Tadita da Helena, anda muito chorosa…

(Bruno Carvalho, in Facebook, 28/08/2025)


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A choradeira de Helena Ferro Gouveia sobre os ataques que lhe são proferidos por se candidatar nas listas de Carlos Moedas a Lisboa, em conjunto com o ucraniano Pavlo Sadokha, ex-assessor do partido de extrema-direita Svoboda, fazem-me recordar todos os insultos que me dirigiu por ter sido eleito deputado da CDU à assembleia municipal da Amadora em 2021.

 Na verdade, como Israel, Helena Ferro Gouveia é perita na arte da vitimização. Faz bullying a tudo e todos, apoia o genocídio em curso na Faixa de Gaza e sempre que alguém a contesta faz-se de vítima.

Diz uma coisa e o seu contrário a seguir. No meu caso pessoal, por ter feito a escolha legal e legítima, usufruindo do meu direito enquanto cidadão de me candidatar por uma lista política às eleições locais, fui atacado por outros jornalistas, comentadores, etc.

É até curioso que nestas autárquicas, quando há outros jornalistas que se candidatam por partidos como o PS, o PSD ou o Chega, não haja, como aconteceu no meu caso, artigos indignados em jornais e revistas apontando a alegada parcialidade dos visados.

E ainda bem. Porque a participação eleitoral dos jornalistas é um direito e ninguém é mais objectivo por esconder as suas convicções políticas, desportivas ou culturais. Elas não deixam de existir por não serem conhecidas.

O clube do Gravatal ou o trio do alguidar…

(Por Sófia Puschinka, in Facebook, 26/06/2025, revisão da Estátua)


(A Estátua publica este texto por duas razões: 1) Os arautos da cartilha belicista nazi e russófoba da NATO não gostam do papel do Agsotinho Costa a desmontar-lhes as narrativas propagandísticas e lá deram instruções para o atacarem e pedirem mesmo para o “cancelarem”. Inaudito! 2) Vir uma escriba com responsabilidades editoriais num jornal dito de “referência” – Bárbara Reis -, pedir o tal “cancelamento” em defesa de alguém que pugna abertamente pela chacina de crianças em Gaza e que se assassinem os seus pais quando estes vão implorar comida para si e para os seus filhos, dá-me vómitos.

Podem ler, no final desta publicação, o execrável texto, que publico por obrigação de não criticar fantasmas ausentes, e em nome da liberdade que a escriba quer negar a quem não alinha com quem lhe paga a falta de humanidade.

Estátua de Sal, 27/06/2025)


O clube do Gravatal ou o trio do alguidar…🙄 Só lhes falta mesmo o avental, taditas…

Ora o tal artigo do Público foi-me oferecido mas parece que estavam a adivinhar porque nem o consigo abrir através do email nem exportar. Mas lá consegui ler o tal de artigo…

Ou seja, pagar ao “Público” para o que quer que seja e para ler gente como esta tal Bárbara Reis (redactora principal), que se promove daquela forma magnífica que coloco em baixo e que obviamente pertence ao clube do “Gravatal” ou no mínimo ao cházinho da Soller e da Gouveia porque a Escola como vimos é a mesma, é deitar dinheiro ao charco…..

Coitada da senhora que com tão fantástico corriculum a maioria não conhece de lado nenhum, normal quando só se aprende a escrever com 17 anos 🤣. É mais uma pobre saída do anonimato tal como a “de Gouveia” ou a Soller, se calhar também pela mão da cunha e dos favores como as outras 🙄, elas vão-se lendo umas às outras e vão-se defendendo umas às outras, com a misoginia pois claro, eles são os misóginos, já elas são um primor e de mal-educadas não têm nada…

Oh Bárbara quantas pessoas leram essa porcaria de texto de opinião que não foi opinião nenhuma? Foi uma transcrição dos diálogos tidos em directo, com uma frase pacóvia no fim a pedir satisfações à CNN pelo bom nome e imagem das duas amiguitas lol

As amiguitas não precisam de defesa, ó Bárbara, têm as mcostas quentes na CNN tal como a Bárbara provavelmente tem no Público, este mundo é pequenino e Portugal é uma aldeia… A amiguita tem por lá o primo Frederico a protegê-la, caso contrário há muito que estava no desemprego porque audiências não as tem… É um tacho, como o tacho da “Nova” e como foi o tacho do “IDN” e do doutoramento…

Aliás, se não tivessem as costas quentes, essas duas estavam no desemprego há muito porque a maioria dos espectadores da CNN nem as pode ver, alguns até mudam de canal, tal é a falta de educação das duas senhoras, falta de educação e falta de decência…

Ó Bárbara Reis, e para quando um artigo de opinião sobre o genocídio em Gaza e sobre as declarações criminosas da amiga “de Gouveia”, aquelas das criancinhas sabe? Ai a Bárbara também é daquelas feministas só às vezes? As que se vitimizam? Pois deve ser, mulheres que não se vitimizam respondem à altura e não precisam que as defendam, não se armam em empoderadas para depois… Nheca Nheca Nheca Nheca….

As 3 são uma vergonha para qualquer mulher de carácter, não são exemplo e felizmente que não espelham as mulheres e a igualdade de género.

No dia em que o Major-general Agostinho Costa deixar de aparecer, e mais dois ou três, a CNN não têm audiências, aliás, eu nem percebo porque é que alguns continuam a aceitar debater com essas duas criaturas insanas e deprimentes, com o sistema hormonal descontrolado e com uma falta de educação abominável: só essas duas almas interrompem os demais, são arrogantes, intragáveis, a ” de Gouveia” é até criminosas quando fala das crianças de Gaza…

Mas deixe lá Bárbara, o “Público” é igual. Aliás, nota-se pelo seu artigo pobrezinho e mesquinho, veio a correr defender as amiguinhas, como as meninas da escola que vão de mão dada à casa de banho e fazer queixinhas à professora, daquele menino mau que não as deixou passar à frente na fila do refeitório, afinal são mulheres não é? E as mulheres primeiro, e não se contrariam as mulheres. Aquilo da igualdade de género e do feminismo só serve mesmo para a vitimização certo? Para a vitimização e para a publicidade, para parecerem empoderadas quando na verdade são umas incapazes que não fazem nada sem o colinho de alguém, bem… Colinho ou empurrãozito….

Auuuuuu….. Nheca Nheca Nheca.


Agostinho Costa, um general misógino na TV

(Bárbara Reis, in Público, 26/06/2025)

Há anos que a TVI/CNN nos oferece o desagradável espectáculo do general Agostinho Costa a comentar o que se passa no mundo.

Dizer “desagradável” é um eufemismo. Quando um analista só tem certezas, seguidas de certezas e mais certezas, uma pessoa desconfia.

Como é de prever nestes casos, o tempo mostrou que algumas “certezas” do general Costa eram afinal incertas e erradas.

O tempo também mostrou que é difícil levar o general Costa a sério. Não porque errou – todos erramos. Mas porque as suas “certezas” coincidem sempre com a defesa dos mesmos governos.

Que “certezas”?

Num dia, “estamos perante uma ofensiva dirigida a Kiev, os russos já estão em Kiev, estão no objectivo político principal”; mais tarde, perante as dificuldades no terreno, “não estava, nem está nos objectivos da Rússia tomar Kiev”. Há três anos que a Rússia “está a ganhar a guerra” na Ucrânia, mas há três anos que a Rússia controla 20% da Ucrânia e, entre avanços e recuos, ​os 20% mantêm-se desde o início da guerra. Esta Primavera, a Ucrânia era “um país em vias de poder ser ocupado pelos russos”, mas já ouvimos isso antes, do mesmo modo que ouvimos que “a Ucrânia está à beira de perder esta guerra” pelo menos desde Janeiro de 2023.

Claro que agora, dois anos e meio depois, é fácil dizer que o general estava errado. O problema, de novo, não é o erro.

O problema é que os analistas não dizem estas coisas. Os analistas analisam. Sempre que se ouvem frases do tipo “X está à beira de perder a guerra” ou “Y está à beira de ganhar a guerra”, soa a propaganda, não a análise.

Os analistas observam os factos, as circunstâncias e o contexto e, com isso, interpretam a actualidade: o que é que isto significa, porque é que é importante, quem ganha, quem perde? É difícil, para não dizer inútil, ouvir alguém dizer, semana após semana, mês após mês, ano após ano, que a Rússia está quase a ganhar a guerra.

A isto, a CNN dirá que mantém o general Costa no ar em nome do pluralismo.

E o que diz a CNN sobre a misoginia do general?

Quem vê a TVI/CNN sabe bem do que falo. Na quinta-feira passada, os que não vêem televisão também ficaram a saber.

O episódio do “cale-se, minha senhora” ficará nos anais da misoginia e da televisão portuguesa.

No espaço semanal que partilha com Diana Soller, investigadora no Instituto Português de Relações Internacionais, membro da Comissão de Admissões da Fulbright e do European Council on Foreign Relations, o general teve uma intervenção que, se se tratasse da CNN Internacional, aposto, ter-lhe-ia garantido o afastamento imediato. Não por a CNN Internacional ser politicamente correcta, mas porque mandar calar um colega de painel, homem ou mulher, tanto faz, é agressivo, mal-educado e inaceitável. Quem não sabe debater em público, debate em privado.

O general não gostou de ser corrigido e criticado por Soller e, ao retomar a palavra, disse:

Costa – Temos de ter um bocadinho de decência e quando não percebemos as coisas, devemos estar calados.

Soller – Na semana passada, uma hora e meia antes do ataque [ao Irão], disse que era tudo ‘fantasia’ e que não ia haver ataque…

Costa – Não me interrompa por favor.

Soller – Não me insulte! Por amor de deus, tenha juízo.

Costa – É preciso perceber um bocadinho do contexto. Não é vir aqui dizer umas larachas, porque o somatório de ignorância com fanatismo dá análises um bocado ignorantes… um bocado despropositadas.

Soller – Como a sua, na semana passada, a dizer que não ia haver ataque uma hora e meia antes de o ataque começar.

Costa – Ó minha senhora, não me interrompa, contenha-se um bocadinho.

Soller – Estou contidíssima.

Costa – Então cale-se, então cale-se, minha senhora, se faz favor.

Isto foi no Prime Time e o jornalista João Póvoa Marinheiro, pivot, foi impecável na forma como fechou o debate: “Peço que me oiçam: não há lugar para ataques pessoais e não é por o senhor general acreditar em certas coisas que elas passam a ser factos, ok? Ficamos por aqui. Muito obrigado e boa noite.” Ao longe, ainda se ouvia a voz do general, mas distante. A CNN desligou o microfone ao general.

Olhando para trás, vê-se que este é o padrão do general Costa.

Em Maio de 2022, no Jornal das 8, na TVI, com José Alberto Carvalho como pivot e Helena Ferro de Gouveia como colega de painel, Costa está há dez minutos com ar de gozo, sempre condescendente. Já se riu, já fez caretas várias, já disse que “é preciso ter decência”, já disse que “é preciso conhecer a História”. Nisto, há esta troca:

Costa – A Ucrânia é um país há 30 anos.

Ferro de Gouveia – Quantos anos tem Timor? Vai pôr em causa a soberania de Timor-Leste?

Costa – Não venha com side effects. É preciso conhecer a História, perceber que a Ucrânia, a oeste do [rio] Dniepre, é uma amálgama de territórios que fizeram parte da Polónia, da Roménia…

Ferro de Gouveia – Isso aconteceu em vários países europeus.

Costa – Eu não a interrompi, agora remeta-se… por favor, a ouvir-me.

Já vamos num “cale-se” e num “remeta-se”.

O registo agressivo e paternalista continuou durante meses até que chegamos a Novembro de 2023 e há a gota de água. Água de forma literal:

Costa – Não respondo a argumentos absurdos, nem venho aqui para fazer debates com comentadores. Eu sou um analista, venho aqui analisar.

Ferro de Gouveia – Eu também sou analista e também venho aqui analisar.

Ferro de Gouveia tem uma pós-graduação em Direito (Universidade de Coimbra), é auditora de Defesa Nacional (Instituto de Defesa Nacional), fez um mestrado sobre liderança na Academia Militar, um curso executivo na London School of Economics em Relações Internacionais e escreveu um livro sobre guerra.

Nos bastidores, Ferro de Gouveia acabou a atirar a água que tinha na sua caneca com o logotipo da CNN para cima de Costa. Quando saíram do ar, o general foi atrás de Ferro de Gouveia para lhe gritar a sua opinião sobre o físico da analista e dizer-lhe que a achava “mal-educada, ignorante e feia”. Um “eu desprezo-a” teve uma resposta improvável: a analista despejou a caneca de água por cima do general.

Já agora, também neste caso a pivot da CNN reagiu bem. No ar, Carla Moita interrompeu o general e disse que os dois estavam ali na mesma posição, que eram os dois analistas.

Mas fico a pensar: isso basta? A direcção de informação da CNN não tem nada a dizer?

Analisando a análise do analista

(Tiago Franco, in Facebook, 18/02/2025, Revisão da Estátua)

Saia um camuflado para a Helena! Guerra é mesmo com ela! 🙂

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Dir-me-ão que analisar é uma especialidade ao alcance de poucos iluminados. Eu acho que não. Aliás, se pensarem nisso, não fazemos outra coisa na vida. Desde que acordamos até que nos deitamos, estamos sempre a analisar qualquer coisa.

A estrada mais desimpedida para chegar ao trabalho e fugir ao trânsito. A melhor solução para o problema colocado pelo chefe. Que broca usar para não fazer uma cratera enquanto penduras aquele quadro que está no chão há cinco meses. Como explicar aos miúdos que a vida não segue um roteiro do Netflix. Em que partido votar consoante a história que nos contam. Que parangona de primeira página tem um corpo de notícia que a confirme. Até se aquela casa de banho pública onde entraste no momento de aflição reúne os mínimos olímpicos para o alívio desejado.

Analisar é, perante um conjunto de dados, pensar no seu significado. Mais ou menos elaborado, é isto. Todos conseguimos analisar, uns explicam-se melhor, outros pior. Mas desde que tentemos dizer aquilo que vemos, tudo bem.

A minha carga laboral retira-me o tempo necessário para seguir os passos da atualidade como eu gostaria. Pelas minhas contas assim continuará por mais três anos e, como tal, procuro com a ajuda dos analistas de serviço para ir percebendo o que se passa.

Funcionam, para mim, como aquele resumo dos Maias, das edições Europa-América, que todos usámos para fazer a síntese, o resumo e a ideia geral da obra. Desde que trabalho para os camaradas chineses, esta é a única forma de saber para que lado roda a terra.

O meu método é simples mas moroso. Escolho um canal qualquer e vou ouvindo o que por lá explicam. Se passado algum tempo a realidade bate certo com o que ali dizem, seguimos juntos, como se diz na margem sul. Se vejo que é sempre ao lado, passo ao próximo, seja em que canal for.

Tirando o Rogeiro, o Sousa Tavares e mais dois ou três clássicos da RTP, eu não conhecia qualquer comentador da televisão portuguesa há uns três ou quatro anos. Por exemplo, o Luís Paixão Martins, que é um catedrático da comunicação, apareceu há uns anos num programa de futebol e eu não fazia ideia quem ele era. O mesmo para todos os que aparecem na CNN (conhecia a Anabela dos anos da AR) e da SIC apenas a rapaziada do Governo Sombra ou do Eixo do Mal.

Tentei ouvir uns quantos ao longo dos anos e fui percebendo, como todos nós, quem é que resumia a atualidade e quem é que espalhava “wishful thinking” que, no fundo, acabava por me fazer perder o dobro do tempo com verificação de factos. Se alguém me diz, durante três anos, que a Rússia está quase a colapsar, eu não consigo ouvir essa pessoa mais um minuto que seja. Porque, das duas, uma: ou é profundamente incompetente ou então tenta espalhar desinformação. Nenhum caso é particularmente apelativo.

Há um ror de exemplos de pessoas que, diariamente nas nossas televisões e sob a capa da “análise”, mentem descarada e repetidamente. Em alguns casos é até possível ver que, com o passar dos anos, o discurso vai-se radicalizando e a vergonha desaparecendo. Uma e outra vez dou por mim a ouvir um caderno de intenções próprias, pensamentos ideológicos e tiros que se afastam, em muito, do quotidiano.

Esclareço: eu nada tenho contra uma opinião, uma análise especulativa ou até um pressentimento com base na história e na experiência, do que será o amanhã. Mas por favor, não apliquem a mesma lógica para o que aconteceu ontem. Sobre o passado não dá para especular ou assumir. Os dados existem. Há que, com a melhor das capacidades, tentar explicar o que se passou.

E nada tenho contra quem se engana e assume o erro mas, como saberão, em Portugal, ninguém se engana. É preferível andar anos a vender uma história alucinante do que dizer: “enganei-me”. A nossa credibilidade depende de estarmos sempre certos. Mesmo quando é a fingir.

Zelensky disse que a Ucrânia não estará na conferência de paz. O enviado americano disse o mesmo. Já todos perceberam que a Ucrânia não conta para a discussão. Pois ainda ontem, o Isidro garantia que sem a Ucrânia não haveria conversa.

Do mural do X da HFG – Muita erudição

 Da mesma maneira que, durante a pandemia, a Helena Ferro Gouveia dizia que os não vacinados estavam a colocar as vidas dos outros em perigo ou ainda, ao fim de 10 000 crianças indefesas chacinadas em Gaza, repetia que “Israel tem o direito de se defender”.

 Da mesma forma que o João Marques de Almeida normaliza o Chega sempre que pode, comparando-o ao PCP e ao BE e o Sebastião Bugalho, na versão comentador, analisava sondagens e falava de estratégias eleitorais que raramente tocavam a realidade.

O Rogeiro também caiu nisso, depois de 30 anos de serviço, para nos dizer que os russos andavam descalços e a roubar máquinas de lavar, enquanto um fantasma do ar os arrasava.

Em tempos a Helena também disse que o PCP tinha votado contra o aborto. É um vale tudo desde que largou a DW e entrou no universo Galinha.

A Diana Soller andou por estes caminhos mas, aos poucos, foi moderando o discurso para mais próximo da realidade.

Mais do mural do X da HFG

Enquanto a Helena diz que o Hamas está destruído (o Twitter/X desta senhora é todo um novelo diário de ódio e propaganda), a Diana Soller já diz que está só enfraquecido. Vemo-los em cada sábado a fazer uma prova de força. Com propaganda, é verdade, mas estão lá. Não dá para dizer que foram todos apagados do mapa, pelo menos por enquanto.

E é isto que eu espero que me digam e analisem. O resumo do que aconteceu e o que imaginam que se seguirá. Não quero fretes, agendas ou mentiras em catadupa porque, enquanto espectador, essa merda dá-me um trabalho enorme para perceber a realidade. E falta-me tempo para isso. Tempo e paciência.

Por outro lado, escapa-me o interesse das televisões, que vivem de audiências, em albergar pessoal que, no essencial, estão lá para  criar narrativas alternativas e, pelo que vou vendo, ir arranjando umas colocações nos partidos e nas subvenções públicas. Acho pobre. Uma pessoa que “siga o mundo” através desta malta, forma opinião de uma realidade que não existe e vota também. Aliás, com o mesmíssimo peso de alguém que, de facto, percebe onde acaba a mentira descarada e começa a dúvida razoável. A comunicação social tem um peso importante na nossa formação, enquanto sociedade.

Nos dias que correm, fico-me pelo Daniel Pinéu, Carlos Branco, Tiago André Lopes, entre outros cujos nomes tenho mais dificuldade em guardar. Parecem-me sérios na análise e com conhecimento histórico que ajuda ao enquadramento.

Ela até mandava as filhas para a Ucrânia…

Acabo com um pedido ao CDS do Núncio e ao Chega do Frazão: não precisam lá de uma assessora que domine a geopolítica ao nível do genocídio do bem e do racismo aplicado ao falafel? O discurso já está há muito afinado, gosta de armas e tal como o Gouveia e Melo, também quer invadir umas cenas. Vejam lá isso. Os espectadores, com mais do que três neurónios, agradecem.