobre a “guerra econômica desencadeada pelos últimos quatro presidentes norte-americanos” (Clinton, W.Bush, Obama e Biden), assinada por Jeff Stein e Federica Cocco, dimensiona o peso dessa brutal investida: “as sanções à Venezuela contribuíram para uma contração econômica cerca de três vezes maior do que a causada pela Grande Depressão nos Estados Unidos.”

Nesses anos de bloqueio, sem dólares para importar 90% dos alimentos como antes, a Venezuela agiu para atingir a autossuficiência de 97% na produção de alimentos. Agora as prateleiras novamente estão repletas, segundo os observadores que viajaram para lá para monitorar as eleições. A indústria petroleira começa a se recuperar, mas a economia em larga medidasegue dolarizada. No último trimestre, o PIB cresceu 5%.

CIDADANIA SE MOBILIZOU MACIÇA E PACIFICAMENTE NO DIA 28

O Centro Carter, que na época da criação do sistema eleitoral venezuelano sob Chávez o considerou o melhor do mundo, agora diz que não pode endossar o resultado das eleições por falta de atas e condenou a “falta de transparência do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na divulgação dos resultados”. O Centro Carter esteve em Caracas nas eleições a convite do governo venezuelano.

Apesar dessa declaração, o instituto admitiu que “a cidadania venezuelana se mobilizou maciça e pacificamente no dia 28 de julho para expressar as suas preferências. O dia da votação decorreu de forma cívica, apesar das restrições de acesso aos recintos eleitorais por parte dos observadores nacionais e, sobretudo, das testemunhas dos partidos, dos mecanismos de possível pressão sobre o eleitorado (pontos de controle dos partidos do governo perto dos recintos eleitorais para verificar a presença dos eleitores) e dos incidentes de tensão ou violência relatada em algumas localidades”.

“No número limitado de distritos eleitorais visitados, as equipes de observadores do Centro Carter verificaram a vontade dos cidadãos venezuelanos de participar num processo eleitoral democrático e demonstrar o seu compromisso cívico como membros da mesa, testemunhas do partido e observadores”.

O que não impediu o Centro de concluir que a eleição na Venezuela não se adapta aos parâmetros e padrões internacionais de integridade eleitoral e “não pode ser considerada democrática”.

No entanto, comunicado da OAB norte-americana, a National Lawyers Guild (NLG), disse que sua delegação de cinco observadores eleitorais “visitou vários locais de votação em Caracas e La Guaira e compartilhou notas e informações com os 910 observadores eleitorais presentes de 95 países”.

A presidente do NLG, Suzanne Adely, disse que as eleições de domingo “não foram apenas justas e transparentes, mas também representaram um exemplo de participação cívica popular”.

“Seu resultado bem-sucedido é um triunfo para o povo venezuelano”, acrescentou Adely, “especialmente considerando o nível de interferência dos EUA e a tentativa de sabotagem do processo democrático, particularmente por meio de sanções e medidas econômicas coercitivas destinadas a produzir ‘mudança de regime’ na Venezuela”.

LÓPEZ OBRADOR E WIKILEAKS

Por sua vez López Obrador, presidente mexicano em fim de mandato, questionou “com base a OEA sustenta que o outro candidato [González] venceu?” Ele criticou a ingerência estrangeira nos assuntos internos venezuelanos.  “Existe um governo mundial ou uma confederação de governos mundiais que decide o que é bom, o que é mau, quem é democrata e quem não é democrata?” 

Também o WikiLeaks entrou no debate sobre a suposta “fraude” nas eleições na Venezuela, afirmando que “as alegações da oposição venezuelana de extrema-direita e da mídia dos EUA de que houve fraude nas  eleições de 28 de julho têm com base uma pesquisa de boca de urna feita pela empresa ligada ao governo dos EUA Edison Research, que trabalha com organismos de propaganda dos EUA ligados à CIA e que esteve ativa na Ucrânia, Geórgia e Iraque”.

SITE DA TELESUL É HACKEADO

Além da linha privada do CNE ter sido hackeada tentando gerar um pretexto para desqualificar a eleição, conforme o manual de fraudes que a OEA usou contra a Bolívia, também a TeleSul foi hackeada, no esforço de silenciar um contraponto à mídia venal, alinhada ao candidato oposicionista.

A presidente da TeleSul, Patrícia Villegas, denunciou que na noite de segunda-feira a página do canal offline foi atacada e “inseriram informações falsas”. De acordo com Villegas, “esta situação insere-se na mesma linha de acontecimentos ocorridos contra as instituições estatais venezuelanas durante este dia”, quando “os falsos democratas mostram a cara”.

“Temos sido a janela da verdade e porta-voz da dignidade deste heroico povo. Estaremos à altura do desafio que enfrentamos e defenderemos este espaço latino-americano e caribenho que luta todos os dias pela sua soberania e integração comunicacional. TeleSul é um patrimônio do povo e como tal iremos protegê-lo”, concluiu.

(Nota: Quem tiver TV via MEO pode ver a TeleSul no canal 239. Se via NOS no canal 223).

Fonte aqui

O recurso ao terrorismo por parte do Ocidente

(Raphael Machado in Twitter 31/07/2024)


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Não há nada a lamentar no martírio de Ismail Haniyeh, dirigente político do Hamas e uma das principais lideranças políticas de Gaza. Como disseram as Brigadas Al-Qassam em seu comunicado oficial, é um “orgulho” e uma “honra” anunciar o martírio de Haniyeh.

Para aqueles que participam em uma espiritualidade guerreira, o martírio e a morte em combate representam uma passagem imediata para uma dimensão superior, onde os mortos heroicos, homens seletos e augustos, não “descansarão”, mas se alinharão nas fileiras de um outro exército e travarão a guerra em um outro nível.

De resto, Haniyeh cumpriu a sua missão. Ele, inclusive, só ascendeu à liderança política do Hamas recentemente e sob sua tutela a Resistência Palestina deu o mais duro golpe a Israel desde o surgimento do Estado sionista. Ademais, Haniyeh, com a ajuda da Rússia e da China, plantou as sementes da reunificação política entre todas as fações palestinas, incluindo as da Autoridade Palestina.

Ele já marcou seu nome na história e saiu do teatro da vida precisamente como gostaria: por meio do ferro e do fogo. Isso é algo integralmente incompreensível para o ocidental contemporâneo e a sua espiritualidade de camundongo, que se baseia em buscar o conforto, a satisfação pessoal, etc.

Quanto a Israel e essa decisão de martirizar Haniyeh, ela vem junto com ataques em Beirute e outros ataques desesperados, ou ameaças de ataque, em outros lugares do mundo, especificamente contra as forças contra-hegemónicas.

O recurso ao terrorismo por parte do Ocidente, cada vez mais comum, é uma tentativa desesperada de compensar fracassos e dificuldades nos campos de batalha ao redor do mundo, bem como reveses políticos e eleitorais.

 Isso certamente foi combinado durante a viagem de Netanyahu como uma tentativa de acelerar a situação no Oriente Médio para provocar um conflito de maior escala e, com isso, atrair os EUA para a região.

O próprio Haniyeh, por exemplo, era o principal negociador da paz no campo palestino, muito tranquilamente disposto a transigir para alcançar um resultado satisfatório em um acordo. Não há nenhuma garantia de que ele será substituído por alguém ainda mais disposto à paz – ao contrário, a tendência é que não haja espaço para negociar a paz por um bom tempo depois disso.

Não obstante, essa aposta perigosa de Israel pode muito bem ser a sua ruína. Além das carestias materiais e da incapacidade de derrotar o Hamas em Gaza, agora Israel lida com conflitos civis entre diferentes facções do seu governo e de suas forças armadas, situações graves de insubordinação, além de protestos de todo tipo. E enquanto isso, o Hezbollah segue pressionando no norte.