HÁ SEMPRE UM SÓCRATES À MÃO…( de 24/11/2014-Reeditado)

(Joaquim Vassalo Abreu, 18/03/2017)

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INTRODUÇÃO: Muitos Portugueses, e eu sou levado a pensar que a grande maioria mesmo, desde há muito já formaram o seu juízo acerca da culpabilidade de Sócrates em todo este infindável processo.

Mas, a verdade é que, passado este tempo todo, não vemos “acusação”. E assim, sem acusação, não pode haver condenamento! Mas não me vou ater em filosofias baratas e, muito menos, naquelas certezas absolutas que muitos responsáveis jornalísticos que muitos, responsáveis repito, já há muito têm das “provas consolidadas”, como se fossem os donos do processo.

O que eu vejo é aquilo que via há quase dois anos e meio e sobre o qual escrevi e publiquei em 24/11/2014 ( para além de outros textos que na época escrevi e podem consultar no meu Blog) e que agora reproduzo e republico:


HÁ SEMPRE UM SÓCRATES À MÃO… (24/11/2014)

“E recorrentemente a jeito! Há anos que é isto. Sócrates até à exaustão. Do tipo : “Quando a Justiça enlouquece, Sócrates sempre aparece”! Ou então: “ Quando a Direita estremece, Sócrates sempre aparece”!

Desde que dele me lembro, desde o dia daquela entrevista à Revista do Expresso, ainda pré-candidato a PM em que afirmou ser “ um animal feroz” que não mais teve sossego. Esta frase terá sido o seu Karma. Mas porquê? Esta é a pergunta que ainda hoje me faço e para a qual ainda não encontrei resposta. Mas atento a outra frase por ele proferida –“ eu sou o líder que a Direita gostaria de ter”- talvez a resposta ande por aí… : não o podendo ter o melhor será destruí-lo. E foi o que durante anos a fio a Direita sempre tentou: infernizar-lhe a vida. E agora utilizá-lo como arma. Como arma de arremesso.

Mas, antes que tudo, tenho que fazer uma declaração de interesses : nunca votei Sócrates. Das três vezes que foi a eleições não votei nele. As duas primeiras vezes porque sim e a última porque não! Nas duas primeiras conscientemente de outro lado e da última quase votando e só não o fazendo porque já não valia a pena, eu sabia. Mas a verdade é que sempre gostei dele e sempre o defendi. Sempre gostei do seu estilo, da sua determinação e, principalmente durante o seu primeiro governo, apoiei publicamente todas as Reformas que implementou, muitas delas determinantes e fracturantes e só possíveis com coragem e irredutibilidade. Algumas delas modificaram para sempre o nosso “ modus vivendi” nomeadamente na adopção das novas tecnologias na relação dos contribuintes com o Fisco, na redução de procedimentos administrativos de que o Programa Simplex é o exemplo, na aposta inequívoca na Ciência e na sua Investigação, na aposta nas Energias Alternativas como desígnio de futuro, nas transformações levadas a cabo na Saúde, como nas Maternidades, nas Urgências e no INEM e, ainda, entre muitas outras, na aposta na Formação Complementar através das Novas Oportunidades. Se mais não houvesse o enunciado bastaria para o perpetuar como um excelente Primeiro Ministro. E, para mim, o melhor Governo, o seu primeiro, que a democracia teve.

Por tudo isso eu sinto-me neste momento perplexo, desgostoso e angustiado. Porque nada mais será igual e a conclusão será sempre má seja qual for o modo como tudo isto acabar. Se ele for mesmo culpado sentir-me-ei atraiçoado e gravemente desiludido. Se se provar o contrário então terei que concluir que este Sistema está mesmo podre e que será quase impossível a sua regeneração. Para além disso a nossa relação com a Justiça jamais será a mesma e a nossa confiança nas Instituições sairá inevitavelmente abalada.

Mas sinto-me também confuso, melindrado e triste. Não sei especificamente de que crime ou crimes Sócrates é acusado, pois os apresentados são os sempre tipificados e carecendo também todos de prova, como é normal. Mas não vou dar opinião acerca da Justiça, pois muitos o fazem e já fizeram até à saciedade, do seu funcionamento, do indecoroso circo à sua volta montado, das sistemáticas fugas de informação e das quebras do segredo de justiça sempre presentes, das aberrações a que assistimos, dos inevitáveis aproveitamentos, dos autos de fé a que sempre assistimos…não. Não é disso que eu quero falar.

Assisti no sábado à noite ao EIXO DO MAL na Sic Notícias e, quanto a tudo o que referi relativo ao caso vertente, ao que este processo representa e pode representar, aos perigos que comporta, aos aproveitamentos, ao justicialismo emergente etc. tudo foi lá dito e escalpelizado de uma forma profunda, eloquente e séria, por todos os representados no dito programa, pelo que me escuso repetir e apenas recomendo que quem não viu veja porque vale a pena. Pela parte que me cabe eu subscrevo praticamente tudo o que lá se disse.

Mas independentemente de tudo isto, eu sei uma coisa, alias duas coisas e estas eu quero relevar: a primeira é que desde que o conheço ele é perseguido : Freeport, Licenciatura, Obras de Engenharia, Opções Sexuais, TVI, Face Oculta etc. etc. De tudo já foi acusado e de tudo já foi escrutinado. Tudo! Nunca vi nada igual. O ódio demonstrado pelos Midia, pela Direita e seus opositores ultrapassa o racional e o imaginável! A segunda é que, sendo sempre recorrente a sua chamada à liça, nomeadamente em circunstâncias em que a Direita se mostra mais débil, só demonstra ser ele um tipo realmente muito forte ou então será mesmo um vilão.

Mas isto cheira-me mal. Cheira-me mal a “oportunidade”. Vem metido numa “ enxurrada” de casos ( BES e VISTOS GOLD…) de enorme gravidade para o Regime, dando a entender que, aparecendo agora, pela sua visibilidade, mediatismo e importância públicas, aparece para “ arrefecer” e tirar do radar da visibilidade os outros. Não compreendo de outra maneira.

Se não vejamos: parece que, segundo tenho ouvido, se estará a falar de uma vida demasiado “ folgada”, da compra de uma casa e de movimentação de capitais. Mas é acusado de quê? De ter dinheiro? De comprar uma casa? De movimentar dinheiros? De receber transferências da Mãe que, pelos vistos, o tem? Que crimes são estes? Eu estou um pouco perplexo pois se isto forem crimes Portugal transforma-se numa gigante prisão. Onde tudo será crime menos receber uma prenda de 14 milhões e mandar para fora 1,5 Mil Milhões quando quem controla já sabia desse perigo.

É claro que, para haver crimes ou não é preciso provar uma coisa : A ORIGEM DO DINHEIRO! Aqui é que está a chave da questão. Só aqui poderá estar ou não o procedimento criminal.

Mas, como disse, aparece na “ embrulhada” e isso cheira-me a “ esturro”. Estando todos os casos, os grandes casos, entregues a um único Juíz, que deverá trabalhar 25 horas por dia e sem dormir, o que concluímos: se pega neste, esquece os outros. Alias do BPN já ninguém fala e são mais de 5 mil milhões. Gente ligada toda ela ao Cavaquismo! Em esquecimento público. O Salgado e o BES entregues a uma interminável Comissão de Inquérito, em banho maria, e são mais 5 mil milhões! A TECNOFORMA e suas ONG’s? Isso são trocados. Os SUBMARINOS? Isso foi na Alemanha! E os VISTOS GOLD? Já estavam a criar “ mossa”? Nada melhor que Sócrates! A Direita estava a afundar-se nas sondagens? Chama-se o Sócrates! É preciso arrefecer o ânimo do Costa? Nada melhor que o Sócrates! Um Sócrates sempre à mão dá imenso jeito, se dá! Era agora a “oportunidade”. A hora certa. E vai ser “ assado” em lume brando e tudo vai esquecer… O malvado comprou uma casa por 3 milhões! Que é isso?

O homem deixou o Governo há quatro anos, em plena crise financeira internacional e á beira da bancarrota. Passaram quatro anos. Outro governo veio e pôs tudo em pantanas. Passaram-se quatro anos. Passaram-se? Quem disse? Estes quatro anos não existiram … este Governo não existiu…estamos como estamos? Estamos como há quatro anos…culpa dele, culpa dele, do Sócrates… mas nós não vamos deixar que ele entregue o poder a esse tal Costa… tem que pagar…ele, o culpado. E vamos provar que Cavaco nunca existiu. Que Relvas foi uma pequena ventania. Que nada temos a ver com o BPN. Isso foram coisas do Constâncio. Submarinos? Isso será com o Portas. Vistos Gold? Portas, claro. BES e Salgado? Sócrates evidentemente. E dívida impagável, Desemprego galopante, Falências etc. etc. etc….tudo ele, tudo Sócrates!

Nós vamos voltar. Ele “ fritando” e nós governando…

E tudo será esquecido. E voltaremos à “ normalidade”.

Que bom que é ter sempre um Sócrates à mão…”


CONCLUSÃO: Passados dois anos e meio, quase, não retiro uma palavra  àquilo que escrevi e continuo a fazer o mesmo desafio de sempre: Acusem-no, porra! Não são capazes? Arquivem!

Afinal já fizeram o vosso “trabalho”, já cumpriram o vosso dever, já gastaram o que gastaram, já estão fartos de mostrar a vossa infinda incapacidade, já deram e mostraram tudo o que tinham a todos os “voyers” desta vida, aos lacraus de todos os desertos da dignidade….

Acusem-no de uma vez por todas e depois….depois desamparem e vão para a vossa merecida reforma…Mas, primeiro, acusem-no, porra!!!


Fonte aqui

SEI DE UM TAVARES…

(Joaquim Vassalo Abreu, 17/03/2017)

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Um parvalhão que, entre outras baboseiras, agradece à Troika devia ser desterrado para as galés. Pelo menos.

 

Quer dizer, eu até sei de uns quantos! E até me lembro que o primeiro de quem eu soube foi de um Açoriano, meu colega no Seminário- no Seminário sim, no Seminário do Fraião, em Braga, dos Missionários Espiritanos, de onde fui expulso porque, disseram eles, eu me comportava como outro estudante qualquer, ao que eu respondi: mas não me mandaram para aqui para eu estudar?, ao que eles disseram sim, mas para ser padre e para isso você não tem vocação, e então de lá saí, cheio de saudades de muitos colegas e do Tavaaares e do Gaudeeeeencio, Açorianos de entendimento impossível, em especial.

Mas adiante. Mas deste de quem eu vou agora falar sei pouco. Sei um pouco do que todos sabem, na verdade. Nos comentários do Facebook uns dizem que ele é um “cretino”, outros que é um “fascizoide” e outros dizem mesmo que é um indivíduo “metido a besta”, como dizem “nuestros hermanos” brasileiros. Dizem ainda outros que tem a mania que tem piada, quando naquele programa em que estão juntos, que eu não vejo, ele tenta ripostar ao Ricardo Araújo Pereira (daqui em diante RAP), em que dizem que mandam assim como um tipo de piropos um ao outro, como se fossem inimigos de estimação. Mas também dizem que não lhe chega a língua…

Sei que este Tavares está nesse tal programa da TVI24 que, repito, não vejo, embora lá participem pessoas muito estimáveis, como o Vaz Marques, o Pedro Mexia e o RAP. E não vejo porquê? Porque parece que o indivíduo usa óculos azuis e diz que é benfiquista! Inconciliável na minha maneira de ver, isto é, como fui educado: um tipo não pode ser do Benfica e ao mesmo tempo do PSD! Como não pode usar óculos azuis e ser do Benfica. E ainda por cima do PSD. Por isso na minha Família há regras e esses desfrutes lá não poderão nunca caber! Maneiras de ver…

Explicando melhor: Benfiquistas até podem ser, mas ai que sejam do…Portistas também podem ser, mas acumular não podem. Os Sportinguistas estão sempre perdoados porque, na minha Família, não há confusões dessas. Espero que tenham percebido…

Portanto, eu já soube há muitos anos de um Tavaaaaares, sei deste também e que, para além dos óculos azuis, tem barba rala e um defeito na língua, uma marca distintiva, sem dúvida, mas que tem a mania de estar sempre contra tudo o que da Esquerda vem. Mania, só pode ser.

Mas também sei, igualmente, de um outro Tavares, um Sousa, mas este sempre disse que não quer confusões com o outro, e mesmo sendo ambos “Miguéis”, tal não é tão distintivo assim, porque ambos teimam em coincidir em montes de coisas. Aqui sou eu que digo.

Mas também já ouvi falar de um outro Tavares, mas este um restaurante de elite em Lisboa, mas como é inacessível à minha bolsa e ao meu estatuto, nunca o conheci. Talvez os Tavares já lá tenham ido, quanto mais não fosse para se certificarem se aquele Tavares não pertenceria à sua árvore genealógica!

Mas este Tavares, o de óculos azuis e defeito na língua de que agora falo, apesar de tudo, bate e por muitos o outro Tavares em “Tavarismo”! Mas não confundam com “Taveirismo”, porque não foi nada disso o que eu escrevi, ok?

Mas espero bem que me compreendam, pois eu sou um ser um pouco desactualizado. Porque, do mesmo modo que nunca me permiti ouvir qualquer escuta, fosse ela do “Apito Dourado”, da “Face Oculta”, da “Operação Marquês”, do “Ataque do Tubarão” ou da “Inocência da Maria”, também me recuso a ler qualquer jornal, isto é, não me dou ao trabalho de ler aquilo que não quero ler. Já me basta aquilo que ouço e não me apetecia ouvir…Para quê, pergunto-me sempre eu?

Mas como um Amigo colocou no Face o artigo que o dito cujo publicou no “Público”, e aqui não peço desculpa pela redundância porque eu não pertenço a esse público, eu achei o título apelativo e fui cuscar o tal texto, cujo título é, nem mais nem menos que: “Sócrates e a pergunta que ninguém quer fazer”. Penosamente li o texto, aguentei a vontade de vomitar e fiquei a saber do que o cujo pensa: que o PS tinha ou tem obrigação de saber de tudo o que Sócrates terá feito ou fez! Tinha que saber de tudo, diz o Tavares.

E saber de tudo quer dizer: saber das obras que fez na Covilhã ou Guarda, de como conseguiu a sua licenciatura, como despachou o Freeport, como foi a sua relação com a Lena ou com o seu amigo, entrando aqui num complexo mundo da sexualidade, da sua concubinice com a OI(!), do seu amiganço com a PT, de como apressou o furacão Katrina, promoveu a falência do BES, terá comprado os submarinos (já que o outro não foi) e de como uma Virgínia qualquer terá perdido a virgindade! De tudo o PS teria que saber e, “pour cause”, é também responsável!

Esqueci-me, ainda, da bancarrota, da responsabilidade da PAF ter formado governo e de tudo o que fez e porquê? Porque perdeu as eleições. E muito bem, pensou ele.

De modo que, meu mais que estimado Tavares, dizem-me que tem quatro filhos. Nunca nenhum teve piolhos? Não? Sortudo, hem? Andam em colégios privados e tomam “Ritalina”, não é?

Pois olhe: o meu neto frequenta uma Escola Pública em Barcelona e apareceu em casa com piolhos! Veja só! E toma todos os dias banho! Como pode ser? Contágio, não será?

Então siga o meu conselho: aprenda a catar piolhos porque, mais dia menos dia, por mais higienizados e ritanilados que os seus filhos estejam, aparecem-lhe em casa com piolhos…

E, quando os quiser catar, e vai ter que aprender, vão-lhe dizer aquilo que eu agora sugiro: porque não vai catar piolhos para outro lado?

E tome também “Ritalina”, homem! E assim, mais calmo, desampare a loja. E sabe porquê? Porque qualquer dia é a loja que o desampara!

E que já não há loja que o ature…


Fonte aqui

A LEAL contra a “DESLEAL”!

(Joaquim Vassalo Abreu, 15/03/2017)

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Não vai ser nada parecido com um “Kramer contra Kramer”, o célebre filme protagonizado por dois dos melhores actores de sempre, Meryl Streep e Dustin Hoffman, penso que ali dos finais dos setenta, nada disso, vai ser, antes sim, uma acesa disputa entre membros da mesma família política, a direita, pela Câmara de Lisboa. Ou será que já não são da mesma família?

Passo a explicar: eu ontem, naquele programa da RTP3 em que os oradores são o José Eduardo Martins, o Pedro Adão e Silva e aquele do Livre, o Rui Tavares, o José Eduardo perguntado sobre se já havia candidato ou candidata do PSD a Lisboa, disse que vai haver sim senhora e que o programa para a cidade que está a elaborar está em vias de ser apresentado.

Mas como não pode haver programa sem candidato ou candidata, embora até agora o programa não se pudesse dirigir concretamente ao perfil de qualquer candidato ou candidata, ele descaiu-se e penso, tenho a certeza mesmo, que falou de uma candidata feminina!

Ora eu, que não tenho um dedo mindinho com as capacidades daquele do Mendinhos, recorri ao meu faro. Faro sim, não porque seja de Faro, até sou quase do extremo oposto, mas porque nasci ali no sopé do Monte de Faro, em Góios, Marinhas, Esposende, ali a paredes meias com Palmeira do Faro, lá está, e Vila Chã!

Quem ali teve o sortilégio de nascer, nasceu com um faro acrescido e, fazendo uso do mesmo, antes de passar do estado de sentado para o de deitado, passei os olhos pelas capas dos jornais e o que vi? Aquilo que ninguém deve ter visto, ou então não viu como eu. O que foi, perguntarão vocês, que tu viste e mais ninguém viu? É só olhar para uma daquelas notícias de fundo de jornal “I” que diz: “Teresa Leal (esqueceram-se de acrescentar Coelho), diz não à CM de Odivelas a pensar em Lisboa”. E remete depois para as páginas 4 e 5. Eu não me remeti pois já não precisava, nem ia comprar o jornal por causa disso.

Estão a ver, portanto, o que faz ter faro. Associei logo tudo e pensei: este PSD não faz nada por acaso! Para combater uma “desleal”, que melhor escolha que uma Leal? Ainda por cima Coelho! E ainda por cima do por cima com um nome de “santa”, seja ela de Calcutá ou de Ávila!

Que ela é Leal é uma constatação. Mas quem será a “desleal”? É também óbvio que é a Maria de Assunção! Mais que desleal, uma autêntica traidora. Como é que uma Ministra, e Ministra da Agricultura e não sei se também dos Mares, de um governo superiormente dirigido por um ser tão iluminado como outro não teremos, faz o que faz e fez o que fez? Primeiro candidata-se à CM de Lisboa sem avisar sequer o seu ainda “pafiano” parceiro. Depois vem dizer que de Banca nos conselhos de ministros não se lembra de se ter falado, quanto mais no sistema financeiro. E depois, cereja em cima do bolo, que assinou de cruz a resolução do BES a pedido da Maria Luís!

Quer dizer: em plena actividade balnear, entre um mergulho, a mamada da filha mais nova e a preparação da espreguiçadeira, ela despachou um Mail de altíssima responsabilidade. Mas aqui até que não posso ser tão injusto: aqui até demonstrou lealdade. A deslealdade foi a revelação!

Mas, recorrendo novamente ao meu faro, ele cheira-me que não terá sido tão simples assim. Para mim ela primeiro telefonou ao Paulo que lhe terá dito: aguarda só um momento Maria “de”!

Entretanto o Paulo telefona, ou estava mesmo com o Coelho e pergunta-lhe: quantos lugares por esta assinatura? Ligou à Maria “de” e disse-lhe: feito, assina! Esta troca de uma assinatura por vários lugares para os seus nos mais diversos departamentos estatais. Que fique bem claro que isto não fui eu que inventei: foi o antigo ministro da economia, o Álvaro Santos Pereira, que o relatou num livro que escreveu. Verosímil, portanto…

De modos que vai ser bonita a “festa”, pá! A campanha, quero eu dizer. Os debates, direi melhor.

A Maria “de” há muito que marcou o terreno, há muito que anda em campanha prometendo reverter aquilo que tirou no seu consulado e até já reuniu com o Medina para se certificar se eram verdadeiros os boatos que diziam estar a CM de Lisboa de boa saúde financeira. E até disse: pois se assim é poderia e deveria ter feito mais, muito mais. Ela tê-lo-ia feito!

Entrementes a Leal, que vem atrasada e tem muito que recuperar, está confrontada com um dilema: gastaria mais ou pouparia mais? Mas ela vai ler o programa e vai fazer como os jogadores de futebol quando entram a substituir outros: o adjunto do Mister mostra-lhe aquelas folhas todas, com aquelas tácticas todas esquematizadas de modo que eles, quando entram, já sabem o que vão fazer, o lugar que vão ocupar, o espaço em que vão jogar e os círculos que devem vigiar. De modo a não perderem as “segundas” bolas e a ocuparem os espaços entre linhas, como dizem aqueles entendidos todos em futebolez!

Mas, como disse, vai ser bonito! Leal sou eu, dirá a Leal! Católica sou eu, dirá a Maria “de”! Traidora és tu, dirá a Leal! Traidora o “camando”, responderá a Maria “de”! Tu e a tua família trouxeram para aqui a Uber, diz a Leal! E tu andas nela, replica a Maria “de”! Eu tenho uma já longa carreira política, diz a Leal e enumera: já fui administradora da SAD do Benfica no tempo do Vale e Azevedo, já presidi a várias comissões de inquérito, fui contra o Constitucional e até combati os Maçons! E tu, desafiou ela a Maria “de”?

Mas esta não se ficou e retorquiu: eu fui Ministra e, mais que tudo, fui contra o aborto, seu “aborto”. Já agora diz-me: porque andas sempre de cachecol, mesmo no verão? Tens alguma coisa a esconder? Hummm…

O Fernando Medina, mais o João Ferreira, riam-se a bandeiras despregadas e o do Bloco, novato nessas coisas, ainda imberbe, estava amarelo e não acreditava no que ouvia.

E dizia para consigo: coisas de mulheres! Onde eu me vim meter…


Fonte aqui