(Fernando Campos, in blog O Sítio dos Desenhos, 25/10/2024)

Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

O Chega é um partido javardo que representa um segmento assinalável de portugueses javardos com graves problemas de auto-estima.
O partido tem um discurso a condizer, bastante raso, velhaco e javardo; mas petulante e contentinho, para compensar. O seu estilo engraçadista e desmiolado de proferir aberrações como pretensos desabafos do homem-comum em forma de graçola (a graçola é um xiste sem espírito), tem feito o seu caminho na sociedade portuguesa – dando voz, e asas, fazendo sair do armário – onde esteve dormente mas latente – uma sensibilidadesinha desprovida de espírito, alarve e acéfala, carente de amor-próprio mas ufana de estupidez malévola e de ignorância odienta, ignóbil e ressabiada.
Pedro Pinto é o líder do grupo parlamentar do partido Chega. Isto quer dizer que é ele o porta-voz autorizado desta coisa. Pinto é um estafermo feioso que se parece com uma espécie de babuíno enxertado em grunho com cara de porcalhão.
De cada vez que abre a boca, só diz merda, uma merda infame, nauseabunda e asquerosa; mas di-la com a jactância refocilante e satisfeita de um porco que pensa(!) que lança perfume – um perfume fétido e repugnante – a racismo; a machismo de capoeira; a caserna; a patriotismo de penacho, monóculo e pinguelim; a proxeneta de gravata; a puta velha e futebol rasca; a fadinho caga-cão; a touros sem morte, só com tortura; a presunção de regedor; a cagança de torcionário; a sopa-dos-pobres com água-benta, ranço e penitência; a fascismo paroquial. Um fedor a velho, a azedo, a ardido, a coirão apodrecido com ressaibos de sacristia e de todas as degenerescências do preconceito.
————————————————–
Este post inaugura uma nova etiqueta neste blogue: o rosto hediondo da javardice – que é como vão passar a ser arrumados, aqui ao lado na prateleira, toda a sorte de retratos de javardos, cheganos, liberais de iniciativa e fascistas em geral. A série inclui ainda este retrato de grupo, e este, e este, ambos expoentes do nacional-engraçadismo.
Fonte aqui
Na minha opinião, o que fez crescer estes javardos; como refere e bem, foi a total falência politica da esquerda do PS. Mas, o PS, mudou e muito e ainda bem.
Chamará fascista ao que na verdade se chama de liberal e será feliz.
Sim, que no Chega é só liberalidades, começando logo pelo apelo ao disparo mortal dos polícias contra os cidadãos para encetar um bom diálogo…
… acabando nas leis raciais para ciganos, é um mar de liberalidades.
Como se o fascismo não fosse um regime de corporações e oligarquias financeiras…
«O Chega é um partido javardo que representa um segmento assinalável de portugueses javardos com graves problemas de auto-estima».
O Chega não será só pois o Chega…
O fascismo anda aí e não vê quem não quer.
O Montenegro nunca me enganou pois que alguém que diz “a vida das pessoas não está melhor mas o país está melhor” e “o ajustamento e para continuar doa a quem doer, custe o que custar e quem está mal mudasse” não merece ser eleito nem para a presidência do Clube de Setas da Picha.
Um sujeito que convida quem não quer cair na miséria a abandonar o seu país não merece ser eleito para porra nenhuma.
Mas graças a nossa memória curta e primeiro-ministro.
Mantendo, num governo com maioria relativa, os mesmos tiques de ditadura e a mesma tendência para dizer asneiras que tinha quando o seu partido governava a bel prazer graças a maioria absoluta garantida pela aliança com o “irrevogável” e pelo facto de ter as costas quentes por parte do trio de malfeitores a que chamamos troika.
Por essa altura havia alguns altos responsáveis que defendiam que Portugal só seria viável economicamente se o nível de vida da população regredisse aos anos 60 do Século passado.
Lembro-me de um colega já reformado que, tendo assistido a uma dessas reuniões, e tendo vivido a miséria dos anos 60 passou o dia seguinte desesperado e a concentrar se no trabalho com muita dificuldade.
Tinha dois filhos ainda jovens, por sinal duas baleias vorazes, que não conseguia imaginar a sobreviver se voltassemos ao tempo da meia sardinha e onde os bifes, se os havia, eram reservados ao chefe de família ou aos mais pequenos.
E e também graças a memória curta que demos quase 20 por cento dos votos a extrema direita.
Memória curta e não saber o que vai pelo mundo.
Não saber o que e viver onde a polícia seja mesmo impune, por exemplo.
E por cá a polícia já se vai tornando perigosa e irresponsável e isso tem de ser dito.
Não e aceitável que após os primeiros distúrbios responsáveis tenham vindo com declarações incendiarias prometendo fogo e enxofre sobre os “criminosos”.
Não e aceitável que 15 polícias encapuzados e sem identificação entrem na casa de um homem que tinha sido morto agredindo quem lá estava e so parando quando perceberam que lá estava um advogado.
Como não foram aceitáveis outras 13 mortes muito mal explicadas nos últimos oito anos.
Não e aceitável que tenham autorizado uma manifestação do Chega em defesa da polícia para o mesmo percurso para onde já tinha sido autorizada uma manifestação promovida pelo movimento Vida Justa contra a impunidade da polícia.
E se a policia age assim e porque sabe que tem um Governo e uma direita ainda mais caceteira a cobrir lhes as costas. Uma direita caceteira que continua a colher entre os grunhos e e por isso que o líder parlamentar do Chega disse o que disse e que Ventura vomita o que vomita.
Todos os mortos mal explicados teem um ponto em comum, gente negra, gente dos bairros de onde saem as mulheres da limpeza e os trolhas, gente descartável para esta canalha fascista. Que adora dizer que dali so saem os traficantes de droga.
Mas se a polícia tiver impunidade total qualquer um pode ser morto ou vítima de extorsão.
Nos anos 90, quando a impunidade também corria solta, um sujeito
bem branco viveu uma situação surreal.
Reconhecia que tinha um copo a bordo, não o suficiente para ser detido mas o agente intimou o a sair do carro dizendo que o ia levar para a esquadra.
Ora uma vez lá entrado Deus sabia quando e como sairia. Gostava dos braços, das pernas e das costelas, precisava deles para trabalhar e não os queria partidos.
Pelo que propôs resolver no local estendendo uma nota de cinco contos. Resposta do malandro fardado” eu tenho duas maos e o meu colega também”. Resultado, saiu lhe a coisa por 20 contos, sorte dele que os tinha na carteira, mas estava muito aliviado por ter saído daquilo inteiro e sem a tromba partida.
Se e isto que querem continuem a votar a direita mas depois não se queixem. O problema e que depois estamos todos em perigo e não so os trastes que votaram mal como aconteceu no Brasil e está a acontecer na Argentina.
Vão ver se o mar da megalodonte.
Muito bom, whale.
Muito bom, inscrevo-me já no clube de fãs!
Ui! Grande cromo a inaugurar esta caderneta… nunca tentei perceber este indivíduo, pois sabia que poderia ser melindroso decifrá-lo.
A forma canina como ladra contra quem pronuncia em vão o nome do seu líder partidário (agora também irrevogável, desde sempre a ganhar eleições internas onde é o candidato único depois de se demitir a cada desaire e renascer das cinzas qual fénix eterna, cada vez mais forte…), não o tratando com a reverência que fazem todos os acólitos da seita patega…
…não lhe chamo Sancho Pança, a personagem de Cervantes não merece ser descaracterizada, apesar de ser o fiel escudeiro do Cavaleiro das aVenturas e também montar burros.