Libertar-se da propaganda do Império começa com um pequeno acto de heresia

(Caitlin Johnstone, 02/01/2025, Trad. José Catarino Soares)


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Escapar da matriz da mundivisão ocidental dominante é como escapar de seita religiosa: começa com uma pequena heresia. Um pensamento pequeno e secreto que vai contra todo o seu endoutrinamento.

Talvez seja a constatação de que nos mentiram a vida inteira sobre Israel e a Palestina. Talvez tenha algo a ver com o facto de vermos os meios de comunicação social a fabricar o consentimento para a invasão do Iraque. Seja o que for, começa como uma pequena suspeita mental de que as fontes de informação em que se confiava para ajudar a formar a nossa compreensão do mundo podem não ser tão fiáveis como se tinha sido levado a acreditar.

Se falarmos com pessoas que tenham saído de uma seita religiosa, essas pessoas dir-nos-ão que começou da mesma forma. Elas vêem um sinal de que o chefe da seita que afirma ser Jesus pode, na verdade, ser um pouco mesquinho e egoísta. Dão por si a questionar se Sri Baba Shiva precisa mesmo de tantos Rolls-Royces. Perguntam-se se, porventura, se o Pastor Jeremias esteja a dizer que Deus quer que ele tenha tantas mulheres por razões que têm mais a ver com o que o Pastor Jeremias quer do que com o que Deus quer. Estas pequenas heresias acabam por se acumular e transformam-se numa avalanche que desmorona o endoutrinamento que os mantinha na seita religiosa durante todo o tempo.

De facto, é assim que acontece quando se trata de sair de uma relação psicologicamente abusiva. Uma pequena faísca forma-se no fundo da mente da vítima, que se questiona se os pensamentos que o seu parceiro lhe põe na cabeça são realmente verdadeiros — e reparando em quem beneficiaria se não fossem. Se houver faíscas suficientes como estas, acaba-se por ter um incêndio que queima toda a relação.

É esse o tipo de faíscas que estamos a tentar fazer voar quando trabalhamos para acordar as pessoas do sortilégio do endoutrinamento do império. Estamos a tentar que essas primeiras pequenas heresias se formem nas mentes das pessoas, usando o que quer que esteja a acontecer nas notícias do momento ou quaisquer ideias relevantes que estejam na moda.

Não precisamos de fazer com que alguém acorde completamente de uma só vez — só precisamos de fazer rolar a bola de neve. Um pequeno pensamento herético pode ser tudo o que é preciso para que alguém questione seriamente se tudo o que lhe ensinaram sobre o mundo é uma mentira.

Por isso, apontamos as mentiras onde quer que as encontremos. Revelamos qualquer buraco na narrativa oficial, onde quer que apareça. Neste momento, Gaza é um dilúvio constante de informação e imagens de vídeo em bruto que podem desencadear uma grande heresia se forem verdadeiramente vistas e ingeridas. A forma como nos disseram para torcer para que a Síria fosse tomada pela Al-Qaeda é outra. As mentiras que nos contaram sobre a Ucrânia e os acontecimentos que levaram à guerra são outra.

Todos os dias surge algo que podemos mostrar a quem nos quiser ouvir e dizer: “Estão a ver? Olhem para isto! Eles mentiram! Estão a mentir agora mesmo! Pergunto-me sobre o que mais estarão a mentir?”

E só é preciso um. Basta um holofote bem colocado sobre um buraco óbvio na trama para que alguém puxe um fio que acabará por desvendar toda a matriz de ilusão que está perante eles. E uma vez acordados, podem juntar-se a nós para ajudar a acordar os outros.

É isso que constitui a vocação de ser um blasfemo impenitente. É isso que faz com que as pessoas façam as perguntas inconvenientes e que desencadeia o maior número possível de pequenos actos de heresia. As pessoas só vão acordar do sortilégio da matriz narrativa imperial um par de pálpebras de cada vez, e cada um de nós tem a oportunidade de passar algum tempo todos os dias a tentar ajudar a abri-las.

Fonte aqui.


Esta mulher não presta

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 30/12/2024)


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A respeito da mais sórdida intervenção que me foi dado ver num plateau televisivo, ser-me-á decerto permitido neste final de ano um saudável desabafo a respeito da abominável, nefanda e inapresentável cavalheira Helena F. Gouveia.

 Acusar os pais das crianças palestinianas de inabilidade por as deixarem morrer de frio, aplaudir o assalto, as mortes e a evacuação dos hospitais pelos sicários de Netanyahu e duvidar dos números da contabilidade de crianças mortas, é algo que ultrapassa as medidas toleradas pelas narinas e pelos estômagos mais resistentes.

 Esta mulher não presta. A uma ignorância sem freio e a uma notória falta de inteligência, junta uma crueldade, uma falta de escrúpulos e uma assustadora imoralidade que a colocam na categoria de hominídea, nunca da humanidade.

Deixou-se que estes monstros entrassem e dispusessem de tribuna a que em tempos se chamou liberdade de expressão, sem que alguém lembrasse que, depois de aberto o vomitório, ninguém poderia voltar a fechar a porta que leva aos espetáculos destinados à canalha e representados pela canalha.

Fonte aqui

Pequena ladaínha de aldrabices ridículas

(Paulo Silva, in Facebook, 29/12/2024, revisão da Estátua)

Três vendedores de banha da cobra

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Segue um pequeno elenco de alguma da desinformação, propaganda e fake news difundidas pelos media ocidentais.

No início do conflito na Ucrânia, em fevereiro 2022, diziam que os russos não tinham equipamento pessoal e trocavam comida por sapatilhas.

Depois, a fome era generalizada nas fileiras, pelo que os combatentes russos, desmoralizados e com fome, trocavam combustível por comida…

Depois o Putin tinha 2 cancros em fase terminal, um em cada testículo…

Depois os russos só tinham munições para três dias e, no início de Março de 2022, os soldados russos matariam os seus oficiais e a Rússia desmoronar-se-ia.

Depois os russos só tinham mísseis para um mês e em Maio pediriam a paz.

Depois a economia russa conheceria uma hecatombe por causa dos 16 pacotes de sanções e, por volta de Setembro 2022, a fome, o desemprego e as falências provocariam o colapso de toda a economia russa…

Depois surgiram as aventuras fantásticas e mirabolantes do Fantasma de Kiev que abateu um sem-número de caças MIG…

Depois eram os agricultores ucranianos a rebocar tanques russos, porque os russos não tinham gasóleo…

Depois eram os russos a roubar eletrodomésticos, porque na Rússia simplesmente não existem esses artigos domésticos…

Depois os russos tiravam os chips de circuito integrado dos frigoríficos e das máquinas de lavar, para os colocar nos mísseis Kinzhal…

Depois os soldados russos estavam a combater sem meias nos pés, não tinham munições e estavam a combater com pás e com enxadas…

Depois o grupo Wagner estava a recrutar idosas com quase 90 anos…

Depois os russos estavam a usar cães vadios para atacar tanques Leopard…

Depois os russos bombardearam-se a si próprios na central nuclear que eles próprios controlam desde maio 2022…

Depois os russos sabotaram o seu próprio gasoduto cuja construção lhes custou 100000 milhões de dólares…

Depois surgiram no ar os balões espiões porque, segundo a CNN, a China está tão atrasada tecnologicamente que, para espiar os seus inimigos, ainda tem que recorrer aos balões de ar…

Na guerra, a primeira vítima é sempre a verdade… E, os mainstream media, são os maiores meios de difusão de fake news e de desinformação.