Agostinho Costa tem um aviso para os “analfabetos funcionais”…

(Agostinho Costa, in CNN, 20/08/2025)

(Continuamos na alucinação. Macron diz, e os idiotas da nossa comunicação social repetem, que os russos só tomaram ainda 1% do território da Ucrânia. Ou não sabem a área de cada um dos territórios ou a matemática é uma batata para esses iluminados. O Major-general Agostinho Costa desmonta-lhes a mistificação e ensina-os a fazer contas, se é que têm cérebro capaz de as aprender. A escumalha está cada vez mais insana. É ver o vídeo.

Estátua de Sal, 20/08/2025)


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O universo mediático é um alfobre de idiotas úteis

(Manuel Augusto Araújo, in Facebook, 14/08/2025, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por IA

O universo mediático é um alfobre de idiotas úteis vendidos a interesses mais ou menos obscuros. A fronteira da vigarice intelectual, das mentirolas, no melhor ou pior dos casos nas meias-verdades é o pântano por onde essa gente viaja alegremente despejando com ar sério – imagem de marca dos melhores burlões o que nem sempre conseguem ser -, os maiores dislates que o mais raso senso comum deveria destruir.

 Só que, contam com plateias prontas a ser recetáculo das asnices e despautérios por se terem tornado incapazes de um mínimo de espírito crítico, da mínima capacidade de análise tanto por ignorância como pelo embotamento conseguido pelos Big Brothers, Casa de Segredos e coisas quejandas.

Agora o tema quase diário dos comentadores, uns beócios, outros filisteus, outros ainda enxertados de modo diverso nas duas categorias, que peroram sobre a guerra em curso na Ucrânia, é a hipótese de um acordo que abre as portas para uma paz possível.

Essa tropa fandanga acena um fantasma com os acordos de Munique de 1938, celebrados por Neville Chamberlain, Primeiro-ministro britânico, Édouard Daladier, Primeiro-ministro francês, Benito Mussolini, primeiro-ministro italiano, e Hitler em que parte substancial da Checoslováquia foi anexada à Alemanha nazi. Teoricamente para acalmar os ímpetos expansionistas do führer e alcançar uma paz para a Europa, os resultados são os conhecidos. Pretendem traçar um paralelo com uma provável paz na Ucrânia, em que os supostos planos expansionistas da Federação Russa não seriam travados.

A falsidade dessas arengas é que nessa época a crise do capitalismo era grave, o nacional-socialismo era a sequência do liberalismo clássico que tinha desembocado na Grande Depressão. A isso adicionava-se a Alemanha ter um grande défice de matérias-primas que só poderia obter invadindo outros territórios. Paralelamente a França e a Inglaterra procuravam que a Alemanha nazi se virasse para leste, onde encontraria na União Soviética a solução para essa escassez, de caminho destruindo o espectro do comunismo que, de algum modo, assombrava a Europa e punha em causa os valores capitalistas.

A inutilidade dos acordos de Munique tem essa raiz. Olhando para a realidade atual qual o interesse da Federação Russa, sem ser alcançar uma sólida segurança, em se expandir para a Europa? Qual o interesse económico e de matérias-primas que a Europa oferece? Nenhum! Zero!

O contrário é que é real. A Federação Russa pela sua extensão territorial, as suas riquezas em matérias-primas, a oferta de investimentos possíveis da agricultura à indústria, à exploração das matérias-primas é que é alvo do interesse ocidental, como a louca Kaja Kallas num momento de lucidez e inesperada sinceridade assumiu expressando o desejo de implodir a Federação Russa para mais facilmente explorar as riquezas do seu território.

O que essa gente, acenando com o papão de Munique, faz é ocultar a realidade e, de caminho, ocultar o que de facto está a acontecer na Ucrânia, num plano traçado em 2009 – leiam os think-tanks norte-americanos -, posto em marcha em 2014, com o golpe de Maidan, em que os EUA investiram cinco mil milhões de dólares – Victoria “que se foda a Europa” Nuland dixit -, que se agravou brutalmente com a invasão russa.

A Ucrânia é um entreposto onde se digladiam vários interesses, mas nenhum configura uma desnecessária expansão da Federação Russa. Poderá ter uma consequência desastrosa para a União Europeia, que seria ou será a adesão da Ucrânia, qualquer que seja a forma como saia deste conflito, o que aliás já teve algumas erupções em vários países da UE, por enquanto só ao nível da agricultura.

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Carta Aberta a Marcelo Rebelo de Sousa e a Luís Montenegro

(Mário Gonçalves, in Facebook, 14/08/2025, Revisão da Estátua)


Sobre a vergonha nacional que é virar as costas ao país em chamas.


Senhor Presidente da República, Senhor Primeiro-Ministro

Enquanto Portugal arde de norte a sul, enquanto as chamas devoram casas, florestas e vidas, enquanto bombeiros exaustos lutam dia e noite, arriscando tudo para proteger o que é de todos, os senhores… apanham banhos de sol. Como se nada fosse. Como se o drama de um país inteiro fosse apenas um ruído de fundo nas vossas férias.

É uma afronta. Uma falta de respeito gritante. Um retrato perfeito da distância que separa os corredores do poder da realidade que o povo vive na pele. Famílias inteiras perderam o teto que as abrigava. Crianças e idosos viram-se obrigados a fugir à pressa, com o fumo a queimar-lhes os pulmões e o medo a consumir-lhes o coração. Bombeiros morreram. E, mesmo assim, os senhores não interrompem o descanso dourado.

Não basta discursar sobre solidariedade quando as câmaras estão ligadas. Não basta vestir a máscara de “defensor do povo” quando, na verdade, se dá prioridade ao bronzeado em vez da presença no terreno. O país precisava ver os seus líderes no epicentro desta tragédia, não por vaidade ou pose, mas para liderar, para apoiar, para coordenar, para mostrar que a vida das pessoas vale mais do que a vossa comodidade.

E não venham com a desculpa das “agendas oficiais” ou do “trabalho remoto”. O que o povo vê é simples: quando mais precisávamos, os senhores escolheram estar longe. Escolheram não sentir o cheiro do fumo, não ver de perto a angústia de quem perdeu tudo, não apertar as mãos calejadas dos bombeiros que combatem com meios insuficientes e salários indignos.

Esta indiferença não se apaga. É mais um capítulo vergonhoso de uma classe política que se habitou a viver imune ao sofrimento real das pessoas. O vosso dever não é apenas governar quando dá jeito, é estar presente quando tudo se desmorona. E agora, senhores políticos, vocês falharam. Falharam redondamente.

Portugal não precisa de líderes que virem as costas ao fogo. Precisa de líderes que enfrentem as chamas ao lado do seu povo. E, hoje, vocês deixaram claro que não são esses líderes.

Com indignação, Um cidadão que recusa ser tratado como figurante no seu próprio país,

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