A mentira tem perna curta

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 08/09/2026, Revisão da Estátua)


Entre Outubro de 1941 e Outubro de 1942, a propaganda alemã mentiu desavergonhadamente às tropas, ao povo e à comunidade internacional, asseverando que ganhara a guerra e que a Rússia estava derrotada.

Da primeira vez, anunciou que as pinças blindadas estavam prestes a entrar em Moscovo. Dois meses depois, os russos empurraram-nos das cercanias da sua capital e infligiram aos alemães a primeira grande derrota na guerra. Um ano volvido, anunciaram que Estalinegrado caíra e que a URSS perdera a guerra. Três meses volvidos, estes rendiam-se.

A propaganda de guerra deve assentar no equilíbrio de ouro entre a verdade e o realismo. Não deve mentir, senão em aspetos acessórios, deve preservar o essencial que garanta a credibilidade de quem a usa para infundir segurança, esperança e ânimo elevado entre os soldados da frente e a confiança da frente interna, mas, sobretudo, nunca deve correr o risco de desautorização internacional do governo que a produz.

A Ucrânia tem mentido repetidamente desde 2022, movimento no qual é acompanhada e incentivada pelos ocidentais. Desde a Ilha das Serpentes, do levantamento do cerco russo a Kiev (resultado do cumprimento russo dos gorados acordos de Istambul), dos falsos massacres de Bucha e Irpin, das grandes batalhas pelas cidades do Donbass, da tão anunciada contraofensiva de 2023, das mil mentiras sobre o esgotamento militar russo, da iminente derrocada económica russa e do anedotário que insistia que os russos combatiam com pás, recorriam ao canibalismo, trocavam munições por víveres, a Ucrânia esgotou a sua reputação.

Hoje, ninguém assisado acredita numa palavra de Zelensky e destes propagandistas atoleimados que enxameiam a comunicação social ocidental.

Tomo conhecimento do ataque devastador que hoje fez tremer Kiev. Centenas de alvos tocados, edifícios, instalações militares, unidades industriais e grandes superfícies logísticas arrasadas.

Após semanas de propaganda em que nos fizeram crer que a Rússia estava a ser destruída pelos ataques ucranianos a refinarias na Rússia, a Ucrânia está desesperada. Não há luz, gás, circulação ferroviária, as estantes dos supermercados vazias. A mentira tem vida curta e quanto maior for, maior a fatura de credibilidade exigirá. É aí que estamos.

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É proibido fotografar as prateleiras vazias dos supermercados

(Major-General Carlos Branco, in Facebook, 05/09/2026)


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A imagem acima circula em vários canais de Telegram. Achei que a devia publicar depois de ter visto e ouvido uma comentadora assídua num canal televisivo nacional afirmar que a Ucrânia está na mó de cima e por isso quer ir para negociações.

Os cartazes dizem que é proibido fotografar as prateleiras vazias de supermercados. “Fotografar prateleiras vazias de supermercados é PROIBIDO. A multa é de 3 mil hryvnias.” O salário mínimo na Ucrânia é 8.647 hryvnias (cerca de $204). Se o problema não for mostrado, ele não existe. A ousadia de fotografar a realidade significa poder perder 35% do salário.

A comentadora em causa, não percebe nada do que está a acontecer. A Ucrânia quer ir para negociações porque está numa situação de extrema dificuldade e quer travar o ímpeto russo para ganhar tempo. Nada do que ela disse faz sentido. Fazendo uma analogia com o basquetebol, o treinador pede desconto de tempo (ou timeout) para parar o jogo quando a sua equipa está em dificuldades e pretende mudar de estratégia.

Só uma cabecinha pensadora pode dizer que a parte que: tem mais de 200 mil abandonos de soldados das fileiras; tem mais de quinhentos mil cidadãos em fuga do serviço militar, não tem capacidade para repor os soldados que perde diariamente em combate (o Chefe de Gabinete de Zelensky fala em 30 mil por mês), tem mais de 10 milhões de cidadãos fora do país, se encontra numa tremenda regressão demográfica, sem acesso ao mar, sem capacidade para exportar os seus produtos, etc., etc. está na mó de cima.

Mais tarde ou mais cedo, essa senhora e outras que regurgitam semelhantes atoardas têm de vir prestar contas com a história. E depois não venham com tretas dizer que fizeram avaliações erradas.

Participam há mais de 4 anos numa despudorada campanha de manipulação da opinião pública sendo coniventes ativas na desinformação a que estamos sujeitos e somos diariamente vítimas.

A inacabada revolução monetária de Keynes

(Michael Hudson in Resistir, 05/09/2026)

Collapsing global city supported by financial ledgers
Imagem gerada por IA

A depressão mundial que se avizinha exige uma Nova Ordem Económica Internacional liderada pela Rússia, pela China e pelo Irão.


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 1 Os meus comentários incidirão sobre a forma como a atual crise do petróleo provocará uma onda de incumprimentos financeiros que causará uma depressão financeira mundial algures neste outono. Esta crise irá perturbar o comércio externo e o investimento financeiro interno, que constituem o tema central desta conferência.

A questão é:   como será resolvida esta crise? E como irão os governos da Rússia, da China e os seus vizinhos asiáticos lidar com esta situação? Que tipo de novos acordos comerciais e financeiros terão de ser estabelecidos?

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