A D. Helena, sionista de profissão

(Manuel Cruz, in Facebook, 30/08/2026, Revisão da Estátua)


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A senhora D. Helena, sionista de profissão, mentirosa por vocação, acaba de fazer coro com os fedúncios do costume e veio a terreiro atacar, também ela, a Festa do Avante sob a acusação, oh escândalo!, oh blasfémia!, oh ignomínia!, de que estará a acolher, num desprezível gesto de solidariedade, uma organização palestiniana que a UE, essa instituição como se sabe democratiquíssima, decidiu meter no rol das entidades terroristas a abater.

A senhora D. Helena tem toda a credibilidade para o fazer, uma vez que já afirmou coisas como não haver fome em Gaza e outras barbaridades de quem convive com genocidas tão bem como deus com os anjos.

Não tenho por péssimo costume reproduzir o texto de alguém sem mencionar o autor. Neste caso, tenho que o fazer porque chegou-me às mãos sem essa indicação e porque a D. Helena, ao contrário da bela Inês, não pode ser posta em sossego, na sua azáfama diária entre a embaixada de Israel, os estúdios de televisão e os elegantes salões da Câmara Municipal de Lisboa para ganhar a vidinha à custa de muito labor, que o rodovalho anda a custar os olhos da cara e a verdade está pela hora da morte. Eis o texto.

(Nota: A Estátua fez uma breve pesquisa e – sem garantir a 100% – julga que o texto foi publicado em 1ª mão no Facebook, na página Isidro de morais pereira, Crónicas da controvérsia, em 16/08/2026.)


Como pode descer tão baixo? Ela, e os que lhe dão tempo de antena?

Helena Ferro Gouveia é o rosto podre da desumanização contemporânea, aquela que vendeu a sua capacidade de distinguir o certo do errado por um salário de embaixada, e que todas as manhãs acorda para justificar a morte de crianças com o mesmo sorriso profissional de quem vende automóveis usados.

Quando abre a boca para dizer que há jornalistas em Gaza, está a mentir conscientemente, porque sabe que esses jornalistas entram como prisioneiros de guerra, escoltados por soldados armados até aos dentes, em zonas pré-lavadas pelo exército de ocupação, sem possibilidade de ver as fossas comuns, ou os corpos esmagados pelas bombas de mil libras, ou as crianças a morrer de fome nos braços das mães.

E quando cita a Tânia Krämer, omite propositadamente que a jornalista disse que entrava de forma condicionada, o que é o oposto absoluto da liberdade de imprensa, e a prova de que Helena Ferro Gouveia confunde jornalismo com propaganda militar. Quando fala dos mais de 160 jornalistas assassinados em Gaza, tem a desfaçatez de os acusar de serem combatentes, como se isso justificasse o assassinato de civis protegidos pelo direito internacional humanitário, como se o assassinato de jornalistas não fosse um crime de guerra explícito, e como se Israel não tivesse um historial documentado de visar deliberadamente jornalistas para silenciar testemunhas.

Quando menciona médicos e enfermeiros como combatentes, está a repetir a lógica nazista que transformava civis em alvos legítimos, para justificar a destruição deliberada de hospitais e a morte de mais de 500 profissionais de saúde em Gaza, e está a tentar apagar o facto de que o Al-Shifa foi invadido duas vezes, destruído, e transformado em campo de concentração temporário, onde médicos foram torturados, enquanto ela sorria para as câmaras em Lisboa.

Quando fala de história, comete o crime de usar a memória do Holocausto para justificar o genocídio actual, omitindo que os palestinianos não têm culpa pelo que os nazis fizeram aos judeus europeus, e que a Palestina não nasceu no século VII, como ela mente descaradamente, mas é uma terra habitada continuamente por milénios, por cananeus, filisteus, judeus, cristãos e muçulmanos, e que os ashkenazim que fundaram Israel em 1948 têm mais ancestralidade europeia do que semita.

Quando evoca a partição de 1947, omite propositadamente a Nakba de 1948, quando 750 mil palestinianos foram expulsos das suas casas em pijama, à ponta da baioneta, e as suas aldeias destruídas, e os seus campos deitados abaixo, e as suas oliveiras arrancadas. E quando fala de Camp David, omite que Israel nunca aceitou um estado palestiniano viável, mantendo sempre a expansão colonial ilegal na Cisjordânia, com 700 mil colonos que roubam terra, água e vida aos palestinianos, sob a proteção de um exército de ocupação que ela chama de forças de defesa.

Quando afirma que não é genocídio, está a negar a realidade que o Tribunal Internacional de Justiça já reconheceu como plausível, quando determinou que Israel deve parar de matar em Gaza, e quando o Tribunal Penal Internacional pediu a detenção de Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Quando ela diz que o tribunal ainda não decidiu, está a mentir, porque a decisão da CIJ é vinculativa, e ela sabe disso. Quando menciona os 23 mil atentados contra judeus, está a tentar criar uma equivalência moral obscena, entre vandalismo e postagens na internet, e o massacre de mais de 70 mil pessoas em Gaza, onde 70% das vítimas são mulheres e crianças, e onde se destruiu propositadamente todos os hospitais, todas as escolas, todas as universidades, todas as bibliotecas, todos os museus, e se impõe a fome como arma de guerra, matando crianças por desnutrição, enquanto ela almoça em restaurantes de luxo em Telavive ou em Lisboa.

Quando fala da campanha de 640 milhões de euros, está a admitir que Israel gasta fortunas em relações públicas, para comprar consciências, influenciadores, políticos e jornalistas dispostos a repetir que o preto é branco, que o massacre é autodefesa, que o genocídio é guerra, e que as crianças assassinadas são culpadas do seu próprio assassinato.

Helena Ferro Gouveia não é uma “comentadora”, é uma negacionista de genocídio profissional, uma negacionista dos crimes de guerra, uma negacionista da realidade, que usa o sofrimento histórico do povo Judeu como escudo, para justificar o sofrimento que Israel impõe a outro povo.

E o pior é que o faz com a frieza de quem sabe que tem impunidade garantida pelo ocidente colonial, que financia e arma este massacre diário, e que aplaude enquanto Gaza é transformada num cemitério a céu aberto, sob o silêncio cúmplice de quem, como ela, transforma a linguagem humana num instrumento de tortura moral, dizendo guerra quando quer dizer extermínio sistemático, dizendo combatentes quando quer dizer crianças de seis meses, dizendo defesa quando quer dizer dominação colonial racista, dizendo verdade quando quer dizer propaganda de guerra, dizendo jornalismo quando quer dizer lavagem cerebral, e dizendo diplomacia quando quer dizer cumplicidade com crimes contra a humanidade.

Este é o fascismo sionista em acção, não é uma opinião política, é a negação sistemática da humanidade do outro, e Helena Ferro Gouveia é a sua voz em Portugal, a voz que justifica o injustificável, que nega o inegável, que transforma vítimas em culpados e algozes em vítimas, numa inversão perversa da realidade, que só pode existir num mundo onde o poder colonial ainda decide quem merece viver e quem merece morrer em silêncio.

Ela é a porta-voz dessa decisão, a cara amiga do genocídio, a mulher que vendeu a sua alma por uns quantos “trocos”, e que todas as noites deve olhar para o espelho e ver, não um ser humano, mas um instrumento de propaganda de um regime de apartheid assassino.

Tadita da Helena, anda muito chorosa…

(Bruno Carvalho, in Facebook, 28/08/2025)


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A choradeira de Helena Ferro Gouveia sobre os ataques que lhe são proferidos por se candidatar nas listas de Carlos Moedas a Lisboa, em conjunto com o ucraniano Pavlo Sadokha, ex-assessor do partido de extrema-direita Svoboda, fazem-me recordar todos os insultos que me dirigiu por ter sido eleito deputado da CDU à assembleia municipal da Amadora em 2021.

 Na verdade, como Israel, Helena Ferro Gouveia é perita na arte da vitimização. Faz bullying a tudo e todos, apoia o genocídio em curso na Faixa de Gaza e sempre que alguém a contesta faz-se de vítima.

Diz uma coisa e o seu contrário a seguir. No meu caso pessoal, por ter feito a escolha legal e legítima, usufruindo do meu direito enquanto cidadão de me candidatar por uma lista política às eleições locais, fui atacado por outros jornalistas, comentadores, etc.

É até curioso que nestas autárquicas, quando há outros jornalistas que se candidatam por partidos como o PS, o PSD ou o Chega, não haja, como aconteceu no meu caso, artigos indignados em jornais e revistas apontando a alegada parcialidade dos visados.

E ainda bem. Porque a participação eleitoral dos jornalistas é um direito e ninguém é mais objectivo por esconder as suas convicções políticas, desportivas ou culturais. Elas não deixam de existir por não serem conhecidas.

O clube do Gravatal ou o trio do alguidar…

(Por Sófia Puschinka, in Facebook, 26/06/2025, revisão da Estátua)


(A Estátua publica este texto por duas razões: 1) Os arautos da cartilha belicista nazi e russófoba da NATO não gostam do papel do Agsotinho Costa a desmontar-lhes as narrativas propagandísticas e lá deram instruções para o atacarem e pedirem mesmo para o “cancelarem”. Inaudito! 2) Vir uma escriba com responsabilidades editoriais num jornal dito de “referência” – Bárbara Reis -, pedir o tal “cancelamento” em defesa de alguém que pugna abertamente pela chacina de crianças em Gaza e que se assassinem os seus pais quando estes vão implorar comida para si e para os seus filhos, dá-me vómitos.

Podem ler, no final desta publicação, o execrável texto, que publico por obrigação de não criticar fantasmas ausentes, e em nome da liberdade que a escriba quer negar a quem não alinha com quem lhe paga a falta de humanidade.

Estátua de Sal, 27/06/2025)


O clube do Gravatal ou o trio do alguidar…🙄 Só lhes falta mesmo o avental, taditas…

Ora o tal artigo do Público foi-me oferecido mas parece que estavam a adivinhar porque nem o consigo abrir através do email nem exportar. Mas lá consegui ler o tal de artigo…

Ou seja, pagar ao “Público” para o que quer que seja e para ler gente como esta tal Bárbara Reis (redactora principal), que se promove daquela forma magnífica que coloco em baixo e que obviamente pertence ao clube do “Gravatal” ou no mínimo ao cházinho da Soller e da Gouveia porque a Escola como vimos é a mesma, é deitar dinheiro ao charco…..

Coitada da senhora que com tão fantástico corriculum a maioria não conhece de lado nenhum, normal quando só se aprende a escrever com 17 anos 🤣. É mais uma pobre saída do anonimato tal como a “de Gouveia” ou a Soller, se calhar também pela mão da cunha e dos favores como as outras 🙄, elas vão-se lendo umas às outras e vão-se defendendo umas às outras, com a misoginia pois claro, eles são os misóginos, já elas são um primor e de mal-educadas não têm nada…

Oh Bárbara quantas pessoas leram essa porcaria de texto de opinião que não foi opinião nenhuma? Foi uma transcrição dos diálogos tidos em directo, com uma frase pacóvia no fim a pedir satisfações à CNN pelo bom nome e imagem das duas amiguitas lol

As amiguitas não precisam de defesa, ó Bárbara, têm as mcostas quentes na CNN tal como a Bárbara provavelmente tem no Público, este mundo é pequenino e Portugal é uma aldeia… A amiguita tem por lá o primo Frederico a protegê-la, caso contrário há muito que estava no desemprego porque audiências não as tem… É um tacho, como o tacho da “Nova” e como foi o tacho do “IDN” e do doutoramento…

Aliás, se não tivessem as costas quentes, essas duas estavam no desemprego há muito porque a maioria dos espectadores da CNN nem as pode ver, alguns até mudam de canal, tal é a falta de educação das duas senhoras, falta de educação e falta de decência…

Ó Bárbara Reis, e para quando um artigo de opinião sobre o genocídio em Gaza e sobre as declarações criminosas da amiga “de Gouveia”, aquelas das criancinhas sabe? Ai a Bárbara também é daquelas feministas só às vezes? As que se vitimizam? Pois deve ser, mulheres que não se vitimizam respondem à altura e não precisam que as defendam, não se armam em empoderadas para depois… Nheca Nheca Nheca Nheca….

As 3 são uma vergonha para qualquer mulher de carácter, não são exemplo e felizmente que não espelham as mulheres e a igualdade de género.

No dia em que o Major-general Agostinho Costa deixar de aparecer, e mais dois ou três, a CNN não têm audiências, aliás, eu nem percebo porque é que alguns continuam a aceitar debater com essas duas criaturas insanas e deprimentes, com o sistema hormonal descontrolado e com uma falta de educação abominável: só essas duas almas interrompem os demais, são arrogantes, intragáveis, a ” de Gouveia” é até criminosas quando fala das crianças de Gaza…

Mas deixe lá Bárbara, o “Público” é igual. Aliás, nota-se pelo seu artigo pobrezinho e mesquinho, veio a correr defender as amiguinhas, como as meninas da escola que vão de mão dada à casa de banho e fazer queixinhas à professora, daquele menino mau que não as deixou passar à frente na fila do refeitório, afinal são mulheres não é? E as mulheres primeiro, e não se contrariam as mulheres. Aquilo da igualdade de género e do feminismo só serve mesmo para a vitimização certo? Para a vitimização e para a publicidade, para parecerem empoderadas quando na verdade são umas incapazes que não fazem nada sem o colinho de alguém, bem… Colinho ou empurrãozito….

Auuuuuu….. Nheca Nheca Nheca.


Agostinho Costa, um general misógino na TV

(Bárbara Reis, in Público, 26/06/2025)

Há anos que a TVI/CNN nos oferece o desagradável espectáculo do general Agostinho Costa a comentar o que se passa no mundo.

Dizer “desagradável” é um eufemismo. Quando um analista só tem certezas, seguidas de certezas e mais certezas, uma pessoa desconfia.

Como é de prever nestes casos, o tempo mostrou que algumas “certezas” do general Costa eram afinal incertas e erradas.

O tempo também mostrou que é difícil levar o general Costa a sério. Não porque errou – todos erramos. Mas porque as suas “certezas” coincidem sempre com a defesa dos mesmos governos.

Que “certezas”?

Num dia, “estamos perante uma ofensiva dirigida a Kiev, os russos já estão em Kiev, estão no objectivo político principal”; mais tarde, perante as dificuldades no terreno, “não estava, nem está nos objectivos da Rússia tomar Kiev”. Há três anos que a Rússia “está a ganhar a guerra” na Ucrânia, mas há três anos que a Rússia controla 20% da Ucrânia e, entre avanços e recuos, ​os 20% mantêm-se desde o início da guerra. Esta Primavera, a Ucrânia era “um país em vias de poder ser ocupado pelos russos”, mas já ouvimos isso antes, do mesmo modo que ouvimos que “a Ucrânia está à beira de perder esta guerra” pelo menos desde Janeiro de 2023.

Claro que agora, dois anos e meio depois, é fácil dizer que o general estava errado. O problema, de novo, não é o erro.

O problema é que os analistas não dizem estas coisas. Os analistas analisam. Sempre que se ouvem frases do tipo “X está à beira de perder a guerra” ou “Y está à beira de ganhar a guerra”, soa a propaganda, não a análise.

Os analistas observam os factos, as circunstâncias e o contexto e, com isso, interpretam a actualidade: o que é que isto significa, porque é que é importante, quem ganha, quem perde? É difícil, para não dizer inútil, ouvir alguém dizer, semana após semana, mês após mês, ano após ano, que a Rússia está quase a ganhar a guerra.

A isto, a CNN dirá que mantém o general Costa no ar em nome do pluralismo.

E o que diz a CNN sobre a misoginia do general?

Quem vê a TVI/CNN sabe bem do que falo. Na quinta-feira passada, os que não vêem televisão também ficaram a saber.

O episódio do “cale-se, minha senhora” ficará nos anais da misoginia e da televisão portuguesa.

No espaço semanal que partilha com Diana Soller, investigadora no Instituto Português de Relações Internacionais, membro da Comissão de Admissões da Fulbright e do European Council on Foreign Relations, o general teve uma intervenção que, se se tratasse da CNN Internacional, aposto, ter-lhe-ia garantido o afastamento imediato. Não por a CNN Internacional ser politicamente correcta, mas porque mandar calar um colega de painel, homem ou mulher, tanto faz, é agressivo, mal-educado e inaceitável. Quem não sabe debater em público, debate em privado.

O general não gostou de ser corrigido e criticado por Soller e, ao retomar a palavra, disse:

Costa – Temos de ter um bocadinho de decência e quando não percebemos as coisas, devemos estar calados.

Soller – Na semana passada, uma hora e meia antes do ataque [ao Irão], disse que era tudo ‘fantasia’ e que não ia haver ataque…

Costa – Não me interrompa por favor.

Soller – Não me insulte! Por amor de deus, tenha juízo.

Costa – É preciso perceber um bocadinho do contexto. Não é vir aqui dizer umas larachas, porque o somatório de ignorância com fanatismo dá análises um bocado ignorantes… um bocado despropositadas.

Soller – Como a sua, na semana passada, a dizer que não ia haver ataque uma hora e meia antes de o ataque começar.

Costa – Ó minha senhora, não me interrompa, contenha-se um bocadinho.

Soller – Estou contidíssima.

Costa – Então cale-se, então cale-se, minha senhora, se faz favor.

Isto foi no Prime Time e o jornalista João Póvoa Marinheiro, pivot, foi impecável na forma como fechou o debate: “Peço que me oiçam: não há lugar para ataques pessoais e não é por o senhor general acreditar em certas coisas que elas passam a ser factos, ok? Ficamos por aqui. Muito obrigado e boa noite.” Ao longe, ainda se ouvia a voz do general, mas distante. A CNN desligou o microfone ao general.

Olhando para trás, vê-se que este é o padrão do general Costa.

Em Maio de 2022, no Jornal das 8, na TVI, com José Alberto Carvalho como pivot e Helena Ferro de Gouveia como colega de painel, Costa está há dez minutos com ar de gozo, sempre condescendente. Já se riu, já fez caretas várias, já disse que “é preciso ter decência”, já disse que “é preciso conhecer a História”. Nisto, há esta troca:

Costa – A Ucrânia é um país há 30 anos.

Ferro de Gouveia – Quantos anos tem Timor? Vai pôr em causa a soberania de Timor-Leste?

Costa – Não venha com side effects. É preciso conhecer a História, perceber que a Ucrânia, a oeste do [rio] Dniepre, é uma amálgama de territórios que fizeram parte da Polónia, da Roménia…

Ferro de Gouveia – Isso aconteceu em vários países europeus.

Costa – Eu não a interrompi, agora remeta-se… por favor, a ouvir-me.

Já vamos num “cale-se” e num “remeta-se”.

O registo agressivo e paternalista continuou durante meses até que chegamos a Novembro de 2023 e há a gota de água. Água de forma literal:

Costa – Não respondo a argumentos absurdos, nem venho aqui para fazer debates com comentadores. Eu sou um analista, venho aqui analisar.

Ferro de Gouveia – Eu também sou analista e também venho aqui analisar.

Ferro de Gouveia tem uma pós-graduação em Direito (Universidade de Coimbra), é auditora de Defesa Nacional (Instituto de Defesa Nacional), fez um mestrado sobre liderança na Academia Militar, um curso executivo na London School of Economics em Relações Internacionais e escreveu um livro sobre guerra.

Nos bastidores, Ferro de Gouveia acabou a atirar a água que tinha na sua caneca com o logotipo da CNN para cima de Costa. Quando saíram do ar, o general foi atrás de Ferro de Gouveia para lhe gritar a sua opinião sobre o físico da analista e dizer-lhe que a achava “mal-educada, ignorante e feia”. Um “eu desprezo-a” teve uma resposta improvável: a analista despejou a caneca de água por cima do general.

Já agora, também neste caso a pivot da CNN reagiu bem. No ar, Carla Moita interrompeu o general e disse que os dois estavam ali na mesma posição, que eram os dois analistas.

Mas fico a pensar: isso basta? A direcção de informação da CNN não tem nada a dizer?