Apocalipse: o pacto suicida pelo qual ninguém votou

(Gerry Nolan, in ISLANDER/, 24/02/2026, Trad. da Estátua)


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O termo “fim do mundo” é o único que se encaixa — mas vamos nomear essa loucura com a clareza cirúrgica que este momento exige. No quarto aniversário de uma guerra que já perderam, Londres e Paris aparentemente decidiram que a resposta não é a negociação, nem a dignidade, nem a arte de governar elementar reconhecendo a derrota — mas sim uma escalada nuclear rumo ao abismo. Já ultrapassámos o ponto de qualquer estratégia por parte da NATO — só existe uma palavra para descrever essa insanidade, e essa palavra é patologia.

O Serviço de Vigilância Nuclear da Rússia (SVR) nomeia a arma com uma especificidade clínica que não pode ser considerada como propaganda: a ogiva termonuclear miniaturizada francesa TN75, a joia da coroa do míssil balístico M51 lançado por submarino — que será secretamente desmembrada, seus componentes contrabandeados, transferidos para Kiev e disfarçados cosmeticamente como um “desenvolvimento autóctone” ucraniano. Uma mentira tão arquitetonicamente transparente que insulta todos os inspetores de armas, todos os signatários de tratados, todos os seres humanos que passaram oitenta anos construindo a frágil estrutura da não proliferação nuclear. Kiev, prontamente, diz que isso é uma mentira absurda. Paris chama-lhe desinformação flagrante. Londres diz que “não há verdade nisso”. E, no entanto, nenhum deles convocou uma conferência de imprensa de emergência para repudiar. Nenhum deles forneceu, nem fornecerá, nada de material e relevante para limpar o seu nome. Eles emitiram declarações banais — o equivalente diplomático a um homem apanhado em flagrante com a mão no cofre dizendo que estava apenas a verificar a fechadura.

Eis a questão a que nem Londres nem Paris podem responder — porque nenhum processo democrático na Terra jamais a fez. Nenhum eleitor na França foi às urnas para autorizar a transferência secreta de ogivas termonucleares para uma zona de guerra ativa. Nenhum cidadão britânico votou a favor de uma política que a doutrina russa classifica formalmente como um acto conjunto de guerra contra uma potência nuclear. Nenhum eleitorado na Europa ou na América — nenhum — foi consultado sobre a decisão de levar os seus filhos sonâmbulos para à beira do precipício nuclear. Um poder dessa magnitude, exercido nessa escuridão, sobre as consequências tão irreversíveis, foi simplesmente usurpado — guardado no corredor de uma reunião de inteligência, ratificado por ninguém, sem prestar contas a ninguém.

Esses não são os movimentos de homens que acreditam estar a vencer. São os sacrifícios desesperados, que queimam o tempo, de jogadores que já perderam o tabuleiro — e agora estendem a mão para virar tudo de cabeça para baixo, rezando para que o caos os poupe da humilhação do xeque-mate. Quatro anos de armas, tesouros, sangue e credibilidade ocidental alimentaram a fornalha ucraniana — e a linha da frente revela a única verdade que importa. O império da narrativa não sobrevive ao contacto com a matemática da artilharia. Eles sabem que a posição está perdida. É assim que a derrota se parece quando os responsáveis ​​têm acesso a armas nucleares e nenhuma responsabilidade.

E a Alemanha — a Alemanha, a nação que carrega na sua essência civilizacional o custo preciso e irreversível da arrogância militar catastrófica — disse não. Berlim retirou-se. O SVR registra isso com uma brevidade quase desdenhosa: a Alemanha “sabiamente recusou-se a participar dessa perigosa aventura”. Que isso soe como uma sentença de um tribunal de crimes de guerra. O país que deu ao século XX as suas duas lições definidoras sobre o que acontece quando os líderes europeus confundem beligerância com estratégia — esse país olhou para o plano, olhou para os homens que o apresentavam e, silenciosamente, recuou da cadeira. Os derrotados  traem-se sempre nos seus movimentos finais. Nada, em toda a trajetória deste conflito, anunciou a falência estratégica, com uma eloquência mais devastadora, do que o momento em que o aliado mais marcado pela história, mais versado em catástrofes, olha para a sua obra-prima e se retira sem dizer uma palavra.

A postura nuclear da Rússia não exige interpretação, nem kremlinologia, nem descodificador especializado. Está escrita em linguagem tão inequívoca que a ignorância é impossível e a inocência, perdida: a agressão de um Estado não nuclear apoiado por uma potência nuclear constitui um ataque conjunto — de ambos. Sem metáforas. Sem floreios de negociação. Um quadro jurídico-militar publicado com quatro anos de linhas vermelhas impostas. Uma muralha de ferro. O Conselho da Federação solicitou formalmente a Londres, Paris, ao Conselho de Segurança da ONU e à AIEA que investiguem o assunto. Peskov confirmou que o assunto está em discussão em Genebra. Medvedev disse o que se segue em linguagem que não requer tradução. Eles não estão a fazer bluff. Nunca precisaram. E, no entanto, aqui estão Starmer e Macron — Dr. Strangelove sem a autoconsciência, sem o humor negro, sem sequer a graça salvadora do distanciamento ficcional — desencadeando, conscientemente, o que sua própria doutrina denomina como guerra nuclear.

Observe a foto acima usada pela Reuters, que captura a arrogância e a incompetência, como tantas outras fotos fazem. Quatro homens incompetentes do lado de fora da porta preta do número 10 — apertos de mão, ternos escuros, a encenação da gravidade. Eles não parecem homens que sabem que já são fantasmas. Essa é a coisa mais aterradora a dizer sobre eles — eles nunca parecem. O que estamos a testemunhar em tempo real, no aniversário exato do início da guerra, não é diplomacia. Não é estratégia. Não é nem mesmo desespero com um plano. É um pacto suicida coletivo, assinado por uma elite derrotada, tão esvaziada pela sua própria mitologia, tão fisicamente incapaz de absorver o veredicto do campo de batalha, que ainda está a mover peões num tabuleiro sem casas restantes — cega demais para ver o xeque-mate, arrogante demais para ouvir a peça a cair no chão.

A história não terá dificuldade em nomear o que foi que aconteceu. A tragédia é que talvez não haja mais historiadores para o escrever.

Fonte aqui


A cronologia vitoriosa dos chips das máquinas de lavar…

(Maria Manuela, in Facebook, 23/02/2026, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por IA

Há quatro anos atras, a Rússia avisou os EUA e o Reino unido que não permitiria a inclusão da Ucrânia na NATO, assim como, e após o volte-face do Ocidente aos acordos de Minsk, estava disposta a reconhecer as repúblicas independentes de Luhansk e de Donetsk, ambas alvo de crimes de genocídio étnico por parte de Kiev.

Há quatro anos atrás, Bidé – o senil macabro -, desdenhou dos avisos do Kremlin, crente de que uma invasão da Ucrânia pela Federação Russa seria o epílogo ansiosamente aguardado e amplamente planeado, para acabar com o regime de Moscovo.

Afinal, desde a revolta colorida de Maiden, da destituição do presidente eleito, da nomeação de um comediante corrupto para o seu lugar, das afrontas e dos actos criminosos cirurgicamente planeados e executados contra a população russófona do Donbass, da alteração da constituição ucraniana para incluir a adesão à NATO como requisito fundamental, até à instalação de bases da CIA na fronteira com a Rússia e ao armamento intensivo dos nazis que agora faziam parte do exército de Kiev, TUDO havia sido minuciosamente planeado, aguardando simplesmente o BASTA do Kremlin para esmagar um país que, segundo vários “analistas” sem vergonha mas com muita marreca, possuía um exército sem botas, sem meias, sem mapas atualizados, sem armamento moderno e, cujos soldados, tinham aprendido a usar armas na Wikipédia.

Mesmo a corrupta e belicista alemã da Comissão Europeia chegou a declarar em público que a Rússia “desmanchava máquinas de lavar roupa para conseguir chips para o armamento”.

A REALIDADE, a única realidade, é que volvidos estes quatro anos e agora já TRANSPARENTE e ASSUMIDO o envolvimento da NATO na guerra, os factos mostram-nos:

– Quatro oblasts da Ucrânia integrados na Federação Russa.

– Uma Ucrânia depauperada de soldados e de armamento.

– Kiev no seu esplendor corrupto.

– A EUROPA exaurida económica e militarmente.

– Os EUA a deixarem de financiar a Ucrânia.

– A NATO, ou não fosse representada por um pseudo homem, de cócaras perante os ditames norte-americanos.

– A Federação Russa a manter, e mesmo a aumentar, o seu desenvolvimento militar.

– Cada vez mais países europeus a afastarem-se de Bruxelas cientes da sua incomensurável estupidez e incapacidade.

Há quatro anos atrás, ESTA União Europeia de eunucos incompetentes, deixou que os EUA usassem o seu braço armado – a NATO – para criar uma guerra proxi com a Federação Russa no território ucraniano, relegando quer o facto da VIZINHANÇA imutável da Rússia, quer sobretudo a IMENSA mais-valia que de lá fluía em combustíveis, em capital e em materiais valiosos.

Hoje, Bruxelas, e TODOS NÓS, somos relegados para o canto infame onde coabitam os cobardes com os subalternos, e mandam os lunáticos que tentam desalmadamente polarizar a REALIDADE com lentes virtuais. Uns infelizes.


Os patetas na festa de anos sem força para apagar as velas…

(Maria Manuela, in Facebook, 23/02/2026, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por IA

Este aniversário do 4.º ano da operação militar especial da Rússia na Ucrânia contra a NATO está no mínimo a ser hilariante.

Ele é o Bosta, de novo gordo e anafado como um suíno, que em conjunto com a Pústula Vonderlata vão numa excursão sem acompanhantes a Kiev oferecer uma mão cheia de nada.

Ele são os coligados da triste figura a fazerem o que melhor sabem: figura de idiotas.

Ele é o larilas da NATO a fazer peito a Putin mas do aconchego do seu covil.

Ele são uma cambada de prefessorecos de universidades de meia tigela, em cursos sem sequer tigela serem, a fazerem pela viduxa afirmando as maiores bacoradas sobre a Rússia e sobre a realidade da guerra, na esperança de conseguirem subir um degrau numa carreira de merda.

Ele são os pivots televisivos a porem-se em bicos de pés para demonstrar que lambem melhor, que o colega do horário anterior, as partes dos patrões.

Ele são os generais e coronéis de caserna, a esganarem-se por acrescentar um extra à reforma conseguida sem mérito, demonstrando a sua faceta assumidíssima de invertebrados pegajosos.

Ele é, por último, uma catrefa de adeptos e apoiantes do Zé cocaína que percebem, enfim, a figura de imbecis que têm andado a fazer. Ou não, o que é ainda mais lastimável.


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Que belos cromos à pala do orçamento

(Eduardo Maltez Silva, in Facebook, 23/02/2026, Revisão da Estátua)


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O Governo contrata por 11 mil euros, em ajuste direto, maquilhadores e cabeleireiros para embelezar a imagem do Governo. (é mesmo verdade, não é sátira, ver notícia aqui).

Porque quando a substância falha, entra a maquilhagem. Quando a política rebenta tudo, entra o styling. Quando a governação é incompetente, entra o verniz.

Este executivo especializou-se nisso: Cosmética Política.

Pegou no que estava a funcionar e implodiu. Pegou no que já estava frágil e deixou degradar.

E, no meio disto tudo, investe na única área onde tem mostrado verdadeira consistência: gestão de imagem e PowerPoints.

Tal como a Spinumviva operava na lógica do balcão de interesses, este Governo move-se com a mesma fluidez entre o público e o privado — sempre com uma bússola muito clara: quem ganha com isto no topo da pirâmide?

Enquanto isso:

— a saúde pública ficou muito pior.

— as negociatas e transferência de dinheiro da classe média para os mais ricos está nos máximos.

— os pacotes laborais para esmagar quem trabalha em nome dos lucros de quem manda são desenhados às escondidas.

— a habitação transforma-se num parque de extração para especuladores e bilionários.

Mas calma — a franja está impecável para a conferência de imprensa.

Isto não é governar…tal como a chuva falsa nos vídeos do CHEGA, isto é performance para enganar patetas.

Muito ruído. Muito enquadramento. Muito spin. Muito “a culpa era dos outros” E cada vez menos Estado a funcionar.

No fim do dia, a mensagem implícita é simples: não te veem como cidadão — veem-te como dador de votos que precisa de uma boa imagem no ecrã para não olhar demasiado para os números.

É o CHEGA 2.0, com menos tom de taberna, mais bem barbeado e com melhor maquilhagem.