Do capitão Almeida ao mercado dos repetidores

(Viriato Soromenho Marques, in Diário de Notícias, 26/10/2024)

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Escrevi o primeiro artigo de jornal em novembro de 1973. Estudante liceal em Setúbal, 15 anos. Primeiro artigo, primeiro choque com a censura do Estado Novo. O jornal que acolheu a minha peça, criticando o derrube violento por Pinochet do Governo de Salvador Allende – no altar sacrificial da doutrina Monroe -, era dirigido por um médico notável. O dr. Mário Moura, quase centenário, continua a ser, para mim, uma referência de integridade e coragem moral. De facto, foi ele quem me defendeu de problemas maiores com o censor local, o capitão Almeida. Este último tinha deixado publicar o texto, mas os superiores de Lisboa puxaram-lhe as orelhas pela desatenção.

Face ao que estamos a viver no Ocidente, em matéria mediática, a estória do capitão Almeida é enternecedora. Até poderia ser contada aos netos, antes de dormir. Há um conjunto complexo de razões para isso, onde sobressai a mudança de paradigma na censura. Esta já não limita o discurso através dos meios repressivos do aparelho de Estado, mas oferece estímulos de mercado para mobilizar colaboradores na construção de mantras convenientes, propostos por uma espécie de Ministério da Verdade (em versão neoliberal). É claro que o pluralismo real dos meios de comunicação, uma realidade apenas há 30-40 anos, parece hoje uma máscara virtual, tentando ocultar a crescente concentração monopolista dos media.

Com o recuo do poder e influência dos EUA, a situação descarrilou. Há inúmeros exemplos da colaboração de media como a Sky News ou a CNN, com Washington e Bruxelas no confundir da natureza de Gaza: um campo de extermínio apresentado como um campo de batalha.

O Ocidente afogou a bandeira dos Direitos Humanos na cumplicidade com um genocídio, onde a fome e a doença, mantida pelas armas do IDF, matam mais do que as bombas. 

Sobre a recente Cimeira dos BRICS, o insulto substituiu-se à análise no Bild, no NYT e na própria BBC. A censura no Ocidente não gera consenso, mas sim conformismo, esculpido a golpes de mercado, combinando a cenoura e o chicote.

Pergunto aos leitores se sabem o que é a lei HR 1157 aprovada pela Câmara dos Representantes (EUA) por 351 contra 36, em 10 de setembro? Trata-se de um fundo quinquenal, dotado de 1,5 mil milhões de dólares, para financiar, pelo mundo fora, “os media e a sociedade civil”, na promoção da sinofobia, apresentada como combate à “influência maligna” da China. Trata-se de uma lei que transforma o jornalismo – esse instrumento de liberdade intelectual e procura da verdade – numa propaganda venal. Entre os repetidores, pululando hoje nos media, muitos o farão convictamente. Para não desperdiçar as oportunidades que o mercado oferece.

Retrato (frontal) de um javardo fascista

(Fernando Campos, in blog O Sítio dos Desenhos, 25/10/2024)

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O Chega é um partido javardo que representa um segmento assinalável de portugueses javardos com graves problemas de auto-estima.

O partido tem um discurso a condizer, bastante raso, velhaco e javardo; mas petulante e contentinho, para compensar. O seu estilo engraçadista e desmiolado de proferir aberrações como pretensos desabafos do homem-comum em forma de graçola (a graçola é um xiste sem espírito), tem feito o seu caminho na sociedade portuguesa – dando voz, e asas, fazendo sair do armário – onde esteve dormente mas latente – uma sensibilidadesinha desprovida de espírito, alarve e acéfala, carente de amor-próprio mas ufana de estupidez malévola e de ignorância odienta, ignóbil e ressabiada.

Pedro Pinto é o líder do grupo parlamentar do partido Chega. Isto quer dizer que é ele o porta-voz autorizado desta coisa. Pinto é um estafermo feioso que se parece com uma espécie de babuíno enxertado em grunho com cara de porcalhão.

De cada vez que abre a boca, só diz merda, uma merda infame, nauseabunda e asquerosa; mas di-la com a jactância refocilante e satisfeita de um porco que pensa(!) que lança perfume – um perfume fétido e repugnante – a racismo; a machismo de capoeira; a caserna; a patriotismo de penacho, monóculo e pinguelim; a proxeneta de gravata; a puta velha e futebol rasca; a fadinho caga-cão; a touros sem morte, só com tortura; a presunção de regedor; a cagança de torcionário; a sopa-dos-pobres com água-benta, ranço e penitência; a fascismo paroquial. Um fedor a velho, a azedo, a ardido, a coirão apodrecido com ressaibos de sacristia e de todas as degenerescências do preconceito.

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Este post inaugura uma nova etiqueta neste blogue: o rosto hediondo da javardice – que é como vão passar a ser arrumados, aqui ao lado na prateleira, toda a sorte de retratos de javardos, cheganos, liberais de iniciativa e fascistas em geral. A série inclui ainda este retrato de grupo, e este, e este, ambos expoentes do nacional-engraçadismo.

Fonte aqui

Há quem deseje a morte de Guterres, não eu, mas…

(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 2510/2024, revisão da Estátua)

Os nazis ucranianos estão furibundos com esta imagem…

(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos sobre a inclusão, pelos nazis ucranianos, do nome de Guterres na lista dos alvos a abater, (ver aqui).

Pela sua atualidade, e pela forma assertiva – e até polémica -, como analisa vários dos confrontos geopolíticos do momento, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 25/10/2024)


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Agora resta fazer figas e esperar que Guterres tenha em breve o destino que os nazis do Mirotvorets querem para ele. Calma, eu já passo a explicar.

Não desejo a morte dele, mas se a sua morte servir para abrir os olhos dos europeus, para Portugal deixar de ser um dos vassalos mais irresponsáveis e com uma das “elites” mais corruptas, que colocam o país cegamente ao lado de nazis numa agressão proxy a uma potência nuclear (imaginem o estado de Lisboa depois do Rangel enviar um dronezito contra Moscovo…), e do lado de colonos ilegais e genocidas de “Israel” então, pelo menos, seria uma morte com utilidade para a humanidade.

Seria uma tragédia para a família de Guterres, mas um abrir de olhos para milhões de pessoas, tal e qual como o assassinato de Maria Dugina serviu para alguns russos iludidos com a “liberdade e democracia” do liberalismo ocidental deixarem de ser ingénuos e fáceis vítimas da propaganda do Ocidente que, até muito recentemente, a Rússia ainda permitia no seu próprio território apesar de ter estado dois anos a ver os seus canais de notícias censurados pelos nazis-sionistas genocidas.

Diz o órgão de propaganda ocidental, Politico, que dos 32 membros da NATO, há 7 que são contra a entrada da Ucrânia: EUA, Espanha, Alemanha, Hungria, Turquia, Eslováquia, e Eslovénia.

Portugal é um dos vassalos/corruptos que, pelos vistos, quer mandar jovens homens portugueses morrer numa trincheira ao lado de bandeiras vermelhas e pretas da UPA/OUN, ou, como já falei antes, chegar ao topo da escalada, e levar com uma bomba nuclear bem no meio dos cornos.

Se, por um lado, ver a tal ogiva acertar na testa do Montenegro, do Marcelo, da Mortágua, do Ventura, etc, até seria um momento de uma certa vindicação, por outro lado era capaz de aleijar também uns quantos inocentes.

Portanto, fica explicada a minha lógica para a frase inicial. Se uma morte puder evitar tudo isto e salvar Portugal, então será uma morte útil. Não a desejo, mas há que ser pragmático na análise, mandar o politicamente correto à fava, e não deixar nada por dizer.

Contudo, bem por perto de Guterres andam umas bestas que – essas sim -, mereciam mesmo deixar de gastar oxigénio. O Blinken, debaixo de sete palmos de terra, seria um maravilhoso bom começo. Um “11 de Setembro” numa convenção/angariação de fundos da AIPAC não seria terrorismo, seria justiça divina.

Infelizmente, eu já vivi o suficiente para saber que a Justiça não existe na humanidade (ou é tão rara como ganhar a lotaria); portanto só os inocentes é que vão continuar a morrer, e os maiores assassinos em série à face da terra vão continuar soltos e a lucrar. Um deles até teve o prémio Nobel da “Paz” em casa… Um prémio que foi dado por uma alegada Academia de alegadas Ciências, pelo “mérito” das suas promessas na corrida à Casa Branca. A continuar assim, qualquer dia dão o Nobel da Literatura ao Fernando Rocha.

Mudando de assunto, mas sem mudar de tema, já começou a tentativa de golpe “Maidan” feita pelo império ocidental na Geórgia. Isto na semana em que um político da Geórgia revelou que o Ocidente lhe sugeriu começar uma guerra contra a Rússia, aguentar 3 ou 4 dias, e depois receber “ajuda” como o Zelensky… O que irá na mente dos atrasados mentais que ainda acreditam na propaganda do Ocidente e, neste momento, estão nas ruas de Tbilisi a agitar bandeiras da UE, dos EUA, e da NATO? É a mesma coisa que vai na mente dos portugueses que votam nesse sentido.

Uma droga poderosa. Causa perda total de inteligência. Chama-se: propaganda do império anglo-americano nazi-sionista genocida.

Depois não se esqueçam de dizer (e partilhar textos de quem diz) que proibir canais, “jornais”, e redes sociais ocidentais é “censura” e “autoritarismo”. Quem ainda é cego o suficiente para dizer tal asneira em 2024, deve estar com vontade de ver Lisboa a arder, ou um buraco a fumegar no lugar onde antes havia uma Lisboa. E vontade de ver soldados portugueses mortos às carradas, e cemitérios cheios de campas novas e com bandeiras nacionais, como acontece na Ucrânia.

Permitir a propaganda e a mentira dos regimes NÃO faz parte da liberdade de expressão e de imprensa! É fundamental protegermo-nos disso. Não o fazer, é como ir para um campo de batalha a pé, desarmado, e nu. A lei anti agentes estrangeiros da Geórgia, pode bem ser o que vai salvar aquele país do desaparecimento, de se transformar, a mando de Washington, Londres e Bruxelas, num segundo cemitério de carne para canhão desta guerra por procuração do capitalismo supremacista branco ocidental (do qual Obama é uma das principais caras) contra todos os povos do Mundo que se recusam a ajoelhar.

A este propósito, veja-se como a propaganda, interferência, corrupção, e manipulação eleitoral na Moldávia – tudo feito pelo Ocidente que depois (mesmo atingindo o resultado pretendido, projeta os seus crimes em acusações completamente infundadas contra a Rússia) -, pode levar ao resultado oposto. Na menos má das hipóteses, será o fim da independência daquele país, e quiçá até na sua anexação por parte da Roménia. Na pior das hipóteses, levará a uma reativação da guerra contra o povo da Transnístria e quiçá também o da Gagaúzia.

Para já, os fascistas moldavos, comprados pelos dólares/euros do culto fanático e genocida liberal, conseguiram transformar 45% em 67% num passo de magia. Primeiro, abriram urnas a mais na UE, para o voto por correspondência e voto de gente de cérebro completamente lavado e de gente que nunca na vida voltará a viver no seu país. Depois, fecharam as mesas de voto na Rússia (onde há centenas de milhares de moldavos) para suprimir o voto dessa gente. Provavelmente os EUA deram assessoria, visto serem especialistas nesta prática. Assim, a minoria de 45% de residentes na Moldávia a aceitar a UE, passou a ser por magia um total de 51%. Depois, esses 51% são usados para alterar a Constituição, algo que à partida necessitaria de dois terços. Et voilà, transformaram 45% em 67%.

Melhor que isto, só mesmo em França (e nem vou falar do sistema eleitoral completamente anti proporcional, isto é, anti representativo, logo antidemocrático), onde o DITADOR Macron com 15% de apoio popular, fez um governo da terceira coligação mais votada (os Liberais) com o apoio dos quartos classificados (Republicanos). Assim, nem governam os vencedores (Esquerdas) nem sequer os que ficaram em segundo (Nacionalistas). Brilhante! Nem o fascista Cavaco se lembrou desta em 2015…

Ah, e o tal anão político com 15% de apoio popular, é um dos “líderes” europeus mais vocais em relação à escalada na guerra contra a Rússia, na adesão da Ucrânia à NATO ainda com a guerra proxy a decorrer, no envio de tropas ocidentais para aquelas trincheiras, na entrega de mais armas, na recusa de negociações de paz, e já agora no apoio cego aos nazi-sionistas genocidas e na repetição do “direito à defesa” como forma de praticar o extermínio sistemático de mulheres e crianças, ou seja, o GENOCÍDIO. E, em casa, gosta muito de neoliberalismo, austeridade, desigualdade, cargas policiais contra grevistas, cortes de pensões, etc. Uns 15% de burgueses nojentos ainda o apoiam, e valem por 100%. Enquanto 85% do povo contra ele nada vale.

Enfim, é a “Democracia” Liberal em todo o seu esplendor. Ou, como Marx muito bem a designou: a DITADURA da burguesia. Por isso é que ele percebeu e defendeu, (concordem ou não com os exemplos), que a única coisa que se lhe pode realmente opor é uma “ditadura” do proletariado. Há uns anos atrás eu não percebia isto. Felizmente, estamos sempre a aprender.

Eu, cá por mim, continuo a preferir uma social-democracia proporcional representativa, onde o poder da burguesia esteja bem castrado (através de instrumentos como o Sistema de Ghent ou a trela curtíssima para os lobbies), como acontecia no modelo nórdico, até há uns valentes anos atrás.

Mas, se insistem em atacar e desmantelar e até ilegalizar tal coisa, se calhar um dia destes merecem levar com umas foices e martelos na cornadura. E assim sendo, venha daí a liderança mundial da China!