A Europa morreu em Gaza

(Benedetta Sabene in SUBSTACK, 12/07/2025, Trad. Estátua de Sal)


Os dois conflitos do século — Ucrânia e Palestina — significam a morte política de Bruxelas. Resta apenas rearmar-se até aos dentes e criar inimigos imaginários para restaurar o seu sentido de existência.


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As duas grandes crises internacionais que marcarão para sempre esta década, se não este século — a guerra na Ucrânia e o massacre em curso em Gaza — expuseram a total inconsistência política da União Europeia, privada de autonomia decisória e reduzida a um apêndice vazio da política externa dos EUA.

Apesar do desprezo coletivo pela guerra na Ucrânia, que deixou de ser um evento importante – que transformou quase todos os italianos em especialistas em geopolítica -, para se tornar um ruído de fundo entediante que já não desperta o interesse de ninguém, não se pode sequer considerar analisar o que está a acontecer em Gaza sem considerar o que está a acontecer em Kiev.

Falar da “incapacidade” da liderança europeia administrar as duas crises é extremamente tendencioso, visto que há uma dupla bitola moral que é aplicada à Ucrânia e à Palestina que não é um simples erro metodológico ou um problema moral, mas uma estratégia perfeitamente consistente com a estrutura das relações internacionais e a divisão do mundo em blocos militares e esferas de influência.

Com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, a União Europeia demonstrou um ativismo humanitário sem precedentes: pacotes de sanções contra Moscovo, biliões de euros em ajuda militar e humanitária a Kiev, acolhimento incondicional de refugiados, censura de toda a mídia russa sob o pretexto de “combater a propaganda” (enquanto isso, a propaganda de Kiev estava a ser relançada na Itália: nos primeiros meses do conflito, eu pessoalmente desmascarei dezenas e dezenas de notícias descaradamente falsas relatadas pela nossa imprensa, copiadas e coladas diretamente do “The Kyiv Independent” e de outros meios de comunicação ucranianos envolvidos em propaganda de guerra implacável) e uma mobilização diplomática e mediática sem precedentes a favor do governo ucraniano.

O mesmo governo ucraniano que, durante o mandato do presidente Petro Poroshenko, foi culpado de inúmeros crimes de guerra, como o bombardeamento de infraestrutura civil no Donbass e o envio de batalhões paramilitares extremistas que, segundo o relato de organizações internacionais, cometeram as piores atrocidades contra dissidentes e civis. Já para não mencionar a catástrofe humanitária que desencadeou o conflito civil com os separatistas no Leste, contra os quais Kiev escolheu uma “mão pesada”, contribuindo para a deslocação interna de um milhão de pessoas e milhares de vítimas civis. 

Na época, a União Europeia não se mostrou pronta para defender os civis ucranianos bombardeados por Poroshenko no leste do país, assim como agora titubeia para demonstrar solidariedade aos palestinianos massacrados às dezenas de milhares, espremidos numa faixa de terra da qual não há escapatória. Isso porque não é tanto a cor dos seus olhos e cabelos que importa – no Donbass eles também eram loiros de olhos azuis, como em Kiev –, mas sim o clube pelo qual você joga. Resta saber, no entanto, que racismo, islamofobia e russofobia foram e ainda são elementos fundamentais na narrativa e na perceção coletiva dos dois conflitos.

Crianças de Donbass escondendo-se dos bombardeamentos ucranianos, 2014.

Em fevereiro de 2022, Ursula von der Leyen não se conteve em condenar os crimes do governo de Putin contra civis ucranianos, as suas violações do direito internacional e os seus ataques à infraestrutura energética: todas as medidas possíveis e imagináveis foram adotadas para defender Kiev do “carniceiro” Putin, contra quem os epítetos mais malévolos foram cunhados naqueles meses.

Lembra-se? Na época, falava-se de um “despertar europeu“, de uma nova era em que o mundo humano e democrático, finalmente unido e coeso, atuaria como uma barreira ao autoritarismo e à violência dos “ogres russos“. Os valores europeus dos direitos humanos e do direito internacional, dos quais os países da UE se orgulhavam de ser bastiões, foram amplamente utilizados, tornaram-se pilares do discurso oficial e assim se propagaram num coro único.

Bem, no início funcionou. Quando comecei o meu trabalho como agente de divulgação, primeiro no Instagram e depois como jornalista e ensaísta, tentando expor as raízes profundas do conflito russo-ucraniano (que, ao contrário da grande maioria dos comentadores de última hora, eu acompanhava desde bem antes de 2022), o clima estava tão polarizado que recebi centenas, senão milhares, de insultos, ameaças de morte, ameaças de violação e todo tipo de ataques públicos ou privados. Alguns acusaram-me de ser paga diretamente por Putin, outros de repetir manuais de propaganda russa, outros de ser cúmplice do invasor e de ter sangue ucraniano nas mãos: a loucura e a histeria coletiva eram tão assustadoras que muitas vezes tive medo de me manifestar. Mas o mais assustador é que, assim que essa onda de ódio e raiva chegou, ela desapareceu com a mesma rapidez do debate público. É por isso que é crucial, agora, conectar as coisas.

A rapidez com que a Europa respondeu à agressão russa demonstrou que vontade política existe de facto, mas apenas quando converge com os interesses estratégicos dos Estados Unidos. Há pouco humanitarismo guiando as ações dos líderes de Bruxelas e dos governos europeus: o que importa é o que serve à estratégia dos EUA. Isolar a Rússia, romper o vínculo Moscovo-Berlim para conter a influência russa na Europa, romper o vínculo energético russo-alemão (e, portanto, russo-europeu), enfraquecer a Alemanha como força motriz da economia europeia e, assim, enfraquecer a autonomia política alemã, impedir a Rússia de se tornar uma potência euroasiática e, em vez disso, confiná-la exclusivamente ao continente asiático: isso, e simplesmente isso, é o que tem guiado a ação dos EUA e da Europa.

Isto é demonstrado pelo facto de que, desde outubro de 2023, quando Gaza foi submetida a uma ofensiva militar devastadora que resultou em dezenas — senão centenas — de milhares de mortes (principalmente mulheres e crianças), milhões de deslocados, hospitais destruídos, fome e a destruição sistemática das infraestruturas civis, a União Europeia tem sido extremamente tímida em condenar Israel.

 Apesar do massacre ter sido imediatamente denunciado por dezenas de juristas, relatores da ONU e pelo próprio Tribunal Internacional de Justiça como um “possível genocídio“, a União Europeia não assumiu uma posição clara. Muito pelo contrário, na verdade. Entre as ações europeias mais notáveis nos últimos dois anos estão: a recusa em pedir um cessar-fogo imediato nos estágios iniciais do conflito e a repetição da ladainha sobre o direito de Israel de se defender; a suspensão do financiamento à UNRWA, com base em alegações não verificadas, enquanto a população de Gaza já corria o risco de uma grave crise alimentar; o apoio explícito a Israel por muitos Estados-membros, particularmente a Alemanha; a repressão interna de protestos pró-palestinianos, muitas vezes rotulados como “antissemitas“, mesmo quando apenas invocavam os direitos humanos e o direito internacional.

O conflito na Ucrânia desaparece, portanto, dos media e do discurso público porque a duplicidade de critérios é tão evidente que mesmo os menos familiarizados com a política internacional percebem imediatamente que algo não está certo. E esse “algo” é que Israel é um aliado estratégico dos Estados Unidos (e, portanto, da União Europeia, visto que esta é uma organização desprovida de qualquer autonomia em política externa), os quais estão dispostos a fazer qualquer coisa em sua defesa, inclusive bombardear o Irão e a impor sanções a funcionários das Nações Unidas.

O caso mais recente é o de Francesca Albanese, advogada e académica italiana, Relatora Especial da ONU para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinianos Ocupados desde 2022. Nessa função, ela publicou relatórios detalhados sobre a ilegalidade da ocupação israelita, as suas políticas de apartheid e as violações do direito humanitário durante a ofensiva em Gaza. As suas reportagens e denúncias monumentais tornaram-na uma das vozes mais influentes no debate público sobre a situação dos palestinianos na Faixa de Gaza.

O seu trabalho é rigoroso e está em conformidade com os mandatos das Nações Unidas. No entanto, ela tornou-se alvo de uma campanha cruel de deslegitimação pessoal e política, que culminou na imposição de sanções por Israel e pelos Estados Unidos. As acusações são (adivinhe?) antissemitismo, partidarismo e propaganda. Mas, analisando mais de perto, o crime fundamental de Francesca Albanese é essencialmente um só: aplicar o direito internacional a Israel.

Francesca Albanese

Como lembra o jornalista Paolo Mossetti, o presidente Sergio Mattarella foi rápido a demonstrar solidariedade ao ex-editor do La Repubblica, Molinari, quando este foi desafiado por estudantes num evento. Ele também chamou Giorgia Meloni quando um utilizador qualquer insultou a sua filha Ginevra, no Twitter/X. Mas quando uma cidadã italiana, unicamente devido ao desempenho legítimo do seu mandato nas Nações Unidas, é submetida a sanções e a uma campanha de difamação no Google, financiada pelo governo israelita, simplesmente por fazer o seu trabalho, nenhuma instituição italiana, até agora, se mostrou à altura de lhe demonstrar solidariedade.

Mas, embora a Europa se mostre totalmente dissociada da opinião pública, cada vez mais desiludida e desconfiada das políticas de Bruxelas desde o massacre de civis em Gaza, ela também tenta recuperar a legitimidade política por meio da guerra e da criação de um inimigo comum contra o qual se unir: a Rússia. 

Uma invasão da Europa por Moscovo está a ser descrita como altamente provável e quase iminente, a ponto de ser urgente aumentar os gastos militares para 5% do PIB, apesar dos média europeus estarem a noticiar, ao mesmo tempo, que o exército russo, atolado na Ucrânia há mais de três anos, luta com pás e tem dificuldades para conquistar até mesmo alguns quilômetros quadrados de terra.

A crise da União Europeia não é meramente política, é existencial. Na ausência de um projeto político comum e dada a incoerência que demonstrou aos olhos dos cidadãos europeus, a única cola para recuperar a legitimidade política parece ser a ameaça externa. Neste contexto, o apoio à Ucrânia, embora legítimo do ponto de vista da solidariedade internacional, tem sido explorado não para defender a lei em si, mas para redefinir o papel da UE como um ator internacional relevante, ainda que exclusivamente de uma perspetiva militar.

A guerra na Ucrânia acelerou uma transformação já em curso: o ressurgimento da política de blocos militares como principal forma de organização geopolítica. De um lado, a expansão e o fortalecimento da NATO; do outro, o surgimento de alianças alternativas entre Rússia, China, Irão e outros atores do chamado “Sul Global“. Essa lógica marca uma rutura definitiva com a ilusão pós-Guerra Fria de um mundo em que o direito internacional gradualmente substituiria a força. Em vez disso, estamos a assistir ao retorno brutal de um mundo bipolar, cujos efeitos vemos na Ucrânia e na Palestina.

A União Europeia, que poderia ter-se apresentado como um terceiro polo autónomo, um estabilizador e mediador entre as duas potências, os EUA e a Rússia (e no Mediterrâneo com a Palestina), optou por se aliar acriticamente ao bloco atlântico: o resultado é uma subordinação diplomática e militar da qual parece não haver saída.

Mas, justamente porque o mundo se está a unir em torno da lógica militar, torna-se ainda mais urgente defender, redefinir e promover o papel do direito internacional como um fundamento comum: uma Europa que renuncia a essa tarefa não apenas se trai, mas contribui enormemente para a desestabilização de regiões inteiras, a eclosão de novos conflitos e a manutenção de um estado de guerra perpétua.

Em suma, a Europa morreu em Gaza, mas a lógica militar e o rearmamento não a salvarão. Assim como não salvarão os ucranianos nem os palestinianos.

Fonte aqui

A renazificação europeia em curso

(Carlos Esperança, in Facebook, 17/07/2025)


Não é preciso conhecimento profundo da década de trinta do século passado para ver as semelhanças com os nacionalismos que irrompem na Europa. Repetem-se os sinais que precederam a ascensão do nazi-fascismo e a eclosão da 2.ª Grande Guerra.

O racismo, a xenofobia, o anticomunismo e a alegada identidade nacional, alimentados a partir de mitos identitários e potenciados por estagnação económica, foram o álibi para perseguições às vítimas mais à mão, os estrangeiros, os ciganos e os judeus. Hoje são os magrebinos, os indostânicos, os pretos e os islâmicos de qualquer etnia.

Ontem, ao ver imagens da caça a imigrantes por bandos de extrema-direita nas ruas de Torre Pacheco, uma cidade na região de Múrcia, aqui ao lado, em Espanha, lembrei-me da Noite de Cristal, 9 e10 de novembro de 1938, em que o regime nazi coordenou a onda de violência antissemita que percorreu a Alemanha. Foi um primeiro ensaio.

Hoje não se consegue perceber esta histeria da corrida ao armamento sem regressar ao século passado. A Alemanha e a Itália, à semelhança do Japão, armaram-se, não para se defenderem de qualquer invasão, mas para invadirem e ocuparem os países vizinhos até à capitulação. Não devemos estigmatizar países, mas não podemos esquecer a História.

A obsessão pela indústria da defesa do oligarca Friedrich Merz, novo chanceler alemão, não tranquiliza. As dificuldades da indústria automóvel alemã exigem a reconversão e é tentador juntar a Volkswagen, a Mercedes-Benz e a BMW à Rheinmetall e à Airbus para a rentável produção de armas. É a renovação da tradição do império Krupp no ramo.

Macron, podia lembrar-se dos soldados alemães a desfilar sob o Arco do Triunfo, mas decide, por intermédio do seu Primeiro-ministro, juntar-se à febre armamentista, tentando congelar as pensões e os salários da função pública sem os atualizar à inflação, uma receita copiada de Passos Coelho. Até na eliminação de dois feriados a França não é original. Foi feita por Passos, com a bênção de Cavaco, e apoiada na Assembleia da República pelo então líder parlamentar Montenegro.

Certamente os franceses não permitirão o despautério. Mas não tenho a mesma esperança nos portugueses e em Portugal, onde o desvario do Presidente da República, em sucessivas dissoluções da Assembleia da República, transferiu o poder para o PSD e acrescentou 50 deputados ao Chega, que tão ingrato ora se mostra.

Entretanto, a Turquia, onde se prendem os oposicionistas, nomeadamente os autarcas da oposição, é o nosso aliado preferencial. A ocupação de parte norte do Chipre está esquecida e finge-se ignorar que o Irmão Muçulmano Erdogan caminha para uma ditadura islâmica.

E fala-se na defesa das democracias obedecendo a Trump e ao seu capataz Mark Rutte, sem lhe ser censurada a interferência nos tribunais do Brasil e de Israel ou a cumplicidade nas atrocidades de Netanyahu sobre Gaza e invasões da Cisjordânia, Irão e Síria!

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Trump, a ilha das orgias de Epstein e a Babilónia de César Augusto revisitada

(Declan Hayes in Strategic Culture Foundation, 16/07/2025, trad. Estátua de Sal)


Bem-vindo à Babilónia, um subúrbio de Sodoma e Gomorra, onde tudo vale se, como o falecido Jimmy Savile, você tiver as conexões certas na BBC e em todos os níveis da política e do establishment financeiro.

Não conhecemos espetáculo tão ridículo quanto o público britânico num dos seus periódicos ataques de moralidade. Thomas Babington Macaulay.


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Embora o alvo principal deste artigo seja o atual escândalo sexual infantil entre Trump e Epstein, ele desvia-se para a Roma antiga, para a Inglaterra vitoriana, bem como para o Quénia moderno, para o Nepal, as Filipinas e o Camboja, para atingir os césares políticos e financeiros da NATO que abusam sexualmente de crianças com os seus próprios petardos.

Uma visita à ilha sáfica de Capri, mostra que o imperador Augusto apreciava uma orgia sem limites e que Tibério treinava crianças – peixinhos como esse pervertido imperial lhes chamava -, para lhe mordiscarem as partes íntimas. Turistas afluíam em massa para rir daquela depravação. Veja a Inglaterra vitoriana, onde o Pall Mall Gazette expôs o tráfico de escravas brancas daquela época, onde “cavalheiros” ricos estupravam virgens traficadas, acreditando que o sexo com aquelas inocentes curaria a sífilis daqueles vagabundos.

Bem-vindos aos dias de hoje, onde reportagens sobre as Filipinas, Camboja e Quénia  nos dizem que pedófilos adotam crianças para as violarem sistematicamente e que eles e seus parceiros não veem nada de errado nisso, já que os seus pais, empobrecidos, ficam felizes com a ninharia financeira que os violadores lhes dão.

Ouçam os argumentos do rapaz franco-cambojano que diz que ama as crianças que estupra, que a primeira experiência erótica das crianças é quando elas mamam no peito das mães, que as vítimas ficam felizes por serem fodidas em troca de educação e algo para comer, que foi assim que Deus o fez e que, portanto, ele deveria ter permissão para viver a sua vida como quiser, mesmo que destrua a vida de inúmeras outras pessoas.

Agora, observe que esse é o mesmo tipo de argumentos empregues por pedófilos como Kinsey, seus ativistas do Pedophile Information Exchange (PIE) e da North American Man Boy Love Association (NAMBLA) e seus apologistas do Little Red Schoolbook, tal como Margaret Mead fez durante um século, o que equivale a dizer que, se alguma tribo imaginária da idade da pedra nas Terras Altas da Papua Nova Guiné abusa dos seus abandonados, ou se pinguins ou bonobos se envolvem em algumas propensões sexuais sórdidas para passar o tempo livre, então nós também deveremos.

Em seguida, visite os vibrantes anos 60 de Londres, onde o grupo criminoso organizado Kray subornou políticos proeminentes  e predadores sexuais em série, Lord Boothby e Tom Driberg, e que todo o establishment britânico, e até o primeiro-ministro Harold Wilson, teve que se unir para abafar a história. Permanecendo em Blighty, pergunte a si mesmo quem, além de Lord Mountbatten e o chefe do MI6, Maurice, o informante Oldfield, fez sexo com as crianças traficadas do orfanato Kincora de Belfast,  e o que o Primeiro-ministro britânico e ex-líder da bancada Edward Heath estava fazendo com todas aquelas crianças de rabo de pêssego que ele entretinha no seu iate. Ou que tal a Princesa Diana, que tinha permissão para ter amantes contrabandistas em abundância no seu boudoir e pergunte a si mesmo porquê o MI6, que é encarregado de defender a Família Real, não enfiou uma Glock nas orelhas daqueles garanhões e jurou despedaçá-los, como fizeram com o gangster londrino John Bindon quando ele se aproximou demais da Princesa Margaret, irmã da falecida Rainha.

Bem-vindo à Babilónia, um subúrbio de Sodoma e Gomorra, onde tudo vale se, como o falecido Jimmy Savile, você tiver as conexões certas na BBC e em todos os níveis da política e do establishment financeiro tradicional.

Os exemplos acima são citados para mostrar que, desde a época dos Césares até à nossa, tem havido uma procura constante dos ricos por devassidão, que eles sentem que os pobres têm o dever de suprir para que possam ter uma refeição farta ou, no caso do estábulo de Epstein, uma bolsa Gucci ou alguma bugiganga semelhante.

Os exemplos políticos britânicos são apresentados para mostrar que os serviços de segurança não estão a cumprir o seu papel ou estão muito intimidados ou são mesmo cúmplices. Acrescente-se a isso a figura dos Legionários de Cristo, que compraram o silêncio do Papa com centenas de milhões de dólares em doações, e temos a essência de uma hipótese para lançar um olhar frio sobre as artimanhas de Epstein e dos seus cúmplices, que parecem incluir os presidentes Trump e Clinton, ambos com os seus próprios históricos desprezíveis de predadores sexuais.

Factos sobre Epstein

Jeffrey Epstein era um judeu da classe média baixa de Nova York, que conseguiu um emprego a ensinar matemática numa escola local, mesmo sem ter qualificações relevantes para isso. Num abrir e fechar  de olhos, ele passou a possuir a maior casa de Manhattan, passou a ter a sua própria ilha particular, a possuir uma série de quintas privadas e a administrar biliões de dólares em nome de empresas como a Morgan Stanley e o Deutsche Bank, que pagaram às suas supostas vítimas centenas de milhões de dólares para as calar, o que, para ser justo, é um método melhor do que a bala na cabeça que outros receberam. Epstein também se associou ao príncipe Andrew, que fez uma bagunça na televisão britânica e que da mesma forma pagou às suas supostas vítimas uma quantia principesca para as calar, o que é um negócio melhor do que aquele a que a falecida princesa Diana, também conhecida como a rainha das tortas,  teve direito quando foi morta.

A parceira de Epstein no crime, por assim dizer, era Ghislaine Maxwell, filha do notório agente da Mossad, Robert; ela agora cumpre 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores, embora o presidente Trump pareça estar confuso sobre se houve tráfico sexual de facto. Quanto ao ex-piloto Jeffrey, ele aparentemente suicidou-se no notoriamente corrupto Centro Correcional Metropolitano de Nova York, onde foi forçado a dividir uma cela com um assassino em série, cuja forma característica de matar as suas vítimas era idêntica à de Epstein.

Para um vislumbre mais profundo desses canalhas, navegue por estes links aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui e aqui, bem como neste pedaço suculento sobre o pervertido sexual Tom Driberg MP, e você verá um bando de pervertidos que vivem no limite e que são viciados, por quaisquer razões, em perversões ilegais que são desaprovadas pelos ignorantes, mas que são ímanes para aqueles que querem o que eles acham que será uma exaltação maior ou mais personalizada e que, por causa de suas personalidades e perversões, são, portanto, de interesse para os serviços de inteligência da NATO, que gostam de explorar os que gostam de viver vidas arriscadas, “para o bem maior”.

Se você der uma olhada nas dezenas de milhares de vídeos sobre o caso Epstein que os apoiantes da NATO postaram no YouTube, verá inúmeras referências às chamadas teorias da conspiração, inferindo que grande parte da fumaça e da névoa em torno da Ilha das Orgias  é obra de malucos, que não sabem a diferença entre a realidade e a ficção. Embora os malucos estejam todos no comando deste escândalo, as camadas de ofuscação que cercam toda a saga, juntamente com o branqueamento do mal e a hipocrisia descarada em que a Mossad, o MI6, a CIA e o FBI evidenciam, sugerem que este é o pai de todos os escândalos de espionagem.

Antes de prosseguir, volte para o lendário chefe do FBI, J. Edgar Hoover, que coletou informações sujas sobre presidentes americanos, mas que foi controlado pela Máfia, que permitiu que ele se entregasse aos seus fetiches homossexuais e travestis em troca de fazer vista grossa para todos os crimes que o crime organizado estava a cometer.

Agora, com Hoover, os Caesars e os Boothbys no banco, considere o papel da Mossad e de grupos de espionagem aliados na rede de espionagem sexual e corrupta de Epstein. Epstein, sabemos, era um depravado sexual, que teve uma ascensão meteórica, da miséria à riqueza, que só pode ser explicada pelo facto de ter sido escolhido não pela sua experiência profissional como professor de matemática ou gestor de fundos de capital de risco, mas pelas suas falinhas mansas e vulgares.

Pela parceria de Epstein com a colaboradora da Mossad, Ghislaine Maxwell, a filha desprezível de um dos espiões mais sórdidos da Mossad, e pelo facto de o ex-Primeiro-ministro israelita Ehud Barak ser um visitante frequente dos bordéis de Epstein, Israel tem algumas questões muito sérias para responder num tribunal apropriado. E essas questões vão muito para além da criminalidade desenfreada dos fetiches de Branca de Neve e A Bela e a Fera e da mutilação infantil, das merdas neonazis satânicas e ocultistas que são o credo dos amigos mais vis de Epstein e que anteriormente surgiram no escândalo Marc Dutroux na Bélgica, que foi um retorno direto à maldade desenfreada no coração dos Irmãos Karamazov e que também está no coração da Mossad e das suas organizações criminosas irmãs.

 Não apenas a Mossad e toda a Israel deveriam ser responsabilizados por isso, mas também o FBI, a CIA e todo o estado profundo americano, se conseguirmos encontrar um júri formado pelos seus pares (risos) e uma corda grande o suficiente para os enforcar.

Fonte aqui