Um pequeno aldrabão a caminho da fortuna!

(Por oxisdaquestão in Blog oxisdaquestao, 20/12/2024, revisão da Estátua)

Costa está a sair-se bem e em Washington apostam nele para completar o enfeudamento da neta de nazis que por acaso é nazi (dona Vonder Lidl ). Na NATO diz-se que o rapaz português é uma aposta ganha!

 Diz o jornal Público que Costa promete apoio total a Kiev e sem condições, incondicional. Para as normas do deficit não está mal afirmar que o apoio vai ser “custe o que custar”, qualquer que seja o rombo nas finanças nacionais.

Costa é um valente! Vá lá a gente saber quanto, do seu bolso, dará aos do batalhão Azov ou aos da intermediação imobiliária, nas zonas luxuosas do mundo. Nada disso interessa a Costa, lançado como está na senda do “último ucraniano a morrer” e do último euro a ser desviado dos orçamentos para o buraco negro aberto por Zelensky, o ex-presidente que teme eleições e ser chutado para canto!

 Com Costa a presidir é que vai ser, porque Costa faz o seu papel e tem altos objetivos na política europeida atual e futura; quem sabe se não aspira a ser o maior cangalheiro da zona, agora que um milhão já se foi e 2 milhões estão estropiados. As oportunidades são para serem agarradas e, Costa, é homem de peito feito a entrar pela Rússia adentro cavalgando Macron e arrastando Starmer pela arreata.

Na sua função de paleio, Costa tem todos os ases na mão; até a senhora Lidl se apaga para Costa refulgir e poder fazer todas as promessas que a NATO lhe indica: “até ao último desgraçado”, “até ao último tanque”, “até ao último euro”, “até ao último atentado terrorista”!

Costa é um sortilégio que casa bem com tudo quanto é último. Foi ele o último a levar um pontapé no cú para saltar do governo e deixá-lo aos parasitas da AD, que são mais do mesmo, excrescências de uma burguesia rasteira, falida e oportunista dos quatro costados.

 Outras coisas, porém, não iremos nós ver: Costa a comandar uma brigada de nazis debaixo de fogo ou a capturar um desgraçado para ser terrorista, treinado pelo MI6 inglês. O fato, a camisinha e a gravata não o permitem por serem tipo Conselho Europeido; são assim estas coisas…

Afinal de que se podem gabar os conservadores liberais?

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 08/12/2024, revisão da Estátua)


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As cinzentas tardes de Outono facilitam leituras cinzentas. Cinzentas como as cinzas das antigas braseiras. Um artigo de um número não muito antigo do Le Monde Diplomatique referia o domínio da Europa por elites conservadoras-liberais desde a “marcante” presidência do português Durão Barroso.

Afinal de que se podem gabar os conservadores liberais? De uma guerra por procuração na Ucrânia, da desindustrialização, da submissão aos EUA, da cumplicidade no genocídio do século na Palestina, da irrelevância internacional. Hoje na TV surgia a notícia de mais uma falência de uma fábrica fornecedora de componentes para a Auto Europa, a seguir a uma outra que fornecia bancos.

Mas, o interessante do artigo era a questão sem resposta, o que distingue Boris Jonhson, Keir Starmer, o secretário da NATO, a contabilista do Banco Central Europeu, o petit Macron e o petit Sholz?

Para a desindustrialização e a crise do estado social, os conservadores liberais propõem o desvio de capitais de setores produtivos e de prestação de serviços de bem-estar pelas despesas com compras de material de guerra aos EUA! Viva o liberalismo.

A contabilista do BCE, uma ultraliberal, impõe os juros com que os europeus pagam os seus empréstimos aos bancos privados – mercado? Livre concorrência? Isso é para tansos. Os petit do coração da Europa, Macron e Sholz o que propõem: Nada. Fugir! A Alemanha levar as fábricas para a China e os Estados Unidos, a França transformar a Renault num museu.

O que querem conservar afinal os conservadores europeus? A agua Pérrier para acompanhar o uísque escocês? E liberalismo o que é? Escolher entre dormir num banco da Gare du Nord ou da estação de Frankfurt?

Os conservadores e os liberais que há mais de 30 anos marcam o destino da Europa têm rosto e têm o dever de responder. Ou temos de perguntar ao Bugalho, que é um poço de ignorância, ou ao Paulo Rangel que é, de entre os furões ativos da politica portuguesa, um dos muito poucos que distingue o Comte do Kant e o preço do Guaidó do preço do Zelenski?

A Europa em crise: desafios políticos, económicos e geopolíticos

(João-MC Gomes, In VK, 03-12-2024)

A vaca começa a definhar e dá cada vez menos leite…

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A Europa enfrenta uma fase de instabilidade económica e política, marcada por desafios significativos que afetam a liderança de diversos países. A Alemanha, sob o governo de Olaf Scholz, exemplifica esse cenário. O setor automóvel, pilar da economia alemã, está em crise, com encerramentos de fábricas, despedimentos e greves que refletem o descontentamento dos trabalhadores. Este contexto tem colocado em xeque a capacidade de Scholz em gerir simultaneamente as crises internas e as exigências de uma política externa coerente.

Alemanha: “Fuga para a Frente”?

As recentes ações de Scholz indicam uma tentativa de “fuga para a frente”. A visita a Moscovo para conversações diretas com Vladimir Putin sobre o conflito ucraniano, à margem de comités internacionais, gerou duras críticas de Volodymyr Zelensky. Esta atitude foi interpretada como um afastamento da política de alinhamento estrito com o Ocidente no apoio à Ucrânia. Para amenizar as repercussões, Scholz realizou uma visita a Kiev, reafirmando o compromisso alemão com a Ucrânia e prometendo novas ajudas financeiras, apesar da deterioração económica do seu país.

A mala cinzenta que Scholz carregava pessoalmente em Kiev tornou-se símbolo de especulação, sugerindo a importância estratégica dos documentos ou recursos que transportava. Este episódio reflete a tensão crescente entre a necessidade de gestos simbólicos de apoio à Ucrânia e a realidade de um orçamento doméstico pressionado.

Impactos da Eleição de Trump e a Pressa Europeia

A iminente tomada de posse de Donald Trump como presidente dos EUA em janeiro de 2025 intensificou a pressão sobre os líderes europeus. Muitos temem que o regresso de Trump traga uma política externa americana menos previsível e mais centrada no isolamento, obrigando a Europa a encontrar soluções autónomas para desafios como o conflito na Ucrânia.

Neste contexto, António Costa, Presidente do Conselho Europeu, visitou Kiev numa missão diplomática que simbolizou a necessidade de manter boas relações com a Ucrânia, mas que, aos olhos de muitos, pouco acrescentou além de gestos protocolares. Macron, por sua vez, enfrenta uma possível crise política interna, com a ameaça de dissolução do governo francês, enquanto outros países da UE lidam com eleições que têm demonstrado crescente descontentamento popular com as políticas europeias.

Um Ocidente Dividido e Pressionado

A situação geopolítica também evidencia divisões. A pressão ocidental na Geórgia, por exemplo, revela estratégias que, em vez de estabilizar, ampliam tensões numa região sensível. O desgaste na unidade ocidental e os sinais de que cada dirigente europeu busca salvar a sua posição política apontam para a necessidade urgente de reformular a abordagem coletiva.

A Europa encontra-se num ponto crítico, onde crises económicas e políticas internas se cruzam com pressões externas e incertezas sobre o futuro das relações transatlânticas.

A resposta a estes desafios exigirá coordenação e coragem política, sob pena de aprofundar divisões internas e comprometer a sua relevância global. A tentativa de Scholz e outros líderes em ganhar tempo pode não ser suficiente se não for acompanhada de soluções concretas para as crises que afetam os cidadãos e a estabilidade do continente.